PSB tem desafio para o pós-eleição: superar a dependência de Eduardo e “instituir” lideranças para o estado e o país

arte/DP - Greg

arte/DP – Greg

Ao converter técnicos em políticos com status  majoritário, o ex-governador Eduardo Campos e ex-presidente nacional do PSB inverteu uma lógica que obrigará os socialistas pernambucanos a concentrar esforços para se reorganizar hierarquicamente.

Sem a natural liderança que ele exercia, os ocupantes de mandatos executivos largam na frente na corrida para o posto máximo do partido no estado.

Assim sendo, se eleito governador, Paulo Câmara se juntará ao prefeito do Recife, Geraldo Julio, no topo da cadeia. Resta saber se os políticos ditos de carreira terão abnegação suficiente para aceitar serem guiados pelos dois ex-secretários estaduais.

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E mais: sem o comando exercido por Eduardo, o PSB-PE teria condições de se conduzir de forma colegiada,tomando decisões em assembleia? A viúva de Eduardo, Renata Campos, será colocada no comando da sigla?

Bom, saindo vitorioso das urnas, o partido,obviamente, administrará a nova realidade sem egos, mágoas ou maiores sobressaltos. Mas, em caso de derrota, as consequências da “sucessão” para o posto de líder entrarão no campo do imponderável.

Já no âmbito nacional, o partido também viverá uma fase de reformulação do modus operandi. Independentemente de vitória ou derrota de Marina Silva. Afinal, mesmo eleita, dificilmente ela será elevada ao patamar de líder-mor.

Exercerá o comando figurado a partir do Planalto, mas não terá apoio, ambiente ou raízes para ir além disso. Para superar a dependência que tinha de Eduardo, o PSB precisará de união e doses generosas de desprendimento. Lá e cá.

Corrida pela Prefeitura do Recife já começou: atores que podem ser protagonistas em 2016 dependem da eleição deste ano para se fortalecer

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

A campanha eleitoral deste ano entra na reta final e os resultados que sairão das urnas podem, desde já, desenhar cenários para disputa da Prefeitura do Recife em 2016. Três dos principais personagens de 2012 permanecem no topo da lista de possibilidades para daqui a dois anos.

No entanto, a força com que eles chegarão à corrida municipal depende do desempenho que cada um terá na eleição de outubro. O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), está sendo testado como cabo eleitoral.

Já o deputado federal João Paulo (PT) e o deputado estadual Daniel Coelho (PTB), se submetem ao crivo do eleitor concorrendo a cargos mais altos. O primeiro disputa o Senado; o segundo, vaga na Câmara dos Deputados.

No PSB, o trabalho para a reeleição de Geraldo está em curso. Sem a liderança do ex-governador Eduardo Campos – morto há um mês em acidente aéreo – o prefeito busca se consolidar como quadro com peso eleitoral.

É um dos coordenadores da campanha socialista ao governo em programas eleitorais de TV e rádio para majoritários e proporcionais. Caso o candidato Paulo Câmara seja eleito, o prefeito, naturalmente, largará na frente na corrida de 2016.

Vai se fortalecer como líder e contará com o respaldo do Executivo estadual, além da máquina municipal. Como Paulo, Geraldo saiu do secretariado direto para a chapa. Mas em 2016, com quatro anos de mandato, enfrentará contexto bem diferente daquele visto há quatro anos.

DP

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Prefeito do Recife por dois mandatos (2001-2008), João Paulo terá, nesta campanha, noção do seu tamanho eleitoral. Principalmente, após o desgaste do governo do seu sucessor (e apadrinhado), João da Costa e do fiasco do PT na eleição de 2012.

Depois daquela derrota, o partido vem tentando se reorganizar. Não conseguiu lançar candidato próprio ao governo, mas o fato de ter se unido em torno do projeto de Armando Monteiro (PTB) foi visto como um avanço.

Eventuais vitórias do petebista e do petista podem significar, em certa medida, a recuperação do PT estadual, que, há pelo menos seis anos, tem perdido espaço para o PSB.

Com o mandato de senador, se eleito, João Paulo reafirmará a status de maior líder do partido em Pernambuco e pavimentará de vez o caminho para a disputa de 2016. Já com uma derrota ficará no mínimo dois anos sem mandato.

Roberto Soares/ Assembleia Legislativa

Roberto Soares/ Assembleia Legislativa

Daniel Coelho, que confirmou a condição de nome majoritário em 2012, está com um olho em Brasília e outro no Palácio Capibaribe. Uma nova candidatura à Prefeitura do Recife, no entanto, pode perder força, caso se confirme o fraco desempenho que Aécio Neves vem apresentando na corrida presidencial.

Além disso, ao se manter neutro na campanha para governador, mesmo sendo o PSDB integrante da Frente Popular, pode amargar prejuízo nas urnas. De todo modo, o recall de 2012 tende a lhe assegurar um mandato de federal.

Nos bastidores, comenta-se que a boa relação do tucano com Armando – ressaltada diversas vezes pelos dois nessa campanha – pode render aliança entre PSDB e PTB em 2016. Há quem fale até mesmo que Daniel deixaria o PSDB, onde estaria pouco à vontade depois da morte do ex-presidente Sérgio Guerra.

Saiba mais  – Estão na fila:

Geraldo Julio (PSB)

Ontem: Eleito prefeito em 2012 com o apoio eleitoral do ex-governador Eduardo Campos. Venceu no primeiro turno com pouco mais de 51% dos votos.

Hoje: Um dos coordenadores da campanha de Paulo Câmara, tem circulado e se posicionado como um dos líderes do PSB.

Daniel Coelho (PSDB)

Ontem: Ficou em segundo lugar na campanha de prefeito de 2012, superando Humberto Costa, do PT. Teve mais de 27% dos votos e se firmou como nome majoritário do PSDB.

Hoje: Deputado estadual, concorre a cadeira na Câmara Federal e, mesmo o PSDB estando na Frente Popular, diz se manter neutro.

João Paulo (PT)

Ontem: Deputado federal, foi candidato a vice-prefeito em 2012 e viu o PT perder a hegemonia após 12 anos na Prefeitura do Recife. O partido chegou ali ao fundo do poço em Pernambuco.

Hoje: Concorre ao Senado na chapa encabeçada por Armando Monteiro (PTB). Tem tido boa performance nas pesquisas.

Quem vai liderar o PSB e a campanha do partido em PE: Paulo Câmara, João Lyra, Geraldo Julio?

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Acontecimentos e declarações observados entre ontem (quarta, 20) e hoje (quinta-feira, 21) vão indicando que o PSB vai levar algum tempo para retomar o equilíbrio.

Além das desavenças que Marina Silva começa a semear no plano nacional após ter sido escolhida para substituir Eduardo Campos na chapa presidencial, em Pernambuco o quadro que se desenha também está longe do que se conhece como entendimento.

Uma guerra surda pelo leme do processo eleitoral e, em última instância, pelo comando do partido no estado vai se instalando.

Quanto mais avançam os dias após o acidente que tirou a vida de Eduardo, mais a ausência da liderança do ex-governador vai sendo sentida.

Nesta quarta-feira, o presidente estadual da legenda, Sileno Guedes, disse ao Blog que o governador João Lyra está conduzindo o processo.

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

E frisou ainda que o PSB estava satisfeito com o papel desempenhado pelo chefe do Executivo.

Na mesma quarta-feira, o candidato do PSB ao governo do estado, Paulo Câmara anunciou, ao final de caminhada pelo centro do Recife, que é ele a liderança do processo eleitoral em Pernambuco.

Paralelamente, socialistas salientam que o prefeito do Recife, Geraldo Julio, que atuou como uma espécie de porta-voz da família Campos e do PSB no período entre a morte e o enterro de Eduardo, também age para assumir o protagonismo – na campanha e no partido.

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Ele teria, inclusive, tentado emplacar o nome da viúva Renata Campos, na vice de Marina, como forma de ganhar prestígio nacional a partir da atuação no plano estadual.

Nessa história toda, gente do PSB salienta que Geraldo perdeu a mão no processo que culminou com a escolha do deputado gaúcho Beto Albuquerque.

O prefeito teria demonstrado inabilidade política ao forçar uma situação que contrariava até mesmo a ex-deputada e atual ministra do TCU, Ana Arraes, mãe de Eduardo.

Diante desse ambiente de concorrência, surgem questões, que, certamente, os próximos dias vão responder?

Geraldo continuará tendo participação de destaque na campanha de Paulo Câmara?

Sem traquejo político (assim o próprio Geraldo), Câmara conseguirá desempenhar o papel de “liderança” que o momento exige?

Como o partido vai fazer para que as diferenças que afloram não contaminem a campanha pelo governo do estado?

E, por fim: nomes como Milton Coelho, Fernando Bezerra Coelho, Tadeu Alencar, Danilo Cabral e o próprio Sileno Guedes têm chance de chegar à liderança socialista em PE?

Sem Eduardo, PSB-PE enfrenta corrida pelo controle do partido. Desafio é evitar que disputa contamine campanha de Câmara

reproducão tv

reproducão tv

A frase vista no fundo do palco/palanque durante evento que o PSB pernambucano promoveu na última segunda-feira para mobilizar a militância vai exigir um esforço fenomenal para ser convertida em realidade.

Sim, a afirmação “mais unidos do que nunca” não condiz com as divisões que se instalaram na legenda após a morte de Eduardo Campos.

Rapha Oliveira/ESP DP/D.A Press.

Rapha Oliveira/ESP DP/D.A Press.

Ainda que a emoção da perda e a obrigação de levar adiante as bandeiras defendidas pelo ex-governador inspirem a retomada da campanha de Paulo Câmara ao governo, o desaparecimento do seu líder-mor fez surgir uma disputa pelo controle do partido.

Nesse momento a “unidade” do PSB está personificada em Renata Campos e sua disposição para “trabalhar por dois”. Internamente, todavia, as diferenças se acentuam.

A escolha do vice de Marina Silva na chapa presidencial tornou-se o objeto mais evidente da discórdia.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio, teria resistido com veemência ao nome do deputado federal Beto Albuquerque (RS), contrariando grande parte dos socialistas, que indicaram o gaúcho.

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A ex primeira-dama, que recusou a proposta, seria a preferida de Geraldo. Se emplacasse a indicação, ele demonstraria prestígio, inclusive no plano nacional, e ganharia pontos na escalada para cristalizar seu projeto de líder.

A atitude do prefeito teria desagradado a muitos setores, que, do mesmo modo, tentam segurar as rédeas da sigla.

Agora, além de administrar a crise de acefalia, o PSB se vê diante da missão de impedir que essa corrida paralela interfira na já complicada campanha de Câmara.

Mais um desafio que se soma aos muitos decorrentes da fatalidade que ora obriga PSB a se reinventar sem Eduardo.

(comentário da coluna Diario Político, assinada pelo blogueiro nesta quarta-feira, 20.08).

Poder de “polícia” da internet: ocupação irregular de calçadas com propaganda eleitoral é denunciada nas redes sociais

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Escoadouro de manifestações de toda ordem, as redes sociais vão se constituindo em tribuna para denúncias de propaganda eleitoral irregular.

Nos últimos dias, postagens com fotos de bandeiras de Paulo Câmara ocupando calçadas circularam no Facebook e provocaram reações de indignação.

Segundo a Lei Eleitoral, afixar material publicitário em áreas públicas é permitido das 6h às 22h, desde que não atrapalhe a circulação de pedestres ou veículos.

Pelas imagens, as bandeiras do candidato ao governo pelo PSB – dispostas sobre bases cilíndricas de cimento – estão interferindo no ir e vir das pessoas.

Curiosamente, no terceiro mês da campanha de 2012 a mesma Frente Popular, que tentava, na época eleger Geraldo Julio prefeito do Recife, chegou a anunciar que retiraria 4 mil cavaletes das ruas, em caso de 2º turno.

Na nota que explicava a decisão, tomada após dois meses de transtornos a transeuntes, a Frente afirmava ter preocupação em “contribuir com a locomoção do recifense pelos espaços públicos da cidade”.

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Na verdade, naquele momento Geraldo apresentava crescimento contínuo nas pesquisas o que, obviamente, ensejou o ensaio de altruísmo.

O socialista, como sabido, venceu no 1º turno e, prefeito há um ano e meio, coordena a campanha que hoje, como há dois anos, reocupa áreas de circulação na cidade.

A preocupação de 2012, apontada na ocasião como oportunismo, permanece no papel.

Já as imagens das irregularidades de 2014 devem se multiplicar na web, gerando uma conta negativa para os infratores. É o poder de polícia da internet.

No TRE-PE  – A comissão da propaganda que fiscaliza a publicidade eleitoral no Recife, tinha recebido 25 denúncias até a última sexta-feira, mas informa que, por enquanto, tem feito recomendações pedagógicas às campanhas que exageram.

Novas rondas estavam programadas para sábado (12). Em caso haja reincidência,  a ordem é emitir notificação.

Quem insistir na irregularidade, será acionado judicialmente. A comissão conta com sete componentes, incluindo o juiz da propaganda, mas deve chegar a 11 integrantes.

Comentário e notas publicados na coluna Diario Político, no sábado (12.07)

Chegou a hora de Paulo Câmara, mais um calouro do PSB em campanha, passar pelo teste das ruas

Cristiane Silva/Esp.DP/D.A Press

Cristiane Silva/Esp.DP/D.A Press

O Blog retoma as atividades antecipadamente. E o post que marca a volta é o comentário que fiz para a coluna Diario Político desta quarta (02.07).

Trata-se de análise sobre o teste que Paulo Câmara, mais uma calouro do PSB, será submetido nas ruas a partir do próximo domingo (06).

Em tempo: ao longo de julho respondo pela coluna de política do Diario. Confira o comentário:

Numa manhã de sábado em setembro de 2012, já com o guia eleitoral no ar e dois meses de corpo a corpo, Geraldo Julio, então candidato a prefeito do Recife, discursou para uma multidão no largo de Casa Amarela.

Após falar, afastou-se para o fundo do palanque. Estava eufórico e trêmulo. Pediu um tempo antes de conceder entrevista.

Precisava respirar após encarar o eleitorado da mais representativa região da Zona Norte da capital.

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Afinal, para um calouro em campanha como ele – ainda mais na cabeça da chapa majoritária – expor-se num evento daquele porte era teste dos mais pesados.

Dois anos depois, o PSB leva outro novato às ruas. Paulo Câmara, que disputa o governo do estado, inicia a caça oficial de votos no próximo domingo.

Terá sua capacidade de conquistar apoio popular posta a prova. A realidade e as variáveis são outras, o universo de atuação é bem mais amplo, mas a inexperiência dos postulantes se equivalem.

Socialistas observam, porém, que Câmara, além de ter tido mais tempo para se preparar e firmar sua liderança em três meses de pré-campanha (Geraldo foi escolhido em junho), é menos “programado” que o prefeito.

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Ou seja, é mais espontâneo, fato que pode amenizar a ausência do padrinho Eduardo Campos, hoje dedicado à campanha para o Planalto.

A aposta é que o candidato dará conta do corpo a corpo. De todo modo, o andor eletrônico será armado.

O presidenciável socialista se fará presente em vídeos a serem veiculados em atividades eleitorais do afilhado.

E Geraldo, hoje um dos comandantes da campanha socialista, pode atuar, quem sabe, como “bússola” para o correligionário.

Conversão em político: ausência de Eduardo do front eleitoral do estado impõe a Geraldo Julio função de liderar PSB

Assessoria Fernando Bezerra Coelho/Divulgacao

Assessoria Fernando Bezerra Coelho/Divulgacao

A saída de Eduardo Campos de Pernambuco para tocar a pré-campanha pelo Palácio Planalto a partir de São Paulo deixou um vácuo de liderança no PSB estadual. O partido precisa, como diria o mestre Dominguinhos, de “alguém mais alto a lhe guiar”.

A missão, como não poderia deixar de ser, começa a cair no colo de Geraldo Julio. E o prefeito do Recife, um técnico transformado em político, vai dando sinais de que vai se portar como tal.

Nos bastidores socialistas, a expectativa é que ele se converta de vez nesse condutor e se aproprie do discurso político, indo bem além das questões da gestão.

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Há quem avalie que, nesse momento em que o PSB está com a pré-campanha de Paulo Câmara – mais um técnico – nas ruas assumir é imprescindível ter alguém que tome as rédeas do debate.

Por enquanto, Geraldo recorre à cautela, uma vez que pisa num terreno movediço. Afinal, entrar num embate politizado (ou partidarizado) exige traquejo e anos de estrada.

Há cerca de dez dias, ele direcionou ataques ao pré-candidato a governador de oposição, senador Armando Monteiro (PTB) e fez defesas do modo socialista de fazer campanha.

Num evento de adesão de sindicalistas ao palanque de campanha, trouxe para a pauta um fato de o petebista ser de família ligada à indústria.

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“Eu consigo acreditar que existem líderes sindicais apoiando o outro candidato. O difícil é acreditar que tem trabalhador apoiando quem acha que é patrão”, afirmou.

“Do lado de cá não tem gente acostumada a estar na Casa Grande e tratar o trabalhador como se estivesse na senzala”, completou.

Na segunda-feira da semana passada, Geraldo voltou a engrossar o tom ao falar sobre a denúncia de Armando Monteiro que disse que o PSB atrai apoio de prefeitos de oposição para Câmara ofertando uma “bolsa eleição” com obras e recursos.

Os 51,1% de votos obtidos por Geraldo – apadrinhado por Eduardo – em 2012, indicam que Frente Popular não terá vida fácil no Recife

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A notícia de que o ex-ministro e pré-candidato ao Senado Fernando Bezerra Coelho (PSB) começou a se reunir com vereadores do Recife, publicada no Diario na semana passada é sintomática.

A capital, ou o eleitorado dela, é independente e costuma surpreender. Na última eleição, o PSB, mesmo com o poderio do ex-governador Eduardo Campos e sua aprovação cantada em verso e prosa, não teve vida fácil.

O candidato socialista, Geraldo Julio – apadrinhado e colocado no andor por Eduardo – saiu vencedor no primeiro turno, mas obteve 51,15% dos votos (453.380 mil votos).

Quer dizer, por muito pouco – 1,1% – não foi estabelecido o segundo turno na disputa pela prefeitura municipal.

E olha que a performance se deu apenas dois anos depois dos impressionantes 82,83% – 3.450.874 votos – que garantiram a reeleição de Eduardo, em 2010.

A transferência de votos, como se viu, não foi tão “automática” assim, o que ratifica a autonomia do eleitor do Recife.

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A Frente Popular tem consciência de que metade dos habitantes da capital não quis o candidato escolhido pelo governador.

Agora, que se aproxima nova campanha, o PSB, já com o nome do pré-candidato ao governo escolhido, começa a se precaver na capital.

Segundo a matéria do Diario, os encontros promovidos por Bezerra Coelho com vereadores objetivam aumentar a inserção política da Frente Popular no Recife e, por meio de um plano de ação a ser definido, planejam chegar mais perto do eleitorado da capital.

Óbvio que o ex-ministro, cujas bases estão em Petrolina, no Sertão do São Francisco, carece de terreno no Recife, onde o seu principal adversário na corrida pelo Senado, o ex-prefeito e deputado João Paulo (PT), tem espaço garantido.

Mas assim como Geraldo, Câmara é desconhecido e vai precisar da mesmíssima mobilização dos vereadores feita por FBC para se firmar no Recife . Os 51,1% de 2012 não deixam dúvidas para os socialistas.

Selfies de Geraldo fazem sucesso: indício de que a disputa deste ano promete ser a “campanha do selfie”

reprodução/facebook

reprodução/Instagram

Os selfies do prefeito do Recife Geraldo Julio, feitos durante a comemoração do seu aniversário, nesta segunda-feira, seguem fazendo sucesso nas redes sociais.

reprodução/selfie

reprodução/selfie

Os flagrantes do gestor ao lado de assessores – nos moldes do clique da apresentadora do Oscar, Ellen DeGeneres, com celebridades de Hollywood este ano – povoam muitas contas e são compartilhados no Facebook.

A aceitação da brincadeira indica que este ano a disputa eleitoral tem tudo para se tornar a campanha do selfie – e dos making of das fotos também.

Vão sobrar registros de closes de candidatos posando com eleitores e correligionários. É só esperar pra ver.

Logomarca do PSB escanteia o amarelo e privilegia o vermelho, cor-símbolo do PT

reprodução/tv

reprodução/tv

Os logos do PSB sempre tiveram vermelho e amarelo. Afinal, são as cores oficiais da legenda.

Na campanha de 2012, quando Geraldo Julio foi eleito prefeito do Recife, o amarelo imperou.

O símbolo maior foi um capacete (amarelo ovo) cuja intenção era passar a impressão que o candidato era um “operário” ou tocador de obras.

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No entanto, as inserções estaduais do partido este ano – foram veiculadas na semana passada e se repetirão nesta segunda e na próxima quarta – o vermelho predomina.

E, o mais curioso, o amarelo sumiu. O fundo é totalmente “encarnado” a pomba e os dizeres surgem em branco.

Vermelho, vale destacar, é a cor-símbolo do PT, sigla com a qual o PSB, presidido pelo presidenciável Eduardo Campos, rompeu em setembro de 2013, após 11 anos de aliança.