Assim como o calendário não para, quem busca voto também não: Daniel Coelho e Fernando Bezerra são exemplos

facebook

facebook

Políticos bem que se esforçam para convencer que, passada uma eleição, descem dos palanques para se dedicar aos mandatos.

Desconversam, negam, silenciam, mas as movimentações prosseguem e, inevitavelmente, ganham contornos eleitoreiros.

Entre os que têm projetos majoritários, então, o corpo a corpo só evidencia o interesse pelas urnas do próximo pleito.

Daniel Coelho, que acaba de ser eleito deputado federal pelo PSDB, mas, como sabido, é pré candidato a prefeito do Recife, tem marcado presença em eventos dos mais variados segmentos.

No pós-eleição, fez palestra em faculdade privada, discursou em festa religiosa no Jordão, foi rezar no Morro da Conceição, esteve nas confraternizações do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Saúde Bucal e dos moradores de Coqueiral e da Imbiribeira, prestigiou a festa do Arco-Íris, no Totó, e os festejos em homenagem a Santo Amaro, em Jaboatão (onde muitos moradores votam no Recife).

alternativa fm/divulgação

alternativa fm/divulgação

O senador eleito Fernando Bezerra Coelho, cujo nome sempre aparece entre os cotados para concorrer ao Palácio do Campo das Princesas, é outro que tem circulado diuturnamente.

Diferentemente de Daniel, a área de abrangência do socialista é o estado. Já foi a mais de 30 municípios e conversou com pelo menos 90 prefeitos.

Somente na posse da nova diretoria da Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam), na semana passada em Garanhuns, encontrou-se com 30 deles.

Quer dizer, assim como o calendário não para, quem busca (e depende de) voto também não. Dois mil e dezesseis e 2018 estão logo ali.

Além da divergência sobre a relação PSB X governo federal, possível concorrência em eleições futuras alimenta embate FBC X Câmara

Guilherme Verissimo/Esp DP/DA Press

Guilherme Verissimo/Esp DP/DA Press

Se, numa trincheira o governador Paulo Câmara busca reatar laços administrativos com a presidente Dilma Rousseff, em outra o senador eleito Fernando Bezerra Coelho argumenta que é preciso ir além e já debater alianças.

O primeiro rejeita qualquer relação que seja entendida como um reaproximação partidária. O segundo lembra que mais cedo ou mais tarde o PSB terá de discutir qual será política de alianças e que não se deve esquecer da identidade centro-esquerda do PSB.

As diferenças expostas por Câmara e Bezerra Coelho no que diz respeito ao relacionamento com o governo federal têm por trás um cabo de guerra que começa a ser esticado no PSB pernambucano.

Desde que o senador eleito foi preterido por Paulo Câmara no processo de montagem do secretariado, desconfianças da cupula do partido com FBC, surgidas após a morte de Eduardo Campos, vieram à tona.

Muitos acreditam que o senador eleito se movimentou para tirar Câmara da cabeça da chapa e desde então o caminho do governador e o que parece ser o seu grupo (o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o presidente do PSB-PE, Sileno Guedes e grande parte do secretariado) não coincide com o caminho de Bezerra Coelho.

Aliás, já se comenta nos bastidores que as futuras disputas do Executivo estadual estariam motivando a contenda.

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

O senador estaria sendo encarado, veja só, como possível concorrente de Paulo Câmara em 2018 e até mesmo de Geraldo Julio, em 2022.

Ao se posicionar em favor da aproximação com o governo federal e se movimentar pelo estado agradecendo os votos que recebeu, ele pode alimentar a tese de que tem planos de concorrer ao governo do estado.

Nesta quarta-feira, ao visitar São Vicente Férrer, municipio da Mata Sul onde teve a maior votação proporcional para o Senado (mais de 91%), FBC voltou a tocar no assunto do qual mais tem se ocupado, deixando claro que já demarca seu terreno ao reforçar a necessidade de o PSB se aproximar do governo federal e começar a discutir alianças para as próximas eleições.

Em entrevista a uma rádio comunitária local, o senador eleito disse que sua posição está aberta à crítica e ao debate “para que se possa ir acumulando essa discussão e ajudar o PSB a se posicionar politicamente”.

Segundo ele, a morte de Eduardo Campos, o maior líder do PSB deixou uma lacuna que na sua avaliação, não deve ser ocupada nos próximos quatro anos.

“Dificilmente o PSB terá uma figura de nível nacional com poder de liderar um projeto próprio nas eleições de 2018″, disse.

facebook

facebook

“Portanto, mais cedo ou mais tarde o PSB vai ter que discutir qual será a política de alianças. Porque vai ter que fazer a opção de ponto de vista das disputas que vão se apresentar em 2016 e 2018″.

Segundo ele, é preciso estar atento à trajetória de lutas do PSB. “O PSB é de centro-esquerda, que, no plano nacional, sempre teve uma aliança estratatégica com o PT. E, portanto, acho importante fazer uma avaliação da conveniência de aproximação com o governo federal”.

O senador eleito afirmou que respeita opiniões contrárias à sua mas entende que ao longo dos próximos seis meses esse debate vai ter ser aprofundado.

“A gente precisa firmar uma posição para que a gente possa merecer o apoio, se não a  unanimidade, mas pelo menos da maioria dos que militam no PSB”.

Ao ser questionado sobre o que achava da reação de Paulo Câmara, que rechaça a aproximação do PSB com o PT,  Bezerra Coelho disse que não defende entendimento com o Partido dos Trabalhadores, mas com o governo federal.

“O governo federal é formado pelo PT e muitos outros partidos políticos. Acho que ainda tem uma certa carga de emoção ao se tratar disso. Mas à medida que o tempo avançar o debate vai decantar e vamos estar atentos para ver qual será a posição do PSB”.

Ele lembra que do ponto de vista formal, o PSB ja tomou posição de equidistância. Nem  oposição nem situação, de independência.

“Mas essa posição não vai perdurar”, diz. “Vai ter que avançar. Se minha premissa estiver certa, o PSB vai ter que fazer opção sobre o raio de suas alianças para a disputa das eleições”.

 

Dilma não consegue virar a pauta. Mesmo com pacote, denúncias da Petrobras conduzem debate no país. Reformas não são citadas

governo federal

governo federal

Diante da agenda negativa em que as denúncias de corrupção na Petrobras dividem manchetes com críticas ao ministério fisiológico (incluindo os nomes anunciados nesta segunda-feira, 29, LEIA AQUI) a presidente Dilma Rousseff (PT) caminha para a posse no segundo mandato sem encontrar um modo de virar a pauta e instalar um debate mais produtivo para o governo.

E o que já foi divulgado até agora sobre o tom que ela usará no discurso de posse na próxima quinta-feira não ajuda.

“Manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”, são termos de conteúdo óbvio e que se diluem diante da premência de medidas que inibam a troca de favores e a chantagem dos partidos na sempre condenável relação entre eleitos e base de apoio.

Foto: governo federal

Foto: governo federal

O pacote divulgado ontem foi mais um a tratar de correção de falhas da gestão e, propondo arrocho aos trabalhadores, não será capaz de inverter o quadro desfavorável (LEIA AQUI).

Por que não começar a anunciar um esboço de projeto de reforma política? Por que não apresentar o que pode ser feito pela adoção do financiamento público de campanha e imposição de limites para a criação de partidos?

O senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB) acha que a presidente erra ao não anunciar o que pretende fazer para que as reformas exigidas pela população sejam implementadas e permitir que o desgaste do escândalo da Petrobras continue a dar as cartas no governo.

...

Para ele, o novo ambiente criado no país exige novas posturas e Dilma, com o know-how político adquirido na primeira gestão, deveria ter virado a pauta, principalmente porque não terá lua de mel com o Congresso.

Coelho, embora na oposição, parece mais incomodado – e mais lúcido – que muito governista diante da conhecida difuldade que a presidente tem de gerenciar crises. Por essas e por outras é que, já se prevê, FBC deve reforçar o bloco “socio-dilmista” já existente no Senado.

Diferentemente de outros anos, em 2015 o PSB terá de administrar rusgas internas e encarar a oposição, que renasce na Assembleia

reproducão tv

reproducão tv

As duas notas a seguir estão publicadas na Coluna do Blog desta segunda-feira (22) na versão impressa do Diario e tratam de aspectos diferentes de um mesmo tema: desafios do PSB para 2015.

Mesmo dispondo das máquinas estadual e no Recife, o partido começa 2015 dentro de um contexto bem distinto dos anos anteriores.

Sem a liderança – forte e inquestionável – de Eduardo Campos, terá de desdobrar para segurar aliança e aparar arestas que aqui e ali revelam insatisfações de aliados.

A primeira nota, “Inclusão”, informa que Armando Monteiro quer conversar com o PT para reforçar a oposição na Câmara do Recife, já de olho na disputa da Prefeitura, em 2016.

E acrescenta que se quiser, o novo ministro de Desenvolvimento tem campo fértil para incluir socialistas nas articulações.

Afinal, a vereadora Marília Arraes e senador eleito Fernando Bezerra Coelho nutrem diferenças com o comando do PSB.

Helder Tavares/DP/D.A Press

Helder Tavares/DP/D.A Press

A outra nota, intitulada Embaçado, diz que em nome de projetos políticos, Eduardo levou o PSB a superar mágoas com Jarbas Vasconcelos.

O ressentimento com FBC, porém, parece ter fôlego para vários mandatos.

Fernando teria, após a morte do ex-governador, tentado mudar a chapa majoritária que concorreu ao governo do estado.

Como o episódio nunca foi esclarecido plenamente, a fumaça da desconfiança não dissipa.

Bom, soma-se ao bloco dos descontentes o governador João Lyra, que em entrevista ao Diario nesse domingo (21), revelou incomôdos e ressentimentos relacionados ao processo de escolha do candidato ao governo e apontou que a liderança do governador eleito Paulo Câmara não é automática.

 

 

reprodução/facebook

reprodução/facebook

“Cargo dá certas credenciais, mas não define liderança. Há nomes no estado, mas tem um caminho a se percorrer até a liderança, que não existe por indicação. Tem que ser construída”, disse Lyra.

Quer dizer, Paulo Câmara e o grupo que ele escolheu para dar as cartas no governo terão caneta na e muito poder nas mãos.

Mas, diferentemente de anos anteriores, terão de administrar descontentamentos – dentro do PSB principalmente – e a força da oposição que começa a renascer na Câmara do Recife e na Assembleia Legislativa.

Mudança de status na relação do comando do PSB com Fernando Bezerra explica insatisfação do senador eleito com setores do partido

Allan Torres Esp DP/D.A press.

Allan Torres Esp DP/D.A press.

O fato de ter estado ao lado dos ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos, de ter se mantido fiel ao PSB em momentos vacas magras, pode explicar a indignação do senador eleito Fernando Bezerra Coelho com o distanciamento e a pouca atenção com que vem sendo tratado pelo atual comando socialista em Pernambuco.

A nota que FBC divulgou no momento em que o governador eleito Paulo Câmara anunciava o secretariado, há uma semana, expôs a rusga e gerou uma crise que se pensava superada, mas pelo que se observa nos bastidores, segue firme rumo à posse.

Na nota, o senador não sublinhou sua relação com e Arraes e Campos. Mas não precisava.

Ter sido ouvido apenas na reta final da construção do secretariado e ficar sabendo, por mensagem eletrônica, que a indicação que o governador lhe pedira para a secretaria de Desenvolvimento fora descartada, foi algo indigesto.

Principalmente para quem tem uma história longa com a Frente Popular. Desde a candidatura de Arraes ao governo em 1986 até a eleição deste ano, quando Eduardo concorreria à Presidência da República.

Em 1990, o pai de FBC, Paulo Coelho, foi o vice na disputa do governo. Na época Arraes ainda era aliado de Jarbas Vasconcelos, que ocupava a cabeça da chapa.

Em 1994, quando Arraes foi eleito para o terceiro mandato de governador, Eduardo foi o segundo deputado federal mais votado, com apoio de Fernando (rompido com o tio Osvaldo Coelho, que ficou em sexto) em Petrolina.

Em 1998, no pleito em que Arraes foi derrotado por Jarbas ao tentar ser reeleito, FBC estava lá. Foi o candidato a vice.

Já no período 2007-2014, nos governos de Eduardo Campos, teve destaque no PSB, sendo secretário de Estado e ministro do governo Dilma. Agora, tem um mandato de oito anos pela frente.

Quer dizer, na era Eduardo o senador pode não ter tido o protagonismo que sonhava (foi preterido em disputas majoritárias), mas jamais foi considerado mero figurante.

É esta diferença no status de tratamento que fundamenta o incômodo de FBC.

Essa situação, aliás, evidencia que falta ao PSB “pós Eduardo” habilidade para administrar diferenças e desconfianças.

Insatisfação de Fernando Bezerra com tratamento de Paulo Câmara é ponta de iceberg da desconfiança de grupos do PSB com senador

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Quando se pensava que a crise da montagem do secretariado seria a insatisfação do PSDB com o latifúndio que lhe restou, o ex-ministro e senador eleito pelo PSB Fernando Bezerra Coelho se insurge.

Descontente com o tratamento que lhe deu Paulo Câmara, FBC adotou um tom de rompimento com o governo que se inicia em janeiro.

Em nota, revelou ter sido procurado tardiamente para debater o primeiro-escalão e, ainda assim, a indicação que lhe foi pedida, acabou descartada pelo novo governador.

O mais grave, segundo ele relata na nota, é que o comunicado sobre a rejeição se deu por “mensagem”.

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Desde o início dos trabalhos da equipe de transição que irá governar Pernambuco mantive a expectativa de ser chamado, no momento oportuno, para opinar sobre a formação da nova gestão.

Acreditando que, com a experiência acumulada de quem já foi prefeito, secretário estadual em três gestões, deputado estadual, federal e ministro, teria colaborações a oferecer neste momento tão importante.

Uma conversa chegou a ser marcada para a última quinta-feira, depois remarcada para o sábado.

Nesta reunião, em que não me foi solicitada opinião sobre a nova estrutura de governo e a formação da sua equipe, o governador eleito Paulo Câmara me pediu que indicasse um nome de perfil técnico para liderar a secretaria de Desenvolvimento Econômico, no que foi prontamente atendido.

Na madrugada da segunda feira, porém, recebi mensagem do governador comunicando a sua escolha por um novo nome. Manifestei, também por mensagem, o meu desconforto.

Tomei a iniciativa de registrar as minhas opiniões ao prefeito Geraldo Júlio sobre este processo que hoje se encerra.

Guilherme Verissimo/Esp DP/DA Press

Guilherme Verissimo/Esp DP/DA Press

Como senador eleito de Pernambuco estou determinado a trabalhar pelos interesses do nosso Estado e me coloco à disposição, dentro da minha área de atuação parlamentar, para colaborar com o governo que se inicia, desejando todo o sucesso para a nova equipe.  .

Comentário meu:

A assessoria do senador eleito garante que a conduta de FBC não resulta de um somatório de mágoas acumuladas.

Seria mesmo consequência da desatenção – ou desinteresse – de Câmara com o aliado nesse momento de preparação para o novo governo.

No entanto, não faltam episódios a apontar desconfianças e estremecimentos entre parte do PSB e o senador eleito.

Ainda no final do ano passado, quando se especulava sobre a montagem da majoritária governista para 2014, setores socialistas faziam questão de afirmar que o partido não tinha razão para considerar a presença de FBC na chapa.

Na época, Fernando Bezerra acabara de deixar o ministério da Integração Nacional e era visto como alguém muito próximo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

A petista, então pré-candidata à reeleição, era a principal concorrente do ex-governador Eduardo Campos, que já havia rompido com governo federal para concorrer ao Planalto.

Já na campanha, logo a após a morte de Eduardo, surgiu a especulação de que FBC teria se movimentado junto à cúpula do PSB para que a chapa estadual, com Paulo Câmara na cabeça, fosse desfeita.

A articulação foi negada, mas, nos bastidores, somou para que o grau de desconforto na relação do senador e alguns socialistas fosse elevado. Aliás, em reserva, alguns não conseguem conviver com FBC.

O ex-ministro tem uma carreira sólida e uma desenvoltura que só os anos de estrada garante.

Além disso, assume posturas independentes que, às vezes, não coincidem com o que pensa – ou defende – o PSB pernambucano.

Por exemplo, na semana passada, ele afirmou que Pernambuco viverá seu melhor ano em 2015 e fez previsões positivas para a economia brasileira.

As “teses” não coincidem com o que vem sendo dito pelo PSB estadual, que prevê tempos obscuros.

Quer dizer, os pensamentos são bem divergentes e a relação que já era estremecida foi elevada à categoria de desentedimento.

Animado como poucos políticos, Fernando Bezerra Coelho diz que Pernambuco viverá seu melhor ano em 2015

...

Se existe um político que não vê tempo ruim para o Brasil e muito menos para Pernambuco é o ex-ministro e senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Para ele, o país vai voltar a ter um melhor ritmo de crescimento em 2015 e Pernambuco, especialmente, vai viver dias de êxito.

De acordo com o socialista, ajustes nos gastos públicos exigirão arrocho, mas a equipe econômica – razoável, conforme sua avaliação – dará conta do recado.

No que diz respeito a Pernambuco ele avalia que 2015 tem tudo para deixar na poeira o crescimento de 3% registrado em 2014 (contra pouco mais de 0,3% do país).

A consolidação da refinaria Abreu e Lima e do pólo petroquímico, associado à produção da fábrica da Fiat – e da cadeia de empresas instalada no seu entorno – garantem perspectivas de avanços consideráveis nos números da economia.

“Pernambuco vai viver seu melhor ano”, vaticinou em confraternização com a imprensa na tarde desta quinta-feira (11).

O ex-ministro lembra que a entrada da terceira geração da indústria petroquímica, a de produção de fios sintéticos, vai impulsionar enormemente o setor de confecções do estado.

Também citou que o “arranque” da produção da Fiat será de 280 mil veículos/ano, patamar atingido pela Ford da Bahia apenas no décimo ano.

Bezerra observou ainda que a Fiat e as 17 indústrias fornecedoras garantirão dez mil empregos já instalados, o que terá reflexos no consumo.

PSB também costura bloco no Senado. PDT e PSD são alvo. “PSB não quer ser apêndice de ninguém”, diz Bezerra Coelho

DP

DP

Além de ter liderado a criação de um bloco partidário na Câmara dos Deputados, reunindo PV, PPS e Solidariedade, o PSB age para formar uma “frente” no Senado.

Estão no alvo dos socialistas as bancadas do PDT e do PSD.

Caso o governo consiga levar os pedetistas para o seu grupo de apoio, o partido liderado pelo ex-prefeiro de São Paulo Gilberto Kassab será meta prioritária do PSB.

Com o PDT, o bloco somará 12 integrantes. Se o “aliado” for o PSD, o total chegará a dez.

Recém-eleito para o Senado, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho informou na tarde desta quinta-feira que as duas iniciativas não necessariamente devem ser interpretadas como um foco de resistência oposicionista.

Trata-se, segundo ele, de uma conduta adotada pelas legendas para se ter voz e espaço nas casas legislativas.

É uma estratégia que permite a construção de uma independência e de um caminho próprio, com repercussão positiva, inclusive, na mídia que passa a ter o bloco como referência.

Se, por exemplo, decidisse se vincular ao PSDB, o PSB ficaria na sombra, a reboque das decisões do tucanos. Enfim, se anularia e não apareceria nas discussões legislativas.

“O PSB não quer ser apêndide de ninguém. Deixou de ser apêndice do PT com a candidatura de Eduardo (Campos) e não vai voltar a ser”, disse.

Ele avalia que os resultados das eleições presidenciais de 2010 e de 2014 indicam que há espaço concreto para a consolidação da terceira via e que o PSB encarna essa opção.

dp

dp

O ex-ministro valoriza o bom desempenho da candidatura de Marina Silva nas eleições deste ano e vislumbra o surgimento de um novo protagonista no partido – a ex-ministra se desligará do PSB para criar a Rede Sustentabilidade.

Entre os nomes que podem aparecer e se firmar, ele apontou os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara, e do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

Bezerra Coelho informou ainda que o PSB vem tentando atrair lideranças insatisfeitas com o PT, como é o caso da ex-ministra Marta Suplicy (SP). As conversas já foram iniciadas.

PSB, que anunciou que não se alinharia a ninguém, forma bloco de oposiçao na Câmara, mas se mantém distante do PSDB

Nem Fernando Bezerra Coelho ou outro nome qualquer. Paulo Câmara afirma que será ele o interlocutor de PE com o governo Dilma

Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press

Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press

Nem Fernando Bezerra Coelho nem qualquer outro nome. O papel de interlocutor do governo do estado com o governo federal será mesmo do governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

O próprio Câmara afirmou nesta quarta-feira (19), em entrevista a Rádio CBN Recife, que será dele a função de atuar junto ao Planalto para viabilizar projetos para o estado. “Essa intermediação será feita por mim”, assegurou.

Com a declaração, o futuro governador antecipou, de certa forma, que não haverá espaço para aliados dividirem com ele a responsabilidade de conduzir as articulações com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Ele ponderou, no entanto, que não pretende abrir mão de pessoas que possam contribuir. “É lógico que irei buscar lideranças que tenham informações para me ajudar”, afirmou.

Câmara falou sobre o assunto quando questionado se o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB) poderia ser a pessoa a assumir o papel de interlocutor pela experiência acumulada, principalmente, no cargo de ministro da Integração Nacional.

“Fernando foi responsável por projetos importantes, a exemplo da Transnordestina, da Transposição (do Rio São Francisco), de obras de abastecimento de água, e ele vai continuar a desempenhar esse papel. Eleito senador, se comprometeu a me ajudar a destravar projetos que estão parados há muito tempo. Ele vai ser um parceiro importante”, assegurou Câmara.

Foto: governo federal

Foto: governo federal

Ainda na entrevista, Paulo Câmara afirmou que não terá preconceito na montagem do secretariado e ocupação de cargos dos demais escalões. Disse que às vezes a pessoa não tem conhecimento, “mas tem experiência e sabe montar a equipe”.

Esse mesmo argumento ele usou na campanha para defender a sua candidatura quando o seu principal oponente, senador Armando Monteiro (PTB), afirmava que lhe faltava lastro político para ser governador. Ou seja, Câmara segue acreditando que a pouca estrada não é empecilho para bom desempenho em cargo público.

A declaração do governador indica ainda que o novo governador não deve trilhar caminhos tão óbvios no processo de escolha de assessores. Muita gente nova no que diz respeito à atuação ao Executivo, pode ser chamada.

Resta observar se a tal política do toma-lá-dá-cá, tão condenada pelos socialistas desaparecerá da montagem da equipe. A prática consiste em destinar cargos a partidos aliados como recompensa pelo apoio na campanha. Aguardemos pois.

Com informações de Rosália Rangel, do Diario