“As classes baixas estão engolindo as elites”: presidenciáveis devem abrir o olho

sindicomerciouberlandia.blogspot.com

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“As classes baixas estão engolindo as elites”.

Um comentário feito por alguém numa matéria de TV me chamou atenção. Imediatamente, associei a declaração à grande aprovação que tem o governo de Dilma Rousseff.

Não sei exatamente o percentual que corresponde à satisfação das tais classes baixas. Nem tenho certeza se este contingente faz a diferença em favor da petista.

No entanto, é notório que grande segmento da população mudou de vida de oito, dez anos para cá.

Passou a ter mais capacidade de comprar, de comer, de morar, de viver.

Ainda que o poder público siga negligente em relação a políticas sociais – educação, saúde, transportes – o nível de emprego e a distribuição de renda elevaram a capacidade de consumo de faixas populacionais massacradas secularmente pela falta de oportunidades.

E, na minha visão empírica, essa realidade talvez ajude a explicar tamanha popularidade de Dilma.

Basta circular por shoppings, shows, bares e faculdades para se observar quanta gente está a consumir, a se divertir, a fazer parte do mercado comprador.

Mas tem mais: o poderio dessa parte da sociedade se torna ainda maior por conta da possibilidade de expressão proporcionada pelas redes sociais.

Para o bem e para o mal as redes tornaram-se canais de mobilização com potência fenomenal.

E as ditas classes baixas estão lá, opinando, contestando, dizendo o que pensam, “engolindo as elites”.

Presidenciável que não souber ganhar essa grande fatia do eleitorado será também deglutido por ela.

Nesse aspecto, Dilma, herdeira das transformações aprofundadas por Lula, está bem à frente dos concorrentes.

Engasgadas – Por falar em classes baixas, a lei que garantiu aos trabalhadores domésticos direitos assegurados às demais profissões veio tarde, mas veio.

E deve também ajudar a engolir as elites que, por sinal, estão engasgadas com a isonomia advinda com a nova legislação.

FGTS, horas extras, adicional noturno e férias devem ser pagos como manda a lei.

Explorar mão de obra ajuda a reafirmar as diferenças de classe.

E essa prática, como vimos, começa a ser barrada pelo poderio das classes baixas, onde se incluem os domésticos.

Não tem crise certa. Dilma segue com popularidade alta

Dilma Rousseff está no frio da Rússia (foto acima), onde cumpre agenda ofocial, mas tem notícia calorosa para ela no Brasil.

A avaliação positiva do seu governo se manteve em 62% em dezembro, enquanto sua aprovação pessoal passou para 78%, contra 77% há três meses, mostrou pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira (14).

De acordo com o levantamento feito pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 29% veem o governo como regular, mesmo patamar de setembro.

O porcentual dos que classificam o governo como péssimo ou ruim também não teve alterações, ficando em 7%.

Na comparação com Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma está se saindo melhor em relação ao primeiro mandato do ex-presidente.

Em novembro de 2004, quando ele se aproximava de completar 2 anos de governo, a avaliação ótima e boa era de 41%.

Mas quando comparado com o segundo mandato, Lula leva vantagem, já que em dezembro de 2008, a avaliação ótima e boa era de 73%.

Já a aprovação pessoal de Dilma passou em dezembro para 78%, ante 77% em setembro. No mesmo período, em seu primeiro mandato, Lula tinha 62%, enquanto no segundo tinha 84%.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 6 e 9 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Do iG.

Foto: Blog do Planalto

Sem mandato, sem máquina e com uma gestão abaixo do razoável no currículo João da Costa vai se firmar como líder?

jcE o prefeito João da Costa (PT)?

Por que é apontado como “vitorioso” nesse processo que culminou com o apoio do PT a Geraldo?

Simples: seu projeto de adesão venceu a tese de independência defendida pelo senador Humberto Costa e pelo deputado João Paulo.

Mas não se deve esquecer que o prefeito do Recife deixa o governo com popularidade pífia e imagem de gestor limitado .

Tanto que o próprio PT (nacional) barrou seu plano de concorrer à reeleição este ano.

Ao aproximar-se do PSB, o prefeito pode ser visto com alguma força. No entanto, a realidade aponta para outro quadro.

Muitos dos que se aliaram a ele agora no apoio a futuro govemo de Geraldo Julio não o queriam candidato à reeleição.

Além disso, vale destacar, pontos da sua administração recheiam processos no Tribunal de Contas do Estado.

Resumo da ópera:

Sem mandato, sem máquina, sem respaldo eleitoral (apoio político) e com uma gestão longe do razoável a lhe comprometer o currículo, João da Costa pode não vingar como líder.

Recife em 5º lugar em número de fãs de Lula no Facebook

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A página oficial de Lula no Facebook fez levantamento para conhecer em qual capital o ex-presidente tem mais fãs. Não foram divulgado números absolutos ou percentuais.

Mas o ranking indica, numa avaliação preliminar, que a quantidade de curtidores de Lula varia de acordo com a população das cidades.  Proporcionalmente. Mais moradores, mais fãs.

São Paulo (SP) aparece em primeiro lugar, seguida de Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Brasília (DF) e Recife. Depois, vêm Belo Horizionte (MG), Salvador (BA), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Natal (RN).

Acima, Lula com dona Marisa e o neto Arthur.

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula (Facebook)

Governo Dilma é “medalha de prata” na América Latina

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O governo da presidenta Dilma Rousseff viu a popularidade da administração cair de 86% na gestão do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva para 67% atualmente, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela ONG Latinobarómetro.

Apesar do desempenho, a presidenta conseguiu se manter em segundo lugar no ranking de líderes mais populares da América Latina.

O levantamento, realizado em 19 países da região, foi encomendado ao Ibope pela entidade, que tem sede em Santiago, no Chile.

A aprovação ao governo brasileiro ficou atrás apenas da registrada pelo Chile, onde a popularidade da gestão registrou queda de 27 pontos.

Questionados se o Brasil “governa para o bem do povo”, 52% dos entrevistados deram uma resposta positiva em 2011, contra 68% no ano passado.

Quando questionados sobre “o que falta na democracia”, 48% dos entrevistados de todos os países responderam “reduzir a corrupção”.

No levantamento, o Brasil também foi apontado pelos entrevistados como o país que exerce maior liderança sobre a região deixando os EUA em segundo lugar e a Venezuela em terceiro.

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CNT/Sensus divulga pesquisa sobre gestão Dilma nessa terça

dilmaNessa terça-feira nova pesquisa sobre a popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff sai do forno.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT/Sensus) divulga, às 11h, em sua sede, em Brasília, os resultados do levantamento.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da CNT, a pesquisa apresenta também o que a população acha da capacidade administrativa e habilidade política da presidente Dilma.

Questiona a situação de emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança pública, nos últimos 6 meses, e as expectativas a respeito dos mesmos temas para os próximos 6 meses.

A sondagem, a 111ª Pesquisa CNT/Sensus, revela ainda o comportamento dos brasileiros a respeito das chamadas redes sociais na Internet.

Foram entrevistadas 2 mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 7 e 12 de agosto de 2011.

João da Costa despreocupado com popularidade. Aliados não

caiara

Projeto da recuperação total do Parque do Caiara

Na semana em que petistas anunciaram que agosto é o “limite” para que João da Costa recupere a popularidade,  o prefeito do Recife posicionou-se sobre a questão.

Segundo a repórter Tânia Passos, João da Costa afirmou, nesta sexta-feira, que está preocupado em honrar seus compromissos de gestor e não em melhorar sua popularidade.

A declaração aconteceu na sede da URB, durante assinatura da ordem de serviço para a execução de obras nos parques do Caiara, Santana e Apipucos.

Bom. O prefeito pode não estar incomodado com a aprovação do seu governo. Todavia, seus aliados estão. E muito. (A imagem é do site da Prefeitura do Recife)

Direção do PT contradiz petistas e descarta prazo

pedro eugenioO presidente estadual do PT, deputado federal Pedro Eugênio (foto), informa que o partido não estabeleceu prazo algum para que o prefeito do Recife, João da Costa, consiga elevar sua popularidade.

O posicionamento do presidente contradiz informação divulgada nessa terça-feira pelo Diario e pelo Blog, que aponta agosto como limite para a “recuperação” de João da Costa.

Pré-candidato à reeleição, o prefeito tem enfrentado dificuldades na gestão e amargado índices desfavoráveis no que diz respeito à aprovação.

A informação sobre o “limite’ partiu de petista de alta patente.

A fonte deixou a entender que o partido está preocupado com a possibilidade de o ex-prefeito e deputado federal João Paulo deixar a legenda e filiar-se a outra.

Daí a razão de agosto ser o tal prazo. Em 30 de setembro acaba o prazo para que interessados em disputar as eleições no próximo ano mudem de legenda – só pode concorrer por um determinado partido quem esteja filiado há pelo menos um ano nesse mesmo partido.

O “desencontro” de opiniões entre o presidente do PT e integrantes da sigla releva que há, por parte da direção do partido, a preocupação em demonstrar que publicamente não há pressão alguma sobre João da Costa.

Por outro lado, entende-se que os petistas estão apreensivos. Diante do risco de perder a Prefeitura do Recife, comandada pelo partido há dez anos, anunciam que o prefeito tem prazo, sim, para esboçar reação junto ao eleitorado.

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Lula e a difícil condição de ex

Lula colocou alguns pingos nos is em entrevista concedida à atriz/apresentadora Regina Casé. Na conversa, levada ao ar ontem, na estreia do programa Esquenta, na TV Globo, o ex-presidente explicou porque está tão difícil de se desligar do cargo.

Primeiro, admitiu não ter se preparado para o pós-governo e disse não saber o que vai fazer da vida.

Depois, contou que por muito tempo alimentou o projeto de dirigir o país e que, cumprido o mandato, lhe veio um vazio.

Como qualquer mortal, Lula vive agora a sensação que costuma aparecer após se conquistar algo valoroso, que exigiu dedicação, esforço, suor.

No caso dele, o diagnóstico parece ser uma ´ressaca do poder`, uma orfandade do papel que tanto buscou. Para quem demonstrou gostar tanto do cargo, trata-se de uma reação mais que plausível.

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