O PMDB nacional convocou o comando do partido em Pernambuco para tratar de eleições. O encontro ocorrerá em Brasília, na próxima semana.
A pauta é abrangente demais, por isso vale aqui uma contextualização sobre o que se passa com os peemedebistas no estado.
Diferentemente do comando nacional, que reforça a aliança com o PT para a reeleição de Dilma Rousseff, tendo Michel Temer novamente como vice, o PMDB pernambucano quer distância do petismo.
Aliás, há que se destacar, que o senador Jarbas Vasconcelos e o deputado federal Raul Henry estão onde sempre estiveram.
No entanto, agora, além de fazer ataques severos à presidente, subiram no palanque do governador Eduardo Campos, pré-candidato ao Planalto.
E aí é que mora o perigo. Ao aderirem ao socialista, os peemedebistas pernambucanos abriram caminho para que partidários de outros estados se aproximem do presidenciável do PSB.
Jarbas já promoveu inclusive um jantar para que Eduardo conversasse com colegas de Senado. E o gesto reverberou.
O líder do PMDB baiano Geddel Vieira Lima, mesmo sendo vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, tem dado indícios de que pode apoiar o socialista.
Enfim, a aliança PT-PMDB volta a ser estremecida justamente a partir de Pernambuco, o que deve ter levado Dilma e Lula a exigir dos peemedebistas um freio na situação.
Mas além disso, o PMDB prospecta lançar candidato próprio ao governo de Pernambuco em 2014.
Se a tese ganhar corpo, o prefeito de Petrolina, Julio Lossio, tende a surgir como opção mais viável.
Bem relacionado com a cúpula nacional do partido, ele está estreitando os laços com o PT pernambucano.
Principalmente agora quando os petistas se distanciam de Eduardo, a quem faz oposição.
Em suma, o PMDB que já comandou Pernambuco com Jarbas (1999-2006), torna a voltar os olhos para o estado. Terá muito a fazer.









