A divisão do bolo (dos cargos) – coluna Diario Político

Posse de socialista na Chesf indica força do governador junto à presidente Dilma na divisão do bolo de cargos federais. É o que comenta Marisa Gibson nesta quarta-feira:

eduardoPrêmio ou não pela fidelidade do PSB nas votações no Congresso Nacional, o que interessa mesmo é que, a partir de agora, a Chesf – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco está nas mãos do governador Eduardo Campos com a posse nesta quarta-feira de João Bosco Almeida, ex-secretário estadual de Recursos Hídricos.

Assumindo a presidência da companhia com suas quatro diretorias ocupadas por integrantes do PT, PMDB e do próprio PSB, João Bosco aceita falar sobre quase tudo menos desse fatiamento que, ao que tudo indica, deve prevalecer.

A Chesf é uma empresa organizada, com bons indicadores, planejamento estabelecido, o que significa que João Bosco não terá grandes problemas.

As únicas interrogações são a saída ou não dos atuais diretores e se o peso que cada legenda tem dentro da companhia permanecerá na mesma proporção de hoje.

Tais negociações no entanto não passam pelas mãos de João Bosco. Serão feitas pelas lideranças partidárias junto ao Palácio do Planalto e também por Eduardo, presidente nacional do PSB, a quem o novo presidente da Chesf ainda se refere como “o meu chefe”.

Aliás, o governador gosta de dizer que não reivindica cargos, mas foi o primeiro a ser beneficiado nas nomeações do segundo escalão que estão estocadas há quase um ano sem que a presidente Dilma tenha conseguido fechar com os partidos.

PT quer mais 104 cargos. Banco do Nordeste está na lista

ptA conta chegou à mesa de Dilma Rousseff. O PT, partido da presidenta, entregou à Casa Civil uma lista com 104 nomes indicados pelo partido para cargos de segundo e terceiro escalão no governo federal.

As negociações para preenchimento dos cargos, alguns deles hoje sob comando de aliados como o PMDB, será a primeira tarefa do deputado estadual Rui Falcão (PT-SP) na presidência da legenda.

A lista que está nas mãos do ministro Antonio Palocci foi elaborada pelo secretário de Organização do partido, Paulo Frateschi, e pelo ex-tesoureiro Paulo Ferreira, com base em um mapeamento de cargos no governo federal feito ainda no final da gestão Lula.

A primeira batalha será pela presidência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), hoje sob o comando de Roberto Smith, indicado pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e pela bancada petista no Estado.

O PT quer manter o posto, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem dito que pretende nomear um técnico com experiência no mercado financeiro. As informações são do iG.

…Continue lendo…

Dinheiro pelo ralo no segundo escalão federal

raloDez dos mais concorridos órgãos do segundo escalão federal são usados como escoadouro de repasses irregulares a estados, informaram jornais no fim-de-semana.

Será esta facilidade o motivo para tanta disputa entre siglas governista pelos comandos de tais instituições?

De qualquer modo, os tais órgãos respondem a processos na CGU por terem liberado ilegalmente cerca de R$ 1,35 bilhão nos últimos quatros anos.

Dilma ignora PMDB e PT segue ocupando 2º escalão

dilma e temerSe o ex-presidente Lula contemporizou e cedeu o que pôde ao PMDB, a presidenta Dilma Rousseff, não. Ela ignora o partido do vice-presidente Michel Temer e dos senadores Sarney e Renan Calheiros.

A ordem expressada por ela para que fossem suspensas as nomeações para o segundo escalão até fevereiro – uma forma de evitar novas brigas entre o PT e o PMDB por causa do domínio dos cargos – não virou lei nem dentro do Palácio do Planalto.

 Todos os dias o Diário Oficial da União (DOU) traz novas nomeações para esses cargos, assinadas por uma única pessoa: o ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, que despacha em um gabinete no quarto andar do Palácio.

Do dia 5, quando passou a valer a ordem de Dilma Rousseff, até ontem, Palocci assinou 208 nomeações e exonerações para cargos do segundo escalão, o que dá uma média de 23 por dia.

De acordo com levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, boa parte dessas nomeações atende aos ministérios comandados pelo PT, como Comunicações e Saúde, que já foram do PMDB e agora se transformaram no ponto principal da discórdia dos dois partidos que comandam o Poder Executivo.

Nesse período, a caneta de Palocci manteve-se ativa. Ele nomeou Swedenberger do Nascimento Barbosa para o cargo de secretário adjunto da Secretaria Geral da Presidência.

…Continue lendo…

Ministério da Ciência e Tecnologia monta 2º escalão

O ministério de Ciência e Tecnologia, que durante o governo Lula ficou com o PSB e descentralizou o foco de investimentos, trazendo centros de pesquisa para as universidades do Nordeste, começa a formar o segundo escalão. 

atomoO novo titular da pasta, Aloizio Mercadante, nomeou ontem o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre para a Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério.

Além de Nobre, o ministro definiu outros dois nomes técnicos. Carlos Nobre é considerado um dos maiores especialistas mundiais sobre clima. É membro do Painel do Clima das Nações Unidas (IPCC, na sigla em inglês).

Integra também o Comitê Científico do International Geosphere-Biosphere Programme (IGBP). Nobre assume no lugar de Luiz Antonio Barreto de Castro.

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp, foi convidado para assumir a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), no lugar de Carlos Ganem, que comandou o programa espacial brasileiro nos últimos quatro anos. Ele afirmou, por meio de sua assessoria, que está analisando o convite.

…Continue lendo…

PT vai ocupando o que pode no segundo escalão

As nomeações para o segundo escalão do governo Dilma Rousseff continuam a acontecer. E o PT, partido que detém a Presidência da República, naturalmente vai ficando com a maior parte deles.

Estão definidos os nomes da equipe da nova ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário Nunes.

O secretário executivo será André Lázaro que já foi secretário adjunto do Ministério da Educação e também ocupou no MEC o cargo de secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade.

Lázaro é formado em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre e doutor em comunicação e cultura pela Escola de Comunicação da mesma universidade.

Além de Lázaro, também fazia parte do quadro de funcionários do MEC o secretário de Gestão da Política de Direitos Humanos, Gleisson Cardoso Rubin, que foi diretor de Articulação e Projetos Especiais da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica durante o governo Lula.

…Continue lendo…

Nomeações já acontecem. PMDB e PT dividem espaço

Nomeações do segundo escalão suspensas? Conversa fiada.

Um dia após o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), anunciar que o impasse sobre cargos provocara a paralisação das referidas nomeações, o “Diário Oficial da União” traz portarias que atestam o contrário.

Foram publicadas hoje (05.01) as nomeações de Mario Augusto Lopes Moysés para a presidência da Embratur e de Frederico Costa para a secretaria-executiva do Ministério do Turismo. As informações são do G1.

Segundo a assessoria do Ministério do Turismo, as nomeações foram acertadas com o novo titular da pasta, Pedro Novais, indicado pelo PMDB.

O partido fez chegar ao governo que gostaria de comandar a presidência da Embratur, mas não foi atendido.

Alguns nomes do PMDB chegaram a ser sugeridos, como o do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que em 2010 foi derrotado na disputa ao governo da Bahia.

O governo preferiu nomear Mario Augusto Lopes Moysés, nome ligado ao PT que já acumulava desde 2008 a presidência da Embratur  com o comando da secretaria-executiva do Ministério do Turismo.

Ou seja: as nomeações da pasta de Turismo sintetizam a guerra que há entre PMDB e PT pelos cargos do segundo escalão. Embora o primeiro esteja no comando, o segundo não abre mão de ocupar espaços no ministério. E assim será em outras áreas.   

…Continue lendo…

Segundo escalão: Dilma quer técnicos, partidos não

A disputa por postos de segundo escalão do novo governo federal vai além das insatisfações do PMDB. O PP, o PR, o PSB e o próprio PT travam uma batalha nos bastidores pelos cargos que restaram na Esplanada dos Ministérios e nas empresas estatais.

Apesar das pressões políticas, a presidenta Dilma Rousseff tenta impor um perfil mais técnico no segundo escalão.

Antes mesmo de o deputado Mário Negromonte (BA) tomar posse no Ministério das Cidades, o partido dele, o PP, já dava inicio a uma disputa pela vaga de secretário-executivo da pasta.

Apoiado pelas bancada no Congresso, Rodrigo Figueiredo é favorito para permanecer na vaga. Setores do partido ligados ao ex-ministro Márcio Fortes tentam minar sua manutenção.

Em outra frente, o novo ministro Negromonte trabalha para indicar o aliado político Roberto Muniz (também do PP-BA) para o lugar de Figueiredo.

Muniz tenta ganhar o apoio do PT baiano. Ele é o primeiro suplente do senador eleito Walter Pinheiro (PT-BA). Muniz tinha esperanças de que Pinheiro ganhasse uma vaga na Esplanada, o que não ocorreu.

…Continue lendo…