André de Paula se sente em casa em festa de Priscila Krause

aTraços do DNA pefelista ainda são vistos no presidente estadual do PSD, ex-deputado André de Paula.

No lançamento da candidatura da vereadora Priscila Krause (DEM) à reeleição, nesta terça-feira, ele circulou à vontade.

Disse que mantém boa relação com a vereadora e destacou que ambos são crias políticas da mesma escola, o “macielismo”.

Trata-se do estilo de fazer política difundido pelo ex-senador e ex vice-presidente da República Marco Maciel).

André está hoje na base do governo de Eduardo Campos (PSB) e reforça o palanque do candidato socialista a prefeito do Recife, Geraldo Julio.

No entanto, afirmou que Priscila “poderia ser a candidata a prefeita do Recife pela excelência da sua atuação”.

Aliás, no início deste ano, quando recebeu homenagem na Câmara do Recife, o secretário estadual do PSD, Charles Ribeiro, já havia ressaltado publicamente os predicados que faziam da vereadora um nome forte para concorrer ao Executivo da capital.

André presidiu o DEM estadual por mais de 20 anos. Ajudou a fundar o PSD de Pernambuco e assumiu a presidência regional no ano passado.

Informações e foto de Ana Luiza Machado, do Diario.

Maciel disse sim antes do não. O estrago já estava feito

sim e naoA desistência de Marco Maciel de assumir cadeira nos conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis) veio depois de muita crítica dos governistas e estresse interno no DEM.

As duas empresas são ligadas à Prefeitura de São Paulo. E o convite, aceito por Maciel, partiu do prefeito Gilberto Kassab.

Kassab, que foi eleito pelo DEM, é o “homem bomba” do Democratas. Ou, na definição do ex-deputado federal Roberto Magalhães, o “cavalo de troia” do partido.

Isso porque o projeto de criação do PSD, liderado pelo prefeito, provocou evasão de quadros do DEM. Por conta da migração de deputados e senadores para a tal sigla, o Democratas vive uma das fase mais difíceis de sua história.

Pois Maciel, presidente do conselho político do DEM, tinha aceito, tranquilamente, o convite formulado pelo responsável pela derrocada do partido que o elegeu em 2008. Pelos cargos na prefeitura da capital paulista, o ex-senador receberia R$ 12 mil para participar de duas reuniões mensais.

nao e simÓbvio que a situação deixou o ex-senador numa saia justíssima. A solução, diante da postura contraditória – tem democrata jurando ódio eterno a Kassab – foi declinar do convite.

O desgaste, no entanto, já aconteceu. Até mesmo porque Maciel, por meio da sua assessoria, justificou sua decisão, afirmando que o convite tinha sido feito no ano passado, antes do surgimento do PSD.

Em outras palavras, deu a entender que o prejuízo provocado por Kassab não seria empecilho para sua entrada na gestão da Prefeitura de São Paulo.

O ex-senador, que não conseguiu se reeleger em 2010, não precisava ter passado por uma dessa. Ainda mais após 44 anos de uma vida pública repleta de cargos cobiçados.

Pegou mal. Mesmo tendo voltado atrás, o estrago já estava feito.

Maciel desiste de cargos na prefeitura de Kassab

Decisão do ex-senador foi tomada em reunião da Executiva do DEM

Na reunião da Executiva Nacional do Democratas realizada nesta quinta-feira (12), em Brasília, o ex vice-presidente da República, ex-senador Marco Maciel anunciou a decisão de agradecer e declinar da indicação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab para integrar os conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis).

As informações são do site do Democratas.

Em nota, Marco Maciel afirmou que seguirá participando da “consolidação dos princípios sociais-liberais do Democratas ao qual tem dedicado especial empenho desde os idos de 1984”. O senador hoje é presidente do Conselho Político do Democratas.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino fez questão de ressaltar que o ex-senador é a principal figura do partido e “seguirá cumprindo as importantes missões partidárias do DEM”.

O senador recebeu inúmeras manifestações de apoio dos presentes à Executiva que ressaltaram a sua vida política baseada na ética e no serviço ao Brasil.

“Marco Maciel tem retidão de caráter, postura e posicionamento”, disse o deputado Mendonça Filho, presidente do DEM em Pernambuco.

O presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, José Carlos Aleluia, declarou que ficou muito satisfeito com a decisão de Marco Maciel de permanecer no partido. “A sua decisão é muito importante para preservar e ajudar a reconstruir o partido”, afirmou.

Nota na íntegra:

Comuniquei à Executiva Nacional do Democratas a decisão de agradecer e declinar da indicação do Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ocorrida no final de 2010, para integrar os conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis).

Continuarei a participar da consolidação dos princípios sociais-liberais do Democratas, ao qual tenho dedicado especial empenho desde os idos de 1984. Nesse ano, pactuamos a Aliança Democrática que contribuiu para o retorno do estado de Direito, a convocação da Assembleia Nacional Constituinte e a promulgação da Constituição de 1988.

Eduardo e Maciel dividirão o mesmo palanque?

maciel e eduardoNo sábado 30 de abril, Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e fundador do Partido Social Democrático (PSD), esteve no Recife.

Jantou com o governador Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas.

Na mesa estava o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que, eleito pelo DEM, acertou ali sua adesão ao PSD.

Na última segunda-feira, Kassab apareceu em novo episódio da sua “relação” com Pernambuco: divulgou-se que ele nomeara o ex-senador Marco Maciel para integrar conselhos de empresas ligadas à prefeitura da capital paulista.

No intervalo de dez dias, Kassab “beijou a mão” de representantes de grupos historicamente antagônicos no estado.

Em pouco mais de uma semana, sublinhou a ambiguidade que marca a gestação do PSD.

Não que o convite (aceito de pronto) a Maciel signifique necessariamente a filiação do ex-senador, ex-vice-presidente da República, ao PSD.

Mas fica evidente que, mesmo se cercando de partidos chamados de esquerda, caso do PSB, Kassab cultiva raízes direitistas.

Em outras palavras, o prefeito comandará uma sigla que nasce muito mais preocupada em engordar suas fileiras do que apresentar algum conteúdo ideológico ao eleitor.

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Maciel aceita cargo na gestão de Kassab mas fica no DEM

macielO ex vice-presidente Marco Maciel não obteve êxito ao tentar se reeleger senador em 2010.

As urnas o tiraram da vida pública após 44 anos.

Recebeu 11,6% dos votos e deixou o Senado após oito anos de mandato.

Agora, após três meses sem mandato, ressurge “administrativamente”  pelas mãos do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

Maciel foi nomeado membro dos conselhos administrativos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Turismo, ambas empresas públicas ligadas à Prefeitura de São Paulo.

Receberá R$ 12 mil para participar de uma reunião mensal em cada órgão na capital paulista.

Curiosamente, o convite partiu do homem que lidera a formação do PSD, partido que vem minando as forças do DEM.

Maciel é quase um “símbolo” do DEM e preside o conselho político do partido abatido por Kassab.

kassabPor meio de sua assessoria, o ex-senador informou que o convite de Kassab surgiu logo após a eleição de 2010.

Acrescentou ainda que o fato de ser membro dos conselhos não significa adesão ao PSD, como se especulou após Maciel aceitar o convite para compor os conselhor.

“Foi coincidência as nomeações saírem nesse momento em que Kassab monta o partido. Não tem nada a ver uma coisa com a outra”, salientou a assessoria.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial de 27 do mês passado e o ex-senador terá pelo menos dois anos de mandato.

Por aqui, base política de Maciel a explicação para a entrada de Maciel nos conselhos partiu de um ex-aliado do ex-senador, André de Paula.

Ex-deputado federal pelo DEM, André não foi reeleito em 2010 e deixou o partido no mês passado para assumir a coordenação estadual da origanização do PSD.

É, portanto, o representante da iniciativa de Kassab em Pernambuco. Segundo ele, a deferência do prefeito ao ex-senador é um reconhecimento à experiência do democrata.

André de Paula assegurou que a chegada de Maciel aos conselhos não tem relação com uma eventual filiação ao PSD.

“Se houvesse qualquer tipo de expectativa desse nível, tenho certeza que o senador não participaria de qualquer conselho. Ele (Maciel) não mistura militância política com ação administrativa”, disse André.

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“Há espaço para Kassab ficar no DEM”, diz Agripino Maia

agripinoO senador José Agripino Maia é candidato a presidente do DEM.

A convenção nacional que elegerá nova executiva da legenda acontece dentro de um mês,em 15 de março.

Nesta segunda, ele almoçou com os ex-senadores Jorge Bornhausen (SC) e Marco Maciel (DEM) em São Paulo.

Os três, fundadores do partido, iniciaram uma conversa em busca de unidade.

O DEM, que a cada ano perde representatitividade, segue dividido e tenta segurar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que ensaia deixar o partido.

Apoiado por Bornhausen, Kassab tem feito investidas para entrar no PMDB (e levar seu bloco para a base do governo federal) e já recebeu convite do PSB.

Paralelamente, quer ganhar espaço na direção do partido. Para isso conta com a candidatura de Marco Maciel para a presidência da sigla.

Maciel ainda não se posicionou e Agripino acredita que o consenso – em torno de uma candidatura única – é possível.

Por telefone, o senador do Rio Grande do Norte falou ao Blog sobre a conversa ocorrida no almoço realizado na capital paulista.

agripinoO almoço teve o objetivo de buscar o entendimento. Deu resultado?

A reunião que fiz lá foi de confluência. Foi mais uma reunião em que três fundadores do partido buscam a confluência, buscam a unidade do partido.

Qual a expectativa a partir do que foi conversado?

Avançamos. A expectativa é que de que a gente venha conseguir a unidade do partido. Avançou, mas não é uma decisão. Não são três pessoas que decidem essas coisas não.  Isso desdobra com reuniões em casas de deputados e senadores. É o que vai acontecer amanhã, depois de amanhã. Foi o início para distensionar as relações.

Há espaço para Kassab permanecer no DEM?

Bornhausen afirmou que há espaço sim para Kassab ficar. Na hora em que a gente almoça junto e conversa durante uma hora e meia é evidente que há disposição de conversar, de confluência. Agora, entre ter disposição e chegar ao entendimento há uma certa distância que é o que gente está procurando resolver.

O senador Marco Maciel demonstrou se está ou não disposto a se candidatar à presidência do DEM?

Isso você não tem que perguntar a mim, tem que perguntar a ele.

Dividido, DEM tenta apagar fogo da discórdia

macielO DEM começa o ano tentando se entender diante de uma fissura inconveniente para um partido que vem perdendo peso eleitoral, mandatos e quadros.

E o pior é que a rachadura é alargada pela dubiedade do único prefeito de capital do partido, Gilberto Kassab, de São Paulo.

Ao mesmo tempo em que se articula em busca de poder na direção nacional, o prefeito anuncia que pretende deixar a legenda para filiar-se ao PMDB.

Quer firmar-se como um cacique democrata e, paralelamente, ocupar o vácuo deixado pelo ex-governador Orestes Quércia, ex-presidente do PMDB paulista falecido em dezembro.

A estratégia de Kassab, entendem alguns democratas, é usar o DEM como escada para projetos eleitorais futuros.

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Marco Maciel vira colunista da Terra Magazine

macielPrestes a encerrar mandato de senador e a interromper uma trajetória política que se prolongou por quatro décadas, o  ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM) virou colunista da Terra Magazine (publicação on line do portal Terra).

A estreia se deu hoje com o artigo “Representatividade e governabilidade”. Maciel é apresentado pelo portal como um dos mais respeitados parlamentares no cenário político brasileiro.

Ele, que escreverá inicialmente uma vez por mês, se junta ao ex-deputado e ex-candidato à presidência da República Plínio de Arruda Sampaio (Psol) e ao professor de sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte Edmilson Lopes Júnior (com informações do Terra). Leia o artigo abaixo:

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Partido a ser ‘extirpado’, DEM está cada vez menor

heraclito

O DEM viu suas bancadas estaduais e federal diminuirem vertigionosamente. Mas na disputa pelos governos estaduais cresceu em relação a 2006.

Elegeu Rosalba Ciarlini no Rio Grande do Norte e Raimundo Colombo, em Santa Catarina. Há quatro anos, tinha feito apenas um governador, José Roberto Arruda (DF), que renunciou ao mandato este ano após um escândalo de corrupção.

Curiosamente, o partido venceu em Santa Catarina, estado onde o presidente Lula emitiu uma das mais polêmicas frases nessa campanha.

Durante um comício da candidata petista ao governo, Ideli Salvati, o presidente afirmou que era preciso extirpar o DEM da política nacional.

De qualquer modo, o antigo PFL segue sua linha descendente. Caciques renomados da legenda como os senadores Heráclito Fortes (PI), Marco Maciel (PE) e o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (RJ) foram duramente derrotados nas urnas.

O desempenho da sigla este ano, informa matéria do Correio Braziliense, não lembra nem de perto o áureo período da legenda durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando o partido tinha como líderes os ex-senadores Jorge Bornhausen (SC) e Antonio Carlos Magalhães (BA).

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Somas e perdas na disputa entre Armando e Maciel

chapa

Fazer o senador Marco Maciel (DEM) ‘se soltar’ além do que ele tem feito em busca de votos foi a receita formulada pela oposição para levá-lo a recuperar terreno na corrida pela reeleição.

No entanto, conhecendo o senador como se conhece, fica difícil imaginar que ele, de modo súbito, se transforme num ser expansivo, de fala solta e posições firmes.

Portanto, o personagem sugerido para o mais competitivo candidato majoritário oposicionista nessa disputa não se ajusta ao ator.

Simplesmente porque soaria falso. Seria como exigir circunspecção e gravidade do candidato a deputado federal Tiririca (PR-SP).

Maciel tem se desdobrado nas caminhadas. Corre, literalmente, de um lado ao outro das ruas, cumprimenta, acena, entra em casas. Mas, a impressão que se tem é que ele age dentro do seu limite.

Seu adversário direto na corrida pela segunda vaga no Senado, deputado Armando Monteiro (PTB) também tem se dedicado ao corpo-a-corpo para convencer o eleitor a votar ‘fechado’ na chapa majoritária governista.

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