Além do mínimo (coluna Diario Político – Marisa Gibson)
A votação do salário mínimo fez a presidente Dilma Rousseff deixar de lado o diálogo com a base aliada e partir para a ameaça política, tendo como trunfo cargos de segundo e terceiro escalões.
Tudo por justas razões: equilíbrio das contas do governo, combate à inflação e controle da economia.
Agora, se sobraram discussões e ataques entre oposicionistas e governos sobre os valores propostos para o mínimo, faltaram uma explicação oficial, além de uma análise mais profunda por parte da oposição sobre os motivos pelos quais as contas do governo não suportariam um reajuste maior para o mínimo e também pelo corte de R$ 50 bilhões no Orçamento.
O desequilíbrio fiscal que Dilma encara neste início de governo não surgiu do nada: é fruto dos gastos irresponsáveis feitos pelo ex-presidente Lula em 2009 e 2010 para eleger Dilma.
Isso nenhum aliado admite, nem mesmo os que alertaram para o aumento dos gastos públicos ao longo do governo Lula.
Agora veio a fatura e quem está pagando a conta inicial são os que dependem de um salário mínimo para sobreviver.





