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O PSB apoiou a candidatura de Fernando Haddad (PT) em São Paulo, contrariando o diretório estadual, que queria subir no palanque de José Serra (PSDB).
Para que a aliança acontecesse, o governador Eduardo Campos, presidente nacional da sigla, negociou ao extremo e não economizou nos argumentos até convencer seus correligionários.
No final, falou mais alto a decisão do diretório municipal. E o PSB, integradíssimo ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB), deu uma guinada em direção ao PT.
Pois agora, passada a eleição, os socialistas voltarão a se inserir na gestão tucana. Eduardo Campos informou, na tarde desta segunda-feira, que o PSB “continuará na base do governo do PSDB”, apesar da aliança com o PT na capital.
Aliás, sobre a possível participação do partido na gestão petista na Prefeitura de São Paulo, o governador demonstrou não ter pressa alguma sobre a questão. Afirmou que isso não está em pauta.
A postura é esquisita para um partido que chegou a apresentar um nome para a vice – a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que acabou desistindo por discordar do apoio de Maluf à candidatua de Haddad.
A retomada da aliança com os tucanos em nível estadual inibiria uma eventual presença de socialitas no governo dse Haddad? Tudo indica que sim.
Antes da campanha, o PSB ocupava a secretaria estadual de Turismo no governo de Geraldo Alckmin. A expectativa é que este espaço seja retomado.
Aliás, quando esteve no Recife participando da campanha de Daniel Coelho (PSDB), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ter certeza de que, passada a eleição, os socialistas voltariam para a base de Alckmin.
Acertou na mosca. Amigo de Eduardo, o mineiro demonstrou conhecer bem o partido presidido pelo governador pernambucano.
Há que se destacar que em Campinas, segundo maior colégio eleitoral de São Paulo, situado há poucos quilômetros da capital, PSB e PSDB estiveram juntos e derrotaram o PT.
Com informações de Rosália Rangel, do Diario
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