Herança da gastança explica os parcos R$ 545

 

Além do mínimo (coluna Diario Político – Marisa Gibson)

545A votação do salário mínimo fez a presidente Dilma Rousseff deixar de lado o diálogo com a base aliada e partir para a ameaça política, tendo como trunfo cargos de segundo e terceiro escalões.

Tudo por justas razões: equilíbrio das contas do governo, combate à inflação e controle da economia.

Agora, se sobraram discussões e ataques entre oposicionistas e governos sobre os valores propostos para o mínimo, faltaram uma explicação oficial, além de uma análise mais profunda por parte da oposição sobre os motivos pelos quais as contas do governo não suportariam um reajuste maior para o mínimo e também pelo corte de R$ 50 bilhões no Orçamento.

O desequilíbrio fiscal que Dilma encara neste início de governo não surgiu do nada: é fruto dos gastos irresponsáveis feitos pelo ex-presidente Lula em 2009 e 2010 para eleger Dilma.

Isso nenhum aliado admite, nem mesmo os que alertaram para o aumento dos gastos públicos ao longo do governo Lula.

Agora veio a fatura e quem está pagando a conta inicial são os que dependem de um salário mínimo para sobreviver.

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Pimenta nos olhos dos outros… PSOL quer mínimo de R$ 700

pimentaO PSOL defende R$ 700 como novo valor do salário mínimo.

Em nota divulgada por email, o partido se diz o único a defender um aumento significativo,  em respeito à Constituição Federal.

Informa ainda que fará mobilizações em São Paulo e Brasília esta semana em defesa de dignidade na remuneração dos trabalhadores.

Hoje à tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega informou que o governo não tem condições, do ponto de vista fiscal, de elevar acima de R$ 545.

Se o mínimo chegasse a R$ 600, disse ele, haveria um impacto de R$ 16,5 bilhões no Orçamento de 2011. “Temos uma limitação de ordem orçamentária”, disse o ministro.

Ao mesmo tempo os próprios governistas acreditam que o Planalto fixou esses R$ 545 para início de conversa. Há previsão de que a corda poderá ser esticada até R$ 555.

Governo monta esquema para garantir mínimo de R$ 545

salario minimoA um dia da votação da proposta que reajusta o salário mínimo, o governo reagiu ao aumento das pressões e se lançou em uma campanha de última hora para conter as dissidências dentro e fora da base.

Preocupado com o risco de a traição ao projeto do Planalto ser maior do que se espera, o governo voltou a endurecer o discurso em relação aos partidos aliados e reforçou a tese de que não aceitará divergências à proposta de elevar o mínimo para R$ 545.

Como parte da estratégia, o Planalto enviou emissários ao Congresso nesta terça-feira, para discutir o assunto com as bancadas dos principais partidos.

O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e o secretário da Fazenda, Nelson Barbosa, por exemplo, foram recrutados para um encontro com líderes do DEM.

Foram orientados a mostrar o impacto que a aprovação de um mínimo de R$ 560 – defendido pela legenda oposicionista – teria nas contas públicas.

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Mínimo é mesmo R$ 545 e ninguém tasca, diz governo

minimoGovernistas fecharam questão na Câmara e no Senado. O salário mínimo será de R$ 545 e ninguém tasca. É inegociável.

O líder no Senado Romero Jucá (PMDB-RR) disse que não existe condição de tentar um acordo a fim de ampliar o valor para R$ 560.

A matéria deve ser votada, na Câmara, na quarta-feira. “O salário mínimo é o resultado de um acerto feito entre o governo e as centrais. Vai continuar dessa forma.”

Jucá evitou comentar qualquer postura do Senado, caso a Câmara altere o valor proposto no projeto de lei, na quarta-feira.

Ele afirmou, apenas, que confia “na responsabilidade da base na Câmara” e no que foi pactuado com o Executivo.

A previsão é votar a matéria, no Senado, em duas semanas, acrescentou o parlamentar.

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Dilma e os R$ 545: ame-os ou deixe-os

dilmaDaqui a uma semana a presidenta Dilma Rousseff (PT) terá noção da fidelidade dos partidos que integram a base de apoio à sua gestão.

Na próxima quarta-feira, a Câmara dos Deputados vota o reajuste do salário mínimo. E, a partir dos números apontados no placar, a petista verá quem, de fato, está alinhado ao governo.

O que se comenta em Brasília é que a presidenta já teria dito que os que votarem contra a proposta de R$ 545 estarão se declarando, automaticamente, contrários ao Palácio do Planalto.

De qualquer modo, hoje o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que o governo e oposição selaram um acordo sobre a votação.

Segundo ele, o assunto será votado sem qualquer tipo de obstrução no dia 16, independentemente de as centrais sindicais apoiarem a proposta.

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Dilma enfrenta centrais sindicais: “mínimo é de R$ 545″

moedasA mulher não contemporizou e falou grosso para defender o valor que entende como possível para o salário mínimo.

Num recado direto às centrais sindicais, a  presidenta Dilma Rousseff endureceu. 

Avisou que não mexerá mais no valor proposto para o salário mínimo, de R$ 545.

“No passado não se dava sequer a inflação”, criticou Dilma, em evento com governadores no Rio Grande do Sul.

“O que queremos saber é se as centrais querem manter este acordo. E se quiserem, nossa propostas está coloocada” .

Dilma criticou negociação paralela da correção da tabela imposto de renda. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra.” (com informações do iG)