Geraldo e Paulo nomeiam, criam secretarias para aliados e lideram ações para manter hegemonia do PSB em Pernambuco

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Além da missão de tocar as administrações do Recife e de Pernambuco, respectivamente, o prefeito Geraldo Julio e o governador Paulo Câmara estão desafiados de manter o ritmo agressivo das articulações eleitorais que era marca registrada do ex-governador Eduardo Campos, de quem ambos são afilhados políticos.

Mesmo sem histórico no front da caça ao voto, sem o carisma que tinha o antigo comandante socialista, os dois buscam se converter em líderes (texto publicado no Diario, neste domingo, 22)

Embora o PSB pernambucano demonstre ter fissuras internas decorrentes do vácuo deixado pela ausência de Eduardo, que morreu em agosto vítima de acidente aéreo, Geraldo e Paulo, credenciados pelo mandato, assumem o protagonismo do partido.

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

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Nessa tarefa, os dois rezam na cartilha do padrinho. De olho na reeleição em 2016, o prefeito tratou de acomodar partidos na sua gestão.

Na engenharia, saiu até mesmo da esfera municipal e cedeu espaço ao deputado estadual Alberto Feitosa, que ficou com a Secretaria de Saneamento, acalmando o PR que vinha se queixando de desprestígio.

Em três meses de gestão, Paulo já tem 2018 na agenda e também age para manter a aliança que o elegeu no ano passado. Como fazia Eduardo, tratou de nomear ex-prefeitos e ex-deputados para a sua assessoria especial.

Até mesmo a ex-deputada Miriam Lacerda, que em 2012 disputou a Prefeitura de Caruaru com os Queiroz e os Lyra – aliados históricos do PSB – está abrigada no Campo das Princesas.

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

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Além de assegurar espaço para aliados nas máquinas municipal e estadual, Câmara e Geraldo apareceram fazendo tabelinha na TV. Foram “âncoras” nas inserções que o PSB estadual levou ao ar em quatro dias deste mês de março.

Juntos e em separado defenderam que os governos socialistas são conhecidos por tirar projetos do papel e entregar obras à população. E frisaram que a gestão de Eduardo, como não poderia ser diferente, é o melhor exemplo do que afirmavam.

Pelo menos aparentemente, a movimentação da dupla vem acontecendo acompanhada de alguma sorte, variável com a qual Eduardo Campos também contava.

Ao atrair a vereadora tucana Aline Mariano para a sua gestão, Geraldo dividiu o PSDB a ponto de o partido já admitir não lançar candidato próprio à Prefeitura do Recife, e até mesmo de assumir o palanque de reeleição do socialista.

Os tucanos ensaiam concorrer com o deputado federal Daniel Coelho, considerado único nome capaz de, hoje, enfrentar com chances de vitória o prefeito.

Agora, com a situação do governo federal se complicando e o PSB voltando a se afinar com o PSDB em contraposição à presidente Dilma, a aliança que atualmente já é firme no plano estadual, pode ser inevitável no Recife.

Por sua vez, Paulo Câmara viu a impetuosidade de Fernando Bezerra Coelho ser arrefecida com a inclusão do nome do senador na lista dos investigados por suspeita de ter se beneficiado no esquema da Petrobras.

Com décadas de estrada na vida pública e reconhecido poder de articulação, Fernando vinha se movimentando com certa independência em Brasília e pelo estado, o que fazia sombra à liderança de Paulo.

Meio oposição meio governo, PSB veicula inserções nacionais a partir deste sábado se apresentando como “a cara do novo Brasil”

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“PSB 40: a cara do novo Brasil”, é o slogan com o qual o PSB se reapresenta ao eleitor brasileiro após as eleições de 2014, quando concorreu – e perdeu – a disputa presidencial tendo a ex-senadora Marina Silva como candidata.

A partir deste sábado (14) e durante toda a semana (dias 17, 19 e 21) a legenda veiculará inserções nacionais em cadeia nacional de rádio e TV.

Na oposição ao governo, mas próximo da presidente Dilma, com quem busca estreitar laços administrativos, o PSB segue no muro.

Rompeu com o PT e Dilma em 2013, fez campanha com ataques duríssimos à presidente, mas agora, com três governadores e 442 prefeitos, reaproxima-se do governo.

Ao mesmo tempo, alerta que não esquece que o partido disputou a eleição opondo-se à condução política e econômica do governo.

Dá a entender que caso Dilma não consiga se livrar das dificuldades que enfrenta ou, eventualmente, seja tirada do cargo, estará, muito naturalmente, na oposição.

Bom, assim, meio lá meio cá, assuntando para onde o barco correrá, o PSB se mostra como a nova cara do país.

No total, são sete comerciais, de 30 segundos cada, o que resulta em cinco minutos diários ou 20 minutos por semestre, como assegura a lei.

As inserções antecedem o programa partidário de 10 minutos que será  transmitido no dia 2 de abril em Rede Nacional.

Segundo divulga o site do patido, o presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira, destacou a importância da propaganda partidária e, também da disseminação, junto à população, das ideias e propostas que o programa traz para o debate.

“Por isso convidamos todos os militantes e simpatizantes do PSB a assistir as inserções, e depois a divulgar e opinar nossas propostas em suas comunidades e por todos os meios possíveis de comunicação”, reforçou.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Julio e a viúva do ex-governador Eduardo Campos, Renata Campos, participam da propaganda do PSB.

 

Com quem fica a conta da incoerência nesta história do DEM ocupar cargo na Prefeitura sem aval pleno do partido?

Andrea Rego Barros/PCR

Andrea Rego Barros/PCR

Concorridíssima, ontem (segunda, 09), a posse de Roseana Amorim na Secretaria de Desenvolvimento e Empreendedorismo do Recife.

A sala reservada ficou pequena e o ato teve de ser transferido para o gabinete do prefeito, no 9º andar.

Ainda assim, houve quem ficasse de fora. E olha que a falta de energia no prédio obrigou os convidados a gastar calorias nas escadas.

A nota está na coluna Diario Político desta terça, mas carece de complemento que tem a ver com a chegada de Roseana para o cargo.

Ela representa a entrada do DEM na aliança do governo de Geraldo Julio, que já age para formar uma coligação que lhe garanta respaldo para o projeto de reeleição em 2016.

A indicação partiu do presidente estadual do DEM, deputado federal Mendonça Filho, mas sem o aval pleno do partido. Confira:

 

Cecilia Sa Pereira/Divulgacao

Cecilia Sa Pereira/Divulgacao

A deputada Priscila Krause não foi à posse que selou a entrada do DEM na gestão de Geraldo Julio.

Tudo a ver com a independência que ela quer cultivar em relação aos governos do PSB.

Agora que é esquisito um partido assumir posturas sem respaldo dos seus líderes, isso é. E a conta da incoerência com quem fica?

Tucanos apontam amadorismo e falta de habilidade no prefeito Geraldo Julio: “bateu de frente num muro”

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O modo como se deu a entrada da vereadora Aline Mariano (PSDB) no secretariado do Recife, levou tucanos a avaliar que o prefeito Geraldo Julio deu uma amostra de amadorismo extremo para quem quer liderar uma aliança para buscar a reeleição.

Alguns comparam a atitude do prefeito como alguém que acelerou a 200 km/hora, achando que estava no caminho certo, mas acabou batendo de frente num muro. “Nem prefeito de interior costuma fazer uma negociação assim, sem ouvir ninguém”, comentam.

Paulo Câmara e Geraldo Julio testam seus limites de políticos novatos para manter a hegemonia do PSB em PE

Everson Verdiao/Esp.DP/D.A.Press

Everson Verdiao/Esp.DP/D.A.Press

O discurso da nova política que o PSB adotou como lema na campanha presidencial se circunscreveu àquele período. Era vidro e se quebrou.

No poder, o toma-lá-dá-cá condenado em palanques e comerciais de TV, é prática recorrente no partido.

E, embora novatos na política, o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Julio têm se empenhado em assumir a articulação que era habilmente exercida pelo padrinho em comum, o ex-governador Eduardo Campos.

O assédio exitoso de Geraldo sobre a vereadora tucana Aline Mariano, por exemplo, teve o objetivo de fissurar o PSDB, sigla que detém hoje o nome mais competitivo para a disputa da Prefeitura do Recife em 2016, quando o atual gestor tentará a reeleição.

Diario de PE

Diario de PE

Na montagem do secretariado de Paulo quatro deputados federais foram convocados, permitindo que suplentes de quatro diferentes legendas (SD, PCdoB, PP e PPS) tomassem assento na Câmara.

O mesmo expediente foi utilizado na Assembleia Legislativa, onde um tucano e um socialista tiveram o mandato garantido por conta de designação de eleitos para secretarias.

No esforço para acomodar aliados e reforçar a base para a disputa do próximo ano, governo do estado e prefeitura agem conjuntamente.

As insatisfações do PR, sempre ávido por mais espaço no Executivo estadual, por exemplo, foram sanadas com a nomeação do deputado estadual Alberto Feitosa para a pasta de Saneamento do Recife.

Mesmo cercados de assessores que se digladiam, Geraldo e Paulo, designados pelas urnas para conduzir o PSB, dão indícios de que jogam e jogarão alto para manter a hegemonia do PSB.

Mas, com pouquíssimo tempo de estrada na arte de compor alianças e arranjos partidários, são obrigados a testar seus limites.

E como ninguém aprende samba no colégio, estão na pista e vão dançando conforme o batuque. Se vão tropeçar nas próprias pernas, 2016 vai dizer.

Com Aline Mariano na sua base, Geraldo divide PSDB e dificulta candidatura de Daniel Coelho a prefeito

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Ao contar com uma vereadora tucana na sua base, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), reforça a sua tática de dividir o PSDB para a disputa da Prefeitura em 2016.

Candidato à reeleição, o prefeito tem hoje como principal concorrente o deputado federal Daniel Coelho, do PSDB.

O parlamentar disputou a PCR em 2012 e ficou em segundo lugar, superando até mesmo o candidato do PT, senador Humberto da Costa, que contava com respaldo da máquina federal.

Não sem razão, Geraldo age para facilitar o seu caminho.

Não sem razão também o assédio do prefeito aos tucanos foi rechaçado e condenado pela cúpula do PSDB. Daniel chegou a classificar a estratégia de coronelismo.

A decisão de Aline não conta, portanto, com apoio da direção do partido.

arte-DP

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Vale lembrar, porém, que o PSDB é aliado do PSB no plano nacional e também em nível estadual, em Pernambuco.

Tucanos ocupam secretarias e órgãos no governo de Paulo Câmara.

Ou seja, Aline pode estar até sendo desobediente, mas não peca por incoerência.

O que essa adesão provocará na eventual candidatura de Daniel é uma incógnita.

No âmbito nacional, o PSDB tem como plano primordial para 2016 lançar o máximo de candidaturas a prefeito em municípios com mais de 200 mil habitantes.

O Nordeste, onde o partido tem tido, historicamente, dificuldade em eleições presidenciais, é prioridade.

Resta saber se no Recife partido caminhará para onde Aline decidiu ir ou se manterá o projeto de concorrer com candidato próprio no Recife.

Por enquanto, pode-se afirmar que cargos continuam sendo moeda atrativa e valiosa para chefes do Executivo ávidos por apoio.

Também pode-se concluir que o PSDB estadual, que já se mostrava segmentado, teve o racha aprofundado pelo PSB.

Assim como fizeram com o esfacelamento do PT em 2012, os socialistas festejam a divisão tucana.

O PT, aliás, sabe exatamente o que o PSDB vai passar nas mãos do PSB.

Daniel Coelho vê coronelismo e desrespeito na articulação do PSB e do prefeito Geraldo Julio para atrair o PSDB do Recife

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O deputado federal Daniel Coelho, nome sempre citado como pré-candidato a prefeito do Recife, diz que a pauta da aliança do PSB com o PSDB é assunto morto e enterrado para os tucanos.

E enfatiza que se o tema ainda sobrevive nos bastidores políticos é por obra e graça da insistência dos socialistas.

Para ele, o PSB ultrapassou limites ao prosseguir com o assédio. “Existem traços de coronelismo em achar que se pode tudo por estar no poder”, salienta.

Daniel Coelho diz que a relação entre os dois partidos segue muito bem nos planos nacional e estadual.

Lembra ainda que os tucanos encararam a visita de Paulo Câmara a Lula como algo natural, mas frisa que o descontrole do PSB no Recife é prova de desrespeito às decisões do PSDB.

A gestão de Geraldo tem oferecido espaço ao PSDB. Fala-se, inclusive, numa secretaria. A estratégia seria amarrar os tucanos de forma a impedi-los de correr em faixa própria em 2016.

Daniel Coelho, que obteve resultado surpreendente em 2012, quando ficou em segundo lugar na disputa, seria descartado.

Mas, de acordo o deputado, essa pauta é estranha ao PSDB. “Não sai do partido, mas sim do PSB. Grande parte das lideranças socialistas já trataram da questão”, diz e ironiza: “O Recife precisa ser administrado”.

PSB segue agindo para atrair o PSDB para a gestão e o palanque de reeleição de Geraldo Julio. Os tucanos descartarão Daniel em 2016?

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O prefeito Geraldo Julio (PSB) recusou-se a falar, durante o carnaval, sobre o convite que teria feito à vereadora Aline Mariano (PSDB) para assumir secretaria no Recife.

Também não disse se está agindo para atrair os tucanos ao seu palanque de reeleição. Mas está.

Nesta quarta-feira (18), o comando do PSB estadual admite que quer o PSDB na gestão de Geraldo.

Resta saber se o PSDB recifense cederá ao assédio e abrirá mão do jogo sucessório de 2016.

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Sim, porque se aderirem e assumirem pasta na PCR, os tucanos praticamente estarão tirando o deputado federal Daniel Coelho – e  seu excelente desempeno na disputa de 2012 – do páreo pelo Executivo da capital.

Como o PSDB estadual demonstra estar aos pedaços, sem condições de unidade, tudo é possível.

De todo modo, a direção nacional do PSDB anunciou em dezembro que a ordem para 2016 é lançar candidatos próprios para prefeituras onde for possível e que, nessa cruzada, o Nordeste é prioridade.

Se entrar na base de Geraldo agora, o PSDB pode ser levado a desembarcar da gestão dentro do ano ano, quando a pré-campanha já estará nas ruas.

PSDB permanece nos cargos do estado, como fiel aliado do PSB, mas sobe no muro em relação a Geraldo Julio

PSDB

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Análise azeitada sobre as perdas e ganhos da relação do PSDB com o PSB em Pernambuco é o comentário da coluna Diario Político desta sexta-feira (13), assinado por Marisa Gibson. Confira:

Aliança incômoda

Sem uma aliança com o PSB, o PSDB chegou a pensar que não sobreviveria às eleições proporcionais de 2014 no estado e estimulados pelo presidente nacional do partido e candidato a presidente da República, Aécio Neves, que imaginava que teria o apoio de Eduardo Campos no segundo turno presidencial, os tucanos pernambucanos oficializaram sua aliança com o PSB.

A rigor, essa aliança já existia informalmente e esse era o modelo mais conveniente para o PSDB estadual. Porém, o medo de perder a eleição falou mais alto. Depois da disputa, os tucanos, que elegeram três deputados federais e apenas um estadual, fizeram as contas e concluíram que teriam superado 2014 sem a aliança com o PSB.

Mas aí já era tarde. E, como aliado é aliado, os tucanos se sentiram merecedores de cargos no governo Paulo Câmara e conseguiram. Sem qualquer constrangimento. Agora diante da possibilidade de um de seus mais expressivo quadros – o deputado federal Daniel Coelho – ser candidato à Prefeitura do Recife no próximo ano, os tucanos estão indóceis com o cerco do prefeito Geraldo Julio.

Só que o problema não é o prefeito convidar ou deixar de convidar um tucano para ocupar um cargo em sua gestão. O nó da questão é que o PSDB quer permanecer nos cargos do governo estadual, como fiel aliado do PSB, e subir no muro em relação ao prefeito Geraldo Julio, como se o eleitorado recifense fosse incapaz de fazer a leitura correta dessa ambiguidade tucana.

Equívocos e arrogância de articuladores do PSB na eleição da Assembleia, obrigam socialistas a descer do salto

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Pouco mais de 30 dias de governo Paulo Câmara e o PSB já se coloca diante do espelho para tentar reencontrar a imagem de partido coeso.

As derrotas na disputa da Mesa Diretora, cujo desfecho se deu no último domingo, acabaram por trazer a público discórdias internas sobre o modo de articulação adotado pelo Palácio do Campo das Princesas durante o processo eleitoral.

A decisão do governo de afiançar o nome do deputado Lula Cabral (PSB) para a primeira-secretaria, por exemplo, dividiu opiniões no grupo político que cerca o governador.

E agora, após a derrota do nome palaciano – para o também socialista Diogo Moraes – , veio à tona que a estratégia foi bancada pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio, e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Antonio Figueira.

Diante da recusa de Waldemar Borges e Aluisio Lessa, que foram convocados a entrar na briga pelo cargo, mas não aceitaram a missão, prefeito e secretário construíram o “projeto Lula Cabral” desagradando a muitos da cúpula do partido.

Aliás, o mesmo descontentamento se alastrou sobre os deputados da base – os do PSB em especial – que foram intimados pelos articuladores do Palácio a votar em Lula.

Diogo Moraes, a quem o governo e o PSB jamais tolheram enquanto se articulava para concorrer à primeira-secretaria, acabou sendo alvo de um autoritarismo que só denota incapacidade de diálogo e entendimento do funcionamento da Assembleia.

Resultado: o voto em Diogo representou uma reação à imposição palaciana. Foi a prova cabal da desastrosa conduta dos que se encarregaram da interlocução do Executivo com o Legislativo.

reprodução/TV

reprodução/TV

Mas, além disso, foi um não a Lula Cabral, cujo pouco trânsito na Casa não lhe garantia credenciais para a função – administrar e ter o cofre da Assembleia.

A reeleição de Guilherme Uchoa (PDT) para o quinto mandato na presidência do Poder, é observação que cabe aqui, já havia sido absorvida pelo governo bem antes do dia da eleição.

Agora, mirando o reflexo borrado pela prepotência, o PSB tenta se reorganizar e restabelecer a relação, em outro tom, com os deputados.

O próprio Paulo Câmara, ao falar na abertura dos trabalhos do Legislativo nessa segunda-feira (02),  tratou de recomeçar o diálogo com a Casa e informou querer aprofundar relações com o Poder.

Também cuidou de aparar as arestas com os deputados, enfatizando a boa convivência que sempre manteve com Diogo.

Enfim, o governador correu atrás do prejuízo. Se não teve jogo de cintura para impedir as decisões de Geraldo e Figueira e, assim, evitar a derrota do domingo, agiu de modo a superar desavenças e desfazer insatisfações.

Dentro da Assembleia e no próprio partido tenta-se agora sedimentar o entedimento de que  Paulo Câmara, neófito que é na política, não se “queimou” no episódio.

Contudo, a lição foi passada. O governador e o PSB só não aprenderão se não souberem ler o que foi escrito pelos deputados.

Via de regra, arrogância não dá frutos palatáveis. Tentar impor vontades a políticos com mandato não é um procedimento dos mais inteligentes.

Dito isso, há que se destacar que o desconto que vem sendo dado a Câmara não pode ser estendido a Geraldo e Figueira.

O primeiro já está no terceiro ano de mandato e o segundo há anos ocupa secretarias estratégicas no estado.

Como escrevi na Coluna do Blog dessa segunda-feira, os articuladores do Campo das Princesas precisam rever o seu modo de atuação.

Ou descem do salto e tratam aliados como parceiros continuarão a contribuir para complicar ainda mais o difícil início de gestão de Paulo Câmara.

Veja o que o Blog trouxe sobre o tema:

Após não conseguir dobrar Uchoa, governo e PSB perdem nas urnas: Diogo Moraes vence Lula Cabral na briga pela 1º secretaria da Assembleia