Petistas “lançam” João Paulo para o Senado e já atacam Jarbas

Se dependesse dos petistas chegados às redes sociais, o ex-prefeito e atual deputado federal João Paulo será o candidato do partido ao Senado em 2014.

Não falta quem propague a “pré-candidatura”  – pelo menos seis contas de movimentos ligados ao partido já fazem campanha.

E, claro, como se tratar de uma inciativa de gente do PT há de haver um alvo a ser atacado.

O senador Jarbas Vasconcelos, que estará encerrando seu mandato no próximo ano – portanto é a sua vaga que será colocada em jogo – é o homem a ser derrotado.

Contra ele já propagam o adjetivo de “raivoso”.

Curiosamente, a movimentação virtual em torno de João Paulo diverge do que pensa o senador Humberto Costa, um dos líderes do PT no estado.

Para ele, o deputado é o nome majoritário do partido para 2014, mas o cargo que deve caber a João Paulo na chapa é o de vereador.

Humberto tocou no assunto ainda em dezembro, ocasião que anunciou que estará fora de qualquer disputa no ano que vem.

Campanha agora quer impeachment de Renan Calheiros

Depois da campanha pelo recolhimento de assinaturas apenas para protestar contra a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado, eis que surge agora nova mobilização na internet contra o político.

Uma nova petição está sendo propagada, agora em busca do impeachment do parlamentar.

O mecanismo é o mesmo. Por meio de assinaturas espera-se provocar o Senado a abrir um processo para revogar a eleição de Renan.

A campanha está sendo desenvolvida pelo site da Avazz, que se define como uma comunidade de mobilização online que leva a voz da sociedade civil para a política global.

Renan foi denunciado criminalmente ao STF pelo Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, num caso em que ele é suspeito de usar notas frias para comprovar o pagamento de pensão alimentícia.

Pela suspeita, um pagamento mensal de R$ 12 mil era feito à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem um filho, por um lobista da empreiteira Mendes Júnior.

Em 2007, ele renunciou à presidência do Senado há seis anos, após denúncias de corrupção.  Veja aqui como participar.

No texto em que promove a campanha, a Avazz informa o seguinte:

Vamos conseguir 1.360.000* assinaturas (1% do eleitorado nacional), levar esta petição para o Congresso e exigir que os enadores escutem a voz do povo que os elegeu.

Segundo nossa ConstituiçãoA iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles”.

 Infelizmente essa ferramenta popular foi criada apenas para propor leis e com requisitos tão complexos que quase ninguém consegue fazer uso dela.

Mas se 1.360.000 se juntarem a nós, poderemos causar um rebuliço na mídia, desafiar as restrições desta Iniciativa popular e exigir a revogação do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Vamos usar o poder do povo agora para exigir um Senado limpo.

 

Nem bem começou, campanha de 2012 é impactada pela força da internet

Embora a televisão ainda seja o principal veículo para informação de quem vai votar, os eleitores, os partidos políticos e os candidatos descobriram a força da internet e das mídias sociais e pretendem usá-las com intensidade nesta campanha.

Em cidades com mais de 200 mil eleitores, onde o acesso é mais fácil, a internet será usada “cada vez mais” pelos políticos, disse à o diretor de Atendimento e Planejamento do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Iprespe), Maurício Garcia.

Para ele, isso será possível pelo crescimento do uso de telefones celulares de banda larga e dos tablets, dispositivos portáteis de acesso a internet.

Garcia ressaltou, porém, que o eleitor não forma, necessariamente, opinião a partir do acesso a páginas de partidos ou candidatos.

“Isso acontece quando as informações estão disponíveis em grandes portais ou em ferramentas como o Twitter, quando um amigo que acompanha coloca alguma informação que desperta a curiosidade da pessoa.”

Ele lembrou, no entanto, que, quanto menor a cidade e maior a dificuldade de acesso ao conteúdo de internet, mais pesa na formação de opinião do eleitor a propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

De acordo com Garcia, nessas localidades, existem outros fortes formadores de opinião, como padres e pastores e líderes sindicais. A busca crescente de informações na internet é constatada também em sites oficiais. (Agência Brasil)

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PT quer internet contra judicialização da política

Web está no alvo do Partido dos Trabalhadores

O assunto foi motivo de matéria no Diario deste domingo. A judicialização da política entra na pauta dos partidos.

O PT, por exemplo, quer fortalecer o uso dos instrumentos de consulta e participação popular como forma de reduzir a interferência do Judiciário em questões eleitorais. É o que diz matéria do iG.

A ideia faz parte da proposta de reforma política do partido. Entre os mecanismos propostos pelo PT está a permissão do uso da assinatura eletrônica, via internet, para apresentação de projetos de lei de iniciativa popular, hoje dificultadas pela necessidade da assinatura física.

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Internet: terreno pantanoso para uns, solo fértil para outros

pantanolavoura

A campanha eleitoral pode não estar ainda na boca do povo, mas está bem real no mundo virtual. Na internet proliferam vídeos que favorecem a alguns e complicam a vida de outros, principalmente porque podem funcionar como contrapropaganda.

O primeiro exemplo de sucesso nas ‘paradas eleitorais’ foi o filminho em que o estudante goiano Paulo Henrique Reis faz uma paródia de uma canção de Lady Gaga em favor da presidenciável do PT, Dilma Rousseff.

Agora, a mesma Dilma está no alvo. A insegurança demonstrada por ela no debate da Band, na última quinta-feira, inspirou uma produção que apresenta os piores momentos da sua participação.

Por fim, o mais novo hit é o vídeo que registra a conversa entre um garoto carioca, o presidente Lula e o governador e candidato à reeleição do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). O conteúdo é pólvora pura em ano de eleição e mostra o quanto é estreita a fronteira entre vitrine e vidraça.

A conversa expõe os dois aliados políticos, que, diante de queixas do rapaz, relacionadas à violência e à falta de estrutura para praticar esporte na comunidade onde vive, respondem com ‘preciosidades’.

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Propaganda na internet: limites e liberdade

internetA legislação permite a propaganda eleitoral na internet a partir de hoje, sendo vedada a censura prévia, o anonimato e a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na rede. As informações são do TSE.

Na internet, a propaganda pode ser feita em sítio do candidato, do partido ou coligação, com endereços eletrônicos informado à Justiça Eleitoral e hospedados, direta ou indiretamente, em provedor do serviço estabelecido no país.

Além disso, a publicidade pode acontecer por meio de e-mails transmitidos para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação.

A propaganda poderá ser veiculada também através de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer cidadão.

No entanto, as mensagens eletrônicas remetidas pelo candidato, partido ou coligação, por qualquer meio, deverão conter mecanismo que permita que o destinatário solicite seu descadastramento.

A partir da chegada desse pedido, o responsável pelo envio da mensagem tem prazo de 48 horas para retirar o nome de sua listagem.

As mensagens eletrônicas enviadas ao destinário que pediu sua saída do cadastro, após o fim desse prazo de 48 horas, sujeitam os responsáveis à multa de R$ 100,00 por mensagem transmitida. 

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Internet, como se previa, é vedete da campanha

E a internet vai se firmando como uma ferramenta das mais poderosas dessa pré-campanha. Ontem, possibilitou a transmissão do debate dos presidenciáveis da CNI em Brasília.

A partir da disponilização das imagens do site da entidade organizadora, o evento foi acompanhado em tempo real por gente do país inteiro. Tudo feito de maneira prática e sem o arsenal de equipamentos exigido para a transmissão de TV, por exemplo – aliás a principal emissora do país, a Globo, ignorou o debate da CNI.

Agora, no Recife, a organização da festa de lançamento da pré-candidatura do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo do estado, nesta sexta-feira, já colocou no ar site que fará a transmissão do acontecerá a partir das 15h no Chevrolet Hall.

Denominado de ‘encontro regional’ dos partidos que apoiam o pré-candidato – PMDB, PSDB, DEM, PPS e PMN - o evento reunirá as lideranças dos partidos, inclusive o presidenciável apoiado pela oposição em Pernambuco, José Serra (PSDB).

Aliás, o ato de oficialização da pré-candidatura do tucano no início de abril em Brasília também foi transmitido por meio de link abrigado na página do PSDB.

São os novíssimos tempos e suas engenhosas mídias a serviço de quem busca o poder pelo voto. O endereço do site é: http://www.pernambucopodemais.com.br/ , uma adaptação regional do slogan da campanha de Serra, “o Brasil pode mais”.

A eleição será em rede. E agora? (coluna do Blog)

rede sociaisAté a última eleição, era senso comum entre políticos, marqueteiros e até mesmo na própria imprensa de que o guia eleitoral, de TV principalmente,poderia ter um caráter decisivo na campanha. Agora, em 2010, o horário eleitoral gratuito continuará a ter lá o seu valor.

No entanto, a intensidade com que ferramentas da internet vêm interferindo nessa pré-campanha, principalmente a presidencial, indica que já já o guia pode ficar obsoleto.

O que se viu no último sábado, durante o lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência, é só uma amostra do poder que a tecnologia conquista a cada dia no processo eleitoral.

Blogs e microblogs, acessíveis de norte a sul do país, ofereciam a todo momento informações e imagens do que acontecia no interior do centro de convenções onde a oposição se reuniu para anunciar que o tucano está na briga pelo Palácio do Planalto.

O curioso é nesse caso e assim será na campanha, as informações eram divulgadas pelos cidadãos (políticos incluídos) que acompanhavam o evento.

Ou seja, nessa era em que todo mundo acessa a internet e capta imagens pelo celular, quem quiser se transforma em ‘cameraman’, ‘videasta’,'marqueteiro’e principalmente ‘repórter’.

Isso quer dizer que aquilo que vier a acontecer num comício, num debate ou mesmo numa entrevista na TV, poderá, instantaneamente, ser criticado, captado em imagens e propagado na internet.

Em outras palavras, o poder de interação oferecido pela web,particularmente pelas redes sociais, permitirá ao eleitor se manifestar ativamente, interferindo de maneira cabal para o bem e para o mal nos scripts das campanhas.

Tal possibilidade já leva especialistas em internet a prever que esta será a primeira ‘eleição em rede’ da história. E como na tal rede as coisas acontecem longe de qualquer previsibilidade, os estrategistas de marketing das campanhas devem estar de cabelo em pé com o que promete vir por aí.

Câmera na mão… // A possibilidade de as pessoas se posicionarem, via web, sobre o que acontece diante dos seus olhos, é classificado por especialistas de ‘comunicação participativa’. O fenômeno está em curso no mundo há alguns anos mas foi intensificado nos últimos meses com os terremotos do Haiti e do Chile e as tempestades de São Paulo e Rio de Janeiro.

…verdade crua // Diante das catástrofes, a população foi ao mesmo tempo vítima e porta-voz das tragédias. A cobertura das TVs e de sites de notícias, ficou, num primeiro momento, a reboque do material ‘preparado’pela população. Vídeos produzidos por quem estava no olho do furacão pipocaram nas redações e deram, com veracidade extrema, a dimensão da gravidade do que ocorria.

Provas online // É essa capacidade de captar com extrema agilidade o mundo real, sem a maquiagem e a técnica – às vezes conveniente – da TV o que preocupa os ‘pensadores’ das campanhas. Afinal, imagens feitas a partir de celulares a todo momento se transformam em provas de deslizese de crimes, muitos deles cometidos por políticos.

Liberou // Por falar em internet, o TSE aprovou, na semana passada, mudança em resolução (23.191) liberando a realização de debates entre candidatos na internet e deixando de equiparar a rede mundial de computadores a emissoras de rádio e TV para esse fim.

Como fazer? // O texto original estendia para a web as regras aplicadas aos dois veículos. O TSE, por enquanto, não fala em normas específicas para debates na internet. Mas elas existirão? É possível estabelecer tais regras?

logo pcrÉ honesto // Ninguém pode dizer que o slogan “Nossa cidade é a gente quem faz”, que simboliza a gestão de João da Costa (PT) na Prefeitura do Recife, é desonesto. De fato, a ocupação de calçadas e outros espaços públicos pela população, sem que haja repressão de órgãos fiscalizadores, indica que a cidade é feita, de fato, pelo povo ou pela “gente” do slogan.

Desvio de foco // A estratégia do PT de realizar evento em São Bernardo (SP) para chamar a atenção da mídia no dia do lançamento da pré-candidatura de José Serra (PSDB) em Brasília, sábado, não deu lá a visibilidade pretendida para a presidenciável do partido, Dilma Rousseff. As imagens de Lula ironizando o slogan dos tucanos – ‘o Brasil pode muito mais’ – e tentando amenizar o seu ranço com a Justiça foram mais fortes que o discurso da pré-candidata.

Animadinhos // Já na festa de Serra, não teve pra ninguém. Nem mesmo a beleza da chefe de cerimônia Ana Hickman foi páreo para o ex-governador de Minas Gerais. Aécio Neves (PSDB) fez um discurso forte, com críticas ao PT/Lula, e demonstração que se engajará na campanha (o tucanato teme que ele faça ‘corpo mole’). Disse que “das montanhas de Minas a candidatura de Serra ecoará para o Brasil” e de quebra afirmou que seguirá qualquer determinação do partido. No frenesi da festa houve quem interpretasse tamanha disposição como um sinal de que Aécio aceitará a vice.