Secretários socialistas dizem que pré-candidatos à sucessão atropelam autoridade de Eduardo

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Enquanto Eduardo Campos cumpria compromissos pelo interior nesta sexta, secretários da cota do PSB, ou a cúpula da máquina estadual, se reunia no restaurante Leite, na Praça Joaquim Nabuco.

Bem longe do sertão visitado pelo governador, os homens do primeiríssimo escalão almoçaram 2014 servido em louça fina.

Na sobremesa, concluíram que o processo sucessório em Pernambuco está acelerado demais e que a pressa de alguns está atropelando a autoridade de Eduardo, que é, legitimamente, o condutor da articulações eleitorais.

Dividiram a mesa Milton Coelho (Governo),  Danilo Cabral (Cidades), Paulo Câmara (Fazenda), Antônio Figueira (Saúde), Décio Padilha (Administração), Thiago Norões (procurador geral do estado) e Renato Thiebaut (chefe de gabinete do governador).

Vindo de quem vem, uma avaliação desse nível deve ser entendida como um recado do Palácio das Princesas aos aliancistas que já se movimentam como pré-candidatos.

Ou seja, o governador está incomodado. Não aprova e não quer integrante da frente partidária comandada por ele com pose e agenda de concorrente à sucessão.

Nos últimos dias, surgiram notícias de que o vice-governador João Lyra (PDT) está costurando a sua candidatura.

Ontem, por exemplo, ele esteve com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) dando mais um passo nessa direção.

O secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar, também teria revelado suas pretensões ao iniciar conversas com prefeitos.

Presidente do PTB, o senador Armando Monteiro, que não esconde o interesse em disputar, já percorre o estado tendo a sucessão como pano de fundo.

Por sua vez, o ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) opta por não tocar no assunto, mas estaria negociando sua ida para o PT ou PMDB.

Além disso, o que não falta é prefeito defendendo o seu nome.

Bom, o alerta saído do almoço está aí. E, evidentemente, deverá ser absorvido pelos destinatários.

Todavia, como já dito aqui na coluna, os muitos interesses de uma aliança grande como a Frente Popular têm tudo para dar indigestão em muita gente.

PTB ao lado – Grande parte da movimentação dos secretários estaduais que foram ao Leite ontem foi acompanhada por petebistas. Mas de outra mesa.

A poucos metros, almoçavam juntos o senador Armando Monteiro e os depuatdos Silvio Costa e Silvio Costa Filho. Desconfiança total.

Fernando Bezerra Coelho enfrenta veneno da aliança governista

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), volta ao estado nesta sexta.

Vai estar junto às suas bases, em Petrolina. Novamente dividirá agenda com o governador Eduardo Campos.

Mais uma vez, os olhos do chamado “mundo político” estarão voltados para sua movimentação.

Ele é o pré-candidato ao governo do estado sobre o qual pairam as mais instigantes dúvidas nesse momento.

Vai sair do PSB? Vai se filiar ao PT ou ao PMDB? Se permanecer no partido, terá apoio de Eduardo?

Se o governo federal decidir romper com o PSB, ele fica ou sai do ministério?

Com tantas incertezas, Fernando Bezerra, claro, não toca no assunto sucessão estadual.

Todavia, dentro da aliança governista não faltam alfinetadas dirigidas a ele. E não só relacionadas às “pendências” que cercam o seu futuro.

O passado de derrotas é salientado em conversas de camarinha.

Observam que ele não concorre a uma eleição há dez anos e lembram que o seu grupo político perdeu os dois últimos confrontos para a Prefeitura em Petrolina.

Pelo que se observa, o inchaço da aliança governista e seus inúmeros interesses serão uma fábrica de venenos. É só o começo.

Júlio Lóssio divide agenda pública com Eduardo e FBC nesta sexta em Petrolina

Prefeitura de Petrolina

Imagens: Prefeitura de Petrolina

Cotado para concorrer ao governo do estado pelo PMDB, Julio Lóssio, prefeito de Petrolina, é adversário do governador Eduardo Campos (PSB).

É dos poucos políticos a assumir e ter conduta de opositor.

Embora alinhado com a direção do PMDB nacional, já declaradamente a favor da reeleição da presidente Dilma Rousseff, é dissidente no plano estadual.

Aqui, o PMDB está no palanque da pré-candidatura de Eduardo Campos ao Planalto.

Lóssio, que esteve na reunião do comando do PMDB nacional com a executiva pernambucana, na terça em Brasília, teria dito que, caso o ministro Fernando Bezerra Coelho se filie ao PMDB, como se especula, ele deixará o partido.

Pois nesta sexta, ele “compartilhará” agenda de eventos públicos com Eduardo e com FBC.

Foi convidado pelo governador para os compromissos que serão cumpridos pelo governo do estado em Pertrolina.

O prefeito foi chamado pelo cerimonial do Palácio do Campo das Princesas e informou que estará presente.

As atividades de Eduardo serão as seguintes em Petrolina:

Às 15h30, visita ao curso para gestores públicos municipais, no hotel JB.

Às 16h10, inaugura o Centro Administrativo Agropecuário e assina convênio para construção de mil barragens, contratos para aquisição de perfuratrizes e termo de adesão ao FEM (Fundo Estadual dos Municípios). Será no Centro Administrativo Agropecuário da cidade.

Voz dissonante no PMDB-PE, Lóssio reitera oposição a Eduardo e alimenta possibilidade de disputar governo

Prefeito é próximo de Michel Temer - foto: PMDB

Prefeito é próximo de Michel Temer – foto: PMDB

Júlio Lóssio, prefeito de Petrolina, talvez seja o único peemedebista do estado a fazer oposição e a não apoiar a pré-candidatura do governador Eduardo Campos ao Planalto.

O PMDB, que nacionalmente respalda à reeleição da presidente Dilma Rousseff, reúne nesta terça em Brasília a cúpula pernambucana do partido para tratar de 2014.

Lóssio irá. Ele, que estaria sendo preparado pela legenda para disputar o governo estadual, não confirma nem descarta a possibilidade.

E avisa que, embora admire o senador Jarbas Vasconcelos, o seu caminho não tem que ser, necessariamente, o mesmo do ex-governador.

Veja o que ele falou à coluna Diario Político desta terça-feira, no Diario de Pernambuco:

O que se comenta é que a reunião do PMDB tratará da sucessão de 2014, da possibilidade de o seu nome ser lançado pelo partido ao governo do estado…

Agora penso que o presidente (do PMDB) Valdir Raupp (senador, RO) busca pacificar o partido nacionalmente. Só após isto, teremos uma definição do quadro. Quem tem tempo não tem pressa (risos).

Se o senhor for convocado pelo partido, concorda em se candidatar?

O partido é importante, contudo, uma candidatura depende de outros ingredientes.

Como ficaria a situação de Jarbas, que já declarou apoio a Eduardo Campos?

Já conversei com o senador acerca. Respeito sua posição e admiro muito sua história. Contudo, tenho um caminho a seguir que necessariamente não tem que ser o mesmo do senador em todos os momentos. Mas sei que temos muitas convergências.

Como avalia o suposto interesse do PMDB em ter o ministro Fernando Bezerra Coelho como candidato ao governo?

Até onde sei, o ministro FBC tem declarado fidelidade e lealdade ao seu partido. Sendo um dos fortes nomes para suceder Eduardo Campos e me parece que, dentro do PSB, é o mais forte.

Eduardo em missão espinhosa: inflar sua candidatura e escolher o sucessor entre tantos pretendentes

DP

DP

A ocupação do palanque armado em Garanhuns na visita do Eduardo Campos ao município, na sexta-feira, foi simbólica.

Além do governador, que toca seu projeto presidencial, cabiam na mesma foto o vice-governador João Lyra (PDT), o senador Armando Monteiro (PTB) e o ministro da Integração Nacional (PSB), Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Os três são alguns dos muitos eventuais postulantes ao Executivo estadual em 2014.

E sintetizam o excesso de anseios que a enorme aliança situacionista guarda.

Cada um, com suas respectivas razões, aspira suceder Eduardo. A questão é que pelo menos dentro da coligação apenas um terá a “unção” do governador.

Isso sem falar que as costuras da pré-candidatura socialista ao Planalto terão reflexo direto na montagem do palanque estadual.

Ou seja, o processo não será fácil para ninguém. A vantagem de hoje pode desmoronar logo adiante.

A dificuldade chorada num dia pode se transformar em benefício na manhã seguinte.

Portanto, é o momento de construir condições, mas também de observar para onde os ventos estão soprando com maior intensidade.

Não sem sentido, fala-se que Bezerra Coelho deixará o PSB para viabilizar a candidatura, com aval da presidente Dilma, no PT ou no PMDB.

Já Armando estaria agindo de modo a atrair o PTB nacional para Eduardo, abrindo caminho para ficar na cabeça da chapa eduardista.

Lyra, por sua vez, vai se filiar ao PSB para reforçar os seus planos. A isso tudo se somam pelo mais três nomes socialistas citados como potenciais candidatos.

Eduardo terá de negociar nas duas frentes sem perder o controle da situação e sem gerar descontentamentos e defecções.

A missão é quase impossível, mas é o preço do gigantismo da aliança.

FBC dissipa tese de que sairá do PSB e mostra afinação com Eduardo

Foto: Glauce Gouveia

Foto: Glauce Gouveia

Em meio a informações de que estaria de migração marcada para o PT ou PMDB, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho deu meia-volta.

Ao discursar nesta sexta-feira em Garanhuns, onde integra comitiva de Eduardo Campos, o ministro deu todos os indícios de que está afinadíssimo com o governador e com o PSB.

“Tenho certeza que o pernambucano vai fazer muita justiça com o governador, que inaugurou nova vida no estado”, disse, se referindo à pré-candidatura de Eduardo ao Planalto.

Por onde tem passado, desde a última quarta, o governador tem sido recebido como se fosse comandar comícios. Há faixas, cartazes e aplausos alusivos a pré-campanha presidencial.

O ministro fez questão se refirmar seu comprometimento com o PSB. “Temos muito orgulho de tê-lo (Eduardo) como nosso líder”, afirmou.

Nesta sexta surgiram informações de que, preocupado com a possível saída do ministro do partido, Eduardo estaria empenhado numa operação “segura Bezerra Coelho”.

Curiosamente, FBC não economizou nas declarações para expressar o contentamento se estar ao lado do governador.

“E uma satisfação muito grande de particpar de um evento com o governador de Pernambuco”, disse.

“Conseguimos liberar em regime de urgência, e já está hoje nas contas do estado, os recursos para a construção da adutora de Arcoverde”, prosseguiu.

No evento, foram assinados convênios de obras hídricas.

Fernando Bezerra Coelho lembrou que em 100 anos houve 74 secas e que, apesar dos problemas, muitas ações saíram do papel.

“Isso depende da vontade política e que hoje está acontecendo (com Eduardo)”, frisou.

Referindo-se ao modo de atuação de Eduardo, afirmou que “esse governador é arretado”, acrescentando que admira a determinação e a obstinação do socialista pelo trabalho.

Como sempre tem feito em eventos que envolve ações federais, elogiou a presidente Dilma Rousseff.

Aliado mas oponente da petista, Eduardo não se referiu a ela nos discursos. Não deixou de citar, porém o ex-presidente Lula.

Com informações da repórter de Glauce Gouveia, do Diario.

Ranilson se despede da Agricultura dia 3. TCE é sua nova casa

DP

DP

O ministro Fernando Bezerra Coelho anunciou nesta quinta, em Surubim, dia e local da despedida do secretário de Agricultura, Ranilson Ramos, da pasta.

Será numa reunião sobre ações de combate à seca, no dia 3 de maio, em Petrolina, “terra natal e berço político” dele, como frisou FBC.

Até o dia 10, Ranilson será escolhido conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco. Ocupará vaga de Romário Dias, que se aposentará.

Armando e Fernando não ficarão vendo a banda socialista passar

ptb

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O senador Armando Monteiro (PTB) andou ontem algumas casas no tabuleiro do ludo da sucessão estadual.

Levou o governador Eduardo Campos para almoçar com os 12 senadores do bloco denominado de União e Força, que reúne representantes do PTB, PR, PSC e PPL.

A pauta foi perfeitamente ajustada à defesa do novo pacto federativo, tema que o socialista adotou como discurso diuturno na investida rumo ao Planalto.

Foram servidos pratos gerenorosos de renegociação da dívida dos estados, mudança no ICMS, criação do fundo de desenvolvimento regional, enfim, toda aquela relação de itens que fazem brilhar os olhos de governadores e prefeitos do Oiapoque ao Chuí.

Em torno da mesa, Armando começou o trabalho de atrair siglas afinadas com o governo Dilma, mais especificamente o seu PTB, para a pré-candidatura de Eduardo.

Quanto mais avançar nessa movimentação, mais pontos acumulará na corrida pela cabeça da chapa governista em 2014.

Curiosamente, outro pré-candidato que também se articula a partir de Brasília pode estar várias casas atrás no jogo sucessório.

Fugindo da concorrência interna do seu partido, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), estaria propenso a se filiar ao PT, o que lhe faria candidato da presidente Dilma em Pernambuco.

Todavia, o PSB assegura que, a despeito de toda especulação que povoa boatos de Petrolina ao Recife, o destino Bezerra Coelho não preocupa o partido. Isso porque, diz, ele jamais deu motivo para que se suspeite de uma possível migração para o PT.

Os socialistas frisam também que FBC segue como nome “dos mais fortes” para a disputa do governo do estado.

Acontece que entre as declarações e a batida do martelo a distância é sem fim.

E, como o PSB já prepara nomes de dentro do governo para a disputa, vai chegar o momento que Fernando, assim como deve ocorrer com Armando e o PT, não ficará apenas vendo a banda socialista ai passar.

Fernando Bezerra Coelho conseguirá sair ileso do duelo Eduardo X Dilma?

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

O ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) segue com um olho na missa e outro no padre.

Está entre o projeto presidencial de Eduardo Campos (PSB) e a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PSB).

Foi indicado por aquele e é comandado desta.

Em meio ao tiroteio dos dois presidenciáveis, desvia dos projéteis e tenta chegar inteiro em 2014 para se candidatar à sucessão de Eduardo.

Está cada vez mais difícil imaginar que ele sairá desse duelo sem ser alvejado.

Planalto 2014: pelo menos até setembro só teremos ensaio

imagem: vereadorcafezinho.blogspot.com

imagem: vereadorcafezinho.blogspot.com

Em julho do próximo ano, os candidatos escolhidos pelas convenções partidárias começarão a campanha oficial pela Presidência da República. Pedirão voto no período estabelecido por lei.

Daqui até lá, os concorrentes que se colocam contra a presidente Dilma Rousseff continuarão gastando o latim para se mostrar diferenciados e capazes de ir além do que se vê hoje no país.

A presidente, por sua vez, seguirá distribuindo espaços no governo para segurar partidos e empregando caneta para impressionar governadores, prefeitos e eleitores.

Novidade, novidade mesmo talvez tenhamos em setembro (ou começo de outubro, para ser mais exato), quando se encerra o prazo para filiações e troca de partidos de quem deseja concorrer a um cargo eletivo em 2014.

Naquele mês, saberemos, por exemplo, se o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho permanece no PSB ou se filia ao PT e torna-se pré-candidato ao governo de Pernambuco com respaldo do Planalto.

Se isso vier a acontecer, o rompimento entre socialistas e petistas será inevitável, uma vez que Eduardo Campos lançará candidato do PSB à sua sucessão.

O discurso que o governador-presidenciável vem fazendo de que propõe “mudança continuando” não se encaixará à realidade da disputa.

Em setembro também veremos se a Rede, de Marina Silva, conseguirá se tornar de fato um partido, devidamente legalizado.

No mais, a batida será esta: ofensivas nas declarações e pouquíssima decisão.

Vivemos dias de ensaio para um espetáculo teatral que só começará a ser encenado de outubro em diante. Desce o pano!