Quem viver verá, mas também votará. É preciso explicar como e o que é possível fazer mais

Diario de PE

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O governador Eduardo Campos dispensou um evento da Força Sindical em São Paulo.

No 1º de maio, Dia do Trabalhador, deixou de lado o terno de pré-candidato a presidente e dedicou-se a agenda em Pernambuco.

No interior do estado, esteve com trabalhadores do Movimento Sem Terra, dos índios Xucurus e quilombolas.

Aproveitou as comemorações para introduzir o tema “reforma agrária” na pauta política e acrescentar um novo mote ao seu discurso “é possível fazer mais”.

Ao ser indagado o que faria a mais pelo Brasil, respondeu de pronto: “quem viver verá”.

O novo “slogan” esquece porém que quem viver também vai votar em 2014.

O eleitor merece saber o que significa “é possível fazer mais”.

Afinal, é relevante ir além das frases ajustadas à cartilha do marketing eleitoral, não é?

O pai das obras governamentais é o eleitor-contribuinte. De todas

www.izp.al.gov.br

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Comentário da coluna Diario Político desta quarta-feira trata da questão da paternidade de obras públicas.

O tema é recorrente em campanhas e volta à pauta nesse momento em que PT e PSB ensaiam um rompimento a partir de Pernambuco.

A coluna, assinada por Marisa Gibson, a alerta que o verdadeiro pai é o eleitor contribuinte. Confira:

Os verdadeiros pais e mães

Voltando à questão da paternidade de obras e ações públicas que, na quarta-feira, indicou um confronto entre o governo Dilma e a gestão Eduardo, ontem o governador apressou-se em colocar um ponto final na questão.

Prevendo uma evolução perigosa dessa discussão, um assunto recorrente que ganha expressão quando se caminha para uma disputa eleitoral como ocorre com o governador e a presidente,  Eduardo declarou: “não é importante, neste momento, ficar discutindo quem fez o que, até porque os recursos são públicos”.

De fato, o momento é delicado. E  Eduardo agora é vítima daquilo que no passado o beneficiou. Quando ainda era governador, Jarbas Vasconcelos afirmava que os investimentos do governo federal em Pernambuco – com Lula no Palácio do Planalto – eram decorrentes das condições criadas por sua gestão.

Argumento semelhante a que o PSB utiliza agora. Porém, se lá adiante, essa disputa entrar na pauta eleitoral, como se presume, não vale nem à pena recorrer a um teste de paternidade, porque a realidade já diz tudo: o pai real de todas as obras e ações governamentais é o eleitor-contribuinte, que paga impostos e vai às urnas eleger presidente, governadores e prefeitos.

Nenhum governante está fazendo favor ao construir uma barragem, rodovia ou estrada de ferro – é com esse objetivo que a maioria do eleitorado o escolhe. Mas no Brasil do século 21 ainda prevalece essa visão patrimonialista, como se o Tesouro Nacional fosse uma mera conta-corrente do governante do momento. Não é.

De fato, o Brasil só é uma Federação no nome, pois estados e municípios – especialmente os mais pobres – dependem da boa vontade da União. E, dentro das unidades federativas, esse problema também se repete com os governadores aparecendo como benfeitores, acima dos prefeitos, uma cultura que precisa mudar e que só será possível com um novo Pacto Federativo.

Nas redes sociais, eleitores revelam desinteresse em votar. Apontam desencanto com os candidatos

caminhoEmbora seja baixo o número de eleitores que dizem não saber em quem votar, assim como os índices dos dispotos a anular ou a votar em branco, sobra apatia nas ruas nesta eleição.

Militância aguerrida, segurando bandeira, saudando candidatos com jingles e palavras de ordem foi artigo raro a campanha inteira e pouco se vê neste domingo.

Nas redes sociais, tribuna para posicionamentos de toda ordem, surgem manifestações que talvez expliquem o desânimo  observado no embate na capital pernambucano.

Não são poucos os desabafos que apontam descontentamento com as candidaturas a prefeito do Recife.

Fala-se em postulantes construídos por padrinhos, palanques escondidos, novos nomes que não representam novidade, conflitos improdutivos, projetos impostos, promessas distantes da realidade, pouca sinceridade…

Enfim, para parte do eleitorado há desilusão em relação à prática política adotada pelos candidatos. Ou a cidade está carente de líderes formados  “naturalmente” ou o formato seguido na campanha não consegue mais seduzir uma boa fatia do eleitorado

Sobra gente refletindo se vale a pena votar ou simplesmente declarando que irá à cabine para cumprir um mero ritual exigido pela Justiça Eleitoral.

Eleitor no Recife identifica-se mais com o PT. A afinidade, porém, não se traduz em apoio

ptNo Recife, após 12 anos no poder, o Partido dos Trabalhadores é a legenda com maior identidade com o eleitor.

A informação está na terceira rodada da pesquisa DiarioData, publicada pelo Diario de Pernambuco neste domingo.

Vinte e três porcento dos 1.100 ouvidos, apontam o PT como o partido com o qual se identificam.

O PSB, com 4%, é o segundo mais citado. Depois vêm PSDB (3%), PMDB e PV (ambos com 2%), DEM, PRB, PTC e PC do B (todos com 1%). “Outros” somam 3%.

Curiosamente o maior índice corresponde aos que afirmam não ter partido, 55%. “Não sabe e não respondeu”, totalizam 4%.

Os índices espelham a fragilidade do sistema partidário brasileiro, formado por siglas sem ideologia e que, muitas vezes, se vendem para ganhar fatias de poder.

A maior referência ao PT se dá certamente por ser um partido que, na história recente do país, mobilizou trabalhadores nas ruas sob a liderança de um mito, o ex-presidente Lula.

Claro que os oito anos de Lula no comando do Palácio do Planalto e mais os dois anos de Dilma Rousseff contribuem para a fixação do partido na memória do eleitorado.

É importante destacar também que o PT está há três mandatos no comando da Prefeitura do Recife, o que facilita a identificação da população com a legenda.

Afinidade atestada na pesquisa não é traduzida, porém, em apoio.  A mesmo DiarioData aponta o candidato do PSB, Geraldo Julio, na frente, 48% dos votos válidos, seguido pelo postulante do PSDB, Daniel Coelho, com 24%.

Humberto Costa, concorrente do PT, aparece apenas em terceiro lugar, com 22% dos válidos. Ou seja, a identidade entre eleitor e o partido pode ser explicada como maior popularidade da legenda. E só.

Confusão entre continuidade e mudança: perigo da política de um lado só

O nó “ideológico” que amarra a campanha pela Prefeitura do Recife está refletido na opinião do eleitor.

Dados da segunda rodada da pesquisa DiarioData Associados, publicada pelo Diario neste domingo, revelam que a população faz confusão entre manter a situação como está e promover mudanças.

Dos 1.100 ouvidos, 44% afirmam querer votar numa candidatura que representa a continuidade, enquanto 37% informam que optarão por um nome que simbolize a oposição.

Outros 19% simplesmente não souberam opinar ou preferiram não responder.

Quer dizer, há alta tendência tanto para ruptura quanto para permanência do quadro atual.

A realidade dos números espelha o que o eleitor vê e ouve diariamente: mesmo no poder, com prefeito e vice com comando do Executivo da capital, o PT, com Humberto Costa, e o PSB, com Geraldo Julio, portam-se como oponentes à atual gestão.

Paralelamente, Mendonça Filho (DEM) não construiu um discurso capaz de convencer como oposição.

Por sua vez, Daniel Coelho (PSDB) atira para todo lado, mas não pode esconder a afinidade do seu partido como o PSB, do governador Eduardo Campos. Faz declarações contundentes, mas não nomeia ninguém.

Enfim, sem uma candidatura de peso identificada como oposição, a cabeça do eleitor segue embaralhando as ideias.

Afinal, Geraldo Julio e Humberto podem até estar em conflito na briga pela prefeitura, mas não há como esconder que, juntos, eles representam o grupo que está no poder há 12 anos na capital.

O mesmo grupo que hoje, em chapas distintas, busca o apoio do eleitor para ganhar mais um mandato. Contradição perfeitamente detectada pela pesquisa: as propostas de mudança respiram continuidade.

Realidade perigosa esta, a da política em que todo mundo se confunde ou está de um lado só.

Eleitor ocasional paga caro pela educação falha, incapacidade de reflexão e desconhecimento da cidadania

tituloOuvir a conversa alheia pode servir de senha para se saber o que vai pela cabeça do eleitor.

Longe de ser um levantamento acadêmico ou científico, se ligar no diálogo da mesa ao lado ou no que dizem companheiros de viagem em coletivos acaba se constituindo num exercício capaz de revelar o quão frágil é o processo eleitoral dessas terras que um dia foram capitanias hereditárias.

As razões usadas para justificar as preferências mostram que ideologia política existe apenas em dicionário. Os motivos geralmente são imediatistas.

São circunscristos e baseados no debate realizado durante o período chamado de eleitoral (entre julho e outubro). Portanto, contaminados pelas verdades criadas pelos pensadores das campanhas.

A carga de propaganda que chega até a população é fundamentada exatamente naquilo que mais aflige os eleitores (claro que pesquisas, feitas antecipadamente, apontam as prioridades).

Em outras palavras, as propostas são ajustadas às necessidades “do momento”. Trata-se de uma realidade que espelha uma sociedade pouco educada e, por isso mesmo, desmobilizada e com baixo grau de consciência de cidadania.

O eleitor, grosso modo, só é visto e se vê como tal nos três meses de campanha. Pela ínfima capacidade de reflexão crítica, ele próprio se distancia da vida pública.

Não acompanha o trabalho do seu candidato, não cobra, não pressiona, não se apossa dos direitos que tem como ente que vota e paga impostos.

Enfim, depois de outubro, boa parte dos que hoje começam a definir seus candidatos tratará de assuntos bem mais banais nos bate-papos por aí. Não se lembrará por onde anda seu título e muito menos em quem votou.

Pagamos caro pela indiferença decorrente da educação propositalmente falha. E o pior é saber que esta realidade é convenientemente perpetuada por quem poderia transformá-la: os políticos.

Se terá caráter pedagógico para políticos, o mensalão pode ensinar muito ao cidadão

Existem análises que preveem a pouca repercussão do julgamento do mensalão sobre a campanha eleitoral deste ano. E se isso vier a ocorrer, será lamentável.

Não se trata aqui de uma torcida para que os candidatos do PT sejam penalizados pelo fato de filiados do partido estarem no banco dos réus no Supremo Tribunal Federal.

No entanto, não se pode deixar de observar que a ação penal que ora mobiliza a corte máxima do país pode ter um papel didático para o cidadão.

O mensalão é obra da politicagem que impera nas relações entre Executivo e Legislativo.

O esquema de pagamento por favores políticos que fundamentou a denúncia ocorreu exatamente nos bastidores do Planalto e do Congresso. Portanto, nos templos da representatividade política nacional.

E, assim sendo, não merece ou não deve ser dissociado da eleição, este momento pleno da democracia em que escolhemos os ocupantes de cargos eletivos.

Claro que neste ano estão em jogo apenas mandatos municipais e o julgamento ocorre em Brasília, tem caráter nacionalizado.

Mas a questão central, vale reiterar, é que os crimes que justificam o processo foram cometidos por políticos.

É consequência direta da rede de ilicitudes que compra e vende apoio dos homens que ocupam cargos públicos em qualquer esfera de poder.

Justamente por isso o cidadão, antes de decidir como se portará diante da urna, pode contar com um vasto material resultante de tal politicagem.

Se terá um papel de “educar” políticos, o julgamento do mensalão também tem muito a ensinar ao eleitor.

Eleitor descrente: “Quem pode resolver não se preocupa. Quem se preocupa não pode resolver”

Para encerrar a primeira semana de campanha “oficial”, pílulas de sabedoria popular ouvidas numa conversa entre clientes de um fiteiro/quase boteco na Rua Oliveira Lima, na Boa Vista.

“Quem mais pode resolver isso (buracos, ruas alagadas, calçadas intransitáveis) está muito pouco preocupado. E quem mais se preocupa, pouco pode fazer” – referências ao descaso do poder público e às dificuldades dos pedestres no Recife.

Aí alguem lembrou que o voto é a tal arma para se mudar a situação.

A resposta: “Mas todo mundo só é bom agora (na campanha). Ganhou a eleição, seja quem for, entra pra laia dos que não resolvem nada”.

Esperança escassa diagnosticada entre poucas cervejas, alguma charque e muita chuva.

Não há paz, nem boa vontade entre os homens do PT. Falta também respeito ao eleitor do Recife

ptNão há paz nas terras do PT no Recife. Os homens do partido por aqui não têm boa vontade, como quer a direção nacional do partido.

Na semana passada, após a decisão que estabeleceu uma segunda prévia para definir o candidato a prefeito da capital pernambucana, dirigentes pregavam diálogo e harmonia.

Em conversa com o Blog, o secretário nacional de organização da sigla, Paulo Frateschi, sublinhou, por diversas vezes, a expectativa por uma solução amigável.

Quem sabe o entendimento tornasse o novo embate nas urnas dispensável.Talvez, um terceiro nome surgisse em cena selando um desfecho de paz, amor, satisfação e, enfim, unidade.

Ledo engano. O acirramento dos ânimos foi renovado. A acusação de fraude ao grupo do prefeito João da Costa, depois considerada apenas uma falha, não foi e não será digerida pelos apoiadores do gestor.

E aí, com a história entalada na garganta, o prefeito e seus aliados afiaram o gogó. Até o próximo domingo, os discursos despejarão cobras e lagartos nessa temporada “extra” da briga interna. Na última sexta-feira, os recifenses já tiveram uma mostra de como a temperatura vai subir na reta final.

Os eleitores, esses seres que contribuem com impostos mas vêem a cidade esbanjar problemas crônicos, demonstram, em conversas informais, um certo cansaço dessa história. Claro que aquele sentimento de torcer pelo fogo no circo – estranhamente natural no ser humano – persiste.

Mas o enfado parece ser maior. É bem provável que quando a campanha começar para valer, o eleitor encontre alguma motivação para superar a fadiga atual.

Por enquanto, resta assistir ao confronto fratricida que põe as carências do Recife de lado e prioriza a busca pelo poder a todo custo.

Uma lástima para uma comunidade que continua necessitada de limpeza urbana, calçadas, transporte, saúde, educação, lazer e algum respeito.

Cartaz “descontraído” irrita eleitor na Central do TRE

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“Simpáticos” cartazes como este acima recepcionaram eleitores que foram nesta quarta-feira à Central de Atendimento do TRE no Recife.

Hoje, 09.05, esgota-se o prazo de 2012 para que eleitores que nunca votaram requisitem o documento e veteranos solicitem a mudança de domicílio eleitoral.

E, claro, muita gente deixou para procurar  os cartórios eleitorais na “última hora”. Na central de atendimento a fila tem se mantido gigante desde as primeiras horas do dia, mesmo com os 40 guichês ativados.

Muitos eleitores não gostaram da mensagem de “boas-vindas” e rasgaram alguns cartazes. Viram, com certa razão, ironia na iniciativa. O pessoal da central informou, porém, que a intenção era proporcionar bom humor ao ambiente estressante do último dia.

Informações e foto de Eduarda Bione, do Diario.