Quem diria! Para disputar o governo, PT-PE monta estratégia “barriga de aluguel”

PT-PE

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Na coluna Diario Político desta quinta-feira, uma nota chama atenção por reiterar o quanto o poder político é volátil.

Quem hoje dá as cartas, amanhã conta votos. É assim, a roda-viva da política. Vamos à nota:

Barriga de aluguel

A que ponto chegou o PT pernambucano, de esperar por nomes de outras legendas – Fernando Bezerra (PSB) e Julio Lóssio (PMDB) – para poder disputar o governo do estado, numa verdadeira estratégia barriga de aluguel.

Humberto Costa parece que cansou das “missões” partidárias que sempre cumpriu, enquanto o deputado federal João Paulo (PT) deve preferir tentar a reeleição, que não será fácil, a ter que entrar numa missão quase suicida.

À lista de possíveis “barrigas de aluguel” vale acrescentar o senador Armando Monteiro (PTB), também pré-candidato ao governo do estado.

Copa: arenas fantásticas cercadas de bairros sem saneamento

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Em entrevistas sobre as fiscalizações que tem feito como relator da Subcomissão Especial de Mobilidade para a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, o deputado João Paulo (PT) deixa escapar uma declaração que merece reflexão.

Ao falar sobre o gigantesco volume de recursos empregados pelo governo federal para a construção das arenas, o parlamentar sempre afirma que seria importante que houvesse por parte do poder público a mesma boa vontade financeira para obras de saneamento básico.

Em outras palavras, como seria salutar às cidades e seus moradores ver o mesmo empenho que viabilizou os estádios ser destinado ao combate à falta de esgotos.

Mas, diante de tantas iniciativas faraônicas e dos infinitos aditivos que se vê no Brasil, pensar na universalização do esgotamento sanitário ganha contornos de utopia.

Talvez se a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional passassem a exigir saneamento pleno dos países que sediam as riquíssimas competições esportivas, o legado dos tais eventos teria uma outra dimensão.

E não apenas o risco de se conviver com elefantes brancos. Como não é assim que a banda toca, o mundo de bairros pobres que cerca a Arena Pernambuco permanece esperando. E João Paulo continuará a sonhar.

Cada um por si: está difícil de apostar no realinhamento de projetos do PT e do PSB

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São mais de dez anos de parceria compartilhando o poder no Recife, em Pernambuco e no governo federal.

E embora estejam prestes a quebrar a aliança que os une, PSB e PT seguem dividindo agendas e até mesmo trocando gentilezas.

Ontem, o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, acompanhou o governador Eduardo Campos em inaugurações de rodovias pelo interior.

Hoje segue na caravana comandada pelo socialista que é potencial candidato ao Planalto e já aparece como o principal oponente da presidente Dilma.

Também ontem, o prefeito Geraldo Julio, o homem que, cacifado pelo peso eleitoral de Eduardo, tirou o PT da Prefeitura do Recife após 12 anos, recebeu o deputado e ex-prefeito João Paulo em seu gabinete.

Foi uma visita de cortesia, mas que esteve revestida de simbolismo justamente por ter sido na gestão de João Paulo o período áureo do modo petista de governar na capital.

Na verdade, diante dos tantos ataques de Eduardo ao governo federal, os dois partidos vão mantendo aparente harmonia em público, mas se estranhando nas entrelinhas da pré-campanha presidencial.

Petistas comentam que ainda há uma parcela do partido que acredita na dificuldade de consolidação da candidatura socialista.

Por isso, a ordem é não partir para o confronto explícito com o governador, uma vez que, não sendo concorrente, ele continuaria ao lado da presidente.

De todo modo, confessam que o incômodo com as estocadas de Eduardo ao governo federal cresce diariamente.

E avaliam que, ao atrair apoio do DEM, o socialista caminha para romper com o projeto de esquerda e se distancia cada vez mais dos chamados ideais de Lula e Dilma.

Quer dizer: quanto mais os fatos se sucedem, mais difícil se torna o realinhamento de projetos e PT e PSB para 2014. É cada um por si mesmo.

O que João Paulo dirá a Geraldo sobre candidatura de Eduardo?

Diario

Diario

O encontro do prefeito do Recife, Geraldo Julio, com o ex-prefeito João Paulo ficou para o dia 2 (próxima quinta-feira).

Até lá, cresce a expectativa sobre qual será a declaração do petista sobre a pré-candidatura de Eduardo Campos ao Planalto.

Todos os ex-prefeitos recebidos por Geraldo até agora, inclusive Roberto Magalhães (DEM), jogaram confete sobre o projeto presidencial do governador.

Sumido e calado, João Paulo aparece de rosto colado com Dilma

Foto: facebook

Foto: facebook

A foto foi postada ontem, mas tá valendo. O deputado federal João Paulo está desaparecido das discussões políticas de Pernambuco.

Mesmo tendo sido prefeito da capital por oito anos, quando ocupou o posto de maior líder do PT pernambucano, João Paulo mergulhou.

Agora, não se sabe exatamente, porque não volta à tona. Se é porque não consegue ou se não quer.

O certo é que ele tem se movimentado e se posicionado pouco. Há quem veja, inclusive, que o patrimônio político-eleitoral construído por ele já não é mais o mesmo.

Bom, enquanto isso, JP aproveita eventos de Brasília para marcar espaço.

Na posse da diretora da Frente Nacional dos Prefeitos, anteontem, ele não fez cerimônia em posar de rosto colado com a presidente Dilma Rousseff. Clique perfeito para um porta-retrato, não?

O deputado foi presidente da entidade entre 2005 e 2009 e foi homenageado no evento que ocorreu em Brasília.

João da Costa lista feitos, reage a ataques e diz que fica no PT

DP

DP

Quando se fala na herança negativa que teria sido assumida pelo prefeito Geraldo Julio (PSB), o ex-prefeito do Recife João da Costa (PT) lista, sem titubear, uma série de ações sociais e de intervenções urbanas que afirma ter executado na cidade.

Construiu uma impressão muito própria da sua gestão. Uma visão bem distante da que tem parte do PT e do eleitor, que tirou o partido do poder.

O ex-prefeito e o seu principal desafeto no partido, o deputado João Paulo, falam a mesma língua quando se trata de 2014: defendem a manutenção da aliança com o governador Eduardo Campos (PSB).

Derrubando especulações sobre sua eventual saída do PT, João da Costa diz ainda que permanece na sigla.

Em entrevista ontem, João da Costa começa a regir às críticas não explícitas à sua gestão que partem da atual administração da capital.

Matéria de Aline Moura publicada nesta terça no Diario trata da questão: acesse no link abaixo

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Reeleição de Dilma é a argamassa que já agrega pedaços do PT-PE

Evitando o o olho no olho entre João Paulo e João da Costa, o PT-PE dá mais uma amostra de que a reeleição da presidente Dilma Rousseff é a argamassa que pode agregar os pedaços do partido no estado.

Depois de confrontar – em conjunto – o PSB de Eduardo Campos na Assembleia Legislativa (num embate sobre a redução do IPI), os petistas se reuniram no último sábado sem vôos de cadeiras ou empurrões.

E já agendam um novo encontro para o estado, inclusive com a cúpula nacional. A unidade começa a ser construída após a crise aguda de 2012 que rachou e levou o partido a perder a eleição para a Prefeitura do Recife.

João Paulo, já “pré-candidato” a senador, passa por cirurgia

imagem: facebook.com/pimentavermelha

Folião dos mais animados, o deputado federal João Paulo (PT) não fez um único passo de frevo no carnaval por recomendação médica.

Nesta sexta ele se submete a mais um cirurgia para tentar se livrar da sinusite que tem lhe provocado crises e dores frequentes nos últimos meses.

A intervenção será no Hospital Português. A equipe do otorrinolaringologista Silvio Caldas estará à frente dos trabalhos.

Ex-prefeito do Recife e um dos principais líderes do PT pernambucano, João Paulo é apontado como provável candidato a senador em 2014.

Militantes petistas já espalham a pré-candidatura pelas redes sociais (veja imagem acima). Relembre post do Blog sobre o assunto:

Petistas “lançam” João Paulo para o Senado e já atacam Jarbas

 

Petistas “lançam” João Paulo para o Senado e já atacam Jarbas

Se dependesse dos petistas chegados às redes sociais, o ex-prefeito e atual deputado federal João Paulo será o candidato do partido ao Senado em 2014.

Não falta quem propague a “pré-candidatura”  – pelo menos seis contas de movimentos ligados ao partido já fazem campanha.

E, claro, como se tratar de uma inciativa de gente do PT há de haver um alvo a ser atacado.

O senador Jarbas Vasconcelos, que estará encerrando seu mandato no próximo ano – portanto é a sua vaga que será colocada em jogo – é o homem a ser derrotado.

Contra ele já propagam o adjetivo de “raivoso”.

Curiosamente, a movimentação virtual em torno de João Paulo diverge do que pensa o senador Humberto Costa, um dos líderes do PT no estado.

Para ele, o deputado é o nome majoritário do partido para 2014, mas o cargo que deve caber a João Paulo na chapa é o de vereador.

Humberto tocou no assunto ainda em dezembro, ocasião que anunciou que estará fora de qualquer disputa no ano que vem.

Geraldo em ruptura silenciosa: distância de João da Costa

Na campanha de 2012, petista apoiou informalmente candidatura socialista

Ruptura silenciosa é o título da coluna Diario Político deste domingo. Trata-se de uma análise sobre o rompimento que vai sendo urdido nos bastidores por Geraldo Julio (PSB) em relação ao ex-prefeito João da Costa (PT).

O texto de Marisa Gibson é revelador. Confira:

Ruptura silenciosa

Desde que assumiu a Prefeitura do Recife, Gerado Julio (PSB) mostra todos os dias, com ações, que o governo do ex-prefeito João da Costa, seu aliado, foi péssimo.

Não importa se é uma estratégia ou uma maneira diferente de trabalhar, mas é uma denúncia da apatia da gestão petista, o que poderia até se entender como uma ruptura silenciosa.

E esse rompimento só não se concretizou de fato porque Geraldo Julio mantém o silêncio como arma. Não externa qualquer declaração contra o ex-prefeito.

Numa leitura mais amena pode-se dizer que o prefeito Geraldo Julio, ao fazer um mutirão para limpar a cidade e ao declarar que vai fazer uma a revisão de quase todos os contratos deixados por João da Costa, só para citar dois casos, faz apenas uma demarcação dos campos.

Na questão dos contratos, é evidente que o prefeito quer evitar que algo comprometedor complique a sua situação no futuro.

Porém, essa revisão poderia estar sendo feita sem anúncio mas Geraldo Julio preferiu fazê-lo, o que evidentemente deve provocar um desconforto no ex-prefeito.

Não se sabe os termos do acordo entre João da Costa e Geraldo Julio para que o petista, junto com a bancada do partido na Câmara de Vereadores, aderisse à gestão do socialista.

Até agora, com todas as denúncias silenciosas que Geraldo Julio faz e com as contas de João da Costa de 2009 reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, nenhum petista fez a defesa do ex-prefeito. É muito estranho.

O silêncio de Geraldo Julio, que não admite nem ouvir as palavras “denúncia” e “rompimento”, serve para preservar a aliança política com um pedaço do PT e manter os petistas divididos.

Nisso, só quem perde é João da Costa, dependendo dos termos do acordo entre ele e o prefeito para selar a aliança com o PSB.

E o PT estadual, liderado pelo senador Humberto Costa e deputado João Paulo, assiste passivamente às denúncias silenciosas do prefeito que, além de desgastar ainda mais a imagem de João da Costa, colocam em xeque as gestões anteriores do partido.