O jantar em que os senadores do PT concluíram que a candidatura de Eduardo Campos ao Palácio do Planalto é irreversível, ocorreu no mesmo dia (na última segunda-feira) em que o governador anunciou em Pernambuco a filiação de seu vice, João Lyra Neto (PDT) ao partido.
A informação acima circula na imprensa nacional e foi vista como “manobra” de Eduardo assegurar o PDT no palanque no próximo ano.
Porém, pelo que foi visto na segunda, durante encontro de vereadores do PSB, não foi Eduardo, mas o próprio Lyra que se encarregou de afirmar que estava de saída do PDT para se filiar ao PSB.
Aliás, como está posto na nota “Revelação” da coluna Diario Político desta terça-feira:
Era desconhecida essa força político-eleitoral do vice-governador João Lyra Neto, a ponto de se considerar que a saída dele do PDT para ingressar no PSB possa provocar abalos na possível aliança nacional entre os dois partidos, que vem sendo costurada por Eduardo em torno do seu projeto presidencial.
Em 2012, Lyra Neto rompeu com José Queiroz (PDT), prefeito de Caruaru, às vésperas da eleição, e não aconteceu nada.
Há cerca de três semanas, secretários palacianos reunidos num almoço no restaurante Leite mandaram recados para aliados que já se articulam para a sucessão de 2014 sem esperar “o tempo” de Eduardo, o comandante da frente partidária.
Um dos destinatários do alerta era o vice João Lyra, que, como se sabe, acalenta o sonho de concorrer a sucessão de Eduardo.
Mas, pelo que foi lido nas entrelinhas do almoço, Lyra está bem longe de ser uma opção agregadora dentro da alança eduardista. E mais: sua entrada no PSB não esteve no cardápio.
Relembre post sobre o almoço e os recados dos palacianos:
Secretários socialistas dizem que pré-candidatos à sucessão atropelam autoridade de Eduardo
E mais:





