Presidente do PSB-SP pode entregar pasta que ocupa na gestão do petista Fernando Haddad na capital paulista

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Em meio aos desentendimentos gerados pela possibilidade de apoio do PSB à reeleição do governador Geraldo Alckmin em São Paulo, o partido presidido por Eduardo Campos também começa a se preparar para se desvincular da prefeitura da capital, do prefeito Fernando Haddad, do PT.

Sim, porque para quem não se recorda, o PSB apoiou a candidatura petista em 2012. E, ao mesmo tempo em que mantém aliança com o PSDB no plano estadual, apoia o PT e ocupa a pasta de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo da cidade de São Paulo.

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E o secretário é ninguém menos que o presidente do PSB paulistano, Eliseu Gabriel.

Pois o capitão do socialismo naquele estado deve definir, na semana que vem, seu futuro em relação à eleição deste ano.

Gabriel pretende se reunir com o prefeito Fernando Haddad (PT) para definir se será ou não candidato a deputado federal.

O socialista tem demonstrado inclinação por uma candidatura, mas a decisão final dependerá desse diálogo com o prefeito.

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A pasta chefiada por Gabriel tem projetos importantes em vias de serem lançados, como a Agência São Paulo de Desenvolvimento, que depende apenas de detalhes para começar a funcionar, e uma troca de comando poderia gerar atrasos.

Confira materia sobre a complicada relação do PSB com a Rede e o PPS em São Paulo:

Apoiar ou não Alckmin em SP? Eduardo entre a pressão de Marina e a ameaça de desembarque do PPS

As informações são do site do Poder Online, do iG.

Passada a eleição, PSB desce do palanque de Haddad e retorna à base do governo de Alckmin

O PSB apoiou a candidatura de Fernando Haddad (PT) em São Paulo, contrariando o diretório estadual, que queria subir no palanque de José Serra (PSDB).

Para que a aliança acontecesse, o governador Eduardo Campos, presidente nacional da sigla, negociou ao extremo e não economizou nos argumentos até convencer seus correligionários.

No final, falou mais alto a decisão do diretório municipal. E o PSB, integradíssimo ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB), deu uma guinada em direção ao PT.

Pois agora, passada a eleição, os socialistas voltarão a se inserir na gestão tucana. Eduardo Campos informou, na tarde desta segunda-feira, que o PSB “continuará na base do governo do PSDB”, apesar da aliança com o PT na capital.

Aliás, sobre a possível participação do partido na gestão petista na Prefeitura de São Paulo, o governador demonstrou não ter pressa alguma sobre a questão. Afirmou que isso não está em pauta.

A postura é esquisita para um partido que chegou a apresentar um nome para a vice – a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que acabou desistindo por discordar do apoio de Maluf à candidatua de Haddad.

A retomada da aliança com os tucanos em nível estadual inibiria uma eventual presença de socialitas no governo dse Haddad? Tudo indica que sim.

Antes da campanha, o PSB ocupava a secretaria estadual de Turismo no governo de Geraldo Alckmin.  A expectativa é que este espaço seja retomado.

Aliás, quando esteve no Recife participando da campanha de Daniel Coelho (PSDB), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ter certeza de que, passada a eleição, os socialistas voltariam para a base de Alckmin.

Acertou na mosca. Amigo de Eduardo, o mineiro demonstrou conhecer bem o partido presidido pelo governador pernambucano.

Há que se destacar que em Campinas, segundo maior colégio eleitoral de São Paulo, situado há poucos quilômetros da capital, PSB e PSDB estiveram juntos e derrotaram o PT.

Com informações de Rosália Rangel, do Diario

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Governador de Pernambuco disse ter ligado para Lula no dia do aniversário do ex-presidente

Festa contou com presenças de José Múcio e da presidente Dilma

 

Durante a coletiva, convocada nesta segunda-feira para falar sobre os resultados do segundo turno, o governador Eduardo Campos informou que ligou para Lula no dia do aniversário do ex-presidente para cumprimentá-lo.

Lula completou 67 anos no último sábado (27), com festinha realizada em sua casa em São Bernardo do Campo, SP. No evento, estiveram, entre outros, a presidente Dilma Rousseff e o ministro do TCU José Múcio Monteiro.

O socialista informou que durante o telefonema Lula aproveitou para agradecer ao apoio do PSB à candidatrura de Fernando Haddad em São Paulo.

De certo modo, Eduardo responde à especulação feita pelo Blog no sábado. Confira:

José Múcio cantou parabéns para Lula. E Eduardo ligou para felicitar o ex-presidente?

Iluminados, os “postes” de Lula encontram-se em Brasília

Presidente Dilma Rousseff recebeu agradecimento de Fernando Haddad

 

Como diria o ex-presidente Lula, os seus dois principais “postes” se encontraram nesta segunda-feira em Brasília.

“Iluminado” por 3,3 milhões de votos, o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, foi recebido, no dia seguinte à vitória, pela presidenta Dilma Rousseff.

O encontro, segundo Haddad, serviu para, além de agradecer o apoio da presidenta, estabelecer uma rotina de trabalho. Mas, claro, funcionou também para atrair holofotes para os dois.

O prefeito eleito ressaltou a importância de se criar um grupo de trabalho o quanto antes para iniciar a discussão sobre as parcerias que foram anunciadas no plano de governo apresentado durante a campanha, para que sejam implementadas o quanto antes.

Informações do site do PT.  Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Sempre presidenciável, José Serra fica cada vez mais longe da disputa de 2104

serra

A menos que todas as pesquisas caiam por terra diante das urnas, o ex-governador José Serra (PSDB) deve sair mesmo derrotado da disputa pela Prefeitura de São Paulo neste domingo.

E aí, amargando um segundo revés em dois anos (foi derrotado por Dilma Rousseff em 2010), o líder tucano pode tratar de retrair as asas rumo a 2014.

Seu nome tende a estar desde já riscado da lista dos candidatos à sucessão da presidente Dilma Rousseff.

Na cúpula tucana, em paralelo à expectativa de reversão das pesquisas em São Paulo, lideranças recusam-se a falar sobre o futuro de Serra.

Outras, porém, admitem que com o provável insucesso fica impossível colocá-lo no cenário da próxima corrida presidencial.

Para o cientista político paulista Pedro Fassoni Arruda, o veredito negativo das urnas será fatal. “Significará o fim das pretensões do ex-governador para disputas de cargos maiores”, diz.

Professor do departamento de Política da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Arruda destaca que esta pode ser a despedida política de Serra, principalmente porque a rejeição do eleitorado ao seu nome é muito alta.

“Sem cargo eletivo, ele não terá espaço político e nem mídia para se posicionar. Com isso perde força para novas disputas”, afirma.

Tucanos de “alto escalão” reconhecem os problemas de rejeição de Serra, mas observam que o sentimento anti-PT na capital paulista continua forte.

“Eles (o PT) apostaram num candidato que não é sindicalista, é jovem, de classe média, com menos cara de PT possível. E está dando resultado”, disse um dirigente do partido.

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Se quiser chegar à Presidência, Eduardo deve continuar a confrontar o PT. Muito mais do que fez até agora

Análise de Marisa Gibson, da coluna Diario Político, publicada na edição desta quarta-feira no Diario:

O governador Eduardo Campos (PSB) tem todas as razões no mundo para desconfiar de que o PT jamais apoiaria seu nome para a Presidência da República – nem 2014 nem 2018.

Antes mesmo de verem confirmada nas urnas a provável vitória de Fernando Haddad (PT) na disputa pela Prefeitura de São Paulo, os petistas já articulam o nome do ministro Alexandre Padilha (PT) para disputar o governo paulista daqui a dois anos.

O PT, especialmente o núcleo paulista, tem vocação hegemônica e não é de abrir espaços para aliados – a exceção só ocorre quando o partido visa manter o poder nacional – e Haddad e Padilha representam a “renovação” do núcleo petista de São Paulo, após o expurgo causado pelo “Mensalão”.

Além disso, o PT não sairá menor da eleição municipal. Pelo contrário. Uma eventual vitória contra José Serra (PSDB) firmará a imagem de que o maior e mais importante colégio eleitoral do Brasil votou no PT, apesar de tudo.

Haddad é uma invenção de Lula, assim como foi Dilma Rousseff. E deu certo. Até seus adversários têm que admitir isso. E São Paulo, em qualquer eleição, é a “joia da coroa”. Lá, até a alcunha de “poste” perdeu o impacto negativo.

Se Eduardo Campos realmente quer se lançar nacionalmente, precisará continuar confrontando o PT.

Muito mais até do que fez até agora. Esse deve ser um caminho sem volta. Afinal de contas, as “caras novas” do PT paulista – Haddad e Padilha – são um sinal claro de que o partido de Lula e de Dilma olha para além de 2014.

Para além de 2018. Quem sabe até mais. O plano é manter o Planalto em mãos petistas por quanto tempo for possível. Aos aliados resta brigar pelos espaços de poder restantes.

Imagem: paulista40graus.com.br

Segundo turno: cada vez mais afinado com PSDB, Eduardo enfrenta PT

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O segundo turno das eleições municipais mal começou e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, reforça o papel de independência adotado em relação ao PT e ao Palácio do Planalto.

Em pelo menos três capitais, o presidente do PSB adotou caminhos diversos do governo federal.

Em Manaus, apoiará o candidato do PSDB, Artur Virgílio, contra a concorrente do PCdoB, Vanessa Grazziottin, que terá no palanque a presidente Dilma, além de Lula.

Em João Pessoa e em Curitiba, os pessebistas não apoiarão nenhum candidato no segundo turno.

Eduardo deve se encontrar nesta semana com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em Uberaba (MG).

Ambos estarão no palanque de Antonio Lerin, candidato do PSB à prefeitura da cidade do Triângulo Mineiro contra o deputado Paulo Piau (PMDB).

Mantendo a tática de insinuar-se como terceira via em 2014, sem romper o diálogo nem com o PT nem com o PSDB, Campos discutirá com Aécio possíveis dobradinhas em Vitória e em Porto Velho.

As informações estão em matéria do Correio Braziliense, publicada nesta terça no Diario.

Para não atiçar ainda mais o ódio que nutre uma parcela do PT, enciumada com o crescimento do PSB no Nordeste, Eduardo alega que as escolhas das eleições no segundo turno devem ser tomadas com base nas questões locais.

“O nosso candidato em Manaus, Serafim Correia (derrotado no primeiro turno), disse que não tinha como apoiar a Vanessa”, confirmou o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral.

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Eduardo irá a Fortaleza reforçar apoio a Roberto Claudio. Lula aparecerá no palanque de Elmano?

lulaA campanha pelo segundo turno está em andamento e em Fortaleza (CE) acontecerá um dos mais aguardado embate eleitorais do país.

Ali, o PT, do presidente Lula, está em confronto com o PSB, do governador Eduardo Campos.

O petista Elmano de Freitas e o socialista Roberto Claudio disputam o segundo round e, claro, o peso dos padrinhos está sendo levado em conta na busca pelo voto.

Eduardo já avisou que irá ate à capital do Ceará reforçar o palanque do representante do PSB.

A expectativa recai sobre a vinda de Lula. No primeiro turno, ele não apareceu em capitais onde PSB e PT estavam em confronto.

Por exemplo, não deu as caras no Recife, onde Humberto Costa concorria com o socialista Geraldo Julio, eleito no primeiro turno.

Agora, os petistas cearenses devem estar contando com o reforço do maior cabo eleitoral do partido.

Se ele irá enfrentar, na ruas, o candidato do governador Cid Gomes e de Eduardo,  é uma incógnita. Isso mesmo depois de o comando da campanha ter anunciado que o Lula virá.

O problema é que essa mesma promessa foi feita durante a campanha do Recife, mas não foi cumprida.

PSB e PT estão juntos na disputa pela Prefeitura de São Paulo e ninguém deve se espantar se Lula decidir não aparecer em Fortaleza para não desagfradar à cúpula socialista.

Por enquanto, a presença do ex-presidente ao lado de Elmano é observada apenas nas redes sociais, como mostra a imagem acima.

Veremos se a sina do petista cearense será a mesma de Humberto: “zero” de Lula no palanque.

Eduardo segue apostando na ousadia, enquanto a eleição de Haddad virou tábua de salvação pro PT

Análise de Marisa Gibson, publicada nesta quinta-feira, na coluna  Diario Político, do Diario

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Até agora  Eduardo Campos (PSB) vem jogando na ousadia e tem dado certo. E, a cada lance, o PT vai se exasperando com a expectativa crescente no país em torno da candidatura  do governador a presidente da República.

Nesta quarta, por exemplo, Eduardo voltou a cobrar o cumprimento das obras do PAC pelo governo Dilma, deixando claro que, mesmo sendo um aliado correto, o PSB, “que busca eficiência na vida pública”, não ficará atrelado ao insucesso do PT.

Aliás, ao declarar que o PSB tem um projeto de poder e estará no jogo de 2014, Eduardo, que deixará o governo em março desse mesmo ano, já deu todos os recados.

Não há, portanto, lugar para muitas dúvidas em relação ao seu propósito de concorrer à Presidência da República.

A reunião da Executiva Nacional do PSB em Brasília foi uma explosão de entusiasmo em contraste com a realidade preocupante do PT, cuja executiva também se reuniu em São Paulo.

Feridos pelas condenações do ex-ministro José Dirceu e do ex-presidente do partido José Genoino, os petistas se agarram à eleição em São Paulo como uma tábua de salvação, onde Fernando Haddad (PT) disputa o segundo turno com o tucano José Serra.

Uma eleição de vida ou de morte para o PT, embora se saiba que o ex-presidente Lula, mesmo em declínio, ainda tem força para virar muitos jogos, inclusive o de Eduardo.

Mas, enquanto o PT instala seu bunker de resistência em São Paulo, o PSB levanta a bandeira do otimismo para assegurar a eleição de prefeitos em mais três capitais – Cuiabá (MT), Porto Velho (RO), Fortaleza (CE) –, estando também em jogo municípios importantes como Duque de Caxias (RJ), Campinas (SP) e Uberaba (MG).

Agora passado o segundo turno, as articulações para 2014  vão entrar numa fase de costuras silenciosas, sendo provável que Eduardo dê um freio na sua exposição – ele está diariamente na mídia nacional.

Afinal, até 2014 ainda tem muito chão pela frente e todo cuidado é pouco.

Foto: blog.planalto.gov.br

Aécio diz que estágio na oposição faria bem ao PT e que Lula tem papel de líder de facção

aecio Mesmo longe de ser um “arrasa-quarteirão” na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) resolveu atacar o senador Aécio Neves, tido, desde 2009, como presidenciável do PSDB.

Nessa quinta-feira, Haddad afirmou que o ex-governador mineiro (2003-2010) deveria estudar ” antes de pleitear o cargo de presidente da República.

“Se Aécio quer ser presidente, estude um pouquinho, leia um livro por semana. Pode ser na praia de Ipanema”.

Aécio Neves devolveu a gentileza chamando Haddad de “idiota”.

Nesta sexta-feira, em evento de apoiar ACM Neto (DEM) na disputa pela prefeitura de Salvador, o senador declarou:

“Quero agradecer ao candidato Haddad por ter lançado a minha candidatura, mas vou deixar que o meu partido decida isso no tempo certo”, afirmou.

“Como não acho que ele possa ser tão idiota como parece às vezes, certamente ele quis dar ali uma estocada no presidente Lula, talvez não satisfeito com a incapacidade que (Lula) demonstrou até agora para alavancar sua candidatura”, completou.

Bom, antes de Haddad manda-lo ler, Aécio foi irônico ao falar do PT na noite desta quinta-feira no Recife.

Num jantar na casa do presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, após ato em favor do candidato a prefeito do Recife pelo PSDB, Daniel Coelho, o mineiro disparou:

“Há um cansaço no Brasil em relação à forma de agir do PT. Nessas eleições está ficando muito claro. Porque o PT perdeu a capacidade de iniciativa”, disse.

“O PT abdicou de ter um projeto de país reformado, que avançasse na busca da competitividade, que  fosse mais generoso com os municípios depostitários, para se contentar em ter exclusivamente um projeto de poder. O que PT tem hoje é um projeto de poder, por isso esse vale tudo”, salientou.

“Pode parecer brincadeira, mas não é. Acho que um estágio na oposição ia fazer muito bem para o PT. Acho que é importante para o Brasil ter um partido de massas, identificado com a classe trabalhadora”, prosseguiu.

“Um tempo de poder tão longo, dez anos, não fez bem ao PT. O PT abriu mão da sua história e valores. Sempre fui adversário, mas respeitei o PT. Mas, hoje, sob determinados aspectos, é difícil”, disse.

Sobre o fim do ciclo de Lula:

“O Lula místico, que, como diz a palavra, removia a montanha, não existe mais. Ele vai ser respeitado, terá sempre espaço importante na história do Brasil, mas, infelizmente, está deixando de se comportar como ex-presidente da República, de todos os brasileiros, e tendo um papel de líder de facção. Isso não é bom para a história dele”.