Jungmann pede que MP investigue falta de alerta sobre as chuvas

A questão da falta de clareza sobre o alerta oficial das chuvas da sexta-feira continua a ser pauta na Câmara do Recife.

O vereador Raul Jungmann diz que há desencontro de informações, principalmente por a Agência Pernambuco de Águas e Climas, do governo do estado.

A imprecisão das declarações e a certeza de que prefeitos da Região Metropolitana do Recife não receberam alertas em tempo hábil levaram o vereador a acionar o Ministério Público.

Segundo ele, é preciso investigar o que ocorreu, porque houve falhas na divulgação de informações.

Ele diz que o prefeito de Jaboatão, Elias Gomes (PSDB), por exemplo, só foi comunicado sobre o volume das chuvas na sexta (17), quando as cidades já estavam alagadas.

“A situação é muito séria. Mais de 3,5 millhões de pessoas ficaram a mercê da chuva. Isso é muito perigoso”, destacou.

Jungmann entra encaminha a ação ao Ministério Público de Pernambuco nesta quarta-feira.

Protestos devem continuar: Belize não volta e pastor Feliciano não sai

Foto: Marcionila Teixeira/DP/D.A Press

Foto: Marcionila Teixeira/DP/D.A Press

O procurador geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, confirmou nesta terça-feira o afastamento da promotora Belize Câmara da Promotoria de Meio Ambiente do Recife do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

O afastamento vem motivando protestos por gente que considera a decisão uma manobra decorrente de resultados do trabalho da promotora.

Há quem veja pressões de ordem econômica e política. LEIA AQUI matéria do Diario sobre protesto e a decisão de Fenelon.

Do mesmo modo, o comando do PSC não voltou atrás no que se refere à eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara.

Mesmo diante de apelos e ponderações de vários deputados, a bancada do PSC manteve o parlamentar no cargo. LEIA AQUI em matéria do Correio Braziliense.

Justiça rejeita ação contra auxílio-moradia, mas MPPE começa a apurar fatos das denúncias do PPS e da OAB

assembleiaSe o juiz Djalma Andrelino na 2º Vara da Fazenda Pública da Capital rejeitou a ação cautelar que pedia a suspensão do pagamento do auxílio-moradia a deputados e ex-deputados estaduais de Pernambuco, há uma luz no fim do túnel.

O Ministério Público de Pernambuco informou na tarde desta terça-feira que as ações do PPS e da OAB-PE contra o benefício seguem tramitando.

Um procedimento administrativo foi aberto para apurar os fatos. Com essa apuração em mãos a  assessoria técnica da Procuradoria Geral de Justiça emitirá parecer.

O posicionamento da assessoria determinará se o procurador geral encaminhará ou não denúncia à Justiça.

Claro que o processo demandará tempo, mas é um caminho para que a Justiça se posicione sobre a legalidade do pagamento.

Alguns dos ex-deputados estaduais beneficiados, como o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo (ambos do PT) já afirmaram que devolverão o dinheiro caso a Jutiça decida que é o auxílio-moradia é ilegal.

O prefeito de Jaboatão, outro ex-integrante da Assembleia Legislativa (foto), se adiantou devolveu o que já tinha recebido. Outros muitos calam-se.

A decisão que autorizou o benefício retroativo foi tomada pela mesa Diretora da Assembleia em dezembro de 2010, privilegiou 52 parlamentares que exerceram atividades de 1994 a 1997.

O requerimento dos parlamentares foi aprovado levando em conta o princípio da isonomia entre os Poderes.

Como os deputados federais recebiam auxílio-moradia entre 1994 e 1997, membros do Judiciário pediram na Justiça a equiparação salarial.

A ação rejeitada foi ação foi encabeçada pela militante do PV Renê Patriota juntamente com moradores do Coque.

Na sentença que decidiu pelo indeferimento do pedido, o juiz determinou a extinção do processo, alegando que o pedido não cabia na ação enviada.

A decisão se fundou em questões meramente formais da ação, sem o exame do mérito da causa, já que o magistrado entendeu que, de acordo com os preceitos legais, houve “falta de interesse de agir” na ação cautelar.

Com informações do Diario (repórter Rebeca Silva)

Fenelon em versão atleta: esse jogo não pode ser 1 a 1

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Este aí, rumo à bola, é o Procurador Geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, em momento atleta. Foi no último domingo, no Arruda, na preliminar do jogo Santa Cruz X Porto.

Segundo a assessoria de comunicação do Ministério Público de Pernambuco, Fenelon gostou tanto da experiência que está organizando revanche entre o time de promotores e juízes contra a equipe do Batalhão de Choque, vencedora da partida mostrada na foto.

Fenelon deve estar preocupado em preparar o físico para encarar os muitos processos que o Tribunal de Contas do Estado encaminha ao MPPE tratando de desmandos de gestores pernambucanos.

Esse jogo exige marcação cerrada de procuradores e promotores de Justiça. O PGJ vai ter que correr muito não só para melhorar a performance contra os policiais do Batalhão de Choque.

O confronto entre improbidades administrativas X fiscalização não pode ser 1 a 1. Se as arquibancadas do estádio estavam vazias durante o “clássico” de domingo, o certame entre má gestão pública e punição tem grande número de pagantes. Por isso mesmo empate não é placar aceitável. 

A foto com o flagrante do procurador solto no mundão do Arruda é do MPPE.

Governador espera que tudo se esclareça no MPPE

mppeO governador Eduardo Campos (PSB) diz que não fará qualque tipo de avaliação sobre a formação da lista tríplice para a escolha do procurador geral de Justiça.

A eleição (pelo voto direto de promotores e procuradores) definiu os nomes de Aguinaldo Fenelon, Waldemir Tavares e Clóvis Sodré.

Foi realizada na segunda-feira e, naquele mesmo dia foi encaminhada ao gabinete do governador, a quem cabe fazer  escolha.

Acontece que denúncia veiculada pela TV Globo diz que no dia seguinte à eleição (terça-feira) o Diário Oficial trouxe uma série de portarias, assinadas pelo atual procurador geral de justiça, Paulo Varejão, efetivando promotores no cargo de titular de comarcas, fazendo transferências e determinando o acúmulo de função em mais de uma comarca.

Não foi divulgado o nome do denunciante. Mas a informação acabou empanando o processo eleitoral, uma vez que Varejão, segundo comenta-se no próprio MPPE, teria preferência pelos dois mais votados da lista.

Diante disso, o governador, que em 2006 e 2008 fez a nomeção poucos minutos após receber a lista, segue sem oficializar a escolha. E justifica sua atitude:

“Não cabe a mim fazer esse tipo de avaliação (sobre a eleição do MPPE). A própria instituição tem seus mecanismos de observar se houve alguma falha no processo, não é essa minha função do ponto de vista constitucional”.

“É importante que a própria instituição e os mecanismos ordenamentos jurídicos que existem para fazer o controle, inclusive externo dos órgãos possa fazer esse acompanhamento”.

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As razões da demora na escolha do Procurador Geral

A demora na escolha do procurador geral de Justiça para o biênio 2011-2012 está causando estranheza.

A lista com os três nomes mais votados por promotores e procuradores do Ministério Público de Pernambuco foi enviada ao Palácio do Campo das Princesas ontem à noite.

No entanto, até agora nada de o governador Eduardo Campos escolher. Uma postura bem diferente das anteriores, quando o socialista fez a nomeação logo depois de receber a lista tríplice.

Com a escolha cozinhando em banho-maria, fervem especulações. Há quem diga que o promotor Aguinaldo Fenelon, o mais votado, é o preferido do atual procurador geral Paulo Varejão.

Varejão, como se sabe, é afinadíssimo com o governador. Portanto, Fenelon deveria ser o mais cotado.

Acontece que o ocupante do topo da lista estaria encontrando forte resistência entre aliados de Eduardo.

Principalmente junto ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Uchôa (PDT). E aí estaria o nó a ser desatado pelo governador.

A razão da suposta interferência de Uchôa seria de ordem eleitoral. O deputado e Fenelon teriam se estranhado quando o promotor se envolveu com política no Litoral Norte anos atrás.

Assim sendo, caso Fenelon seja descartado, Waldemir Tavares, 2º mais votado, é o nome da vez. Ele teria sido tratado como “plano B” pela situação – foi o segundo nome apoiado por Varejão.

Clóvis Sodré, o terceiro colocado, tem chance zero. Ele é representante da oposição ao procurador geral.

Fenelon é o mais votado para Procurador Geral de Justiça

Os três mais votados na corrida pelo cargo de Procurador Geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco foram, pela ordem, Aguinaldo Fenelon, com 174 votos (17%), Waldemir Tavares, com 151 votos (14%) e Clóvis Sodré, com 129 (12%).

A lista com os três nomes será enviada ao governador Eduardo Campos (PSB) ainda hoje. Hoje mesmo, segundo estimam promotores, o novo Procurador Geral para o biênio 2011/2012 será escolhido

A eleição ocorreu hoje das 9h às 17h, no Centro Cultural Rossini Alves Couto, na Boa Vista. Todos os eleitores tiveram de votar em três nomes.

Ricardo Coelho, nome tido como certo na lista tríplice, ficou de fora. Comentava-se, inclusive, que pela proximidade que tem com a família do governador, ele deveria ficar com o cargo.