Paulo Câmara cresce 18 pontos e vai a 29%, contra 38% de Armando. Para o Senado, Joao Paulo tem 35% e Fernando, 22%

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Quinze dias após a morte do ex-governador Eduardo Campos, Paulo Câmara, candidato do PSB ao governo do estado, deu um salto de 18 pontos percentuais, segundo o Ibope.

Na segunda rodada da pesquisa feita em parceria com a TV Globo, ele aparece com 29% contra os 11% que apresentou no dia 14.

Teresa Maia/DP/D.A Press

Teresa Maia/DP/D.A Press

O senador licenciado Armando Monteiro (PTB) tem 38%, contra 43% do levantamento anterior. Os números foram divulgados nesta terça-feira (26).

Jair Pedro (PSTU), Miguel Anacleto (PCB), Pantaleão (PCO) e Zé Gomes (PSol) aparecem com 1% cada.

De acordo com o levantamento, 13% dos eleitores votariam em branco ou nulo e 13% não sabem ou não responderam.

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SENADO – O Ibope também ouviu os eleitores sobre a disputa para o Senado. O candidato João Paulo (PT) tem 35% das intenções de voto e o seu principal adversário, Fernando Bezerra Coelho (PSB), 22%.

Em relação aos números da primeira rodada de pesquisas do Ibope, o socialista também apresentou um crescimento. Antes, ele tinha 16% e o petista, 37%.

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Ag. Senado

O Ibope ouviu 1.512 eleitores no estado entre os dias 23 e 26 deste mês. A margem de erro máxima é de três pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) como PE-00019/2014.

Ainda sobre o enquadramento: Fernando Bezerra Coelho diz que não houve qualquer conversa sobre alteração da majoritária

Aluisio Moreira/Divulgacao

Aluisio Moreira/Divulgacao

Ainda sobre a nota da coluna Diário Político que trata do enquadramento de Fernando Bezerra Coelho e João Lyra pelo PSB – por conta de eventual movimentação dos dois sacar Paulo Câmata da disputa pelo governo do estado – o ex-ministro informa:

“Não houve qualquer conversa sobre alterações em nossa chapa majoritária, definida em fevereiro deste ano. O desejo de Eduardo Campos será honrado e respeitado. Nosso candidato a governador é Paulo Câmara e agora, na retomada da campanha, vamos trabalhar com garra determinação para garantir a vitória da Frente Popular”.

As informações foram enviadas pela assessoria da campanha de Fernando Bezerra Coelho ao Senado.

Sileno diz que João Lyra não foi enquadrado e destaca que governador tem se empenhado na campanha de Paulo Câmara

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

“Após terem se movimentado para reformular a chapa majoritária em Pernambuco – propondo a retirada da candidatura de Paulo Câmara – o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho e o governador João Lyra foram enquadrados. Não tocaram mais no assunto”.

A nota acima foi publicada nesta quarta-feira (20) na coluna Diario Político, que foi assinada por mim.

O presidente do PSB estadual, Sileno Guedes, diz, entretanto, que o partido não enxerga motivo algum que desabone a conduta do governador João Lyra em relação à campanha e, mais especificamente, à candidatura de Paulo Câmara.

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Ressalta não ver movimento algum de Lyra contra o projeto de Câmara. “Pelo contrário. Ele tem se envolvido com firmeza e dedicação na campanha”, disse.

Sileno frisa ainda que ninguém tem autoridade para enquadrar o governador. “Ele tem tido um papel de grande importância na condução do processo”.

Ok, a coluna apurou que houve sim um enquadramento – reprimenda, reeprensão, seja qual for o nome. Mas, como se vê, Sileno assegura tal fato não ocorreu. Sigamos.

 

No site de campanha, Fernando Bezerra Coelho destaca presença no governo Dilma e seu empenho em prol de obras estruturantes

http://senadorfernandobezerra.com.br/biografia/

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No site que lançou nesta segunda (11.08),  o candidato a senador pela Frente Popular, Fernando Bezerra Coelho (PSB), registrou, com direito a foto da presidente Dilma Rousseff (PT), o período em que esteve à frente do Ministério da Integração Nacional.

Hoje, na oposição à Dilma e endossando as críticas que o presidenciável do PSB, ex-governador Eduardo Campos, faz à petista, FBC informa o seguinte na sua página campanha:

“Escolhido pelo PSB para representar o partido como ministro da Integração Nacional, no governo de Dilma Rousseff, Fernando foi responsável pela retomada de obras estruturantes no Nordeste, a exemplo da transposição do Rio São Francisco, da Adutora do Agreste e da instalação de milhares de cisternas”.

Quando ministro, o candidato ao Senado era só elogios à presidente. Mesmo quando o PSB já dava sinais de que romperia com o governo federal, ele se desdobrava para destacar o empenho da petista em trazer investimentos para o Nordeste, especialmente Pernambuco.

A postura incomodava o PSB e gerava especulações sobre a possível filiação de FBC ao PT estadual, o que poderia lhe viabilizar um lugar numa eventual chapa majoritária petista.

Pois bem. Ele se manteve no PSB, não ficou, como queria, candidatar-se ao governo do estado e agora, em campanha para o  Senado, sublinha sua atuação no ministério de Dilma.

Não há como ignorar sua relação com Dilma e, obviamente, não tem como deixar de afirmar seu papel na execução de obras estruturantes – hoje criticadas por Eduardo.

Júlio Lossio: “tenho me especializado em vencer o PSB. Se depender de mim, Dilma, Armando e João Paulo vencem”

facebook/reprodução

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Prefeito de Petrolina, maior município do Sertão pernambucano, Júlio Lossio (PMDB) reassumiu o mandato no dia 30 após ficar mais de um mês afastado do cargo para se tratar de acidente vascular cerebral (AVC).

Nesta retomada, enfrentou julgamento – e foi inocentado – de processos que pediam sua cassação no Tribunal Superior Eleitoral.

Ainda em recuperação, começa a se movimentar para contribuir com a campanha do senador Armando Monteiro (PTB) ao governo do estado.

Lossio e  Michel Temer - foto: PMDB

Lossio e Michel Temer – foto: PMDB

Um dos poucos prefeitos a manter-se na oposição ao ex-governador Eduardo Campos (PSB), Lossio é responsável por impor duas derrotas consecutivas à Frente Popular no segundo maior colégio eleitoral do interior (e o maior dos sertões).

As vitórias significaram reveses não apenas para a liderança de Eduardo, hoje candidato ao Planalto, mas também para o grupo de Fernando Bezerra Coelho, ex-ministro da Integração Nacional, ex-prefeito de Petrolina e atualmente candidato ao Senado na chapa governista.

E, mesmo afirmando está ainda limitado para se envolver fisicamente na campanha, avisa: “tenho me especializado em vencer o PSB. Se depender de mim, e dos que nos acompanhar, teremos uma vitória de Dilma, Armando e João (Paulo, candidato ao Senado)”.

PMDB-divulgação

PMDB-divulgação

Aliás, embora ele tenha evitado comentar sobre um eventual ato pró Armando em Petrolina, o que se comenta é que Lossio estaria preparando um evento para reunir, na cidade, toda a chapa majoritária estadual e também presidente Dilma. Ainda não foi definida a data.

Vale lembrar que o presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves, está com visita marcada para Petrolina no próximo dia 16 (não confirmada por correligionários).

Lossio diz que pretende se integrar logo ao time de Armandol Conta que está sendo  gratificante fazer campanha para homem reto como o senador e que tem aprendido com a serenidade e humildade de João Paulo.

O prefeito não se furtou a fazer uma análise crítica ao presidenciável socialista.

www.petrolina.pe.gov.br

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Diz que Eduardo se superestimou e subestimou Armando e acrescenta que a performance ruim do ex-governador na corrida presidencial puxa para baixo a campanha de Paulo.

Por fim, destaca que embora tenha se transformado num quadro importante da política nacional, o líder do PSB segue com um discurso ambíguo. A seguir, a entrevista (por e-mail).

A judicialização que veio após sua reeleição mostra o quanto a disputa política se mantém acirrada em Petrolina. O senhor acabou, no entanto, saindo vitorioso também na Justiça Eleitoral. Como o senhor avalia as suas vitórias no TSE?

Veja, há uma clara sinalização de que o ex-ministro Fernando Bezerra ficou inconformado com resultado das urnas.

Considera que a derrota do grupo político adversário no TSE mostra que houve excessos do outro lado? Foi uma tentativa de ganhar no tapetão? O resultado significou que seus oponentes foram desmoralizados com a decisão do TSE?

Prefeitura de Petrolina

Prefeitura de Petrolina

O PSB buscou contrariar,  na Justiça, a vontade das urnas. Tivemos a nosso favor pareceres do Ministério Público (Eleitoral) e dos relatores do processo em todas as instâncias. A votação do Tribunal Superior Eleitoral por sete a zero só mostra que o PSB quis ganhar no tapetão que as urnas negou. O TSE, me parece, seguiu o caminho já consolidado de respeitar as urnas. Petrolina, Pernambuco, e, agora o Brasil, sabem quem tem hábito de abusar do poder econômico nas eleições.

O senhor é aliado de Armando Monteiro e Paulo Rubem e João Paulo. Está preparando algum evento político-eleitoral para receber a chapa em Petrolina? Quando vai ser? E como vai ser (comício, carreata, caminhada)?

Estou ainda limitado fisicamente para fazer, aqui, o que mais gosto na política, que é abraçar as pessoas na rua. Mas temos um time que já está em campo e logo quero me integrar. Está sendo muito gratificante fazer campanha para homem reto como Armando. Tenho ainda aprendido muito com a serenidade e humildade de João Paulo.

Como principal liderança política de Petrolina, acha que virá por aí mais uma derrota para a Frente Popular (Eduardo/PSB)?

Tenho me especializado em vencer o PSB. Se depender de mim, e dos que nos acompanhar, teremos uma vitória de Dilma, Armando e João.

Como avalia o atual momento da campanha, em que Paulo Câmara aparece estagnado, assim como Eduardo?

Acho que Eduardo subestimou Armando e se superestimou. Assim, a performance ruim de Eduardo nacional puxa para baixo a campanha de Paulo. Eduardo é, sem dúvida, um quadro importante da política nacional, mas faz discurso ambíguo. Critica a política energética de Dilma e parece esquecer que o PSB sempre esteve à frente da Chesf. Fala de afastar velhas raposas, mas em Pernambuco tem o apoio daquilo que ele classifica como raposas da política. Fala em reduzir ministérios, mas em Pernambuco governou acomodando partidos políticos que vão do PC do B ao PSDB em várias secretarias. Promete carreira federal para médicos, mas em Pernambuco valorizou a administração da rede de Saúde por organizações sociais. Promete o passe-livre, mas em oito anos de governo não teve esta iniciativa. Penso que precisa ter coerência no discurso para se fazer entender pelo país afora. Admiro Eduardo pela coragem da disputa. Gosto pessoas corajosas. Contudo, precisamos falar e fazer. O povo parece cheio de fala sem prática.

O senhor esteve esta semana com Michel Temer (vice-presidente da República e presidente emérito do PMDB) em Brasília, em busca de apoio para a liberação de recursos federais. Obteve garantia de que o dinheiro será liberado? Os recursos serão aplicados em quê?

De fato, o vice-presidente Michel Temer tem sido grande amigo de Petrolina. Além da ampliação do programa habitacional, de creches, está nós ajudando na liberação do projeto do VLT (veículo leve sob trilhos) e de pavimentações, que somam mais de R$ 100 milhões.

PSB constrói discurso contra a força do apoio de Lula a Dilma: citam Haddad como exemplo de equívoco do ex-presidente

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O fato de Lula, principal cabo eleitoral do país, ser o avalista da reeleição da presidente Dilma Rousseff não causa espécie ao PSB.

Mesmo incensando o governo do ex-presidente, a quem mantêm como exemplo de gestor, os socialistas têm na ponta da língua o antídoto para o aval luxuoso que Lula dará à campanha de reeleição da afilhada.

Para eles, nem tudo o que o líder petista recomenda ou apoia é bom ou merece ser votado.

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Ontem, em entrevista ao programa Em Foco com Aldo Vilela, na Rádio Globo Recife 720, Fernando Bezerra Coelho, candidato do PSB ao Senado, destacou que a maior evidência dos equívocos de Lula acontece na cidade de São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad tem altíssimo índice de rejeição.

Obviamente, Dilma não é Haddad, mas fica claro que acampanha de Eduardo Campos vai seguir confrontando os governos de Lula e Dilma, enfatizando, respectivamente, êxito versus fracasso.

A ideia de que o ex-presidente faz uma aposta errada ao querer mais uma mandato para a afilhada será colocada como pano de fundo sempre que possível.

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E ainda que reconheçam a capacidade de convencimento do ex-presidente, nas entrelinhas disseminarão a tese de que o líder petista não é infalível no que diz respeito às suas escolhas.

A ordem, portanto, é reforçar o discurso de que Dilma entregará o país bem pior do que recebeu do padrinho.

O ânimo é tanto que os socialistas agem como se estivesse acertado, desde já, que a petista passará a faixa a alguém. Falta combinar com o eleitor.

Fernando Bezerra reitera que, em pesquisa, eleitor reconhece Armando como “candidato de Eduardo”

Allan Torres Esp DP/D.A press.

Allan Torres Esp DP/D.A press.

Na entrevista que concedeu à Rádio Globo Recife 720, nessa terça-feira (22), Fernando Bezerra Coelho (PSB) informou que cerca de 40% dos pernambucanos veem Armando Monteiro (PTB) como “o candidato” de Eduardo.

Reiterou, de certa forma, a notícia, publicada no último sábado no Blog, de que o petebista é visto como o nome que dará continuidade ao governo do socialista.

Reverter essa realidade, associando Paulo Câmara a Eduardo e “empurrando” Armando na oposição, é o que move a campanha da Frente Popular nesse momento.

(nota da coluna Diario Politico desta quarta-feira, 23 de julho de 14)

Aliado de Osório Siqueira, prefeito interino de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho volta ao poder na terra natal

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Osório Siqueira (PSB), presidente da Câmara que assume nesta sexta-feira (11) a Prefeitura de Petrolina, é eleitor e cabo eleitoral de Fernando Filho (federal) e de Miguel Coelho (estadual), também herdeiro do ex-ministro da Integração Nacional e candidato ao Senado, Fernando Bezerra Coelho (foto).

blogdofranciscoferreirasilva.blogspot.com.br

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Depois de duas derrotas para Júlio Lóssio (PMDB), FBC vê um aliado chegar ao Executivo petrolinense. Lossio, que se recupera de cirurgia em São Paulo, está de licença médica.

Daniel sobre a cobrança de FBC para que ele entre na campanha de Paulo Câmara: “pode esperar sentado”

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Cobrado pelo ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) para que se engaje na campanha de Paulo Câmara ao governo do estado, o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) respondeu com um “pode esperar sentado”.

Com a pressão, FBC disse querer dos tucanos de Pernambuco a mesma lealdade que o PSDB pede ao PSB em outros estados.

Já a resposta de Daniel indica que o PSDB pernambucano está respaldado pelo comando nacional do partido para endurecer o jogo por aqui.

O estranhamento verificado no estado coincide com o distanciamento que vem se dando nacionalmente entre tucanos e socialistas.

A cada aceno do PSB sobre o lançamento de candidato próprio em Minas Gerais, a cada nova estocada do presidenciável socialista ao concorrente do outro partido, Aécio Neves, o clima entre as legendas fica mais tenso.

Com informações são do Diario.

PSB X PSDB: Fernando Bezerra cobra entrada de Daniel Coelho na campanha de Paulo Câmara

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

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O ex-ministro Fernando Bezerra Coelho segue dividindo com o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o papel de porta-voz da Frente Popular.

Pré-candidato do PSB ao Senado, FBC opinou sobre o embate que vem sendo travado entre o PSB e o PSDB na construção de alianças estaduais.

Afirmou, nesta quarta (14), em entrevista à Radio Folha, que o PSDB precisa ter, em Pernambuco, a mesma lealdade que pede ao PSB em outros estados.

Citou o exemplo do deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), que se declarou independente e se mostra como um dos principais representantes da oposição ao governo do PSB na Assembleia Legislativa.

Líder da oposição, deputado informa que reuniões ocorrerão após o carnaval

DP

“Daniel Coelho também tem que co meçar a fazer campanha para Paulo Câmara (pré-candidato ao governo pelo PSB)”, afirmou, complentando que, se o PSDB está na aliança com o PSB, ele tem que se integrar.

O PSB, que havia feito acordo de apoiar a candidatura do PSDB em Minas Gerais, avalia a possibilidade de lançar nome próprio naquele estado.

A mudança de postura levou o PSDB pernambucano a afirmar que a candidatura socialista em Minas levará o partido a lançar candidato ao governo aqui também.

Fernando Bezerra, que foi ex-ministro da Integração Nacional, também afirmou que o cenário nacional está mudando muito, o que pode levar a uma disputa no segundo turno entre o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB).

Ele falou sobre o assunto uma semana depois de dar entrevista ao Diario e admitir que Eduardo poderia apoiar a presidente Dilma Rousseff (PT) num eventual segundo turno.

As informações estão publicadas no diariodepernambuco.com.br. O texto é de João Vitor Pascoal.