Em seu primeiro discurso como presidente da Câmara, Eduardo Alves (PMDB-RN), defendeu a autonomia da Casa perante os outros poderes.
E para enfatizar sua afirmação não fez cerimônia nem mesmo com a presidente Dilma, a quem chama de querida.
Dizendo que embora a presidente tenha sido eleita pelo voto popular, o poder que representa do povo, de fato, é o Legislativo. Sobrou até para o Judiciário.
“Com todo o respeito à minha querida presidenta Dilma, presidenta eleita pelo voto popular; ao seu conjunto de governo, com ministros respeitados e nomeados; e ao Poder Judiciário, repito, ilustre no saber jurídico e em interpretar a Constituição; mas o Poder que representa o povo brasileiro na sua mais sincera legitimidade, quer queiram ou não queiram, é esta Casa. É o Poder Legislativo, é o Parlamento do Brasil.”
De acordo com Alves, “não faltará” respeito na relação com os demais Poderes. “Aos Poderes Judiciário e Executivo, não faltará o nosso respeito, mas tanto um quanto outro não se esqueçam que aqui nesta Casa só tem Parlamentar abençoado pelo voto popular deste imenso Brasil, de nossa pátria”, discursou.
Alves disse que a Casa não vai fugir do debate. “Fazer uma pauta propositiva não é apenas para discutir. Este Parlamento não foi feito para ganhar tempo, não foi feito para empurrar com a barriga nem para enrolar. Este Parlamento foi feito para discutir e votar, debater e decidir”, discursou o potiguar, que está no seu 11º mandato e é deputado federal há 42 anos. Informações e foto da Agência Brasil.









