Quem diria! Para disputar o governo, PT-PE monta estratégia “barriga de aluguel”

PT-PE

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Na coluna Diario Político desta quinta-feira, uma nota chama atenção por reiterar o quanto o poder político é volátil.

Quem hoje dá as cartas, amanhã conta votos. É assim, a roda-viva da política. Vamos à nota:

Barriga de aluguel

A que ponto chegou o PT pernambucano, de esperar por nomes de outras legendas – Fernando Bezerra (PSB) e Julio Lóssio (PMDB) – para poder disputar o governo do estado, numa verdadeira estratégia barriga de aluguel.

Humberto Costa parece que cansou das “missões” partidárias que sempre cumpriu, enquanto o deputado federal João Paulo (PT) deve preferir tentar a reeleição, que não será fácil, a ter que entrar numa missão quase suicida.

À lista de possíveis “barrigas de aluguel” vale acrescentar o senador Armando Monteiro (PTB), também pré-candidato ao governo do estado.

Diferentemente de socialistas, Armando sai em defesa de Dilma no que se refere ao combate à seca

DP

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O senador Armando Monteiro (PTB) já pôs a pré-candidatura ao governo do estado pra fora do armário há tempos.

Mas, mesmo na base de Eduardo Campos, esperando inclusive apoio do governador, vai marcando uma posição diferente dos socialistas no processo de “confirmação” da postulação.

Enquanto Eduardo e grande parte dos aliados apontam falhas na política de atendimento às sequelas da seca por parte do governo federal, Armando pondera.

Ao comentar a manifestação Grito do Nordeste em que, liderados pelo presidente da Amupe (o socialista José Patriota), prefeitos protestaram contra o que consideram descaso da petista, o senador foi na direção oposta.

“Acho que a linha do que foi colocado pelo senador Humberto Costa (PT) foi perfeita. Esse movimento não deve ser contra. Deve ser para ampliarmos e reforçamos a parceria com o governo federal, porque essa parceria é fundamental”, disse.

Ele se referiu ao fato de Humberto ter ido ao ato garantir a defesa de Dilma. O protesto se deu nessa segunda-feira (13) na Assembleia Legislativa. 

“O governo federal tem feito muito, mas não precisamos cobrar dentro de um modelo de confrontação, de cobranças estéreis. E sim de justas reivindicações que falem do espírito”, prosseguiu o petebista.

Para Armando, a s vozes que se levantaram para fazer crítica pelas críticas, “inclusive deselegantes”, não contribuem para o resultado final.

“Vamos sem confrontar e sem assumir posturas que nada contribuem. Vamos ser mais assertivos e menos agressivos para melhorar as parcerias”, arrematou.

O tom visto no ato da Amupe coincide com o discurso de socialistas e partidos que respaldam o projeto presidencial de Eduardo.

O próprio governador tem sido um crítico contumaz da política econômica da presidente Dilma.

Também já disse que “nos últimos anos se investiu muito pouco em obras estruturantes, e que durante muito tempo, muita gente viveu da seca”.

Em suma, o discurso de Armando, ao mesmo tempo em que diverge do adotado por Eduardo, se afina com a defesa feita pelos petistas à presidente Dilma.

Com informações de Aline Moura, do Diario.

Humberto Costa marca terreno para governo Dilma em protesto liderado por eduardista

João Bito/Alepe

João Bito/Alepe

O PT enfrenta o PSB. A ida do senador Humberto Costa à Assembleia Legislativa para acompanhar o protesto de prefeitos que veem negligência do governo federal no combate à seca, foi simbólica.

Ainda que tenha dito estar ali para apoiar o ato, é evidente que o petista compareceu com o intuito de marcar terreno em favor da gestão da presidente Dilma.

Afinal, grande parte das “bolsas” de cunho social e das obras e ações de socorro aos moradores (prefeituras) do Semiárido é bancada com recursos federais.

O protesto denoninado de “Grito do Nordeste” é liderado pela Associação Municipalista de PE (Amupe), cujo presidente é o socialista José Patriota, do PSB.

O partido é presidido nacionalmente pelo governador Eduardo Campos que tem se movimentado como concorrente de Dilma.

Portanto, a conduta do senador como uma tentativa de rebater e enfraquecer o discurso socialista.

A mesma postura teve a deputada Teresa Leitão no início de abril quando o deputado Sebastião Oliveira (PR) foi à Assembleia criticar a renovação de isenção de IPI para carros, alegando que a medida penalizava as prefeituras. Veja:

PT/PE: o que Eduardo ajudou a separar em 2012 ajuda a unir em 2013

No evento desta segunda-feira a Amupe decidiu encaminhar um manifesto aos governos federal e estadual com propostas para a criação de políticas públicas permanentes de convivência com os efeitos da seca.

Entre outros pontos, a Amupe defende a criação do Fundo Nacional do Semiárido, com verba do Orçamento Geral da União (OGU) e contrapartida dos estados e municípios.

As informações são do site da Assembleia Legislativa.

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Humberto parabeniza Geraldo, mas frisa que ações de mobilidade são feitas com recursos federais

 

DP

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Derrotado pelo PSB em 2012 na disputa pelo Executivo da capital, o senador Humberto Costa parabenizou, nesta segunda, prefeito Geraldo Julio.

Referiu-se principalmente às “medidas humanizadoras do espaço público”, caso
das ciclofaixas e do resgate do Recife Antigo.

Em entrevista a rádio, disse que, de modo geral, a avaliação é boa e que já vê melhorias no controle urbano, funcionamento dos serviços públicos e limpeza urbana.

Humberto lembrou, contudo, que, em confronto com as promessas de campanha, o imbroglio do trânsito não será resolvido em seis meses.

E fez questão de frisar que o governo federal vem agindo para minorar o problema em Pernambuco.

Citou os corredores Leste-Oeste e Norte-Sul, a navegação do Capibaribe e a ampliação do Metrô.

“Tudo isso é dinheiro federal, não é dinheiro do estado, que dá pequenas contrapartidas”, disse.

Humberto sobre afirmação de João da Costa: “discussão inconveniente para o PT”

Senado

“A discussão é muito extemporânea e inconveniente para o PT nesse momento”.

Assim se posicionou o senador Humberto Costa sobre a declaração do ex-prefeito João da Costa de que “o PT não tem condições de ter candidato a governador em Pernambuco”.

A afirmação do ex-prefeito do Recife foi feita durante entrevista à Rádio CBN.

O tom de Humberto indica que o “pensamento” do PT segue dividido em relação ao futuro.

Enquanto João da Costa diz que não há condições, Humberto tem se movimentado para reorganizar e fortalecer o partido.

Segundo o ex-prefeito, o partido está afastado dos segmentos sociais e não tem projeto para o estado que está em pleno desenvolvimento.

Veja AQUI o que João da Costa falou. Com informações da repórter Aline Moura, do Diario.

Julio Lossio afinado com PT: construção do palanque de Dilma começa no Sertão

PMDB-divulgação

PMDB-divulgação

Enquanto em nível estadual parte do PMDB pernambucano fechou com Eduardo Campos e já faz campanha a favor do projeto presidencial do socialista, um braço do partido instalado com êxito no Sertão do São Francisco vai se afinando aos planos da reeleição da presidente Dilma Rousseff. O prefeito de Petrolina,

Julio Lóssio, está construindo o que ele chama de “aproximação natural” com PT local a partir do estreitamento das relações com os deputados estaduais Odacy Amorim e Isabel Cristina.

Ambos são simpáticos à reprodução, no município, da aliança nacional.

O senador Humberto Costa, que ainda em novembro de 2012 estimulara Lóssio a concorrer ao governo em 2014, fazendo contraponto a Eduardo Campos (PSB), esteve com o prefeito na última segunda-feira.

Humberto sabe que, com a confirmação de Michel Temer como vice na chapa de Dilma e com o avanço socialista rumo à candidatura ao Planalto, Lóssio tem tudo para subir no palanque da presidente.

O prefeito peemedebista é dos poucos a fazer contraponto a Eduardo em Pernambuco. É o responsável por derrotar o PSB por duas vezes consecutivas em Petrolina.

Humberto brilhou na articulação para manter Suape nas mãos de PE

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Diario de PE

O senador Humberto Costa (PT) usou todo o trânsito que tem nos bastidores de Brasília para sensibilizar o governo federal na questão da MP dos Portos.

Após costuras com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, viu a União recuar e acatar a inclusão de emenda que flexibiliza na questão da autonomia dos portos.

Esta era queixa principal de Pernambuco, que não queria perder o controle sobre Suape. Pontos para o senador. Muitos.

Dilma deu um discurso ao PT-PE. E Humberto já faz bom proveito dele

Foto: Waldemir Barreto/Senado

Foto: Waldemir Barreto/Senado

Enquanto o governador Eduardo Campos não quis polemizar sobre as declarações de Dilma Rousseff em Serra Talhada, aliados seus trataram de rebater com interpretações de toda ordem as mensagens da presidente.

Nesta terça, Eduardo afirmou que o seu compromisso é com o povo, é com um projeto de país.

Acrescentou que compromissos pessoais são típicos de relações pessoais. “Os compromissos políticos são compromissos coletivos, que é da minha tradição política”.

E, por fim salientou: “O que eu tinha pra falar, coloquei lá com toda clareza. Nem eu, nem a presidenta somos dados a dizer coisas pela metade”.

As declarações ocorreram em evento preparativo para a Copa das Confederações, ocorrido nesta terça no Recife,

Pois para o PT a ordem é fazer ecoar as declarações feitas por Dilma no Sertão pernambucano.

Se está despedaçado e vendo Eduardo se movimentar e atacar a presidente, o PT estadual ganhou de Dilma algo precioso: um discurso. Um dirscurso, diga-se de passagem, vigoroso.

No Senado, Humberto Costa já trata de reforçar o que Dilma falou e, principalmente, anunciou para Pernambuco.

Ele acaba de falar na tribuna sobre os novos investimentos do governo federal em PE. Entre as ações, R$ 230 milhões destinados à navegabilidade do rio Capibaribe.

Lembrou também do incentivo do governo federal de R$ 4,5 bilhões de reais para a instalação da Fiat em Pernambuco.

“A população do Nordeste reconhece a política de inversão de prioridades adotada por Lula e reforçada pela presidente Dilma”, disse Humberto.

Em suma, o PT pernambucano se apropria agora das muitas obras que são cartões de visita do governo Eduardo.

Assim como Dilma, não devem negar a importância da parceria com o governo estadual, mas não deixarão de carimbar o selo da gestão do PT nos grandes empreendimentos atraídos para Pernambuco.

Briga de paternidade à vista.

Aliás, Eduardo já fez questão de afirmar que não vai ficar discutindo quem fez e quem não fez.

“Tudo isso é feito com dinheiro do povo, do contribuinte. A sociedade é quem paga tudo isso”, disse.

Até quando o debate do DNA será escanteado é a questão. Poucos são os políticos que não enumeram como suas obras públicas (feitas com dinheiro do povo) quando buscam voto.

PT de Pernambuco acorda para montar palanque para Dilma

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O PT de Pernambuco chegou despedaçado em 2013, mas a necessidade de recuperar a unidade está se impondo.

A candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição já foi colocada e, mesmo com feridas ainda abertas, a ordem é ajustar ponteiros para respaldar a pré-campanha.

Aliás, o projeto de garantir a ela um novo mandato pode ser o fator que falta para agregar lideranças distanciadas e militantes desestimulados.

“Acho que o foco na reeleição de Dilma deve ser o caminho que devemos seguir”, observa a deputada estadual Teresa Leitão.

“O diálogo com a sociedade é positivo. É só observar o que mostram as pesquisas”, completa, referindo-se aos números que apontam aprovação do governo e larga vantagem da petista em relação aos concorrentes.

O fato é que depois de ter perdido a Prefeitura do Recife, num processo que expôs divergências e divisões, o partido está em descompasso com a realidade da disputa presidencial.

E o mais complicado é que é justamente de Pernambuco, por meio do governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), de onde partem críticas contra a gestão da presidente.

Mas, segundo o senador Humberto Costa, chegou a hora de respaldar a candidatura de Dilma.

“É necessário estruturar um palanque. Já tive uma conversa com Rui Falcão (presidente nacional do PT) e ficou decidido que, no próximo encontro da executiva, traçaremos planos para montar o palanque em Pernambuco. Temos que conversar com outros partidos, prefeitos e parlamentares que precisam encontrar no estado a ressonância da aceitação de Dilma em nível nacional”, diz.

Ele observa que esse trabalho deve ser desvinculado das rixas locais. Até porque, lembra, a discussão sobre candidatura para governo não há porque ser feita agora, uma vez que dependerá de fatores que só serão definidos em 2014.

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Jarbas e Humberto tem conversa amena no plenário do Senado

Armando, forma com Humberto e Jarbas, a bancada de PE no Senado - Foto: senado.gov.br

Armando, forma, com Humberto e Jarbas, a bancada de Pernambuco no Senado – Foto: senado.gov.br

Há anos eles trocam ataques, criticas e insultos. Os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Humberto Costa (PT) são adversários e, em muitas situações, se posicionam como “inimigos” políticos.

O último round do prolongado embate entre eles se deu na campanha pela Prefeitura do Recife em 2012.

Humberto, que era o postulante do PT ao cargo, foi chamado por Jarbas de “candidato biônico”, numa referência ao fato de ter sido indicado para a chapa à revelia do resultado da prévia que tinha escolhido o ex-prefeito João da Costa para a disputa.

O peemedebita, que acabara de se reaproximar do governador Eduardo Campos e já reforçava o palanque pró Geraldo Julio, disse ainda que Humberto apresentava àquela altura da campanha – início de setembro – sinais de insegurança e desespero por conta de pesquisas.

O petista rebateu e bateu duro: afirmou que Jarbas não tinha “autoridade política” para falar dele ou do PT.

“Isso são palavras de uma pessoa que é tradicionalmente amarga e profundamente agressiva”, disse.

Humberto ainda chamou Jarbas de “ingrato” e disse que Lula salvou o segundo governo dele (2003-2006), período que classificou de “altamente medíocre.

E foi mais longe. Lembrou que o senador do PMDB que “agora anda de braços dados com Eduardo” subiu à tribuna do Senado para chamar o governador de “coronel” e “nepotista”, quando o socialista apoiou o ingresso da mãe, Ana Arraes, no TCU (Tribunal de Contas da União).

Pois bem. Isso tudo foi resgatado para contextualizar um fato ocorrido nesta quarta-feira: Jarbas e Humberto conversaram tranquilamente no plenário do Senado.

Estavam descontraídos e desmonstravam ter assunto como se aliados fossem.

O papo chamou a atenção e, claro, instigou quem assistiu a cena. Qual seria a pauta que provocou a proximidade entre os dois?

Teria sido sobre a articulação de Eduardo Campos para melhorar a situação financeira dos estados (o governador tinha estado minutos antes no gabinete de Jarbas)?

Teriam tratado de temas de interesse de Pernambuco? Teriam falado de campanha, candidaturas de 2014, desavenças do passado, ou tudo não passaria de amenidades?

Seja o que for, a cena gerou curiosidade até mesmo porque há uma semana Jarbas descascou o governo federal na tribuna:

“Infelizmente, o Governo Dilma Rousseff já perdeu 2012 e caminha também para perder 2013, com inflação em alta, e, no caso específico da minha Região, o Nordeste, com uma seca que vem destruindo a economia regional e empobrecendo ainda mais a população rural”, afirmou no dia 6 deste mês.