Em julho do próximo ano, os candidatos escolhidos pelas convenções partidárias começarão a campanha oficial pela Presidência da República. Pedirão voto no período estabelecido por lei.
Daqui até lá, os concorrentes que se colocam contra a presidente Dilma Rousseff continuarão gastando o latim para se mostrar diferenciados e capazes de ir além do que se vê hoje no país.
A presidente, por sua vez, seguirá distribuindo espaços no governo para segurar partidos e empregando caneta para impressionar governadores, prefeitos e eleitores.
Novidade, novidade mesmo talvez tenhamos em setembro (ou começo de outubro, para ser mais exato), quando se encerra o prazo para filiações e troca de partidos de quem deseja concorrer a um cargo eletivo em 2014.
Naquele mês, saberemos, por exemplo, se o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho permanece no PSB ou se filia ao PT e torna-se pré-candidato ao governo de Pernambuco com respaldo do Planalto.
Se isso vier a acontecer, o rompimento entre socialistas e petistas será inevitável, uma vez que Eduardo Campos lançará candidato do PSB à sua sucessão.
O discurso que o governador-presidenciável vem fazendo de que propõe “mudança continuando” não se encaixará à realidade da disputa.
Em setembro também veremos se a Rede, de Marina Silva, conseguirá se tornar de fato um partido, devidamente legalizado.
No mais, a batida será esta: ofensivas nas declarações e pouquíssima decisão.
Vivemos dias de ensaio para um espetáculo teatral que só começará a ser encenado de outubro em diante. Desce o pano!







