Lula segue provocando: em 2010, disse que Maciel era senador do tempo do Império. Nessa 5ª, afirmou que Aécio não previu saída do páreo

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Na agenda de campanha cumprida em Pernambuco nessa quinta-feira (04), o ex-presidente Lula não perdeu a oportunidade de exercitar um dos seus esportes prediletos: alfinetar adversários com requintes de ironia.

No discurso proferido durante comício em Brasília Teimosa, o presidenciável do PSDB, Aécio Neves foi o alvo da vez.

Mereceu o mesmo sarcasmo que Lula destinou a Marco Maciel em 2010, quando o ex-senador concorria à reeleição. Como da outra vez, o líder petista não citou nome. Mas não precisava.

Referindo-se ao fato de Aécio apontar a “previsibilidade” como resposta para qualquer questão ligada à capacidade de governar, disparou:

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“Eu vi teu (de Dilma) adversário no debate da televisão – não vou falar quem é porque a gente não pode fazer propaganda do produto adversário – e o rapaz pergunta para ele: Como é que está o sapato? Previsibilidade. Como é que estão as casas? Previsibilidade. Ele resolve tudo com previsibilidade. A única previsibilidade que tem é que ele já está fora da disputa presidencial de 2014 e ele não foi capaz de prever isso”.

O ex-presidente fez alusão ao terceiro lugar que Aécio ocupa nas pesquisas de intenções de voto.

O tucano vinha ocupando a segunda colocação até meados do mês passado.

facebook/reprodução

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Após a entrada da ex-senadora Marina Silva na cabeça da chapa do PSB, fato decorrente da morte de Eduardo Campos (PSB), no dia 13, ele despencou nas sondagens de intenção de votos.

A polarização entre PT e PSDB saiu de cena. E a socialista segue empatada com Dilma Rousseff, conforme indicam as pesquisas Datafolha e Ibope.

O ataque a Maciel também ocorreu em Pernambuco. Num comício em favor de Dilma e da reeleição de Eduardo Campos, no dia 27 de agosto, no Marco Zero, no Recife, Lula disse que o democrata “era senador desde o tempo do imperador” e deu a entender que ele não trouxe obras importantes para Pernambuco, mesmo depois de tantos anos de vida pública.

Maciel tentava novo mandato no Senado na chapa encabeçada por Jarbas Vasconcelos (PSDB) e, àquela altura, estava em segundo lugar nas pesquisas. Perdia apenas para Humberto Costa (PT). Mas acabou derrotado.

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27/09/10 – foto: Alcione Ferreira/DP

As duas vagas ficaram com candidatos que compunham a chapa com Eduardo: Armando Monteiro (PTB) e o já citado Humberto Costa.

Marina e nova política no alvo – Quatro anos depois, Lula permanece um orador afiado, com poder de provocação renovado.

27/08/2010. Credito: Alcione Ferreira/DP/D.A Press.

27/08/2010. Credito: Alcione Ferreira/DP/D.A Press.

Sua ex-ministra Marina Silva, que ameaça a reeleição de Dilma, começa a merecer críticas. A acidez, todavia, ainda é palatável. “Tem gente falando de nova política, (gente) que já foi vereadora, já foi deputada, já foi senadora.

Se tem uma nova política ela é a Dilma, que nunca foi vereadora”, disse, com o intuito de valorizar a capacidade da petista no enfrentamento da crise econômica.

A defesa da “nova política” – seja lá o que o termo signifique – tem sido o fio condutor da campanha da socialista.

Era Eduardo Campos marcou fim de ciclo para uma geração de caciques em Pernambuco

fim de ciclo - taianedornelles.blogspot.com

fim de ciclo – taianedornelles.blogspot.com

A desistência de Inocêncio Oliveira (PR) de concorrer a mais um mandato de deputado federal, anunciada há duas semanas, reforçou a série de fatos que confirma o término de um ciclo na política em Pernambuco.

Em menos de oito anos, uma geração de líderes desapareceu da vida pública do estado.

Os cabeças da aliança União Por Pernambuco, que venceu uma eleição para a Prefeitura do Recife e garantiu dois mandatos de governador ao hoje senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), entre 1999 e 2006, estão, paulatinamente, saindo de cena.

O peemedebista, curiosamente, é a exceção à regra. Embora tenha desistido de concorrer à reeleição à Casa Alta este ano, disputará cadeira de deputado federal.

Veja quem são os caciques (essas informações deveriam complementar a matéria publicada no Diario nesse domingo, 05.04, mas, por problemas técnicos, ficaram de fora):

DESISTENTES

Foto: Nando Chiappetta/Diario

Foto: Nando Chiappetta/Diario

Inocêncio Oliveira (PR) - 75 anos. Encerra a carreira totalizando dez mandatos em Brasília. Não realizou o sonho de ocupar um cargo no Executivo.

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Roberto Magalhães (DEM) - 79 anos. Desistiu por se desencantar com a politica. Disse que a Câmara ficou sem graça com o rolo compressor do governo.

DERROTADOS:

senado.gov.br

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Marco Maciel (DEM) - 73 anos. Após não se reeleger para o Senado em 2010, desacelerou as atividades políticas. Viveu auge da carreira como vice-presidente (1995-2002)

DP

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Joaquim Francisco (PSB) - 65 anos. Foi prefeito do Recife e está sem mandato desde 2006. É hoje suplente do senador Humberto Costa (PT).

IMPUGNADO:

Paulo Paiva/DP/D.A Press. Politica

Paulo Paiva/DP/D.A Press. Politica

Severino Cavalcanti (PP)83 anos. Saiu de João Alfredo para ser presidente da Câmara dos Deputados. Hoje tem força reduzida até mesmo dentro partido.

FALECIDOS:

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

José Mendonça, Mendonção (DEM) – 1936-2011. Liderou grupo forte em Belo Jardim.
O herdeiro político, deputado Mendonça Filho, chegou ao governo em 2006.

Andre Marins/Esp. para o DP/D.A Press

Andre Marins/Esp. para o DP/D.A Press

Sérgio Guerra (PSDB)1947- 2014. Comandou o tucanato estadual e presidiu o PSDB nacional de 2006 a 2013. Tentaria se reeleger para a Câmara este ano.

RESISTENTE:

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Jarbas Vasconcelos (PMDB) - 71 anos. Após mais de duas décadas em trincheira oposta ao arraesismo, tomou o caminho da aliança eduardista para assegurar a sobrevivência política.

O senador o PMDB  ainda alimentou dúvidas sobre a disposição de se manter na ativa. Cogitou-se que ele poderia tomar o mesmo caminho de Roberto Magalhães, que simplesmente abdicou de tentar nova vaga na Câmara em 2010.

03/10/2002 foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A. Press

03/10/2002 foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A. Press

Todavia, diante da escalação do deputado Raul Henry para concorrer a vice na chapa majoritária governista, ele decidiu entrar no jogo com o intuito de assegurar o espaço do PMDB na Câmara.

Magalhães, ex-governador e ex-prefeito do Recife, era um dos expoentes do PFL (hoje DEM), partido que foi um dos pilares da União por Pernambuco (UPE).

O mesmo PFL, aliás, já não conta também com o deputado federal José Mendonça, quadros mais tradicionais daquela legenda.

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Um dos mentores da chamada aliança jarbista, Mendonção, como era conhecido, faleceu em abril de 2011.

Outra morte que ratifica a virada de página em Pernambuco foi a do deputado Sérgio Guerra, ocorrida dia 6 deste mês.

Líder maior do PSDB estadual, ele também figurou no grupo de comando do leme da UPE.

Foi, inclusive, eleito senador em 2002, quando Jarbas conquistou a reeleição para o Palácio do Campo das Princesas.

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Naquela eleição, Marco Maciel, que acabara de encerrar dois mandatos no Palácio do Jaburu, também se elegeu senador pelo PFL.

O ex vice-presidente da República é outro a não mais atuar no front da política. Ele vem se desligando de atividades e discussões relacionadas à vida pública.

E o partido já não alimenta esperança de tê-lo como colaborador para as eleições de outubro.

Também ex-pefelista, o ex-governador Joaquim Francisco é mais um a contribuir para o “fechamento de era”.

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Após não ter conseguido a reeleição de deputado federal em 2006, se filiou ao PSB e esperava concorrer, este ano, à Câmara dos Deputados. Mas viu as possibilidades se fecharem e recuou.

Outro a “desaparecer” por questões de ordem eleitoral é ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti.

Ex-homem forte do PP estadual, foi membro da UPE e hoje, sem mandato, está na sombra do eduardismo.

Em 2012, quando tentava se reeleger prefeito da sua cidade, João Alfredo, teve a candidatura impugnada pela Lei da Ficha Limpa.

Foi enquadrado por envolvimento no mensalinho, episódio que lhe obrigou a renunciar ao mandato para não ser cassado.

Jarbas e Sérgio Guerra podem estar juntos no chapão da aliança. Só falta Marco Maciel…

03/10/2002 foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A. Press

03/10/2002 foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A. Press

Muito além do barulho que envolve a adesão oficial do PSDB ao governo de Eduardo Campos, poderemos ter uma situação inusitada na tal base governista.

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o deputado tucano Sérgio Guerra podem perfeitamente se encontrarem no chapão da Frente Popular.

O peemedebista, é o que se comenta nas coxias da aliança, não teria chance de ficar com a vaga de senador – embora o PMDB já tenha colocado o seu nome publicamente para a reeleição.

A diputa pela Câmara pode ser, então, a opção que restará a Jarbas.

Por sua vez, Guerra é candidatíssimo à reeleição. Ainda mais agora que, pela suas contas, o PSDB, após a adesão, será turbinado.

Ironia do destino, os dois que romperam relações políticas e pessoais em 2010, podem disputar espaço e votos sob mesmo manto do eduardismo quatro anos depois.

03/10/2002 . Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A. Press

03/10/2002 . Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A. Press

Naquele ano, Jarbas concorreu ao governo tendo o PSDB como aliado. Guerra, então senador e presidente nacional da sigla tucana, não aceitou compor a chapa majoritária.

Alegando que precisaria dar carga à candidatura de José Serra ao Planalto, desistiu de concorrer ao Senado. Lançou-se para a Câmara e foi eleito.

Jarbas sofreu derrota fragorosa para Eduardo, de quem é hoje aliado.

Em 2002, então governador e candidato à reeleição, Jarbas foi reeleito tendo Guerra e o ex vice-presidente da República Marco Maciel como companheiros de chapa.

Na época, o jingle “É Jarbas, Marco Maciel e Sérgio Guerra juntos pelo bem da nossa terra” fez sucesso e garantiu votos. Maciel e o tucano foram eleitos para o Senado.

André de Paula se sente em casa em festa de Priscila Krause

aTraços do DNA pefelista ainda são vistos no presidente estadual do PSD, ex-deputado André de Paula.

No lançamento da candidatura da vereadora Priscila Krause (DEM) à reeleição, nesta terça-feira, ele circulou à vontade.

Disse que mantém boa relação com a vereadora e destacou que ambos são crias políticas da mesma escola, o “macielismo”.

Trata-se do estilo de fazer política difundido pelo ex-senador e ex vice-presidente da República Marco Maciel).

André está hoje na base do governo de Eduardo Campos (PSB) e reforça o palanque do candidato socialista a prefeito do Recife, Geraldo Julio.

No entanto, afirmou que Priscila “poderia ser a candidata a prefeita do Recife pela excelência da sua atuação”.

Aliás, no início deste ano, quando recebeu homenagem na Câmara do Recife, o secretário estadual do PSD, Charles Ribeiro, já havia ressaltado publicamente os predicados que faziam da vereadora um nome forte para concorrer ao Executivo da capital.

André presidiu o DEM estadual por mais de 20 anos. Ajudou a fundar o PSD de Pernambuco e assumiu a presidência regional no ano passado.

Informações e foto de Ana Luiza Machado, do Diario.

Maciel disse sim antes do não. O estrago já estava feito

sim e naoA desistência de Marco Maciel de assumir cadeira nos conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis) veio depois de muita crítica dos governistas e estresse interno no DEM.

As duas empresas são ligadas à Prefeitura de São Paulo. E o convite, aceito por Maciel, partiu do prefeito Gilberto Kassab.

Kassab, que foi eleito pelo DEM, é o “homem bomba” do Democratas. Ou, na definição do ex-deputado federal Roberto Magalhães, o “cavalo de troia” do partido.

Isso porque o projeto de criação do PSD, liderado pelo prefeito, provocou evasão de quadros do DEM. Por conta da migração de deputados e senadores para a tal sigla, o Democratas vive uma das fase mais difíceis de sua história.

Pois Maciel, presidente do conselho político do DEM, tinha aceito, tranquilamente, o convite formulado pelo responsável pela derrocada do partido que o elegeu em 2008. Pelos cargos na prefeitura da capital paulista, o ex-senador receberia R$ 12 mil para participar de duas reuniões mensais.

nao e simÓbvio que a situação deixou o ex-senador numa saia justíssima. A solução, diante da postura contraditória – tem democrata jurando ódio eterno a Kassab – foi declinar do convite.

O desgaste, no entanto, já aconteceu. Até mesmo porque Maciel, por meio da sua assessoria, justificou sua decisão, afirmando que o convite tinha sido feito no ano passado, antes do surgimento do PSD.

Em outras palavras, deu a entender que o prejuízo provocado por Kassab não seria empecilho para sua entrada na gestão da Prefeitura de São Paulo.

O ex-senador, que não conseguiu se reeleger em 2010, não precisava ter passado por uma dessa. Ainda mais após 44 anos de uma vida pública repleta de cargos cobiçados.

Pegou mal. Mesmo tendo voltado atrás, o estrago já estava feito.

Maciel desiste de cargos na prefeitura de Kassab

Decisão do ex-senador foi tomada em reunião da Executiva do DEM

Na reunião da Executiva Nacional do Democratas realizada nesta quinta-feira (12), em Brasília, o ex vice-presidente da República, ex-senador Marco Maciel anunciou a decisão de agradecer e declinar da indicação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab para integrar os conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis).

As informações são do site do Democratas.

Em nota, Marco Maciel afirmou que seguirá participando da “consolidação dos princípios sociais-liberais do Democratas ao qual tem dedicado especial empenho desde os idos de 1984”. O senador hoje é presidente do Conselho Político do Democratas.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino fez questão de ressaltar que o ex-senador é a principal figura do partido e “seguirá cumprindo as importantes missões partidárias do DEM”.

O senador recebeu inúmeras manifestações de apoio dos presentes à Executiva que ressaltaram a sua vida política baseada na ética e no serviço ao Brasil.

“Marco Maciel tem retidão de caráter, postura e posicionamento”, disse o deputado Mendonça Filho, presidente do DEM em Pernambuco.

O presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, José Carlos Aleluia, declarou que ficou muito satisfeito com a decisão de Marco Maciel de permanecer no partido. “A sua decisão é muito importante para preservar e ajudar a reconstruir o partido”, afirmou.

Nota na íntegra:

Comuniquei à Executiva Nacional do Democratas a decisão de agradecer e declinar da indicação do Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ocorrida no final de 2010, para integrar os conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis).

Continuarei a participar da consolidação dos princípios sociais-liberais do Democratas, ao qual tenho dedicado especial empenho desde os idos de 1984. Nesse ano, pactuamos a Aliança Democrática que contribuiu para o retorno do estado de Direito, a convocação da Assembleia Nacional Constituinte e a promulgação da Constituição de 1988.

Eduardo e Maciel dividirão o mesmo palanque?

maciel e eduardoNo sábado 30 de abril, Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e fundador do Partido Social Democrático (PSD), esteve no Recife.

Jantou com o governador Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas.

Na mesa estava o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que, eleito pelo DEM, acertou ali sua adesão ao PSD.

Na última segunda-feira, Kassab apareceu em novo episódio da sua “relação” com Pernambuco: divulgou-se que ele nomeara o ex-senador Marco Maciel para integrar conselhos de empresas ligadas à prefeitura da capital paulista.

No intervalo de dez dias, Kassab “beijou a mão” de representantes de grupos historicamente antagônicos no estado.

Em pouco mais de uma semana, sublinhou a ambiguidade que marca a gestação do PSD.

Não que o convite (aceito de pronto) a Maciel signifique necessariamente a filiação do ex-senador, ex-vice-presidente da República, ao PSD.

Mas fica evidente que, mesmo se cercando de partidos chamados de esquerda, caso do PSB, Kassab cultiva raízes direitistas.

Em outras palavras, o prefeito comandará uma sigla que nasce muito mais preocupada em engordar suas fileiras do que apresentar algum conteúdo ideológico ao eleitor.

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Maciel aceita cargo na gestão de Kassab mas fica no DEM

macielO ex vice-presidente Marco Maciel não obteve êxito ao tentar se reeleger senador em 2010.

As urnas o tiraram da vida pública após 44 anos.

Recebeu 11,6% dos votos e deixou o Senado após oito anos de mandato.

Agora, após três meses sem mandato, ressurge “administrativamente”  pelas mãos do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

Maciel foi nomeado membro dos conselhos administrativos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Turismo, ambas empresas públicas ligadas à Prefeitura de São Paulo.

Receberá R$ 12 mil para participar de uma reunião mensal em cada órgão na capital paulista.

Curiosamente, o convite partiu do homem que lidera a formação do PSD, partido que vem minando as forças do DEM.

Maciel é quase um “símbolo” do DEM e preside o conselho político do partido abatido por Kassab.

kassabPor meio de sua assessoria, o ex-senador informou que o convite de Kassab surgiu logo após a eleição de 2010.

Acrescentou ainda que o fato de ser membro dos conselhos não significa adesão ao PSD, como se especulou após Maciel aceitar o convite para compor os conselhor.

“Foi coincidência as nomeações saírem nesse momento em que Kassab monta o partido. Não tem nada a ver uma coisa com a outra”, salientou a assessoria.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial de 27 do mês passado e o ex-senador terá pelo menos dois anos de mandato.

Por aqui, base política de Maciel a explicação para a entrada de Maciel nos conselhos partiu de um ex-aliado do ex-senador, André de Paula.

Ex-deputado federal pelo DEM, André não foi reeleito em 2010 e deixou o partido no mês passado para assumir a coordenação estadual da origanização do PSD.

É, portanto, o representante da iniciativa de Kassab em Pernambuco. Segundo ele, a deferência do prefeito ao ex-senador é um reconhecimento à experiência do democrata.

André de Paula assegurou que a chegada de Maciel aos conselhos não tem relação com uma eventual filiação ao PSD.

“Se houvesse qualquer tipo de expectativa desse nível, tenho certeza que o senador não participaria de qualquer conselho. Ele (Maciel) não mistura militância política com ação administrativa”, disse André.

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“Há espaço para Kassab ficar no DEM”, diz Agripino Maia

agripinoO senador José Agripino Maia é candidato a presidente do DEM.

A convenção nacional que elegerá nova executiva da legenda acontece dentro de um mês,em 15 de março.

Nesta segunda, ele almoçou com os ex-senadores Jorge Bornhausen (SC) e Marco Maciel (DEM) em São Paulo.

Os três, fundadores do partido, iniciaram uma conversa em busca de unidade.

O DEM, que a cada ano perde representatitividade, segue dividido e tenta segurar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que ensaia deixar o partido.

Apoiado por Bornhausen, Kassab tem feito investidas para entrar no PMDB (e levar seu bloco para a base do governo federal) e já recebeu convite do PSB.

Paralelamente, quer ganhar espaço na direção do partido. Para isso conta com a candidatura de Marco Maciel para a presidência da sigla.

Maciel ainda não se posicionou e Agripino acredita que o consenso – em torno de uma candidatura única – é possível.

Por telefone, o senador do Rio Grande do Norte falou ao Blog sobre a conversa ocorrida no almoço realizado na capital paulista.

agripinoO almoço teve o objetivo de buscar o entendimento. Deu resultado?

A reunião que fiz lá foi de confluência. Foi mais uma reunião em que três fundadores do partido buscam a confluência, buscam a unidade do partido.

Qual a expectativa a partir do que foi conversado?

Avançamos. A expectativa é que de que a gente venha conseguir a unidade do partido. Avançou, mas não é uma decisão. Não são três pessoas que decidem essas coisas não.  Isso desdobra com reuniões em casas de deputados e senadores. É o que vai acontecer amanhã, depois de amanhã. Foi o início para distensionar as relações.

Há espaço para Kassab permanecer no DEM?

Bornhausen afirmou que há espaço sim para Kassab ficar. Na hora em que a gente almoça junto e conversa durante uma hora e meia é evidente que há disposição de conversar, de confluência. Agora, entre ter disposição e chegar ao entendimento há uma certa distância que é o que gente está procurando resolver.

O senador Marco Maciel demonstrou se está ou não disposto a se candidatar à presidência do DEM?

Isso você não tem que perguntar a mim, tem que perguntar a ele.

Dividido, DEM tenta apagar fogo da discórdia

macielO DEM começa o ano tentando se entender diante de uma fissura inconveniente para um partido que vem perdendo peso eleitoral, mandatos e quadros.

E o pior é que a rachadura é alargada pela dubiedade do único prefeito de capital do partido, Gilberto Kassab, de São Paulo.

Ao mesmo tempo em que se articula em busca de poder na direção nacional, o prefeito anuncia que pretende deixar a legenda para filiar-se ao PMDB.

Quer firmar-se como um cacique democrata e, paralelamente, ocupar o vácuo deixado pelo ex-governador Orestes Quércia, ex-presidente do PMDB paulista falecido em dezembro.

A estratégia de Kassab, entendem alguns democratas, é usar o DEM como escada para projetos eleitorais futuros.

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