Herança da gastança explica os parcos R$ 545

 

Além do mínimo (coluna Diario Político – Marisa Gibson)

545A votação do salário mínimo fez a presidente Dilma Rousseff deixar de lado o diálogo com a base aliada e partir para a ameaça política, tendo como trunfo cargos de segundo e terceiro escalões.

Tudo por justas razões: equilíbrio das contas do governo, combate à inflação e controle da economia.

Agora, se sobraram discussões e ataques entre oposicionistas e governos sobre os valores propostos para o mínimo, faltaram uma explicação oficial, além de uma análise mais profunda por parte da oposição sobre os motivos pelos quais as contas do governo não suportariam um reajuste maior para o mínimo e também pelo corte de R$ 50 bilhões no Orçamento.

O desequilíbrio fiscal que Dilma encara neste início de governo não surgiu do nada: é fruto dos gastos irresponsáveis feitos pelo ex-presidente Lula em 2009 e 2010 para eleger Dilma.

Isso nenhum aliado admite, nem mesmo os que alertaram para o aumento dos gastos públicos ao longo do governo Lula.

Agora veio a fatura e quem está pagando a conta inicial são os que dependem de um salário mínimo para sobreviver.

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Dilma e os R$ 545: ame-os ou deixe-os

dilmaDaqui a uma semana a presidenta Dilma Rousseff (PT) terá noção da fidelidade dos partidos que integram a base de apoio à sua gestão.

Na próxima quarta-feira, a Câmara dos Deputados vota o reajuste do salário mínimo. E, a partir dos números apontados no placar, a petista verá quem, de fato, está alinhado ao governo.

O que se comenta em Brasília é que a presidenta já teria dito que os que votarem contra a proposta de R$ 545 estarão se declarando, automaticamente, contrários ao Palácio do Planalto.

De qualquer modo, hoje o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que o governo e oposição selaram um acordo sobre a votação.

Segundo ele, o assunto será votado sem qualquer tipo de obstrução no dia 16, independentemente de as centrais sindicais apoiarem a proposta.

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Dilma enfrenta centrais sindicais: “mínimo é de R$ 545″

moedasA mulher não contemporizou e falou grosso para defender o valor que entende como possível para o salário mínimo.

Num recado direto às centrais sindicais, a  presidenta Dilma Rousseff endureceu. 

Avisou que não mexerá mais no valor proposto para o salário mínimo, de R$ 545.

“No passado não se dava sequer a inflação”, criticou Dilma, em evento com governadores no Rio Grande do Sul.

“O que queremos saber é se as centrais querem manter este acordo. E se quiserem, nossa propostas está coloocada” .

Dilma criticou negociação paralela da correção da tabela imposto de renda. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra.” (com informações do iG)

“É pouco”, diz Marco Maia sobre mínimo de R$ 540

minimoO presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição, deputado federal Marco Maia (PT-RS), reconheceu, hoje, que o valor de R$ 540 “é pouco” para o salário mínimo.

A medida provisória do governo que reajustou o salário mínimo tramita na Câmara e começa a ser debatida a partir de fevereiro, no início do ano legislativo.

Maia defendeu um valor que acompanhe os ganhos reais obtidos ao longo dos últimos oito anos sem, no entanto, comprometer os gastos públicos.

“Precisamos procurar um equilíbrio. O meu papel, é tentar conduzir as negociações de forma equilibrada que permita, a cada um (Executivo, centrais sindicais e partidos), dar a sua opinião”, disse o presidente da Câmara, em entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil, que vai ao ar hoje, às 22 horas.

O programa, ancorado por Luiz Carlos Azedo (colunista do Diario/Correio Braziliense), teve a participação dos jornalistas da EBC Eudes Junior e Tereza Cruvinel.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Executivo tem caixa para elevar o valor do salário mínimo para R$ 545.

No Congresso, entretanto, outras propostas são discutidas. As centrais sindicais e os aposentados querem um reajuste para R$ 580.

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