Eduardo em missão espinhosa: inflar sua candidatura e escolher o sucessor entre tantos pretendentes

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A ocupação do palanque armado em Garanhuns na visita do Eduardo Campos ao município, na sexta-feira, foi simbólica.

Além do governador, que toca seu projeto presidencial, cabiam na mesma foto o vice-governador João Lyra (PDT), o senador Armando Monteiro (PTB) e o ministro da Integração Nacional (PSB), Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Os três são alguns dos muitos eventuais postulantes ao Executivo estadual em 2014.

E sintetizam o excesso de anseios que a enorme aliança situacionista guarda.

Cada um, com suas respectivas razões, aspira suceder Eduardo. A questão é que pelo menos dentro da coligação apenas um terá a “unção” do governador.

Isso sem falar que as costuras da pré-candidatura socialista ao Planalto terão reflexo direto na montagem do palanque estadual.

Ou seja, o processo não será fácil para ninguém. A vantagem de hoje pode desmoronar logo adiante.

A dificuldade chorada num dia pode se transformar em benefício na manhã seguinte.

Portanto, é o momento de construir condições, mas também de observar para onde os ventos estão soprando com maior intensidade.

Não sem sentido, fala-se que Bezerra Coelho deixará o PSB para viabilizar a candidatura, com aval da presidente Dilma, no PT ou no PMDB.

Já Armando estaria agindo de modo a atrair o PTB nacional para Eduardo, abrindo caminho para ficar na cabeça da chapa eduardista.

Lyra, por sua vez, vai se filiar ao PSB para reforçar os seus planos. A isso tudo se somam pelo mais três nomes socialistas citados como potenciais candidatos.

Eduardo terá de negociar nas duas frentes sem perder o controle da situação e sem gerar descontentamentos e defecções.

A missão é quase impossível, mas é o preço do gigantismo da aliança.

De olho na captação de recursos, Geraldo Julio receberá missão do Banco Mundial já no dia 14

g juDuas semanas após tomar posse, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), receberá representantes do Banco Mundial.

A missão vem tratar de financiamentos. Ou seja, o município já estará começando a captar recursos.

Geraldo já conseguiu, por meio de emendas parlamentares federais dinheiro para o Hospital da Mulher, as Upas E e as Upinhas prometidas em campanha.

O orçamento do estado para 2013 e o Ministério da Saúde também destinarão verbas para as obras.

Na tarde desta quinta-feira, o prefeito anunciou mais dois nomes do segundo escalão do seu time.

O auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio Cabral, 46 anos, vai para a Secretaria-Executiva de Recursos Humanos na pasta de Administração e Gestão de Pessoas.

Por sua vez, o administrador Francisco Canindé, 47, assumirá a Diretoria Administrativa e de Finanças do Reciprev.

Cabral é mestre em Gestão Pública pela UFPE e já ocupou diversos cargos de direção no TCE.

Funcionário de carreira do Banco do Brasil há 26 anos, Canindé é atual superintendente-regional de Governo e Varejo da instituição na Paraíba.

João Paulo não fará corpo-a-corpo para Rands, nem esperará pelo resultado da prévia. Embarca domingo pra África

joanesburgoMais forte cabo eleitoral de Maurício Rands na disputa prévia do PT no Recife, o deputado federal e ex-prefeito João Paulo não vai entrar no corpo a corpo no Dia D.

No domingo, dia de ir às urnas, ele deixa o Recife ainda pela manhã. Depois de votar, embarca para São Paulo e de lá para Joanesburgo, África do Sul (foto ao lado).

Integrará comitiva de parlamentares afrodescendentes que terá missão oficial naquele país.

Muito curioso o fato de João Paulo ter assumido esse compromisso a ser cumprido justamente no dia da prévia.

A atitude pode ser entendida como confiança extrema no êxito do aliado. A vitória estaria tão bem encaminhada que prescindiria do esforço final do ex-prefeito junto à militância.

Também pode ser compreendida como certeza de derrota. Ciente do revés, teria preferido estar longe no momento da apuração dos votos e assim não assistir o triunfo do desafeto João da Costa.

Prefeito em busca da reeleição, João da Costa é o adversário de Rands na eleição interna deste domingo.

No pleito, o PT decidirá quem deve ficar na cabeça da chapa para a eleição de outubro.

João Paulo, que em 2008 apadrinhou o atual prefeito, trabalha para que este não volte a concorrer ao Executivo.

Nos últimos dias tem dito, inclusive, que não subirá no palanque do antigo afilhado, caso seja ele o vencedor da disputa primária.

João da Costa, por sua vez, prefere não polemizar. Diz que é hora se manter concentrado na prévia, na mobilização dos filiados que votarão no domingo.

Mas, confiante no resultado positivo, afirma que se o antigo padrinho já está anunciando o que fará após a prévia é sinal de que estaria reconhecendo a derrota de Rands. Ou seja, João Paulo teria jogado a toalha.