Com Aline Mariano na sua base, Geraldo divide PSDB e dificulta candidatura de Daniel Coelho a prefeito

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

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Ao contar com uma vereadora tucana na sua base, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), reforça a sua tática de dividir o PSDB para a disputa da Prefeitura em 2016.

Candidato à reeleição, o prefeito tem hoje como principal concorrente o deputado federal Daniel Coelho, do PSDB.

O parlamentar disputou a PCR em 2012 e ficou em segundo lugar, superando até mesmo o candidato do PT, senador Humberto da Costa, que contava com respaldo da máquina federal.

Não sem razão, Geraldo age para facilitar o seu caminho.

Não sem razão também o assédio do prefeito aos tucanos foi rechaçado e condenado pela cúpula do PSDB. Daniel chegou a classificar a estratégia de coronelismo.

A decisão de Aline não conta, portanto, com apoio da direção do partido.

arte-DP

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Vale lembrar, porém, que o PSDB é aliado do PSB no plano nacional e também em nível estadual, em Pernambuco.

Tucanos ocupam secretarias e órgãos no governo de Paulo Câmara.

Ou seja, Aline pode estar até sendo desobediente, mas não peca por incoerência.

O que essa adesão provocará na eventual candidatura de Daniel é uma incógnita.

No âmbito nacional, o PSDB tem como plano primordial para 2016 lançar o máximo de candidaturas a prefeito em municípios com mais de 200 mil habitantes.

O Nordeste, onde o partido tem tido, historicamente, dificuldade em eleições presidenciais, é prioridade.

Resta saber se no Recife partido caminhará para onde Aline decidiu ir ou se manterá o projeto de concorrer com candidato próprio no Recife.

Por enquanto, pode-se afirmar que cargos continuam sendo moeda atrativa e valiosa para chefes do Executivo ávidos por apoio.

Também pode-se concluir que o PSDB estadual, que já se mostrava segmentado, teve o racha aprofundado pelo PSB.

Assim como fizeram com o esfacelamento do PT em 2012, os socialistas festejam a divisão tucana.

O PT, aliás, sabe exatamente o que o PSDB vai passar nas mãos do PSB.

Daniel Coelho vê coronelismo e desrespeito na articulação do PSB e do prefeito Geraldo Julio para atrair o PSDB do Recife

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O deputado federal Daniel Coelho, nome sempre citado como pré-candidato a prefeito do Recife, diz que a pauta da aliança do PSB com o PSDB é assunto morto e enterrado para os tucanos.

E enfatiza que se o tema ainda sobrevive nos bastidores políticos é por obra e graça da insistência dos socialistas.

Para ele, o PSB ultrapassou limites ao prosseguir com o assédio. “Existem traços de coronelismo em achar que se pode tudo por estar no poder”, salienta.

Daniel Coelho diz que a relação entre os dois partidos segue muito bem nos planos nacional e estadual.

Lembra ainda que os tucanos encararam a visita de Paulo Câmara a Lula como algo natural, mas frisa que o descontrole do PSB no Recife é prova de desrespeito às decisões do PSDB.

A gestão de Geraldo tem oferecido espaço ao PSDB. Fala-se, inclusive, numa secretaria. A estratégia seria amarrar os tucanos de forma a impedi-los de correr em faixa própria em 2016.

Daniel Coelho, que obteve resultado surpreendente em 2012, quando ficou em segundo lugar na disputa, seria descartado.

Mas, de acordo o deputado, essa pauta é estranha ao PSDB. “Não sai do partido, mas sim do PSB. Grande parte das lideranças socialistas já trataram da questão”, diz e ironiza: “O Recife precisa ser administrado”.

PSB segue agindo para atrair o PSDB para a gestão e o palanque de reeleição de Geraldo Julio. Os tucanos descartarão Daniel em 2016?

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O prefeito Geraldo Julio (PSB) recusou-se a falar, durante o carnaval, sobre o convite que teria feito à vereadora Aline Mariano (PSDB) para assumir secretaria no Recife.

Também não disse se está agindo para atrair os tucanos ao seu palanque de reeleição. Mas está.

Nesta quarta-feira (18), o comando do PSB estadual admite que quer o PSDB na gestão de Geraldo.

Resta saber se o PSDB recifense cederá ao assédio e abrirá mão do jogo sucessório de 2016.

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Sim, porque se aderirem e assumirem pasta na PCR, os tucanos praticamente estarão tirando o deputado federal Daniel Coelho – e  seu excelente desempeno na disputa de 2012 – do páreo pelo Executivo da capital.

Como o PSDB estadual demonstra estar aos pedaços, sem condições de unidade, tudo é possível.

De todo modo, a direção nacional do PSDB anunciou em dezembro que a ordem para 2016 é lançar candidatos próprios para prefeituras onde for possível e que, nessa cruzada, o Nordeste é prioridade.

Se entrar na base de Geraldo agora, o PSDB pode ser levado a desembarcar da gestão dentro do ano ano, quando a pré-campanha já estará nas ruas.

PSDB permanece nos cargos do estado, como fiel aliado do PSB, mas sobe no muro em relação a Geraldo Julio

PSDB

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Análise azeitada sobre as perdas e ganhos da relação do PSDB com o PSB em Pernambuco é o comentário da coluna Diario Político desta sexta-feira (13), assinado por Marisa Gibson. Confira:

Aliança incômoda

Sem uma aliança com o PSB, o PSDB chegou a pensar que não sobreviveria às eleições proporcionais de 2014 no estado e estimulados pelo presidente nacional do partido e candidato a presidente da República, Aécio Neves, que imaginava que teria o apoio de Eduardo Campos no segundo turno presidencial, os tucanos pernambucanos oficializaram sua aliança com o PSB.

A rigor, essa aliança já existia informalmente e esse era o modelo mais conveniente para o PSDB estadual. Porém, o medo de perder a eleição falou mais alto. Depois da disputa, os tucanos, que elegeram três deputados federais e apenas um estadual, fizeram as contas e concluíram que teriam superado 2014 sem a aliança com o PSB.

Mas aí já era tarde. E, como aliado é aliado, os tucanos se sentiram merecedores de cargos no governo Paulo Câmara e conseguiram. Sem qualquer constrangimento. Agora diante da possibilidade de um de seus mais expressivo quadros – o deputado federal Daniel Coelho – ser candidato à Prefeitura do Recife no próximo ano, os tucanos estão indóceis com o cerco do prefeito Geraldo Julio.

Só que o problema não é o prefeito convidar ou deixar de convidar um tucano para ocupar um cargo em sua gestão. O nó da questão é que o PSDB quer permanecer nos cargos do governo estadual, como fiel aliado do PSB, e subir no muro em relação ao prefeito Geraldo Julio, como se o eleitorado recifense fosse incapaz de fazer a leitura correta dessa ambiguidade tucana.

Equívocos e arrogância de articuladores do PSB na eleição da Assembleia, obrigam socialistas a descer do salto

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Pouco mais de 30 dias de governo Paulo Câmara e o PSB já se coloca diante do espelho para tentar reencontrar a imagem de partido coeso.

As derrotas na disputa da Mesa Diretora, cujo desfecho se deu no último domingo, acabaram por trazer a público discórdias internas sobre o modo de articulação adotado pelo Palácio do Campo das Princesas durante o processo eleitoral.

A decisão do governo de afiançar o nome do deputado Lula Cabral (PSB) para a primeira-secretaria, por exemplo, dividiu opiniões no grupo político que cerca o governador.

E agora, após a derrota do nome palaciano – para o também socialista Diogo Moraes – , veio à tona que a estratégia foi bancada pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio, e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Antonio Figueira.

Diante da recusa de Waldemar Borges e Aluisio Lessa, que foram convocados a entrar na briga pelo cargo, mas não aceitaram a missão, prefeito e secretário construíram o “projeto Lula Cabral” desagradando a muitos da cúpula do partido.

Aliás, o mesmo descontentamento se alastrou sobre os deputados da base – os do PSB em especial – que foram intimados pelos articuladores do Palácio a votar em Lula.

Diogo Moraes, a quem o governo e o PSB jamais tolheram enquanto se articulava para concorrer à primeira-secretaria, acabou sendo alvo de um autoritarismo que só denota incapacidade de diálogo e entendimento do funcionamento da Assembleia.

Resultado: o voto em Diogo representou uma reação à imposição palaciana. Foi a prova cabal da desastrosa conduta dos que se encarregaram da interlocução do Executivo com o Legislativo.

reprodução/TV

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Mas, além disso, foi um não a Lula Cabral, cujo pouco trânsito na Casa não lhe garantia credenciais para a função – administrar e ter o cofre da Assembleia.

A reeleição de Guilherme Uchoa (PDT) para o quinto mandato na presidência do Poder, é observação que cabe aqui, já havia sido absorvida pelo governo bem antes do dia da eleição.

Agora, mirando o reflexo borrado pela prepotência, o PSB tenta se reorganizar e restabelecer a relação, em outro tom, com os deputados.

O próprio Paulo Câmara, ao falar na abertura dos trabalhos do Legislativo nessa segunda-feira (02),  tratou de recomeçar o diálogo com a Casa e informou querer aprofundar relações com o Poder.

Também cuidou de aparar as arestas com os deputados, enfatizando a boa convivência que sempre manteve com Diogo.

Enfim, o governador correu atrás do prejuízo. Se não teve jogo de cintura para impedir as decisões de Geraldo e Figueira e, assim, evitar a derrota do domingo, agiu de modo a superar desavenças e desfazer insatisfações.

Dentro da Assembleia e no próprio partido tenta-se agora sedimentar o entedimento de que  Paulo Câmara, neófito que é na política, não se “queimou” no episódio.

Contudo, a lição foi passada. O governador e o PSB só não aprenderão se não souberem ler o que foi escrito pelos deputados.

Via de regra, arrogância não dá frutos palatáveis. Tentar impor vontades a políticos com mandato não é um procedimento dos mais inteligentes.

Dito isso, há que se destacar que o desconto que vem sendo dado a Câmara não pode ser estendido a Geraldo e Figueira.

O primeiro já está no terceiro ano de mandato e o segundo há anos ocupa secretarias estratégicas no estado.

Como escrevi na Coluna do Blog dessa segunda-feira, os articuladores do Campo das Princesas precisam rever o seu modo de atuação.

Ou descem do salto e tratam aliados como parceiros continuarão a contribuir para complicar ainda mais o difícil início de gestão de Paulo Câmara.

Veja o que o Blog trouxe sobre o tema:

Após não conseguir dobrar Uchoa, governo e PSB perdem nas urnas: Diogo Moraes vence Lula Cabral na briga pela 1º secretaria da Assembleia

Embora tenha lutado contra Uchoa, PSB jamais assumirá derrota na Assembleia. Afinal, mesmo indesejado, pedetista segue na base

reprodução/TV

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Ao se referir à iminente vitória do deputado Guilherme Uchoa (PDT) para a presidência da Assembleia, o governador Paulo Câmara (PSB) afirmou esperar da nova mesa diretora do Legislativo o mesmo grau de interação com o Executivo e os outros poderes “que tivemos nos últimos oito anos”.

Faltou pouco para apadrinhar a candidatura de Uchoa à reeleição e colocar o resultado que deve sair da disputa na conta do Palácio do Campo das Princesas.

Aliás, o PSB, mesmo tendo sido obrigado a desitir de lançar candidato próprio – em decorrência do poderio de Uchoa – já trata de se livrar da derrota.

Afinal, para todos os efeitos não entrou em confronto direto com o pedetista. Além disso, Uchoa, mesmo tendo sido alvo de mil e uma articulações palacianas destinadas a minar sua candidatura ao quinto mandato consecutivo, segue na base de apoio do governo.

Portanto, é aliado e assim deve continuar a ser tratado. A saída é conveniente para os dois lados, mesmo que se saiba que a confiança entre o pedetista e o Palácio foi quebrada.

João Bito/Alepe

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Por falar em conveniência, há que se observar que o substantivo vem ocupando espaço dicionário socialista.

No Recife, o prefeito Geraldo Julio (PSB) “transformou” a mobilização do Som da Rural contra a “camarotização” da Praça do Diario numa ação da gestão municipal. Relembre abaixo:

Instalação do quartel general do frevo na Pracinha do Diario foi bandeira de luta do Som da Rural, mas PCR não dá crédito

Sem acenar para um mínimo de reconhecimento à mobilização social, anunciou a instalação de um polo de frevo no local durante o carnaval – exatamente o que reivindicava o Som da Rural.

Quer dizer, sem cerimônia alguma apropriou-se do pleito e o carimbou com o selo oficial da Prefeitura do Recife.

Engolindo revéses, mas vomitando vitórias e demonstrando incapacidade de admitir que a sociedade pode pautar uma iniciativa governamental, o PSB vai lapidando uma imagem que varia com alterações de temperatura e pressão.

Rumos de 2016 revelam desentendimento no PSDB pernambucano. E o PSB e Geraldo Julio vão agradecendo

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De um lado, uma semana inteira de movimentação em torno da disputa da Mesa Diretora da Assembleia.

De outro, a repercussão da reaparição da presidente Dilma Rousseff e seu chamamento para que ministros defendam o arrocho imposto pelo governo.

Não houve saída: a notícia que trata da crise de identidade e de liderança enfrentada pelo PSDB pernambucano foi sufocada.

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De todo modo, mesmo minimizado o desentendimento segue sendo cozinhando em fogo brando e deve começar a ser servido em breve.

Não vai faltar tucano chiando se o partido decidir lançar a candidatura de Daniel Coelho para a prefeitura do Recife.

Principalmente aqueles que colocam a aliança com o PSB numa redoma e seguem sob influência do Palácio e que, obviamente, defendem a reeleição dio prefeioto Geraldo Julio.

Também há de existir os defensores de chapa própria, em sintonia com o que, pelo menos até agora, planeja a direção nacional.

O PSDB pretende ampliar a presença na disputa por prefeituras em 2016, particularmente no Nordeste onde a sigla perde há quatro eleições presidenciais.

Como pano de fundo do embate sobre a viabilidade ou não da postulação pela Prefeitura do Recife, está a presidência estadual da legenda.

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

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O cargo é ocupado, interinamente, pelo deputado federal Bruno Araújo, desde março do ano passado, em decorrência da morte do ex-deputado Sérgio Guerra.

Araújo pode até não querer se manter na presidência, mas certamente terá voz nesse processo que envolve sucessão no partido e as eleições de 2016.

As queixas de desorganização e falta de comando que surgem nos bastidores devem colocar o partido no divã.

E, claro, as decisões daqui passarão pelo aval do comando nacional que, como se sabe, tem interesses que não necessariamente se casarão com os planos locais.

Vale lembrar ainda que o PSB tem dado exemplos de que não costuma abrir mão quando se trata de cabeça de chapa e eleição.

Os aliados, de acordo com o retrospecto recente, tem preparado o palco para os socialistas brilharem.

O PT que o diga. E, se não abrir o olho, o PSDB seguirá pela mesma trilha.

Instalação do quartel general do frevo na Pracinha do Diario foi bandeira de luta do Som da Rural, mas PCR não dá crédito

Nando Chiappetta/DP/ D. A Press.

Nando Chiappetta/DP/ D. A Press.

A transformação da Praça da Independência (Pracinha do Diario) em quartel general do frevo, medida anunciada pela Prefeitura do Recife no início desta semana, é exatamente o que defendia e pleiteava o Som da Rural, movimento de resistência cultural que ao longo de 2014 virou referência em ativismo popular.

Acontece, porém, que a decisão do Executivo da capital não deu crédito algum ao Som ou mesmo citou que a ideia atende aos anseios da população.

E a postura de assumir para si a iniciativa, como se fosse uma marca da sintonia da Prefeitura com a sociedade, vem sendo criticada por quem comandou e se integrou aos protestos do Som da Rural.

Pelas redes sociais, publicações destacam que o movimento foi responsável por toda articulação política e artística de ocupação da Praça.

Salientam ainda que o Som, na condição de veículo de cultura, política e comunicação que é, batalhou por dar nova direção aos espaços públicos.

Nando Chiappetta/DP/ D. A Press.

Nando Chiappetta/DP/ D. A Press.

A Praça do Diario foi destinada, por pelos menos três carnavais, ao camarote da TV Globo no desfile do Galo da Madrugada, o que privatizava um espaço público e, obviamente, impedia que o povo ocupasse o local.

Ao Diario, o prefeito Geraldo Julio declarou que a valorização dos artistas da terra e a devolução da Praça da Independência para a população representam avanços para o fortalecimento da cultura local. Quer dizer, nada de referência ao papel do Som da Rural.

Estive numa das “ocupações” feitas pelo Som na Pracinha do Diario no finalzinho de dezembro e, de fato, o discurso pela retomada e destinação do espaço ao povo e ao carnaval foi a tônica da mobilização.

Na ocasião, a recuperação da Praça Sérgio Loreto, onde é instalado o camarote oficial do Galo, foi colocada como meta para 2015/2016.

Aliança entre PSB e PSDB tem dias contados em Pernambuco: vai até a pré-campanha pela Prefeitura do Recife, em 2016

PSDB

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PSDB e PSB iniciam 2015 valorizando afinidades, mas administrando desconfianças. Estiveram juntos no segundo turno da eleição pela Presidência da República em 2014, colocam-se – com intensidade e interesses distintos -, na oposição à presidente Dilma Rousseff, mas nutrem projetos concorrentes, uma vez que precisam ocupar o máximo de espaço possível na corrida municipal em 2016.

Quer dizer, terão de se enfrentar daqui a dois anos. Em Pernambuco, onde os tucanos apoiam e terão cargos na gestão socialista de Paulo Câmara, a disputa pela Prefeitura do Recife promete ser das mais emblemáticas nesse contexto em que as legendas estão mergulhadas.

Os dois partidos têm hoje os nomes mais expressivos para concorrer ao Executivo da capital. Se para os socialistas o prefeito Geraldo Julio é candidato automático à reeleição, entre os tucanos o deputado federal eleito Daniel Coelho é citado com igual naturalidade como cabeça de chapa.

Em conversas informais, membros do PSDB tratam do assunto de maneira espontânea, como se a decisão de concorrer e a definição do nome já tivessem sacramentadas.
Até mesmo a contradição de integrar a base do governo de Câmara, enquanto seguem na oposição à gestão de Geraldo, parece resolvida para os tucanos.

arte-DP

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Afirmam que estão na base do governo estadual porque foi esse o recado dado pelas urnas este ano, quando integraram a aliança do candidato socialista. O mesmo argumento justifica a condição de oponente no Recife.

Em 2012, quando Geraldo saiu vencedor, os tucanos correram em raia própria, com Daniel. Aliás, a performance do candidato é um dos fatores que animam o partido a voltar à disputa em 2016.

Daniel terminou o embate eleitoral em segundo lugar, superando Humberto Costa, do PT. Teve mais de 27% dos votos (ou 245 mil) e se firmou como nome majoritário. Esse “patrimônio” conquistado contra concorrentes que dispunham de máquinas públicas empolga tanto o PSDB estadual, que nem mesmo a recente crise decorrente da dúvida entre desembarcar do governismo ou ratificar o apoio a Câmara – impasse que dividiu a legenda – foi capaz de abalar o projeto de 2016.

Há um mês, quando a sigla se reuniu para debater a reestruturação pós-eleições, o próprio Daniel Coelho afirmou que as lideranças do partido iriam “começar a construir projetos municipais”, visando a próxima disputa.

“É importante ter candidaturas próprias nas principais cidades, e o Recife é uma delas. Agora, isso se constrói ao longo do tempo, o partido vai ver as suas possibilidades”, afirmou, na ocasião, ao Diario.

Aliás, a determinação de ter chapas próprias segue orientação nacional do PSDB, que quer investir na expansão dos seus domínios. E o Nordeste é alvo principal. Isso porque há quatro eleições presidenciais o partido amarga derrotas na região. Na última, não conseguiu eleger um único governador.

A aliança PSDB/PSB, que segue firme e forte no plano estadual, pode ter o primeiro semestre de 2016 como prazo de validade. Dificilmente a parceria se manterá sólida a ponto de sobreviver à confirmação das candidaturas de Geraldo e Daniel. Afinal, a história mostra que a disputa municipal contamina as relações estaduais. Inevitavelmente.

(texto publicado neste domingo, no Diario neste domingo, 11)

PSDB-PE na base de Paulo Câmara, mas na oposição a Geraldo: “flexibilidade” aponta para disputa da Prefeitura do Recife em 2016

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A questão tucana é o tema do comentário de Marisa Gibson, na coluna Diário Político desta quarta-feira (17).

Trata-se da divisão – inclusive de postura política – do PSDB pernambucano. Só para resumir a ópera:

O partido integrará a base do governo de Paulo Câmara, terá até mesmo secretaria, mas fará oposição ao governo de Geraldo Julio, na Prefeitura do Recife.

Câmara e Geraldo são do mesmo partido, o PSB. E os tucanos, que sempre se mostraram unidos em Pernambuco (quando tinham Sérgio Guerra como guia), revelam-se flexíveis. Vão moldando sua postura ao sabor das conveniências.

Confira a análise da coluna:

Os cargos que os tucanos vão ocupar no governo Paulo Câmara – Secretaria da Micro e Pequena Empresa e possivelmente Porto do Recife e Junta Comercial – serviram para acender uma fagulha no PSDB em torno da disputa pela Prefeitura em 2016.

Ontem (terça,16), o presidente estadual do partido no Recife, o vereador André Régis, adiantando-se a qualquer aceno do prefeito Geraldo Julio (PSB), afirmou que o posicionamento dos tucanos na Câmara Municial do Recife continua a mesma, de oposição ao prefeito, e que não há interesse em cargos no governo municipal.

Isso porque, embora não haja uma decisão a respeito de um candidato do PSDB a prefeito do Recife, que seria o deputado federal eleito Daniel Coelho, existe um projeto de candidatura própria, e os tucanos municipais acreditam que podem caminhar para um lado enquanto o PSDB estadual vai para outro:“São esferas diferentes, estado e município, com calendários eleitorais distintos”, argumenta-se.

Para evitar mal-entendidos, Régis adianta que, apesar de se manter na oposição, a bancada tucana na Câmara – ele próprio e Aline Mariano – não vai se juntar ao PT. 

Tudo bem, mas dá para imaginar o PSDB estadual ocupando cargos no governo Paulo Câmara, e os tucanos recifenses lançando candidato próprio em 2016 contra a projeto de reeleição de Geraldo Julio?

É possível que o PSDB pernambucano esteja seguindo o exemplo do PT estadual que, sem conseguir unidade em torno de um projeto majoritário, alimentou divergências internas durante décadas, até que perdeu praticamente todos os espaços conquistados. .