PSDB-PE na base de Paulo Câmara, mas na oposição a Geraldo: “flexibilidade” aponta para disputa da Prefeitura do Recife em 2016

arte-DP

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A questão tucana é o tema do comentário de Marisa Gibson, na coluna Diário Político desta quarta-feira (17).

Trata-se da divisão – inclusive de postura política – do PSDB pernambucano. Só para resumir a ópera:

O partido integrará a base do governo de Paulo Câmara, terá até mesmo secretaria, mas fará oposição ao governo de Geraldo Julio, na Prefeitura do Recife.

Câmara e Geraldo são do mesmo partido, o PSB. E os tucanos, que sempre se mostraram unidos em Pernambuco (quando tinham Sérgio Guerra como guia), revelam-se flexíveis. Vão moldando sua postura ao sabor das conveniências.

Confira a análise da coluna:

Os cargos que os tucanos vão ocupar no governo Paulo Câmara – Secretaria da Micro e Pequena Empresa e possivelmente Porto do Recife e Junta Comercial – serviram para acender uma fagulha no PSDB em torno da disputa pela Prefeitura em 2016.

Ontem (terça,16), o presidente estadual do partido no Recife, o vereador André Régis, adiantando-se a qualquer aceno do prefeito Geraldo Julio (PSB), afirmou que o posicionamento dos tucanos na Câmara Municial do Recife continua a mesma, de oposição ao prefeito, e que não há interesse em cargos no governo municipal.

Isso porque, embora não haja uma decisão a respeito de um candidato do PSDB a prefeito do Recife, que seria o deputado federal eleito Daniel Coelho, existe um projeto de candidatura própria, e os tucanos municipais acreditam que podem caminhar para um lado enquanto o PSDB estadual vai para outro:“São esferas diferentes, estado e município, com calendários eleitorais distintos”, argumenta-se.

Para evitar mal-entendidos, Régis adianta que, apesar de se manter na oposição, a bancada tucana na Câmara – ele próprio e Aline Mariano – não vai se juntar ao PT. 

Tudo bem, mas dá para imaginar o PSDB estadual ocupando cargos no governo Paulo Câmara, e os tucanos recifenses lançando candidato próprio em 2016 contra a projeto de reeleição de Geraldo Julio?

É possível que o PSDB pernambucano esteja seguindo o exemplo do PT estadual que, sem conseguir unidade em torno de um projeto majoritário, alimentou divergências internas durante décadas, até que perdeu praticamente todos os espaços conquistados. .

PSB, que anunciou que não se alinharia a ninguém, forma bloco com oposiçao na Câmara, mas se mantém distante do PSDB

psb

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A edição desta quinta-feira (11) do Diario de Pernambuco informa:

“O PSB vai participar de um bloco partidário na Câmara dos Deputados. A partir de 2014, os socialistas irão atuar junto com o PPS, SD e PV. A decisão foi tomada ontem (quarta, 10), em Brasília, pelos dirigentes das siglas. O grupo também criou uma federação partidária, somando 67 parlamentares”.

Curiosamente, quando se reuniu após as eleições e comunicou que iria fazer uma oposição independente ao segundo governo Dilma, “votando de acordo com os interesses do país”, os socialistas descartaram a participação em blocos partidários no Congresso.

Afirmaram que não tinham que se alinhar a ninguém, inclusive com o PSDB, sigla que apoiaram o segundo turno da corrida presidencial.

Agora, se vê que o partido decidiu se manter afastado dos tucanos, mas se alinha ao PPS, PV e Solidariedade – legendas que estiveram no palanque de Aécio.

Veja AQUI texto completo do Diario.

O PSB, com governos para tocar em estados e municípios, dá a entender que não radicalizará em relação a Dilma, mas não deixará de se articular na oposição.

Ao mesmo tempo demonstra não querer vínculo com o PSDB. Aparentemente, pretende se colocar como uma segunda força de oposição, mas com algum diálogo com os cofres da União.

Eventuais acordos do PSB com o PSDB, condicionados à aliança pela reeleição de Geraldo, terão fôlego até 2016?

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.

Nota da coluna Diario Político desta quinta-feira diz que “ainda faltam dois anos,  mas o que se ouve é que dificilmente o PSDB dará legenda ao deputado Daniel Coelho (PSDB) para disputar a Prefeitura do Recife contra o candidato do PSB, no caso, Geraldo Julio, que tentará a reeleição. Até 2018, quando voltará a concorrer à Presidência da República, o PSDB vai exercitar a política da boa vizinhança com os socialistas“.

Comentário meu: Se o PSDB deixar de correr em faixa própria em 2016 no Recife estará abrindo uma exceção. Isso porque é ordem no partido concorrer no máximo de cidades, principalmente no Nordeste, onde, historicamente, o partido tem dificuldade nas eleições presidenciais.

Além disso, estará deixando de lado a chance de chegar ao protagonismo na capital. Daniel teve performance marcante em 2012, quando chegou em segundo lugar, superando até mesmo o candidato do PT, senador Humberto Costa.

Um eventual acordo feito agora entre PSDB e PSB pode até condicionar a abertura de espaço para tucanos na gestão Paulo Câmara (PSB) ao não lançamento de Daniel daqui a dois anos.

Entretanto, é saudável destacar que nesse dois, até 2016, muita água há de rolar sob a ponte da sucessão do prefeito Geraldo Julio.

Em 2010, o ex-deputado Sérgio Guerra (PSDB) fez acordo com o PPS e lançou a candidatura do hoje vereador Raul Jungmann ao Senado na chapa encabeçada pelo senador Jarbas Vasconcelos.

Guerra, que era senador, desisitiu de disputar a reeleição por saber que a chapa majoritária governista, com o ex-governador Eduardo Campos buscando o segundo mandato e Armando Monteiro e Humberto Costa na corrida pelo Senado, era imbatível.

Jungmann seria seu susbtituto na chapa que havia sido exitosa em 2002, quando Jarbas foi reeleito governador e ele e Marco Maciel conquistaram cadeira no Senado.

O pacto com o PPS passava pelo apoio do PSDB à candidatura de Jungmann à Prefeitura do Recife, em 2012. Mas, como se sabe, os tucanos lançaram Daniel.

Sem mandato de deputado federal, uma vez que deixou de disputar a Câmara dos Deputados para encarar o Senado, Jungmann candidatou a verador do Recife.

Quer dizer, acordos feitos num determinado contexto podem ser defeitos logo ali adiante quando a realidade já será outra.

Recuperação do Teatro do Parque incrementa agenda positiva montada por Geraldo Julio neste fim de 2014

PCR

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O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), encerra 2014 lapidando uma agenda positiva para a sua gestão.

Na semana passada, após encontro com o ministro das Cidades, Gilberto Occhi,  anunciou a vinda de R$ 122,3 milhões para a melhoria da mobilidade urbana no Recife.

PCR

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Logo em seguida, lançou o programa Conecta Recife, que dotou 74 pontos da cidade de acesso gratuito à internet, através de sinal wifi (sem fio).

Nesta terça-feira (02) anunciou e assinou a ordem de serviço para a recuperação e ampliação do Teatro do Parque.

O trabalho está orçado em R$ 8,2 milhões – recursos próprios – e deve ser concluído em dezembro de 2016.

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

O Recife aguarda, com expectativa, a implantação das 12 novas rotas cicloviárias (que incluem ciclovias e ciclofaixas) em bairros da cidade, com investimento de R$ 600 mil. O anúncio do projeto ocorreu em 05 de fevereiro deste ano.

Confira o detalhamento das intervenções no Teatro do Parque:

Novos ‘homens-fortes’ do PSB-PE, Geraldo e Paulo Câmara agem, cada um a seu modo, para ampliar prestígio com a família Campos

DP

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Uma nota publicada nesta quarta-feira (26) na coluna Diario Político, de Marisa Gibson, revela que os atuais “homens fortes” do PSB pernambucano estão cortejando como podem a família Campos – a viúva Renata e os filhos do ex-governador Eduardo Campos. Confira:

Holofotes

Após a eleição, falava-se que Renata Campos desempenharia um papel importante dentro do PSB.  Agora, surge a alternativa da ex-primeira-dama ser convocada para o governo Paulo Câmara. Há dez dias, especulou-se que João Campos, filho de Eduardo, seria o vice de Geraldo Julio, em 2016, quando o prefeito concorre à reeleição.

Além disso, Geraldo esteve, recentemente, na casa de Renata para convidá-la a comparecer à cerimônia de diplomação dos eleitos em outubro.

Foi em companhia do presidente do TRE-PE, desembargador Fausto Campos, mas sem Paulo Câmara, futuro governador e principal nome eleito pelo PSB-PE este ano.

Alcione Ferreira/DP/ D. A Press.

Alcione Ferreira/DP/ D. A Press.

As movimentações do prefeito e de Câmara em torno da viúva e do filho do ex-governador indicam que o PSB pernambucano faz questão de manter vínculos com Eduardo.

Mas ao fazê-lo pelo caminho da oferta de cargos em gestões – ou espaço privilegiados no partido (João assumiu a secretaria estadual de organização) e em possíveis chapas majoritárias – o PSB retroalimenta a imagem de legenda familiar que sempre marcou sua história.

As articulações demonstram também que Geraldo Julio e Paulo Câmara estão, cada um no seu ritmo e no seu tempo – tratando de ganhar pontos junto a Renata e filhos.

Aliança entre PSDB e PSB em Pernambuco deve ter como prazo de validade a pré-campanha para prefeito em 2016

psdb

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O PSDB, que esteve no palanque no PSB no plano estadual este ano, ocupa atualmente duas secretarias no governo João Lyra (PSB).

As pastas – Trabalho e Emprego e Cidades e ainda a direção do Detran – resultaram das “negociações” feitas pelo ex-deputado Sérgio Guerra quando os tucanos pernambucanos decidiram aderir oficialmente ao governo socialista e já previam a aliança na disputa pelo Palácio do Campo das Princesa que viria a seguir.

As costuras de Guerra, ocorridas no final de 2013, se deram diretamente com o ex-governador Eduardo Campos.

reprodução / tv

reprodução / tv

Agora, com o desaparecimento dos dois líderes, as relações referentes à participação do PSDB no Executivo serão travadas entre o governador eleito Paulo Câmara e o novo comando do partido, presidido pelo deputado federal Bruno Araújo.

É relevante lembrar que os tucanos já afirmam ser vital para as pretensões presidenciais de 2018 o lançamento de candidatos próprios para prefeituras em 2016.

E o Nordeste, território dominado há quatro eleições pelo PT, é prioridade. Isso quer dizer que, enquanto o PSB tentará reeleger o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o PSDB também estará na disputa.

E o deputado federal eleito Daniel Coelho surge como o nome mais forte para a missão – foi o segundo colocado em 2012.

A aliança de agora entre tucanos e socialistas tende, portanto, a ser abalada e desfeita logo ali adiante.

facebook

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O prazo de validade vai até a pré-campanha de 2016. É aguardar e observar se o cenário que se desenha desde já interferirá na participação do PSDB no governo de Paulo Câmara.

Reunião nesta segunda -  O PSDB estadual adiou para esta segunda-feira (24) a reunião que realizaria na sexta passada para tratar do balanço das eleições deste ano.

A fase vivida pelo partido nesses primeiros meses sem o comando de Sérgio Guerra – falecido em março – também será debatida.

Sobre o encontro, o Diario publicou a seguinte matéria (texto de João Vítor Pascoal):

“Lideranças vão começar a construir projetos municipais”, afirma Daniel Coelho

Com provável reaproximação do PSB com o governo Dilma, “aliados de campanha” retomam ataques ao prefeito Geraldo Julio

Charge Samuca-DP 05 03 13

Charge Samuca-DP 05 03 13

A provável reaproximação do PSB com o governo Dilma levou o prefeito do Recife, Geraldo Julio, a retirar os ataques à petista do seu discurso.

A postura desagrada a gente que apoiou os socialistas na corrida estadual. Democratas, tucanos e pós-comunistas (PPS) voltam a cobrar, denunciar e criticar o prefeito.

Na próxima quinta (27), o PSB reúne a cúpula nacional em Brasília para tratar da definição do modelo de oposição independente que deverá ser feita ao segundo mandato da presidente petista.

Priscila Krause X Geraldo Julio: afinidades de outubro viraram cobranças em novembro

Priscila Krause X Geraldo Julio: afinidades de outubro viraram cobranças em novembro

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Paulo Paiva/DP/D.A Press

No 2º turno da campanha presidencial, a vereadora Priscila Krause (DEM) endossou os ataques do prefeito Geraldo Julio (PSB) ao governo federal referentes à suspensão de repasse de recursos de convênios assinados com a Prefeitura do Recife.

Gravou até mesmo um vídeo acusando a presidente Dilma de retaliar a capital, que, segundo ela, ficara sem verbas para o Hospital da Mulher, recuperação do Geraldão e navegabilidade do Capibaribe.

Pois nessa quarta -feira (19), ela afirmou que o prefeito precisa sair do gabinete para explicar os motivos da paralisação e atrasos de obras.

E aí? A afinidade do discurso – os ataques a Dilma – foi apenas ocasional, motivada pela “aliança” em torno da candidatura de Aécio Neves?

A vereadora já não sabe que a presidente cortou repasses para o Recife ou espera que com a cobrança surjam outras justificativas?

E Geraldo Julio suspendeu as queixas à petista por que o PSB ensaia uma reaproximação com o Planalto? Essas conveniências da política são difíceis de entender. Como diria Marcio Greick na velha canção: “aparências, nada mais…”.

Geraldo Julio nega possibilidade de ter João Campos na vice. Mas o nome do rapaz segue escalado para o jogo de 2016

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Uma nota publicada na coluna do Blog nesta segunda-feira (17) sobre a possibilidade de João Campos, segundo filho do ex-governador Eduardo Campos, ser candidato a vice-prefeito do Recife na chapa de reeleição do prefeito Geraldo Julio causou rebuliço.

O PCdoB, do atual vice, Luciano Siqueira, rechaçou a especulação. O comunista, como se sabe, esteve no palanque de Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial, ao mesmo tempo em que os socialistas tentaram eleger Marina Silva (PSB) e apoiaram Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. E esse distanciamento eleitoral, entre outros fatores, teria contribuído para que o PSB decidisse cogitar o nome de João para a chapa.

O tema mereceu, nesta terça-feira, declarações de Geraldo. O prefeito, obviamente, negou a informação.

No entanto, gente do PSB não esconde que o filho de Eduardo é nome cotado para concorrer, dentre outros cargos, a vice-prefeito. Ou seja, o nome do rapaz está colocado sim.

Geraldo afirmou desconhecer o assunto e tratou de defender a permanência de Siqueira, que ocupou o mesmo cargo na gestão do ex-prefeito João Paulo (PT), entre os anos de 2001 a 2008.

A postura do prefeito é, digamos assim, um tanto quanto óbvia. Afinal, não é hora de alimentar indisposições com os comunistas nesse momento em que o PCdoB, próximo de Dilma, pode ser canal entre o Recife e a presidente.

João Campos, 20 anos, ganhou visibilidade após a morte do pai, em agosto deste ano. Após os funerais, se integrou à campanha de Paulo Câmara para o governo e tornou-se onipresente em eventos pró-Marina Silva.

Participou de comícios e caminhadas do PSB, no interior do estado e no Recife. No segundo turno se integrou à campanha de Aécio. Hoje, ocupa cargo na Executiva do PSB pernambucano.

Em comício no centro do Recife, prefeito Geraldo Julio diz que Aécio pagará “pendura deixado por Dilma”

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.

Lideranças da Frente Popular, aliança que dá apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) em Pernambuco, promoveram na tarde desta quinta-feira (23) caminhada em favor do tucano.

O governador e o senador eleitos, respectivamente Paulo Câmara (PSB) e Fernando Bezerra Coelho (PSB), e os prefeitos do Recife, Geraldo Julio (PSB), e Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSB), comandaram a mobilização.

O evento foi iniciada na Praça Maciel Pinheito e encerrada na Praça da Independência (Diario), onde foi realizado um comício. Estiveram presentes deputaados federais e estaduais.

Nas declarações não faltaram críticas à presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e ao PT.

Um vídeo com falas de  Aécio foi apresentado. Nele o tucano lembrou que as mesmas pessoas que chamaram o ex-governador Eduardo Campos, morto em 13 de agosto vítima de um acidente aéreo, de “playboy” agora o agridem.

No seu discurso, Geraldo Julio voltou a bater na tecla da não liberação de recursos do governo federal para o Recife. “Aécio vai pagar o pendura deixado por Dilma”, disse.

Também citou as obras atrasadas. “Eles não entregaram nenhuma obra de grande importância no Nordeste. Falaram da Transposição do Rio São Francisco e foram desmascarados”, acrescentou.

Em seguida, Geraldo disse que o governo federal fez parar os investimentos no país. “O trabalhador sabe que o dinheiro não dá mais até o fim do mês”, pontuou.

Outros discursos foram no mesmo caminho dos ataques. “O PSB é favorável à interrupção desse governo que parou o Brasil”, afirmou o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.

O vereador André Régis (PSDB) pediu ao povo para “libertar o país desse governo que fracassou”.

Essa foi a segunda caminhada consecutiva feita nesta semana no Recife pelos apoiadores de Aécio.

Na quarta-feira, mulheres saíram da Boa Vista até o Marco Zero, onde foi realizado encontro de militantes.

Com informações de Thiago Neuenschwander, do Diario