Poder de “polícia” da internet: ocupação irregular de calçadas com propaganda eleitoral é denunciada nas redes sociais

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Escoadouro de manifestações de toda ordem, as redes sociais vão se constituindo em tribuna para denúncias de propaganda eleitoral irregular.

Nos últimos dias, postagens com fotos de bandeiras de Paulo Câmara ocupando calçadas circularam no Facebook e provocaram reações de indignação.

Segundo a Lei Eleitoral, afixar material publicitário em áreas públicas é permitido das 6h às 22h, desde que não atrapalhe a circulação de pedestres ou veículos.

Pelas imagens, as bandeiras do candidato ao governo pelo PSB – dispostas sobre bases cilíndricas de cimento – estão interferindo no ir e vir das pessoas.

Curiosamente, no terceiro mês da campanha de 2012 a mesma Frente Popular, que tentava, na época eleger Geraldo Julio prefeito do Recife, chegou a anunciar que retiraria 4 mil cavaletes das ruas, em caso de 2º turno.

Na nota que explicava a decisão, tomada após dois meses de transtornos a transeuntes, a Frente afirmava ter preocupação em “contribuir com a locomoção do recifense pelos espaços públicos da cidade”.

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Na verdade, naquele momento Geraldo apresentava crescimento contínuo nas pesquisas o que, obviamente, ensejou o ensaio de altruísmo.

O socialista, como sabido, venceu no 1º turno e, prefeito há um ano e meio, coordena a campanha que hoje, como há dois anos, reocupa áreas de circulação na cidade.

A preocupação de 2012, apontada na ocasião como oportunismo, permanece no papel.

Já as imagens das irregularidades de 2014 devem se multiplicar na web, gerando uma conta negativa para os infratores. É o poder de polícia da internet.

No TRE-PE  – A comissão da propaganda que fiscaliza a publicidade eleitoral no Recife, tinha recebido 25 denúncias até a última sexta-feira, mas informa que, por enquanto, tem feito recomendações pedagógicas às campanhas que exageram.

Novas rondas estavam programadas para sábado (12). Em caso haja reincidência,  a ordem é emitir notificação.

Quem insistir na irregularidade, será acionado judicialmente. A comissão conta com sete componentes, incluindo o juiz da propaganda, mas deve chegar a 11 integrantes.

Comentário e notas publicados na coluna Diario Político, no sábado (12.07)

Chegou a hora de Paulo Câmara, mais um calouro do PSB em campanha, passar pelo teste das ruas

Cristiane Silva/Esp.DP/D.A Press

Cristiane Silva/Esp.DP/D.A Press

O Blog retoma as atividades antecipadamente. E o post que marca a volta é o comentário que fiz para a coluna Diario Político desta quarta (02.07).

Trata-se de análise sobre o teste que Paulo Câmara, mais uma calouro do PSB, será submetido nas ruas a partir do próximo domingo (06).

Em tempo: ao longo de julho respondo pela coluna de política do Diario. Confira o comentário:

Numa manhã de sábado em setembro de 2012, já com o guia eleitoral no ar e dois meses de corpo a corpo, Geraldo Julio, então candidato a prefeito do Recife, discursou para uma multidão no largo de Casa Amarela.

Após falar, afastou-se para o fundo do palanque. Estava eufórico e trêmulo. Pediu um tempo antes de conceder entrevista.

Precisava respirar após encarar o eleitorado da mais representativa região da Zona Norte da capital.

facebook

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Afinal, para um calouro em campanha como ele – ainda mais na cabeça da chapa majoritária – expor-se num evento daquele porte era teste dos mais pesados.

Dois anos depois, o PSB leva outro novato às ruas. Paulo Câmara, que disputa o governo do estado, inicia a caça oficial de votos no próximo domingo.

Terá sua capacidade de conquistar apoio popular posta a prova. A realidade e as variáveis são outras, o universo de atuação é bem mais amplo, mas a inexperiência dos postulantes se equivalem.

Socialistas observam, porém, que Câmara, além de ter tido mais tempo para se preparar e firmar sua liderança em três meses de pré-campanha (Geraldo foi escolhido em junho), é menos “programado” que o prefeito.

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Ou seja, é mais espontâneo, fato que pode amenizar a ausência do padrinho Eduardo Campos, hoje dedicado à campanha para o Planalto.

A aposta é que o candidato dará conta do corpo a corpo. De todo modo, o andor eletrônico será armado.

O presidenciável socialista se fará presente em vídeos a serem veiculados em atividades eleitorais do afilhado.

E Geraldo, hoje um dos comandantes da campanha socialista, pode atuar, quem sabe, como “bússola” para o correligionário.

Conversão em político: ausência de Eduardo do front eleitoral do estado impõe a Geraldo Julio função de liderar PSB

Assessoria Fernando Bezerra Coelho/Divulgacao

Assessoria Fernando Bezerra Coelho/Divulgacao

A saída de Eduardo Campos de Pernambuco para tocar a pré-campanha pelo Palácio Planalto a partir de São Paulo deixou um vácuo de liderança no PSB estadual. O partido precisa, como diria o mestre Dominguinhos, de “alguém mais alto a lhe guiar”.

A missão, como não poderia deixar de ser, começa a cair no colo de Geraldo Julio. E o prefeito do Recife, um técnico transformado em político, vai dando sinais de que vai se portar como tal.

Nos bastidores socialistas, a expectativa é que ele se converta de vez nesse condutor e se aproprie do discurso político, indo bem além das questões da gestão.

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Há quem avalie que, nesse momento em que o PSB está com a pré-campanha de Paulo Câmara – mais um técnico – nas ruas assumir é imprescindível ter alguém que tome as rédeas do debate.

Por enquanto, Geraldo recorre à cautela, uma vez que pisa num terreno movediço. Afinal, entrar num embate politizado (ou partidarizado) exige traquejo e anos de estrada.

Há cerca de dez dias, ele direcionou ataques ao pré-candidato a governador de oposição, senador Armando Monteiro (PTB) e fez defesas do modo socialista de fazer campanha.

Num evento de adesão de sindicalistas ao palanque de campanha, trouxe para a pauta um fato de o petebista ser de família ligada à indústria.

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“Eu consigo acreditar que existem líderes sindicais apoiando o outro candidato. O difícil é acreditar que tem trabalhador apoiando quem acha que é patrão”, afirmou.

“Do lado de cá não tem gente acostumada a estar na Casa Grande e tratar o trabalhador como se estivesse na senzala”, completou.

Na segunda-feira da semana passada, Geraldo voltou a engrossar o tom ao falar sobre a denúncia de Armando Monteiro que disse que o PSB atrai apoio de prefeitos de oposição para Câmara ofertando uma “bolsa eleição” com obras e recursos.

Os 51,1% de votos obtidos por Geraldo – apadrinhado por Eduardo – em 2012, indicam que Frente Popular não terá vida fácil no Recife

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A notícia de que o ex-ministro e pré-candidato ao Senado Fernando Bezerra Coelho (PSB) começou a se reunir com vereadores do Recife, publicada no Diario na semana passada é sintomática.

A capital, ou o eleitorado dela, é independente e costuma surpreender. Na última eleição, o PSB, mesmo com o poderio do ex-governador Eduardo Campos e sua aprovação cantada em verso e prosa, não teve vida fácil.

O candidato socialista, Geraldo Julio – apadrinhado e colocado no andor por Eduardo – saiu vencedor no primeiro turno, mas obteve 51,15% dos votos (453.380 mil votos).

Quer dizer, por muito pouco – 1,1% – não foi estabelecido o segundo turno na disputa pela prefeitura municipal.

E olha que a performance se deu apenas dois anos depois dos impressionantes 82,83% – 3.450.874 votos – que garantiram a reeleição de Eduardo, em 2010.

A transferência de votos, como se viu, não foi tão “automática” assim, o que ratifica a autonomia do eleitor do Recife.

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A Frente Popular tem consciência de que metade dos habitantes da capital não quis o candidato escolhido pelo governador.

Agora, que se aproxima nova campanha, o PSB, já com o nome do pré-candidato ao governo escolhido, começa a se precaver na capital.

Segundo a matéria do Diario, os encontros promovidos por Bezerra Coelho com vereadores objetivam aumentar a inserção política da Frente Popular no Recife e, por meio de um plano de ação a ser definido, planejam chegar mais perto do eleitorado da capital.

Óbvio que o ex-ministro, cujas bases estão em Petrolina, no Sertão do São Francisco, carece de terreno no Recife, onde o seu principal adversário na corrida pelo Senado, o ex-prefeito e deputado João Paulo (PT), tem espaço garantido.

Mas assim como Geraldo, Câmara é desconhecido e vai precisar da mesmíssima mobilização dos vereadores feita por FBC para se firmar no Recife . Os 51,1% de 2012 não deixam dúvidas para os socialistas.

Selfies de Geraldo fazem sucesso: indício de que a disputa deste ano promete ser a “campanha do selfie”

reprodução/facebook

reprodução/Instagram

Os selfies do prefeito do Recife Geraldo Julio, feitos durante a comemoração do seu aniversário, nesta segunda-feira, seguem fazendo sucesso nas redes sociais.

reprodução/selfie

reprodução/selfie

Os flagrantes do gestor ao lado de assessores – nos moldes do clique da apresentadora do Oscar, Ellen DeGeneres, com celebridades de Hollywood este ano – povoam muitas contas e são compartilhados no Facebook.

A aceitação da brincadeira indica que este ano a disputa eleitoral tem tudo para se tornar a campanha do selfie – e dos making of das fotos também.

Vão sobrar registros de closes de candidatos posando com eleitores e correligionários. É só esperar pra ver.

Logomarca do PSB escanteia o amarelo e privilegia o vermelho, cor-símbolo do PT

reprodução/tv

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Os logos do PSB sempre tiveram vermelho e amarelo. Afinal, são as cores oficiais da legenda.

Na campanha de 2012, quando Geraldo Julio foi eleito prefeito do Recife, o amarelo imperou.

O símbolo maior foi um capacete (amarelo ovo) cuja intenção era passar a impressão que o candidato era um “operário” ou tocador de obras.

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No entanto, as inserções estaduais do partido este ano – foram veiculadas na semana passada e se repetirão nesta segunda e na próxima quarta – o vermelho predomina.

E, o mais curioso, o amarelo sumiu. O fundo é totalmente “encarnado” a pomba e os dizeres surgem em branco.

Vermelho, vale destacar, é a cor-símbolo do PT, sigla com a qual o PSB, presidido pelo presidenciável Eduardo Campos, rompeu em setembro de 2013, após 11 anos de aliança.

Técnicos do PSB: eleitor deve avaliar gestão de Geraldo antes de encarar Paulo Câmara como opção de voto

DP

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Ainda na campanha para a Prefeitura do Recife, Geraldo Julio era lembrado a todo instante que, se vitorioso, sua gestão seria a vitrine para o projeto presidencial de Eduardo Campos, seu padrinho político.

Eleito, admitiu, no final do ano passado, que, de fato, sua administração seria referência para candidatura socialista ao longo de 2014. Agora, a escolha do secretário da Fazenda Paulo Câmara para concorrer ao governo do estado impõe ainda mais peso ao papel de Geraldo nesse ano eleitoral.

Afinal, o escalado para concorrer à sucessão de Eduardo é um técnico como ele. E a semelhança entre o perfil dos dois levará o eleitor a refletir, automaticamente, sobre o desempenho do prefeito antes de encarar o secretário como opção de voto.

No PSB, a associação é vista como natural. No entanto, o partido não acredita que a escolha de Câmara exercerá uma pressão maior sobre Geraldo.

De acordo com o presidente estadual da legenda, Sileno Guedes, desde a vitória do partido em 2012, já havia dentro do partido uma preocupação em construir uma gestão eficiente na capital.

Cristiane Silva/Esp.DP/D.A Press

Cristiane Silva/Esp.DP/D.A Press

“Não será diferente do que já era. Depois da eleição, ele (Geraldo) foi alertado pelo conjunto de partidos que existia muita expectativa e que a cobrança seria grande”.

De todo modo, Sileno não esconde que o papel do prefeito, “a segunda liderança do PSB no estado”, estará sob os holofotes e lupas.

“Ele (Geraldo) representa essa experiência inovadora que o PSB apresentou a Pernambuco. E essa experiência que vem dando certo”, destaca Sileno. Ele lembra que o partido assumiu em cartório, ainda em campanha, o compromisso de executar o programa de governo.

Essa característica de bom gestor que o PSB vê em Geraldo pode motivar uma ligação à postulação de Câmara, de acordo com integrantes do partido. “Isso vai ser identificado em Paulo. Ele terá papel semelhante”, diz Sileno.

O presidente socialista afirma ainda que as avaliações que minimizam a capacidade do pré-candidato são equivocadas. Para ele, Câmara, assim como Geraldo, fez, como secretário, mais política que muitos que acumulam mandatos.

Enquanto afirma não acreditar em mais cobrança sobre Geraldo, o PSB vai tratando de linkar o prefeito ao pré-candidato a governador.

Nas inserções locais de TV que foram ao ar na semana passada, e voltam a ser veiculadas nesta segunda e na quarta-feira, o partido mostra que Geraldo vem imprimindo no Recife o modelo de gestão do estado.

O secretário da Fazenda faz, então, um discurso de continuidade ao governo de Eduardo, afirmando, implicitamente, que dará conta do recado.

Com definição de pré-candidatos, empresas começam a oferecer serviços eleitorais, como os conhecidos torpedos de voz

campanhaeleitoral2012.com.br

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Os pré-candidatos nem bem começam a ser definidos e o mercado eleitoral já se manifesta oferecendo serviços que, segundo prometem as propagandas, podem ajudar na conquista de votos.

Empresas de mensagem de voz, recurso que foi usado pelo governador Eduardo Campos em 2012 para ajudar na campanha de Geraldo Julio para prefeito do Recife, já disponibilizam seus préstimos

www.m3telecom.com.br

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Uma delas informa que envia mensagens para telefones fixos ou celulares e diz que cobra apenas pelas atendidas.

No menu informa que os torpedos de voz são simples ou interativos, com opção de se descadastrar o destinatário, como manda a Lei Eleitoral.

Há oferta de pesquisas de intenção de voto e de levatamento de opiniões sobre temas que devem ser priorizados pelos candidatos.

Eduardo e Geraldo – Em julho de 2012, mais de 200 mil recifenses receberam um torpedo do governador.

A mensagem, de 30 segundos, Eduardo cumprimentava o eleitor e pedia voto para o seu afilhado. Informava Geraldo o ajudou no Pacto Pela Vida, na vinda da fábrica da Fiat e na construção de hospitais.

Este ano, em que mais um técnico é escolhido para enfrentar as urnas – o secretário da Fazenda, Paulo Câmara é pré-candidato ao governo do estado – é provável que o governador recorra a novos torpedos para apresentar o concorrente socialista aos pernambucanos.

Aliás, ele próprio, como postulante ao Planalto que é, deve, quem sabe, usar o serviço para buscar apoio do eleitorado.

Buscar votos para um desconhecido enquanto disputa o Planalto contra a máquina federal e Lula é prova de fogo para o PSB

psb

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O PSB  pernambucano repete em 2014 o desafio enfrentado em 2012: o de eleger um técnico desconhecido para o Executivo.

Lá, o então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Geraldo Julio foi lançado candidato a prefeito do Recife e venceu.

Agora, o secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara é o escolhido para encabeçar a chapa na corrida pelo governo estadual.

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Terá a missão de correr atrás de votos para se tornar o sucessor do governador Eduardo Campos.

Assim com Geraldo, Câmara terá esteio forte. O PSB é poderoso e Eduardo tem o governo aprovado, conta com apoio de quase a totalidade dos deputados federais e estaduais e ainda dos prefeitos de Pernambuco.

Mas, vale lembrar, o governador de 2014 não é mesmo de 2012.

Eduardo estará mais plugado ao voo nacional – a candidatura ao Planalto – e não terá condições de carregar o andor “full time”, como fez em favor de Geraldo Julio.

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Aliás, mesmo tendo Eduardo com força e tempo máximos e diante do PT despedaçado, Geraldo Julio se livrou do 2º turno por pouco mais de um e meio porcento dos votos.

Além disso, é bom lembrar, o estado é alvo bem mais amplo e complexo do que o Recife.

Soma-se a isso o fato de o PT (sozinho ou com Armando Monteiro, do PTB) está na oposição e em processo de rearticulação.

O ex-presidente Lula que pouco esforço para combater o candidato socialista em 2012 deve adotar postura bem diferente.

Afinal, além da candidatura do partido ao governo  (própria ou em aliança), reeleição de Dilma estará em jogo.

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

E, como se sabe, o governo federal – desde as gestões de Lula – tem dado atenção diferenciada a Pernambuco.

Não sem razão os petistas esperam que a gratidão dos pernambucanos com o apreço do conterrâneo pelo estado seja revertida em votos.

A realidade, como se vê, é outra. A prova do PSB em 2014 será bem mais pesada do que um vestibular qualquer.

Buscar votos para um desconhecido ao mesmo tempo em que disputa o Planalto contra a máquina federal e Lula é encarar um teste de “PhD” da política.

Governo de Geraldo Julio é considerado regular por 43%. Outros 32% acham bom e 7%, ótimo

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Para a maioria dos recifenses, o desempenho do prefeito da capital pernambucana, Geraldo Júlio (PSB), é regular.

Entre as opções de resposta esta foi apontada por 43% dos entrevistados pela pesquisa Vox Populi.

A alternativa “bom” foi a segunda mais escolhida pelos entrevistados (32%). Ao mesmo tempo apenas 7% acreditam que a atuação de Geraldo Júlio é ótima.

Os que acham a administração do prefeito ruim somam 8% e os que a avaliam como péssima são 9%.

O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira com exclusividade pela Band e foi realizado entre os dias 17 e 19 de janeiro de 2014.

Informações da Band.