Novos ‘homens-fortes’ do PSB-PE, Geraldo e Paulo Câmara agem, cada um a seu modo, para ganhar prestígio com a família Campos

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Uma nota publicada nesta quarta-feira (26) na coluna Diario Político, de Marisa Gibson, revela que os atuais “homens fortes” do PSB pernambucano estão cortejando como podem a família Campos – a viúva Renata e os filhos do ex-governador Eduardo Campos. Confira:

Holofotes

Após a eleição, falava-se que Renata Campos desempenharia um papel importante dentro do PSB.  Agora, surge a alternativa da ex-primeira-dama ser convocada para o governo Paulo Câmara. Há dez dias, especulou-se que João Campos, filho de Eduardo, seria o vice de Geraldo Julio, em 2016, quando o prefeito concorre à reeleição.

Além disso, Geraldo esteve, recentemente, na casa de Renata para convidá-la a comparecer à cerimônia de diplomação dos eleitos em outubro.

Foi em companhia do presidente do TRE-PE, desembargador Fausto Campos, mas sem Paulo Câmara, futuro governador e principal nome eleito pelo PSB-PE este ano.

Alcione Ferreira/DP/ D. A Press.

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As movimentações do prefeito e de Câmara em torno da viúva e do filho do ex-governador indicam que o PSB pernambucano faz questão de manter vínculos com Eduardo.

Mas ao fazê-lo pelo caminho da oferta de cargos em gestões – ou espaço privilegiados no partido (João assumiu a secretaria estadual de organização) e em possíveis chapas majoritárias – o PSB retroalimenta a imagem de legenda familiar que sempre marcou sua história.

As articulações demonstram também que Geraldo Julio e Paulo Câmara estão, cada um no seu ritmo e no seu tempo – tratando de ganhar pontos junto a Renata e filhos.

Aliança entre PSDB e PSB em Pernambuco deve ter como prazo de validade a pré-campanha para prefeito em 2016

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O PSDB, que esteve no palanque no PSB no plano estadual este ano, ocupa atualmente duas secretarias no governo João Lyra (PSB).

As pastas – Trabalho e Emprego e Cidades e ainda a direção do Detran – resultaram das “negociações” feitas pelo ex-deputado Sérgio Guerra quando os tucanos pernambucanos decidiram aderir oficialmente ao governo socialista e já previam a aliança na disputa pelo Palácio do Campo das Princesa que viria a seguir.

As costuras de Guerra, ocorridas no final de 2013, se deram diretamente com o ex-governador Eduardo Campos.

reprodução / tv

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Agora, com o desaparecimento dos dois líderes, as relações referentes à participação do PSDB no Executivo serão travadas entre o governador eleito Paulo Câmara e o novo comando do partido, presidido pelo deputado federal Bruno Araújo.

É relevante lembrar que os tucanos já afirmam ser vital para as pretensões presidenciais de 2018 o lançamento de candidatos próprios para prefeituras em 2016.

E o Nordeste, território dominado há quatro eleições pelo PT, é prioridade. Isso quer dizer que, enquanto o PSB tentará reeleger o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o PSDB também estará na disputa.

E o deputado federal eleito Daniel Coelho surge como o nome mais forte para a missão – foi o segundo colocado em 2012.

A aliança de agora entre tucanos e socialistas tende, portanto, a ser abalada e desfeita logo ali adiante.

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O prazo de validade vai até a pré-campanha de 2016. É aguardar e observar se o cenário que se desenha desde já interferirá na participação do PSDB no governo de Paulo Câmara.

Reunião nesta segunda -  O PSDB estadual adiou para esta segunda-feira (24) a reunião que realizaria na sexta passada para tratar do balanço das eleições deste ano.

A fase vivida pelo partido nesses primeiros meses sem o comando de Sérgio Guerra – falecido em março – também será debatida.

Sobre o encontro, o Diario publicou a seguinte matéria (texto de João Vítor Pascoal):

“Lideranças vão começar a construir projetos municipais”, afirma Daniel Coelho

Com provável reaproximação do PSB com o governo Dilma, “aliados de campanha” retomam ataques ao prefeito Geraldo Julio

Charge Samuca-DP 05 03 13

Charge Samuca-DP 05 03 13

A provável reaproximação do PSB com o governo Dilma levou o prefeito do Recife, Geraldo Julio, a retirar os ataques à petista do seu discurso.

A postura desagrada a gente que apoiou os socialistas na corrida estadual. Democratas, tucanos e pós-comunistas (PPS) voltam a cobrar, denunciar e criticar o prefeito.

Na próxima quinta (27), o PSB reúne a cúpula nacional em Brasília para tratar da definição do modelo de oposição independente que deverá ser feita ao segundo mandato da presidente petista.

Priscila Krause X Geraldo Julio: afinidades de outubro viraram cobranças em novembro

Priscila Krause X Geraldo Julio: afinidades de outubro viraram cobranças em novembro

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Paulo Paiva/DP/D.A Press

No 2º turno da campanha presidencial, a vereadora Priscila Krause (DEM) endossou os ataques do prefeito Geraldo Julio (PSB) ao governo federal referentes à suspensão de repasse de recursos de convênios assinados com a Prefeitura do Recife.

Gravou até mesmo um vídeo acusando a presidente Dilma de retaliar a capital, que, segundo ela, ficara sem verbas para o Hospital da Mulher, recuperação do Geraldão e navegabilidade do Capibaribe.

Pois nessa quarta -feira (19), ela afirmou que o prefeito precisa sair do gabinete para explicar os motivos da paralisação e atrasos de obras.

E aí? A afinidade do discurso – os ataques a Dilma – foi apenas ocasional, motivada pela “aliança” em torno da candidatura de Aécio Neves?

A vereadora já não sabe que a presidente cortou repasses para o Recife ou espera que com a cobrança surjam outras justificativas?

E Geraldo Julio suspendeu as queixas à petista por que o PSB ensaia uma reaproximação com o Planalto? Essas conveniências da política são difíceis de entender. Como diria Marcio Greick na velha canção: “aparências, nada mais…”.

Geraldo Julio nega possibilidade de ter João Campos na vice. Mas o nome do rapaz segue escalado para o jogo de 2016

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

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Uma nota publicada na coluna do Blog nesta segunda-feira (17) sobre a possibilidade de João Campos, segundo filho do ex-governador Eduardo Campos, ser candidato a vice-prefeito do Recife na chapa de reeleição do prefeito Geraldo Julio causou rebuliço.

O PCdoB, do atual vice, Luciano Siqueira, rechaçou a especulação. O comunista, como se sabe, esteve no palanque de Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial, ao mesmo tempo em que os socialistas tentaram eleger Marina Silva (PSB) e apoiaram Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. E esse distanciamento eleitoral, entre outros fatores, teria contribuído para que o PSB decidisse cogitar o nome de João para a chapa.

O tema mereceu, nesta terça-feira, declarações de Geraldo. O prefeito, obviamente, negou a informação.

No entanto, gente do PSB não esconde que o filho de Eduardo é nome cotado para concorrer, dentre outros cargos, a vice-prefeito. Ou seja, o nome do rapaz está colocado sim.

Geraldo afirmou desconhecer o assunto e tratou de defender a permanência de Siqueira, que ocupou o mesmo cargo na gestão do ex-prefeito João Paulo (PT), entre os anos de 2001 a 2008.

A postura do prefeito é, digamos assim, um tanto quanto óbvia. Afinal, não é hora de alimentar indisposições com os comunistas nesse momento em que o PCdoB, próximo de Dilma, pode ser canal entre o Recife e a presidente.

João Campos, 20 anos, ganhou visibilidade após a morte do pai, em agosto deste ano. Após os funerais, se integrou à campanha de Paulo Câmara para o governo e tornou-se onipresente em eventos pró-Marina Silva.

Participou de comícios e caminhadas do PSB, no interior do estado e no Recife. No segundo turno se integrou à campanha de Aécio. Hoje, ocupa cargo na Executiva do PSB pernambucano.

Em comício no centro do Recife, prefeito Geraldo Julio diz que Aécio pagará “pendura deixado por Dilma”

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.

Lideranças da Frente Popular, aliança que dá apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) em Pernambuco, promoveram na tarde desta quinta-feira (23) caminhada em favor do tucano.

O governador e o senador eleitos, respectivamente Paulo Câmara (PSB) e Fernando Bezerra Coelho (PSB), e os prefeitos do Recife, Geraldo Julio (PSB), e Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSB), comandaram a mobilização.

O evento foi iniciada na Praça Maciel Pinheito e encerrada na Praça da Independência (Diario), onde foi realizado um comício. Estiveram presentes deputaados federais e estaduais.

Nas declarações não faltaram críticas à presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e ao PT.

Um vídeo com falas de  Aécio foi apresentado. Nele o tucano lembrou que as mesmas pessoas que chamaram o ex-governador Eduardo Campos, morto em 13 de agosto vítima de um acidente aéreo, de “playboy” agora o agridem.

No seu discurso, Geraldo Julio voltou a bater na tecla da não liberação de recursos do governo federal para o Recife. “Aécio vai pagar o pendura deixado por Dilma”, disse.

Também citou as obras atrasadas. “Eles não entregaram nenhuma obra de grande importância no Nordeste. Falaram da Transposição do Rio São Francisco e foram desmascarados”, acrescentou.

Em seguida, Geraldo disse que o governo federal fez parar os investimentos no país. “O trabalhador sabe que o dinheiro não dá mais até o fim do mês”, pontuou.

Outros discursos foram no mesmo caminho dos ataques. “O PSB é favorável à interrupção desse governo que parou o Brasil”, afirmou o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.

O vereador André Régis (PSDB) pediu ao povo para “libertar o país desse governo que fracassou”.

Essa foi a segunda caminhada consecutiva feita nesta semana no Recife pelos apoiadores de Aécio.

Na quarta-feira, mulheres saíram da Boa Vista até o Marco Zero, onde foi realizado encontro de militantes.

Com informações de Thiago Neuenschwander, do Diario

PSB reforça “pernambucanização”, tira presidência de Amaral e não abre espaço para Marina na direção nacional

arte/DP - Greg

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Embora esteja majoritariamente no palanque de Aécio Neves (PSDB), o PSB mostra-se rachado neste segundo turno da corrida presidencial – alguns estados apoiam a eleição de Dilma Rousseff.

Mas a divisão desapareceu na reunião do Diretório Nacional que, nesta segunda-feira (13) em Brasília, para eleger a nova Comissão Executiva Nacional da legenda.

O presidente nacional do partido, Roberto Amaral, que havia declarado apoio a Dilma, não foi. O seu o projeto de se tornar efetivo no cargo deu em nada.

Na sexta (10), ele emitiu nota se dizendo traído por parte do PSB pernambucano, uma vez que o respaldo que lhe foi afiançado por lideranças locais, não se concretizou.

A reunião aconteceu no Hotel Nacional, no setor hoteleiro, em Brasília.

Apenas uma chapa foi colocada para análise. Quer dizer, os diretórios apenas homologaram os nomes, reforçano o domínio de Pernambuco sobre o partido.

O PSB era presidido por Eduardo Campos. Amaral, que era vice, assumiu o comando interino após a morte do ex-governador.

Carlos Siqueira, que era 1º secretário, foi eleito presidente nacional. Paulo Câmara, eleito governador de Pernambuco no dia 5 deste mês, é 1º vice-presidente.

reprodução/TV

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O prefeito do Recife, Geraldo Julio, assumiu o lugar de Siqueira e o senador eleito Fernando Bezerra Coelho segue na 4ª secretaria.

Marina Silva, que concorreu à Presidência da República pelo PSB, não teve espaço algum na executiva.

Deve mesmo retomar as articulações para, finalmente, formar o seu partido, a tal Rede Sustentabilidade.

Roberto Amaral acusa ala do PSB-PE de traição, de “esquecer o que escreve” e de ser coronelista

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

O presidente interino do PSB, Roberto Amaral, expôs descontentamentos e divergências com a atuação de parte do PSB pernambucano na decisão de subir no palanque de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno e na movimentação para assumir o controle nacional do partido.

Um racha exposto como este sempre foi algo raro no PSB. O ex-presidente da legenda, Eduardo Campos, sempre comandou com autonomia plena e rédeas curtas – nunca havia, pelo menos publicamente, espaço para confrontos de opiniões.

Amaral criticou a ala pernambucana em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira (10).

O socialista cita o presidente estadual do partido, Sileno Guedes, e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, de não cumprirem um suposto acordo firmado que garantiria sua eleição ao comando nacional da legenda.

www.psb40.org.br

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Amaral diz que recebeu um e-mail dos dois confirmando o apoio, mas que hoje mudaram de ideia e “transformaram um compromisso em letra morta”.

Desde a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, no mês de agosto, Roberto Amaral assumiu o comando do partido interinamente.

O socialista tentou, inclusive, antecipar a eleição da legenda, mas, a pedido de Renata Campos, adiou a disputa.

Num primeiro momento, houve um consenso do partido em torno do seu nome, mas, recentemente, como antecipou o Diario nesta quinta-feira (9), parte da legenda, com apoio do PSB de Pernambuco, preferiu lançar uma “chapa de consenso”, excluindo Amaral do comando.

Pelo acordo atual, Carlos Siqueira seria eleito presidente, o governador eleito de Pernambuco Paulo Câmara seria o primeiro vice-presidente e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o secretário-geral.

www.joaoalberto.com/DP

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Na entrevista, Amaral ainda critica a aliança firmada pelo PSB, que declarou apoio à candidatura do senador mineiro Aécio Neves à Presidência da República neste segundo turno.

As informações são do Estadão e do Diario de Pernambuco:

Confira a entrevista:

Por que o senhor diz que o PSB de Pernambuco usa o estilo “coronelismo, enxada e voto”?
Essa é uma característica da classe dominante pernambucana. Mesmo quando o engenho vai à falência e o filho do dono do senhor do engenho vai morar em Boa Viagem (famosa avenida do Recife), ele continua ideologicamente senhor de engenho. Isso tem consequências em tudo. No seu relacionamento com as pessoas, com as coisas, com as instituições. Ele fica preso ao engenho que já se acabou. Volta às formas tradicionais de dominação, que determinam as formas tradicionais de fazer política. Isso está sendo levado à eleição do PSB. Esse é o perigo que eu aponto. Poderá marcar profundamente o partido.

Quem é que adota esse estilo? O presidente do partido no Estado, Sileno Guedes? O governador João Lyra? O prefeito Geraldo Júlio?
É a direção do PSB de Pernambuco. É uma máquina, não são as pessoas.

A viúva Renata Campos está nesse meio? A família de Campos também?
Não estão, não.

Como o senhor prova a afirmação que faz, então?
Tenho um e-mail do dia 27 de agosto assinado por Sileno Guedes, presidente do partido no Estado, e pelo prefeito Geraldo Júlio, dizendo que apoiam minha candidatura. Mas pela imprensa vejo que usam também o estilo “esqueçam o que escrevi” e saem notas dizendo que não vão respeitar o que eles mesmos escreveram. Fazem um compromisso e depois o transformam em letra morta.

Por que o senhor está sendo atacado?
De uns 15 dias para cá, começaram a aparecer notinhas nos jornais que tentam me reduzir a um agente da presidente Dilma Rousseff e a agente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa tentativa busca a minha desqualificação ética e ideológica, como se a disputa pela presidência do partido fosse uma disputa de pessoas, quando se trata de uma disputa entre uma visão de esquerda contra uma visão conservadora. Represento os companheiros de partido querem conservar o PSB na esquerda.

O senhor lutou para que o PSB mantivesse a independência no 2º turno da campanha presidencial. Como o senhor viu a decisão que levou o partido a apoiar o tucano Aécio Neves?
O que o PSB vive hoje foi muito bem traduzido na reunião de quarta-feira nas palavras do deputado Glauber Braga (RJ), de que com aquele ato nós estávamos traindo a história do partido. Em outras palavras, quando o Partido Socialista Brasileiro teve a oportunidade de avançar, de se preparar para construir uma proposta de socialismo para o século 21, ele optou pelo patriarcalismo, ou, se quisermos, pelo coronelismo.

Independência e desempenho de Priscila consolidam sua condição de “voz dissonante” e coerente no adesismo que marca PE

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O Blog destaca nota publicada na coluna Diario Político desta terça-feira (07) para ressaltar a coerência, artigo cada vez mais escasso na chamada vida pública. Confira:

Vitória paralela

Eleita deputada estadual com 47.882 votos, a vereadora Priscila Krause (DEM) é um exemplo. Numa disputa marcada pelo adesismo – espontâneo ou forçado – a democrata, mesmo pertencendo a um partido que aderiu à Frente Popular, manteve-se independente e fiel a seus eleitores como parlamentar de oposição e, como tal, não quis nem espaço no guia da coligação.

Pois é. A democrata tomará posse cercada de expectativa, principalmente porque, como vereadora do Recife, teve atuação incisiva na oposição ao prefeito Geraldo Júlio.

Como se mantém no “mesmo lado”, ela deve seguir fazendo o contraponto ao PSB e ao governador eleito Paulo Câmara na Assembleia – aspecto vital para democracia.

Aliás, como grande parte da votação foi obtida no Recife (33.051 dos 47,8 mil) a futura deputada tem tribuna garantida para, caso queira, dar continuidade sua “fiscalização” à gestão da capital.

A postura de independência e o desempenho de Priscila consolidam a sua condição de “voz dissonante” – mais respeitada do que nunca – numa realidade em que o  governismo predomina.

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Ela ainda se sobressai na “nova safra” justamente pela linearidade de conduta. Ao contrário de tantos líderes em ascensão – e outros consolidados como tal – que aderiram ao eduardismo, ela ficou onde sempre esteve.

Soube resistir à sedução das conveniências e foi reconhecida pelo eleitorado, mesmo optando por não aparecer na propaganda eleitoral e apostado todas as fichas nas mídias sociais.

PSB tem desafio para o pós-eleição: superar a dependência de Eduardo e “instituir” lideranças para o estado e o país

arte/DP - Greg

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Ao converter técnicos em políticos com status  majoritário, o ex-governador Eduardo Campos e ex-presidente nacional do PSB inverteu uma lógica que obrigará os socialistas pernambucanos a concentrar esforços para se reorganizar hierarquicamente.

Sem a natural liderança que ele exercia, os ocupantes de mandatos executivos largam na frente na corrida para o posto máximo do partido no estado.

Assim sendo, se eleito governador, Paulo Câmara se juntará ao prefeito do Recife, Geraldo Julio, no topo da cadeia. Resta saber se os políticos ditos de carreira terão abnegação suficiente para aceitar serem guiados pelos dois ex-secretários estaduais.

...

E mais: sem o comando exercido por Eduardo, o PSB-PE teria condições de se conduzir de forma colegiada,tomando decisões em assembleia? A viúva de Eduardo, Renata Campos, será colocada no comando da sigla?

Bom, saindo vitorioso das urnas, o partido,obviamente, administrará a nova realidade sem egos, mágoas ou maiores sobressaltos. Mas, em caso de derrota, as consequências da “sucessão” para o posto de líder entrarão no campo do imponderável.

Já no âmbito nacional, o partido também viverá uma fase de reformulação do modus operandi. Independentemente de vitória ou derrota de Marina Silva. Afinal, mesmo eleita, dificilmente ela será elevada ao patamar de líder-mor.

Exercerá o comando figurado a partir do Planalto, mas não terá apoio, ambiente ou raízes para ir além disso. Para superar a dependência que tinha de Eduardo, o PSB precisará de união e doses generosas de desprendimento. Lá e cá.