A oposição é diminuta na Assembleia Legislativa, mas tem precisão cirúrgica. Ataca em pontos nevrálgicos.
Nesta segunda-feira, a deputada Terezinha Nunes (PSDB) jogou luz sobre um aspecto que, embora alvo de críticas da sociedade e cobrado por órgãos fiscalizadores, resiste dentro dos governos.
Trata-se do inchaço da máquina pública. No caso da denúncia da tucana, diz respeito ao excesso de servidores temporários no governo de Pernambuco.
Citando números do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ela registrou que, entre 2008 e 2011, o governo ampliou em 100% o número de cargos temporários.
A deputada argumentou que os servidores por tempo determinado são para casos emergenciais e a permanência deles compromete a qualidade do serviço público.
Segundo Terezinha, o estado deveria abrir concurso público para todas as áreas de gestão.
De acordo com dados da última auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), existiam 13.839 contratados temporários na administração pública estadual em 2008.
No final de 2011, foi constatado o dobro desse quantitativo: 27.687.
O número impressiona, já que apenas 994 novos servidores efetivos foram contratados de 2008 a 2011.
Os temporários já correspondem a 20% dos funcionários do governo.
“Num momento em que a crítica à contratação temporária e o clamor pela realização de concursos públicos são grandes no Brasil, o governo de Pernambuco vai na contramão dessa tendência”, destacou Terezinha no plenário da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (6). “Se tem recurso, tem que fazer concursos públicos.”
Ela afirma que na área da Educação, os números preocupam. E informou que vai solicitar ao Ministério Público de Pernambuco investigação sobre o alto percentual de contratos temporários, quando o setor dispõe de mais de 12 mil cargos efetivos vagos.
As informações são do Diario de Pernambuco.







