PSB constrói discurso contra a força do apoio de Lula a Dilma: citam Haddad como exemplo de equívoco do ex-presidente

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O fato de Lula, principal cabo eleitoral do país, ser o avalista da reeleição da presidente Dilma Rousseff não causa espécie ao PSB.

Mesmo incensando o governo do ex-presidente, a quem mantêm como exemplo de gestor, os socialistas têm na ponta da língua o antídoto para o aval luxuoso que Lula dará à campanha de reeleição da afilhada.

Para eles, nem tudo o que o líder petista recomenda ou apoia é bom ou merece ser votado.

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Ontem, em entrevista ao programa Em Foco com Aldo Vilela, na Rádio Globo Recife 720, Fernando Bezerra Coelho, candidato do PSB ao Senado, destacou que a maior evidência dos equívocos de Lula acontece na cidade de São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad tem altíssimo índice de rejeição.

Obviamente, Dilma não é Haddad, mas fica claro que acampanha de Eduardo Campos vai seguir confrontando os governos de Lula e Dilma, enfatizando, respectivamente, êxito versus fracasso.

A ideia de que o ex-presidente faz uma aposta errada ao querer mais uma mandato para a afilhada será colocada como pano de fundo sempre que possível.

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E ainda que reconheçam a capacidade de convencimento do ex-presidente, nas entrelinhas disseminarão a tese de que o líder petista não é infalível no que diz respeito às suas escolhas.

A ordem, portanto, é reforçar o discurso de que Dilma entregará o país bem pior do que recebeu do padrinho.

O ânimo é tanto que os socialistas agem como se estivesse acertado, desde já, que a petista passará a faixa a alguém. Falta combinar com o eleitor.

Fernando Bezerra reitera que, em pesquisa, eleitor reconhece Armando como “candidato de Eduardo”

Allan Torres Esp DP/D.A press.

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Na entrevista que concedeu à Rádio Globo Recife 720, nessa terça-feira (22), Fernando Bezerra Coelho (PSB) informou que cerca de 40% dos pernambucanos veem Armando Monteiro (PTB) como “o candidato” de Eduardo.

Reiterou, de certa forma, a notícia, publicada no último sábado no Blog, de que o petebista é visto como o nome que dará continuidade ao governo do socialista.

Reverter essa realidade, associando Paulo Câmara a Eduardo e “empurrando” Armando na oposição, é o que move a campanha da Frente Popular nesse momento.

(nota da coluna Diario Politico desta quarta-feira, 23 de julho de 14)

Aliado de Osório Siqueira, prefeito interino de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho volta ao poder na terra natal

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

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Osório Siqueira (PSB), presidente da Câmara que assume nesta sexta-feira (11) a Prefeitura de Petrolina, é eleitor e cabo eleitoral de Fernando Filho (federal) e de Miguel Coelho (estadual), também herdeiro do ex-ministro da Integração Nacional e candidato ao Senado, Fernando Bezerra Coelho (foto).

blogdofranciscoferreirasilva.blogspot.com.br

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Depois de duas derrotas para Júlio Lóssio (PMDB), FBC vê um aliado chegar ao Executivo petrolinense. Lossio, que se recupera de cirurgia em São Paulo, está de licença médica.

Daniel sobre a cobrança de FBC para que ele entre na campanha de Paulo Câmara: “pode esperar sentado”

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Cobrado pelo ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) para que se engaje na campanha de Paulo Câmara ao governo do estado, o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) respondeu com um “pode esperar sentado”.

Com a pressão, FBC disse querer dos tucanos de Pernambuco a mesma lealdade que o PSDB pede ao PSB em outros estados.

Já a resposta de Daniel indica que o PSDB pernambucano está respaldado pelo comando nacional do partido para endurecer o jogo por aqui.

O estranhamento verificado no estado coincide com o distanciamento que vem se dando nacionalmente entre tucanos e socialistas.

A cada aceno do PSB sobre o lançamento de candidato próprio em Minas Gerais, a cada nova estocada do presidenciável socialista ao concorrente do outro partido, Aécio Neves, o clima entre as legendas fica mais tenso.

Com informações são do Diario.

PSB X PSDB: Fernando Bezerra cobra entrada de Daniel Coelho na campanha de Paulo Câmara

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

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O ex-ministro Fernando Bezerra Coelho segue dividindo com o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o papel de porta-voz da Frente Popular.

Pré-candidato do PSB ao Senado, FBC opinou sobre o embate que vem sendo travado entre o PSB e o PSDB na construção de alianças estaduais.

Afirmou, nesta quarta (14), em entrevista à Radio Folha, que o PSDB precisa ter, em Pernambuco, a mesma lealdade que pede ao PSB em outros estados.

Citou o exemplo do deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), que se declarou independente e se mostra como um dos principais representantes da oposição ao governo do PSB na Assembleia Legislativa.

Líder da oposição, deputado informa que reuniões ocorrerão após o carnaval

DP

“Daniel Coelho também tem que co meçar a fazer campanha para Paulo Câmara (pré-candidato ao governo pelo PSB)”, afirmou, complentando que, se o PSDB está na aliança com o PSB, ele tem que se integrar.

O PSB, que havia feito acordo de apoiar a candidatura do PSDB em Minas Gerais, avalia a possibilidade de lançar nome próprio naquele estado.

A mudança de postura levou o PSDB pernambucano a afirmar que a candidatura socialista em Minas levará o partido a lançar candidato ao governo aqui também.

Fernando Bezerra, que foi ex-ministro da Integração Nacional, também afirmou que o cenário nacional está mudando muito, o que pode levar a uma disputa no segundo turno entre o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB).

Ele falou sobre o assunto uma semana depois de dar entrevista ao Diario e admitir que Eduardo poderia apoiar a presidente Dilma Rousseff (PT) num eventual segundo turno.

As informações estão publicadas no diariodepernambuco.com.br. O texto é de João Vitor Pascoal.

FBC diz que foi mal interpretado por atores políticos, mas reitera que PSB é mais aproximado da Frente Brasil Popular (PT)

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

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O ex-ministro e pré-candidado ao Senado pela Frente Popular divulgou nota para “esclarecer” que, ao admitir que o PSB pode apoiar Dilma Rousseff, caso Eduardo Campos não chegue a um eventual segundo turno, “foi mal interpretado por alguns atores políticos”.

Mas ele reafirma ter dito que, numa situação de possível disputa eleitoral entre Dilma e Aécio Neves, “por uma relação histórica, o PSB estaria mais aproximado da Frente Brasil Popular”.

Essa Frente, composta por PT, PC do B e PSB respaldou a primeira candidatura de Lula à Presidência da República em 1989 (VEJA AQUI)

Confira a íntegra na nota:

O pré-candidato ao Senado Fernando Bezerra Coelho tem convicção de que Eduardo Campos estará no segundo turno. O ex-ministro foi mal interpretado por alguns atores políticos.

Após ser questionado, várias vezes, a respeito de uma possível disputa eleitoral entre Dilma e Aécio Neves, Fernando disse, que, nesta situação, por uma relação histórica, o PSB estaria mais aproximado da Frente Brasil Popular.

Mas o que irá ditar qualquer definição neste sentido será o andamento da campanha. Ou seja, a decisão será de Eduardo Campos.

Com FBC admitindo apoiar Dilma, Daniel defende que PSDB tenha candidato ao Senado em PE

Roberto Soares/ Assembleia Legislativa

Roberto Soares/ Assembleia Legislativa

A reunião PSDB pernambucano para “avaliar” as declarações do ex-ministro e pré-candidato ao Senado pela Frente Popular, Fernando Bezerra Coelho (PSB), admitindo apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) num eventual segundo turno, gerou uma nota amena.

De acordo com a nota a afirnação de FBC causou estranheza na executiva do PSDB de Pernambuco.

Na avaliação do conselho político, formando pelo presidente estadual, deputado federal Bruno Araújo, prefeito de Jaboatão, Elias Gomes, e deputado estadual Daniel Coelho, a declaração de Bezerra Coelho “precisa ser esclarecida”.

“Me parece infeliz a declaração do pré-candidato ao Senado, Fernando Bezerra Coelho. Tal posicionamento só gera perdas no eleitorado do PSDB e não traz ganho algum no do PT. Qual foi o propósito então do ex-ministro?”, questionou, na nota, Bruno Araújo.

Daniel no entanto, foi mais adiante. Ao Blog disse, que, pessoalmente, defende que o PSDB lance um candidato ao Senado.

“Se o ex-ministro não tiver de expressado mal, não houve um mal entendido, temos que ter candidatura própria”, disse.

“Não há condição alguma de apoiarmos e darmos nosso tempo de TV a um candidato a senador que declare apoio ao PT”, enfatizou Daniel

Ele reitera que se trata de um pleito pessoal. “Falo por mim. Defendo que o partido lance um candidato próprio”.

A reunião ocorreu na tarde desta sexta-feira (09). O PSDB integra desde janeiro o governo do estado e vai subir no palanque do candidato ao PSB ao governo do estado, Paulo Câmara.

Também já declarara apoio à candidatura de Fernando Bezerra ao Senado.

Tucanos de PE se reúnem para avaliar afirmação de Fernando Bezerra Coelho de que o PSB pode apoiar Dilma no 2º turno

Assim como veteranos, nomes com potencial para se converter em novas lideranças em PE estão subordinados a Eduardo

André de Paula - DP

André de Paula – DP

Há dez dias, publiquei aqui matéria sobre o fato de a “era Eduardo Campos” ter representado o fim de linha para uma geração de caciques que até oito anos atrás dava as cartas em Pernambuco.

Curiosamente, a totalidade dos veteranos saiu de cena à sombra do governo do socialista.

Gabriela Korossy/Camara dos Deputados

Gabriela Korossy/Camara dos Deputados

Olhando para frente, vê-se uma leva de líderes com anos de atuação ainda por vir, também sob o guarda-chuva do eduardismo.

O que quer dizer que o caminho de muitos deles estará associado ao desempenho do ex-governador de Pernambuco na corrida pela Presidência da República.

Ou seja, do mesmo modo que marcou o encerramento de um ciclo na sua passagem pelo Executivo estadual, Eduardo, e sua inconteste capacidade de comandar, criaram uma dependência futura para muitos da sua própria geração.

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Na relação estão, de outros partidos, os deputados federais Raul Henry (PMDB) e André de Paula (ex-DEM, hoje no PSD) e deve entrar ainda o ex-governador e também parlamentar federal Mendonça Filho (DEM).

Os três já disputaram eleições majoritárias e hoje vivem a expectativa de manutenção de espaço na esteira do poderio eleitoral do ex-governador.

facebook/reprodução

facebook/reprodução

No PSB, partido presidido nacionalmente por Eduardo, a lista de nomes com potencial de protagonista é longa: o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, os ex-secretários da Casa Civil Tadeu Alencar; de Governo, Milton Coelho; da Saúde, Antônio Figueira; o presidente estadual do partido, Sileno Guedes, o deputado federal Danilo Cabral, entre outros.

Enfim, a fila da “subordinação” à liderança do ex-governador é extensa e atesta, com números, o adesismo e o personalismo observados nos últimos anos em Pernambuco.

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Revelam também que, mesmo dirigindo um vasto plantel de “políticos” com ambições majoritárias, o líder não é adepto a obviedades quando o assunto é abrir espaço para o exercício desses anseios.

Técnicos, que, em tese, não teriam chance de disputar eleições, têm levado vantagem – nomes de extrema confiança sem carreira política prévia ou perfil de líder.

Mais um aspecto a ser estudado no futuro sobre os governos de Eduardo Campos em Pernambuco. Mais um viés que pode explicar o modo do socialismo de governar.

Aliados capricham na despedida e na propaganda pró-Eduardo nas redes sociais

foto: twitter

foto: twitter

Enquanto Eduardo Campos se despede do governo de Pernambuco, os aliados reforçam sua pré-candidatura nas redes sociais.

O tom de despedida é associado ao clima de campanha presidencial. O ex-ministro Fernando Lyra, que concorre ao Senado, propaga o “cartaz” acima.

Julio Lossio não receberá Eduardo e diz que governador e aliados correm risco de ser abatidos

Lossio e  Michel Temer - foto: PMDB

Lossio e Michel Temer – foto: PMDB

O prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), não acompanhará Eduardo Campos (PSB) durante a visita que o governador fará à cidade nesta sexta-feira (21).

Diz que foi convidado, mas que já tinha compromisso agendado.

Lossio é dos poucos prefeitos a não integrar a base governista e a fazer oposição ao socialista.

Em 2008 e 2012, ele derrotou o PSB (e os candidatos do governador) nas disputas municipais.

As vitórias significaram revéses para o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho, cujas bases estão em Petrolina.

FBC é um dos que irá com Eduardo. Ele integra a chapa majoritária governista para a disputa deste ano.

DP/D.A Press

DP/D.A Press

Concorrerá ao Senado ao lado do secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara,  escalado para disputar o governo.

Aliás, Câmara é integrante imprescindível da comitiva que estará no Sertão do São Francisco.

Pois Lossio, a quem, comenta-se, governistas estariam assediando, não nega nem confima um possível convite para aderir ao eduardismo.

Diz apenas que não se sente confortável em fazer travessia em direção  ao PSB, mas frisa que não “personifica” o PMDB petrolinenses e que, por isso, é preciso ouvir “os companheiros”.

Todavia, ele não esconde a afinidade com o palanque do senador Armando Monteiro (PTB), pré-candidato ao Palácio das Princesas em oposição ao governo.

Na última terça-feira (18) se reuniu em Brasília com o petebista e a presidente Dilma Rousseff, a quem apoiará na disputa pela eleição.

www.petrolina.pe.gov.br

www.petrolina.pe.gov.br

Não se posiciona sobre o fato de Petrolina ser alvo diferenciado de Eduardo nessa eleição, mas ressalta que não se sente desafiado eleitoralmente, uma vez que não é candidato a nada.

No entanto, não deixa de provocar ao afirmar que venceu o governador e seus aliados por duas vezes sem deixar de arrematar:

“Neste pleito quem corre o risco de ser abatido é o governador e seus aliados que são candidatos”.

Sobre o fato de FBC estar na chapa lembra que pensa muito diferente do ex-ministro e alfineta: “vejo na política uma oportunidade de servir e não dela se servir”.

Confira outras declarações do prefeito de Petrolina na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Blog:

Diario

Diario

O senhor foi convidado para os compromissos que o governador cumprirá na sua cidade?

Sim. O gabinete me informou que recebeu convite.

Se foi, o senhor irá comparecer?

Não pois já tinha agenda fechada de compromissos.

Foi divulgado na imprensa – como informações de bastidores – que o deputado Raul Henry (PMDB) estaria agindo para convencer o senhor a aderir à base do governo e subir no palanque de Paulo Câmara. Houve algum contato de Henry com o senhor sentido? Algum outro político ligado a Eduardo procurou o senhor esse objetivo?

Raul é pessoa do bem. Todos nós gostamos muito dele. Sexta (amanhã, 21) teremos reunião do diretório municipal para fecharmos esta questão. Evidentemente não me sinto confortável em fazer travessia em direção  ao PSB. Contudo, não personifico o partido a nível municipal. Antes vamos ouvir nossos companheiros. Além de ouvir nosso Presidente Nacional, Valdir Raupp.

Existe alguma possibilidade de o senhor apoiar o candidato do governador?

Pela relação pessoal de confiança que tenho com Dr. João Lyra se fosse o escolhido estaríamos juntos. Claro. Estaria com João Lira para governador e Dilma -Temer para presidente.

O fato de o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho ser candidato ao Senado coloca Petrolina no centro da disputa. Como senhor e o seu grupo político estão se preparando para reagir às investidas do governistas no município?

No momento estamos otimistas com os inúmeros investimentos que estamos realizando e e vamos continuar viabilizando. No período eleitoral, vamos colocar nossas posições, ideias e ideais para julgamento do povo. Tenho pautado minha vida pública no cuidado com as pessoas e de modo especial com os filhos dos mais simples e, francamente, vejo no movimento do ex-ministro de se lançar e lançar 2 filhos uma preocupação em pedir as pessoas que cuidem de seus filhos. Nisso pensamos muito diferente. Vejo na política uma oportunidade de servir e não dela se servir.

É certo que após duas derrotas (2008 e 2012) o PSB não cogita perder em Petrolina. O senhor tem consciência de que é alvo a ser batido pelo governador e seus candidatos?

Não. Não sou candidato agora. Nas duas que disputei venci o governador e seus aliados. Neste pleito quem corre o risco de ser abatido é o governador e seus aliados que são candidatos.