Sombra de antecessores desafia Dilma e João da Costa

dilma e lulaAmbos sucederam governantes bem aprovados, ambos enfrentam problemas que decorrem do fato de terem substituídos gestores carismáticos.

A presidente Dilma Rousseff e o prefeito do Recife, João da Costa, penam, cada um no seu contexto, com a sombra dos homens que vieram antes deles.

Ela se vira para arrumar uma casa cujos tapetes encobriam muito lixo. E faz tudo para não atingir o antigo dono.

Ele se desdobra para dar uma cara “pessoal” à moradia que ainda tem muito do habitante anterior. Para isso se empenha em apagar vestígios do ex-ocupante.

Os dois chegaram aos cargos às custas do peso eleitoral dos antecessores que bancaram suas respectivas candidaturas.

joao e joaoE, por serem “criaturas”, enfrentam, para o bem e para o mal, comparações com os “criadores”.

Com pouco mais de sete meses de governo, ela se mantém próxima do padrinho político, a quem inclusive pede conselhos.

Ultrapassando a metade do terceiro ano de mandato, ele quer distância do patrocinador da sua candidatura, o atual deputado João Paulo, com quem está rompido.

Dilma tem o tempo como aliado para consolidar uma marca própria e prescindir do ombro amigo que o ex-presidente Lula lhe empresta sempre que necessário.

Fora isso, vem obtendo índices satisfatórios de aprovação como os 70,2% revelados ontem pela pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT/Sensus).

Não há números recentes sobre a popularidade de João da Costa. Mas é certo que o passar dos dias não favorece a sua pré-candidatura à reeleição.

A gestão segue motivando críticas e o ano eleitoral se aproxima repleto de dúvidas sobre a viabilidade do seu projeto.

Ainda mais agora quando o seu ex-padrinho, interessado em voltar à antiga casa, foi reposicionado no jogo sucessório por Lula. (da coluna Diario Político, do Diario)

Aprovação do governo: 49,2%; desempenho de Dilma: 70,2%

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O desempenho pessoal da presidente Dilma Rousseff (PT) à frente do governo é aprovado pela maior 70,2% dos brasileiros. É o que afirma a pesquisa CNT/Sensus. Vinte e um porcento reprovam.

Os percentuais, divulgados nesta terça-feira, seriam um indicativo de que a firmeza da presidente no combate à corrupção está agradando?

Na semana passada, sondagem da CNI/Ibope apontou queda na avaliação pessoal de Dilma (de 73% em abril desceu para 67%), como também na avaliação positiva de diversas áreas do governo.

Nessa, como se vê, mostra que ela vem impressionando positivamente a mais de 70% da população. Se a comunicação oficial souber utilizar bem a severidade da presidente, a popularidade tenderá a crescer. Afinal, não conheço um cidadão “comum” que não se incomoda com os desmandos nos ministérios.

Voltando a pesquisa desta terça: O governo em si tem 49,2% de aprovação – o mesmo patamar obtido na mesma fase do governo pelo ex-presidente Lula (PT) nas duas gestões.

Além disso, 39,1% consideram que a presidente está fazendo um bom governo e outros 37,1% classificam a gestão de Dilma como regular.

A soma dos que acreditam que o governo da presidente é ruim ou péssimo chega a 9,3% do total de pessoas que responderam à entrevista.

A pesquisa foi feita em todas as regiões do país, com 2 mil entrevistados de 136 municípios, entre 7 e 12 de agosto deste ano. (Informações do portal Terra)

Dilma e Serra estão tecnicamente empatados, diz Sensus

dilma e serraNa primeira semana da campanha do segundo turno presidencial, mediu-se os candidatos pela religiosidade, convicções, crenças e outros aspectos que apontavam para uma disputa entre castos e puros.

O país se transformou no reino da subjetividade e do moralismo de ocasião. 

Agora, a objetividade dos números reaparece no centro das discussões.

Ontem, a primeira pesquisa do Ibope nessa etapa complementar da campanha indicou uma redução da vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, contra seu adversário do PSDB, José Serra.

Ela aparece com 49% das intenções de voto e ele, com 43%. Seis pontos de vantagem.

E, ainda que o Ibope tenha avisado não ser aconselhável comparar os percentuais de agora com as simulações feitas sobre hipóteses, ainda no primeiro turno, houve quem lembrasse que na última sondagem para um eventual segundo turno Dilma tinha uma vantagem de 14 pontos percentuais.

Ou seja, os partidários dos tucanos animaram-se com uma ”queda” de oito pontos na distância entre  Dilma e Serra. Embora no primeiro turno a realidade fosse outra, com mais candidatos na disputa. 

Hoje, mais uma pesquisa é divulgada e deve reforçar o acirramento do ’segundo tempo’ do embate. O Instituto Sensus/Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra Dilma à frente, com 52,3% dos votos válidos enquanto Serra, está com 47,7%.

Os números revelam, segundo o Sensus, que há um empate técnico na disputa, uma vez que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Em outras palavras, se variar negativamente, a petista pode estar com 50%. E, se o tucano variar  positivamente, pode beirar os mesmos 50%. A pesquisa aponta queda da petista em todas as regiões (veja abaixo).

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