PSD estará com candidato de Eduardo em PE, mas deve apoiar reeleição de Dilma

A chegada de Afif Domingos ao ministério de Dilma Rousseff não altera a posição do PSD pernambucano.

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O partido segue na base de Eduardo Campos e deve votar no candidato do socialista ao governo.

Porém, em nível nacional, pode apoiar Dilma Rousseff, caso a maioria decida em favor da petista.

Nesta quinta, segundo o presidente estadual, André de Paula, mais três estados (RS, AL e RJ) anunciam aval à presidente. No total já são 12.

O PSD, na verdade, está mais concentrado em costurar alianças para crescer.

Quer passar de 52 para 80 deputados federais e ganhar mais 4 senadores, além dos 2 atuais.

Raul Henry diz que reeleição de Jarbas é prioridade no PMDB-PE

Nando Chiappetta/DP/D.A Press.

Raul (D) com Raupp e MIchel Temer – foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press.

O PMDB pernambucano tem uma prioridade: a reeleição do senador Jarbas Vasconcelos.

Ainda que o assunto não tenha sido tema central da reunião da direção nacional do partido com a executiva estadual, nessa terça em Brasília, a questão está posta.

A possibilidade de ter candidato próprio em Pernambuco apareceu como o item 1 da pauta, mas, não é assunto para ser decidido agora. Deve ser aprofundado em 2014.

As informações são do secretário geral do PMDB de Pernambuco, deputado federal Raul Henry.

“Jarbas, pela importância e liderança que exerce e pela seriedade com que vem honrando o seu mandato, deve ser reeleito”, frisa.

A disposição de lançar alguém para concorrer ao governo do estado colocou em evidência o nome do prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, que já vinha sendo citado para tal missão.

Mas, segundo o deputado, na reunião em Brasília, Lóssio, elegantemente, falou que seu nome só deveria ser ventilado caso Jarbas e o ele próprio (Raul) não figurassem em chapas majoritárias.

“Ele disse que se Jarbas estivesse na chapa, se sentiria contemplado. E que se eu estivesse na chapa também estaria contemplado”.

Raul afirmou ainda que o encontro não teve clima de enquadramento ou de pressão da nacional sobre a executiva de Pernambuco.

Pelo seu entendimento, o partido seguirá apoiando a candidatura de Eduardo Campos ao Planalto, ao mesmo tempo em que Lóssio continuará a defender a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Lossio só não estará com o PMDB, segundo ele mesmo declarou, se o ministro Fernando Bezerra Coelho (da Integração Nacional) entrar no partido”.

Aqui vale lembrar que a verticalização acabou em 2006. A aliança nacional entre PMDB e PT não necessariamente deve ser replicada nos estados.

O que quer dizer que em Pernambuco peemedebistas e socialistas podem de aliar tranquilamente.

“Na reunião não houve e não haverá esse embate entre o PMDFB de Jarbas e o PMDB de Julio Lóssio”, arrematou o deputado.

PSD se diz independente, mas Dilma nomeia Afif ministro

psd.org.br

psd.org.br

Ainda que o PSD de Gilberto Kassab já tenha afirmado que não tem compromisso antecipado com a reeleição de Dilma Rousseff, a presidente tratou de investir para tentar assegurar o apoio em 2014.

Nesta segunda-feira, ela anunciou que o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), será o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

A nomeação ocorre quase 40 dias após a criação do ministério, o 39º do governo. A posse está marcada para a próxima quinta-feira, às 10h. As informações são do G1.

A assessoria de Afif informou que, mesmo como ministro, ele se manterá na função de vice-governador, mas renunciará à presidência do Conselho Gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas de São Paulo.

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Julio Lossio afinado com PT: construção do palanque de Dilma começa no Sertão

PMDB-divulgação

PMDB-divulgação

Enquanto em nível estadual parte do PMDB pernambucano fechou com Eduardo Campos e já faz campanha a favor do projeto presidencial do socialista, um braço do partido instalado com êxito no Sertão do São Francisco vai se afinando aos planos da reeleição da presidente Dilma Rousseff. O prefeito de Petrolina,

Julio Lóssio, está construindo o que ele chama de “aproximação natural” com PT local a partir do estreitamento das relações com os deputados estaduais Odacy Amorim e Isabel Cristina.

Ambos são simpáticos à reprodução, no município, da aliança nacional.

O senador Humberto Costa, que ainda em novembro de 2012 estimulara Lóssio a concorrer ao governo em 2014, fazendo contraponto a Eduardo Campos (PSB), esteve com o prefeito na última segunda-feira.

Humberto sabe que, com a confirmação de Michel Temer como vice na chapa de Dilma e com o avanço socialista rumo à candidatura ao Planalto, Lóssio tem tudo para subir no palanque da presidente.

O prefeito peemedebista é dos poucos a fazer contraponto a Eduardo em Pernambuco. É o responsável por derrotar o PSB por duas vezes consecutivas em Petrolina.

Dilma diz não estar em campanha. Tarde demais. Ela é candidata

Presidência da República

Presidência da República

Mesmo com o nome lançado à reeleição pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há cerca de dois meses, a presidente Dilma Rousseff decidiu dá um tempo no vestido vermelho da campanha.

Nesta terça disse que não começou a pedir votos porque é “impossível” comandar o país e disputar antecipadamente as eleições ao mesmo tempo.

“Eu não estou em campanha. Sabe por que eu não estou em campanha? Porque eu tenho a obrigação, durante 24 horas por dia, de dirigir o Brasil. E quero dizer o seguinte: é impossível, impossível, qualquer desvio dessa rota. Talvez a única pessoa com interesse nenhum em discutir o processo eleitoral na metade do seu governo seja eu.”

Bom, Dilma tem todo o direito de afirmar que não está em campanha, que prioriza os afazeres presidencias, isso e aquilo outro.

Aliás, ela tem a obrigação de declarar e se portar apenas como presidente.

Todavia, vale destacar, é impossível dissociar as atribuições do mandato à pré-campanha já deflagrada por Lula.

As agendas, as declarações e, principalmente as articulações são sempre contaminadas pela disputa de 2014.

Ainda que o ex-presidente não tivesse feito o que fez, a associação é consequência natural de um sistema eleitoral que possibilita que se concorra à reeleição exercendo o cargo, de caneta na mão.

Com informações da Folha de S. Paulo.

Eduardo aponta casuísmo em manobra para limitar sigla de Marina

PSB Nacional/Facebook

PSB Nacional/Facebook

O governador Eduardo Campos entrou em mais um embate com o governo Dilma.

Agora partiu para ataque sobre os limites que um projeto que quer imprimir restrições aos novos partidos.

O texto que, será votado em regime de urgência (a pressa foi aprovada nesta terça) é considerado uma manobra patrocinada pelo PT e PMDB em benefício da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

Pelo projeto, as legendas criadas de agora em diante ficam sem direito ao fundo parditário  e tempo gratuito de TV. Ou seja, nascerão sem chances de sobreviver.

A armação alveja diretamente a legenda Rede, que está em processo de formação sob o comando da ex-senadora Marina Silva (ex-PT e ex-PV).

Marina é pré-candidata a presidente e assim como Eduardo tende a concorrer na mesma faixa do eleitorado de Dilma.

Assim sendo, o governo acionou sua tropa no Congresso para inflar a emenda e inviabilizar Marina.

Sem a ex-senadora no páreo, candidaturas de confronto ao Palácio do Planalto, caso da de Eduardo, enfraquecem também.

Na realidade, quanto mais nomes entrar na corrida presidencial, mais o eleitorado se dividirá e maiores serão as chances de o segundo turno ocorrer.

É por exatamente querer encerrar a fatrura no primeiro turno que o governo federal quer abortar os novos partidos.

A mesma proibição pode valer para o partido nascido da fusão do PPS com PMN, que deve reforçar o palanque de Eduardo. Com a tramitação convenientemente acelerada, o processo será votado nesta quarta-feira.

Nesta terça em Brasília o governador chamou de “casuísmo” e “agressão” a manobra do PT e PMDB para acelerar a tramitação do projeto de lei que restringe o surgimento de novas siglas.

“O PSB vai se posicionar contrariamente à inibição de novos partidos. Acho que foi dada a possibilidade, há tempos atrás, que surgisse um novo partido, que foi o PSD. Se querem limitar o crescimento com direito a tempo de televisão e a fundo partidário nesse momento, que o faça para a próxima legislatura. Mas agora seria um casuísmo, uma agressão”, alertou o governador.

“Não sei por que não deixarem que outros segmentos se organizem e façam o debate desse país”, disse em matéria do Diario. Veja AQUI.

O Blog tratou da questão na último sábado. Relembre abaixo:

Cerceado, partido de Marina Silva, a Rede, começa a reagir

Planalto 2014: pelo menos até setembro só teremos ensaio

imagem: vereadorcafezinho.blogspot.com

imagem: vereadorcafezinho.blogspot.com

Em julho do próximo ano, os candidatos escolhidos pelas convenções partidárias começarão a campanha oficial pela Presidência da República. Pedirão voto no período estabelecido por lei.

Daqui até lá, os concorrentes que se colocam contra a presidente Dilma Rousseff continuarão gastando o latim para se mostrar diferenciados e capazes de ir além do que se vê hoje no país.

A presidente, por sua vez, seguirá distribuindo espaços no governo para segurar partidos e empregando caneta para impressionar governadores, prefeitos e eleitores.

Novidade, novidade mesmo talvez tenhamos em setembro (ou começo de outubro, para ser mais exato), quando se encerra o prazo para filiações e troca de partidos de quem deseja concorrer a um cargo eletivo em 2014.

Naquele mês, saberemos, por exemplo, se o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho permanece no PSB ou se filia ao PT e torna-se pré-candidato ao governo de Pernambuco com respaldo do Planalto.

Se isso vier a acontecer, o rompimento entre socialistas e petistas será inevitável, uma vez que Eduardo Campos lançará candidato do PSB à sua sucessão.

O discurso que o governador-presidenciável vem fazendo de que propõe “mudança continuando” não se encaixará à realidade da disputa.

Em setembro também veremos se a Rede, de Marina Silva, conseguirá se tornar de fato um partido, devidamente legalizado.

No mais, a batida será esta: ofensivas nas declarações e pouquíssima decisão.

Vivemos dias de ensaio para um espetáculo teatral que só começará a ser encenado de outubro em diante. Desce o pano!

Dilma fecha com PR: o baiano César Borges vai para Transportes

www12.senado.gov.br

www12.senado.gov.br

Um dia antes de voltar ao Nordeste para mais uma agenda – a sétima em três meses – Dilma Rousseff afaga novamente a região.

Escolheu o ex-governador baiano César Borges para o Ministério dos Transportes.

Nesta terça-feira a presidente estará em Fortaleza (CE) para reunião com os governadores da região tendo a seca como pauta.

A informação sobre a escolha de Borges partiu da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República na noite desta segunda-feira.

O baiano substitui o atual ministro Paulo Sérgio Passos. A pasta segue no PR. Com isso Dilma amarra o partido ao palanque da sua reeleição em 2014. Ganha apoio e tempo de TV.

César Borges, 64 anos, deixa a vice-presidência do Banco do Brasil, cargo que ocupa desde maio do ano passado.

Em nota, a presidente Dilma Rousseff agradeceu Paulo Sérgio Passos e desejou boa sorte ao futuro ministro.

“A presidente Dilma Rousseff agradeceu a dedicação, o empenho e o espírito público de Paulo Sérgio Passos em todas as missões que lhe foram confiadas.

A presidente também desejou boa sorte a César Borges, manifestando confiança de que, à frente do Ministério dos Transportes, ele dará continuidade aos projetos essenciais ao desenvolvimento do país com a mesma eficiência que demonstrou no Banco do Brasil.

Com informações da Época e Agência Brasil

Perguntinha minha:

Como ficará o PR de Pernambuco em 2014 se Eduardo Campos confirmar sua candidatura presidencial?

O deputado federal Inocêncio Oliveira, eduardista com discurso pronto na ponta da língua, apoiará Dilma ou o governador socialista?

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Lula admite que pode voltar a disputar a presidência em 2018

Foto: Instituto Lula

Foto: Instituto Lula

Para quem achava que ele tinha planos de voltar a concorrer à Presidência da República em 2014, Lula surpreende mais uma vez.

O líder maior do PT não descarta brigar novamente pelo cargo. Mas só em 2018, depois de um eventual segundo governo de Dilma Rousseff.

A informação está na entrevista que Lula concedeu ao jornal Valor Econômico, publicada na edição desta quarta-feira.

O ex-presidente diz ter receio de falar sobre o tema, mas que só as circunstâncias políticas podem sinalizar seu retorno em eleições.

“Estarei com 72 anos. Está na hora de ficar quieto, contando experiência. Mas meu medo é falar isso e ler na manchete”, disse.

“Não sei das circunstâncias políticas. Vai saber o que vai acontecer nesse país, vai que de repente eles precisam de um velhinho para fazer as coisas. Não é da minha vontade. Acho que já dei minha contribuição. Mas em política a gente não descarta nada ”, completou.

Na entrevista, ele afirmou que Dilma pode sair vencedora já no primeiro turno e que jamais pediria para que Eduardo Campos não se candidatasse.

“Não faz parte da minha índole pedir para as pessoas não se candidatarem porque pediram muito para eu não ser. Se eu não fosse candidato eu não teria ganho”, salientou.

“Precisei perder três eleições para virar presidente. Eu não pedirei para não ser candidato nem para ele nem para ninguém”, arrematou.

Lula também não se furtou a opinar sobre a oposição. Disse achar grave, em tom de ironoa, o fato de os tucanos estarem sem liderança.

“Acho que Serra se desgastou. Poderia não ter sido candidato em 2012. Eu avisei: não seja candidato a prefeito que não vai dar certo. Poderia estar preservado para mais uma”, frisou.

“Mas Serra quer ser candidato a tudo, até síndico do prédio acho que ele está concorrendo agora. E o Aécio não tem a performance que as pessoas esperavam dele”, concluiu.

Mas além de tudo isso, Lula revelou que está com vontade de cair em campo para ajudar a reeleição de Dilma.

“Eu quero palanque”, disse acrescentando que para pedir votos para a presidente virá a Pernambuco e irá a outros estados.

“Vou lá, vou em Garanhuns, vou no Rio, São Paulo, na Paraíba, em Roraima…”

Comentário meu:

No que diz respeito à declaração de Lula de admitir voltar a disputar o Planalto, é bom que se diga que é apenas uma possibilidade.

Como ele mesmo salienta, tudo está na dependência das circunstâncias políticas.

No entanto, Lula não dá ponto sem nó. A fazer tal afirmação, parece provocar Eduardo, cuja movimentação de agora é entendida por muitos como investimento para a sucessão presidencial de 2018.

Ou seja, ciente das dificuldades que terá para viabilizar seu nome em 2014, o socialista estaria apenas preparando o terreno para um voo mais sólido daqui a cinco anos.

Pois o ex-presidente poderia estar avisando a Eduardo que ele está mesmo disposto a entrar no jogo de 2018 terá de enfrentá-lo.

Leia mais sobre o que disse Lula AQUI  e AQUI.

Lula festeja aliança com comunistas, que estão com Eduardo em PE

Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula

Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula

No mesmo dia em que Dilma Rousseff e Eduardo Campos enalteceram Lula sob o calor de Serra Talhada, o ex-presidente fazia política em São Paulo.

Foi ao aniversário de 91 anos do PC do B, onde comemorou uma aliança antiga definida por ele como companheirismo.

A atitude, avaliada a partir de Pernambuco, chama atenção porque, ao mesmo tempo em que estão no palanque de reeleição da presidente Dilma, os comunistas são aliados do governador Eduardo Campos, pré-candidato ao Planalto.

Isso significa dizer que vem saia justa por aí. Afinal, como se posicionará o PC do B?

Em Pernambuco, há comunista em secretarias estaduais e na Prefeiutura do Recife. Aliás, o vice-prefeito da capital, Luciano Siqueira, é do PC do B.

O prefeito da vizinha Olinda, Renildo Calheiros, teve o governador Eduardo Campos como principal cabo eleitoral da sua reeleição.

Enquanto isso, se vê que nacionalmente a situação está definida. Ao discursar no aniversário do PC do B, Lula destacou que “não foram poucas as lutas que o partido promoveu ou apoiou” e que elas resultaram em avanços importantes para o país.

Ele salientou ainda a confluência de objetivos entre o ele e o PCdoB: “não temos apenas interesses em comum – temos os mesmos compromissos de vida”.

Com informações do Instituto Lula.