Crônica sobre um problema crônico: ações midiáticas X prevenção

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Resumo da ópera da cidade alagada que, novamente, fica sem prefeito. Análise enxuta feita por Marisa Gibson na coluna Diario Político deste sábado.

O caos se repete

Não é a primeira vez, nem será a última que uma chuva pesada deixa o Recife sem condições para nada a não ser para lamentar os transtornos de uma cidade mergulhada no caos, provocado pela falta de providências por parte do poder público.

Os 32 pontos de alagamentos que Geraldo Julio (PSB) prometeu solucionar durante a campanha, estão aí. Firmes.

É certo que quatro meses e meio de governo é pouco tempo para se corrigir tanto, mas é certo também que só pedalando em ciclovias não se chega lá.

Este é apenas um exemplo da parte frágil da administração do PSB na Prefeitura do Recife.

O prefeito tem se notabilizado por ações midiáticas e de fácil execução, deixando o pesado para depois enquanto planeja e estabelece objetivos e metas dentro do modelo socialista de gestão.

Num dia como o de ontem, em que o cidadão fica entregue à sorte, ninguém perdoa ninguém por mais que as chuvas (previstas pela meteorologia ) tenham sido mais intensas do que as de costume em épocas de inverno.

O humor cáustico surge nas redes sociais – montagens do prefeito Geraldo Julio pedalando em águas lamacentas ou pegando jacaré nas ruas da cidade – enquanto o cidadão contribuinte sente na pele o desperdício do imposto que paga para ter a cidade em ordem, tanto em dias de sol como em dias de chuva.

E, por enquanto, não há nem uma coisa nem outra. Aliás, o Recife de hoje continua o mesmo de abril de 2011, quando uma chuva tão forte quanto a de ontem acendeu uma luz vermelha para a gestão de João da Costa (PT) que, por infelicidade, estava de férias em Madri.

Ontem (sexta,17), Geraldo Julio estava no Rio de Janeiro, num compromisso administrativo não divulgado na agenda.

Embora os motivos tenham sido diferentes, a consequência foi a mesma. A cidade sentiu a ausência do prefeito em mais um dia de cão.

Com Lóssio no páreo, PMDB-PE não pode apoiar candidato de Eduardo ao governo. E como fica Jarbas?

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Com a decisão do PMDB nacional de lançar candidato próprio ao governo de Pernambuco em 2014 – Júlio Lóssio é o nome mais cotado -, surge a questão:

Os peemedebistas de PE, todos sob o guarda-chuva do governo de Eduardo Campos (PSB), vão apoiar o peemedebista?

A pergunta aparece porque o governador certamente lançará alguém da sua confiança e espera que o PMDB esteja na aliança.

Além disso, o socialista deverá ser candidato a presidente da República e também conta com o respaldo peemedebita no plano estadual.

Acontece que com a possível candidatura de Lóssio, o PMDB estadual se vincula ao palanque de reeleição de Dilma Rousseff o que inviabilizará aliança formal entre PSB e PMDB em Pernambuco.

Para arrematar, tal situação dificulta a candidatura à reeleição do senador Jarbas Vasconcelos (PMDBP, que espera o apoio de Eduardo para sua empreitada.

Há que se destacar que, enquanto todo o PMDB é dissidente da orientação nacional do partido, Lóssio se mantém afinado com a cúpula do partido.

É também opositor do governador. Ele derrotou por duas vezes o candidato do PSB em Petrolina.

Voz dissonante no PMDB-PE, Lóssio reitera oposição a Eduardo e alimenta possibilidade de disputar governo

Prefeito é próximo de Michel Temer - foto: PMDB

Prefeito é próximo de Michel Temer – foto: PMDB

Júlio Lóssio, prefeito de Petrolina, talvez seja o único peemedebista do estado a fazer oposição e a não apoiar a pré-candidatura do governador Eduardo Campos ao Planalto.

O PMDB, que nacionalmente respalda à reeleição da presidente Dilma Rousseff, reúne nesta terça em Brasília a cúpula pernambucana do partido para tratar de 2014.

Lóssio irá. Ele, que estaria sendo preparado pela legenda para disputar o governo estadual, não confirma nem descarta a possibilidade.

E avisa que, embora admire o senador Jarbas Vasconcelos, o seu caminho não tem que ser, necessariamente, o mesmo do ex-governador.

Veja o que ele falou à coluna Diario Político desta terça-feira, no Diario de Pernambuco:

O que se comenta é que a reunião do PMDB tratará da sucessão de 2014, da possibilidade de o seu nome ser lançado pelo partido ao governo do estado…

Agora penso que o presidente (do PMDB) Valdir Raupp (senador, RO) busca pacificar o partido nacionalmente. Só após isto, teremos uma definição do quadro. Quem tem tempo não tem pressa (risos).

Se o senhor for convocado pelo partido, concorda em se candidatar?

O partido é importante, contudo, uma candidatura depende de outros ingredientes.

Como ficaria a situação de Jarbas, que já declarou apoio a Eduardo Campos?

Já conversei com o senador acerca. Respeito sua posição e admiro muito sua história. Contudo, tenho um caminho a seguir que necessariamente não tem que ser o mesmo do senador em todos os momentos. Mas sei que temos muitas convergências.

Como avalia o suposto interesse do PMDB em ter o ministro Fernando Bezerra Coelho como candidato ao governo?

Até onde sei, o ministro FBC tem declarado fidelidade e lealdade ao seu partido. Sendo um dos fortes nomes para suceder Eduardo Campos e me parece que, dentro do PSB, é o mais forte.

Festival de Jericos de Panelas cancelado por causa da seca

Credito: Oberdan Andrade/Divulgacao - 2009

Credito: Oberdan Andrade/Divulgação – 2009

Os efeitos da estiagem prolongada no Semiárido têm levado prefeituras a cancelar eventos que, embora gerem algum ganho para o município, também representam gastos.

No carnaval deste ano, algumas cidades ficaram sem programação. Agora, uma festa já incluída no calendário de eventos pitorescos do Nordeste e do país é inviabilizada.

Pela primeira vez desde sua criação  em (1973), o Festival Nacional de Jericos de Panelas, que ocorre sempre no dia 1º de maio, não será realizado este ano.

De acordo com texto da assessoria da Prefeitura de Panelas, o agravamento da seca, a maior dos últimos 100 anos, obrigou o gestor a cancelar o evento.

Segundo a assessoria, o prefeito Sérgio Miranda reforça que a cidade está em colapso total, sem abastecimento de água desde fevereiro, quando foram realizadas audiências com as presenças do Ministério Público, representantes da Compesa e Prefeitura Municipal.

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Betinho Gomes é prefeito. Pelo menos no Foursquare

instagram

Instagram/reprodução

Pelo menos no Foursquare, o deputado estadual Betinho Gomes (PSDB) conseguiu ser prefeito.

Candidato a prefeito do Cabo de Santo Agostinho nas últimas eleições, ele não obteve êxito. Segue exercendo o segundo mandato na Assembleia.

No aplicativo, como se pode ver na imagem postada no Instagram, ele recebeu o título de “prefeito”. “Pelo menos aqui”, ele comentou, com bom humor, ao se referir à mensagem.

Para se tornar “prefeito” do foursquare não é preciso votos. Basta acumular muitos “check in” num determinado lugar – uma estratégia para manter o usuário no programa.

Geraldo repagina gabinete que agora tem até esteira ergométrica

Crédito: Aline Moura/Diario

Crédito: Aline Moura/Diario

Chegando aos badalados (mas sem importância) 100 dias de gestão, fica-se sabendo que o prefeito Geraldo Julio (PSB), como previsível, deu uma cara pessoal ao gabinete.

Até esteira ergométrica foi instalada no local para que o gestor possa aproveitar intervalos entre compromissos para se exercitar.

A carga de atividades é alta. Nesta terça-feira, por exemplo, ele deixou a prefeitura quinze minutos depois da meia-noite.

Os móveis, novinhos em folha, estão colocados em outra disposição.

A mesa de reunião, que nos anos do PT era paralela à janela, agora é perpendicular.

A posição, que seguia orientações de astros, números e todo o esoterismo do ex-prefeito João Paulo, foi mantida por João da Costa.

Os quadros foram trocados e o revestimento das portas também. As paredes claras contrastam com sofás e mesa escuras.

Com informações de Aline Moura, do Diario.

Yves Ribeiro recomeça: vira palestrante após 32 anos de mandatos

Foto: Júlio Jacobina - Diario

Foto: Júlio Jacobina – Diario

Yves Ribeiro (PSB) recebeu o aviso de aposentadoria na última quarta-feira. Após contribuir 39 anos como autônomo, o INSS lhe assegurou o direito de receber, retirados os descontos, R$ 3.370.

O baixo valor lhe impressionou, mas as queixas sumiram rapidamente. O homem que soma 26 anos de mandato como prefeito, dos quais 20 consecutivamente, olha para a frente. Pendurar as chuteiras, nem pensar. Aposentadoria só no papel.

Já convocado pelo governador Eduardo Campos (PSB), prepara-se para disputar cadeira de deputado federal. Enquanto 2014 não vem, dedica-se a proferir palestras para prefeitos. Foi contratado como consultor pelo Sebrae do Maranhão. Aos 64 anos, de certo modo, recomeça.

Desde fevereiro, percorreu cerca de dez cidades apresentando seu know-how de gestor que, do ponto de vista do Sebrae, teve seu ápice em Paulista, onde ele recebeu o prêmio Prefeito Empreendendor concedido pela entidade.

“Já falei para mais de 70 prefeitos de diversas regiões do Maranhão. Levo minha experiência. Falo dos requisitos básicos para ser um bom gestor. É preciso ser humilde, trabalhador e honesto e agir com transparência. Ter em mente que vai mexer com o dinheiro do povo”, ensina.

Por cada palestra, recebe R$ 2 mil. Em cada uma, exibe um vídeo de nove minutos que resume os 32 anos de vida pública (seis como vereador). A trajetória rica, de resistência e êxito, ele relembra como passagens de uma história que continua. Diz que em janeiro achou estranho não dar expediente após tantos anos.

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Organizações agem contra extinção da Secretaria da Mulher do Cabo

imagem do site do CMC

Imagem retirada do site do CMC

A possibilidade de extinção da Secretaria Executiva da Mulher no município do Cabo de Santo Agostinho está preocupando e muito as organizações sociais do município.

Tanto que nesta sexta-feira, uma comissão formada por diversos segmentos do Movimento de Mulheres do Cabo de Santo Agostinho irá ao gabinete do prefeito Vado da Farmácia (PSB), às 8h30, ouvir explicações.

Querem esclarecer comentários que se referem ao encerramento das atividades da pasta.

A notícia foi divulgada na última terça-feira em segundo a assessoria do Centro das Mulheres do Cabo, tem gerado a preocupação.

“Queremos um esclarecimento sobre o porquê da extinção da Secretaria da Mulher, que será um retrocesso na história do movimento de mulheres e para as cabenses. Vamos exigir a permanência desse órgão que é tão importante para o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres”, diz a coordenadora geral do Centro, Nivete Azevedo.

Se confirmada a extinção da secretaria, as feministas avisam que procurarão instâncias maiores.

“Estamos dispostas a procurar a Secretaria Estadual da Mulher, Cristina Buarque a Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, ou até mesmo a presidenta Dilma Rousseff, uma vez que as políticas para mulheres devem ser implementada de forma articulada entre as esferas”, destaca Nivete Azevedo.

O CMC foi março de 1984, como resultado de um trabalho de mobilização por direitos e melhores condições de vida.

A ação do CMC contribuiu para  interiorizar o movimento de mulheres feministas em Pernambuco, além de ter ampliado e fortalecido as organizações autônomas de mulheres.

O Centro tem compromisso com a promoção e defesa dos direitos humanos das mulheres.

Nesse sentido mobiliza e articula as mulheres por  políticas públicas que garantam a autonomia, econômica e política da população feminina. Veja AQUI mais sobre o CMC.

Com informações do Centro das Mulheres do Cabo.

Nem para elogiar Eduardo, Geraldo consegue ser incisivo

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Nem para elogiar Eduardo Campos, seu padrinho político e pré-candidato ao Palácio do Planalto, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), consegue ser afirmativo.

Adepto de respostas generalizantes e, em muitos casos, aparentemente estudadas, o prefeito ainda não alcançou a espontaneidade (de pensamento) que geralmente se espera um homem público.

Mesmo para falar sobre a desenvoltura de Eduardo, líder maior da sigla, cujo projeto de candidatar-se à Presidência da República vem sendo propagado por grande parte dos socialistas, Geraldo ainda não esboça uma opinião particular.

Aliás, a pergunta dirigida a ele sobre o governador se referia à avaliação do vice-presidente nacional do PSB, Sérgio Amaral, para quem Eduardo é a liderança mais preparada do país.

A ser questionado se concordava com o que pensa Amaral, saiu com essa:

“Os partidos têm direito de ter pessoas preparadas. Eu considero (Eduardo) uma grande liderança nacional, com conhecimento técnico, um grande quadro político que vem fazendo história em nosso estado”, disse em entrevista à Rádio Folha nesta sexta.

Se diante de um tema fácil como este (Eduardo é quase unanimidade entre socialistas) Geraldo continua pouco afirmativo, devemos estar longe de alguma declaração incisiva do socialista.

LEIA MAIS sobre a entrevista de Geraldo em matéria do Diario.

Eduardo no alvo: Dilma corta recursos e Lula manda avisar que PT não fica de joelhos

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Sem assumir a candidatura, mas já encarado como tal pelo país afora, Eduardo Campos virou pauta de primeira hora quando o assunto é a corrida presidencial.

Está em notas, matérias e análises que recheiam jornais e povoam as redes sociais.

Neste fim de semana, sobraram mostras de que sua presença está sedimentada de modo irreversível no jogo de 2014.

Um dos textos que tem o governador como “gancho”, aponta queda no repasse de recursos federais para Pernambuco, indicando possível retaliação da presidente Dilma Rousseff  ao projeto presidencial do socialista.

Por sua vez, o prefeito de São Bernardo (SP), Luiz Marinho, homem dos mais próximos do ex-presidente Lula, afirma, em entrevista, que “ninguém vai ficar de joelhos para ele (Eduardo) não ser candidato”.

E adverte: “a possibilidade de (ele) eventualmente liderar o nosso projeto mais à frente se finda aí” – como se o socialista tivesse a vã esperança de algum dia receber aval do PT para ser o cabeça do processo sucessório de 2018.

Pois bem. Resumamos da ópera: a tesoura da União (leia-se de Dilma) já está sendo usada eleitoralmente contra Pernambuco e Eduardo.

Ao mesmo tempo, o PT (leia-se Lula) reforça a “penalização” ao estado mandando dizer que lavou as mãos.

O que se questiona a partir desse quadro é o seguinte: até quando Eduardo vai ostentar o figurino de adversário sob o manto de aliado?

Está óbvio que ele não quer o confronto direto com a presidente e muito menos com Lula.

Mas o PT, Dilma e o ex-presidente dão sinais de que cansaram desse jogo de morde a assopra.

Parece que acordaram e não estão mais dispostos a dormir com o inimigo.

Leia abaixo a entrevista de Luiz Marinho (do Estadão) e a matéria que trata do corte no repasse de recursos federais a Pernambuco (Ag. Estado), ambas publicadas neste domingo, 10 de março.

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