Demorou uns diazinhos, mas o salto alto chegou aos pés dos petistas.
O novo recorde de popularidade da presidente Dilma Rousseff, divulgado em pesquisa da CNI/Ibope esta semana, fez com que alguns subissem em plataformas.
Para eles, os números enfraquecem as pretensões do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), de se candidatar à Presidência da República.
O levantamento mostra Dilma com popularidade em patamar próximo dos 80% e com aprovação de governo superior a 60%.
Os números são ainda mais favoráveis à presidente no reduto eleitoral de Campos. No Nordeste, Dilma teve crescimento acima da margem e atingiu 85% de avaliação favorável.
Para o secretário-geral do PT, Paulo Teixeira, Campos dificilmente será candidato e o PSB deve continuar sendo aliado do PT na eleição presidencial do ano que vem.
“A pesquisa demonstra que o voto nordestino é um voto petista e dilmista. O eleitor do Nordeste não vai entender o Eduardo Campos em oposição à Dilma. Na minha opinião, o Eduardo Campos dificilmente consegue viabilizar a candidatura”, afirmou o petista.
Curiosamente, na última terça, ao comentar os índices, Eduardo disse não ver alteração em relação a pesquisas divulgadas anteriormente. E alertou para “ninguém cantar vitória antes da hora”.
Questionado sobre as movimentações de Campos em São Paulo, onde participou de encontros com empresários e com o ex-governador José Serra, Teixeira afirmou que esses eventos não abalam a relação do PSB com o PT. As informaçoes são do iG.
“O PSB está conosco no governo para fazer mais. Estão dentro do governo. Eles são corresponsáveis pelo governo”, disse em referência à declaração de Campos, que teria dito a empresários de que o governo Dilma poderia fazer mais.



