Aumento de ITBI proposto por Geraldo é traição do prefeito ao eleitor, diz Priscila

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Paulo Paiva/DP/D.A Press

O aumento do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) proposto em projeto da Prefeitura do Recife é considerado pela vereadora Priscila Krause (DEM) a “primeira traição” do prefeito Geraldo Julio aos cidadãos moradores da capital.

Vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara do Recife, a vereadora subiu à tribuna na tarde desta terça-feira para questionar o prefeito a respeito do envio do texto.

O projeto de lei 13/2013 tramita na Casa de José Mariano desde o último dia 30 de abril e altera dispositivos do Código Tributário do Município (Lei 15.563/91).

De acordo com a vereadora, a proposta do prefeito – em resumo – é aumentar o ITBI em 50%.

“Essa é a opção pelo caminho preguiçoso. Em vez de cortar gastos, de azeitar a máquina e cobrar com eficiência, a gestão decidiu punir o cidadão. A justificativa de modernização e atualização do código tributário é falaciosa, é uma cortina de fumaça. E olhe que estamos no quinto mês da administração”, disse.

“Essa pode ser considerada a primeira traição ao eleitor”, frisou Priscila, acrescentando que a elevação da isenção aos imóveis de R$ 42 mil para R$ 50 mil alcança um grupo mínimo e é, portanto, incompatível com os reflexos do aumento.

As informações são da assessoria da vereadora.

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E aí? Como fica o apoio do PSB a Haddad, caso Lula assuma, no Recife, o papel de traído por Eduardo?

inteSe Lula vier ao Recife e não falar o que o PT espera, o candidato socialista, Geraldo Julio tem tudo para continuar crescendo.

Se vier e expressar, com palavras, o sentimento que os petistas nutrem pelo governador Eduardo Campos (PSB) atualmente, Humberto pode reagir.

As duas hipóteses, observada nos bastidores da campanha do Recife, carcomem cada vez mais a relação entre PT e PSB em Pernambuco.

E tensionam ainda mais o conflito que segue alimentado por cardeais dos dois lados.

Os papas, todavia, ainda não emitiram opiniões diretas sobre a crise na relação entre as siglas.

Há quem diga que isso não ocorreu e não ocorrerá.

Isso porque Lula, além da conhecida afeição por Eduardo, necessita dos socialistas em São Paulo.

O PSB é um reforço precioso ao palanque de Fernando Haddad na capital paulista.

Se partir para o ataque aqui no Recife, assumindo publicamente o papel de traído, o ex-presidente porá em risco o respaldo socialista na terra da garoa.

Mesmo que estivesse disposto a chutar o pau da barraca no Recife, Lula sabe do risco que é comprometer a aliança pró- Haddad.

E, numa escala de prioridades, adivinha qual a cidade que está no topo da lista petista?

Em suma, Lula e o PT do Recife estão amarrados pelo contexto da campanha de São Paulo. Se bater o bicho pega; se alisar, o bicho come.

“Eduardo versus Lula” domina campanha do Recife: sede de poder tira o debate de propostas da pauta

A pauta da campanha para prefeito do Recife peca pelo pouco debate sobre propostas.

Talvez seja o conservadorismo das ideias, a falta de soluções que antecipem demandas futuras ou mesmo a desconfiança da população com promessas que recheiam papeis e guias de TV e rádio, mas que jamais serão executadas.

Pode ser ainda, claro, o somatório de todas as alternativas acima.

Mas, seja lá o que for, o certo é que, na ausência de proposições que atraiam discussões e holofotes, a guerra dos padrinhos é o assunto que domina a cena.

Está nas mesas de bares do Mercado da Encruzilhada, nas cadeiras da praia de Boa Viagem, nos pés da santa do Morro da Conceição, nas redes sociais.

O duelo vem ganhando ares de grande final de campeonato e faz crescer a expectativa pelo desfecho: PSB e PT vão mesmo romper?

O governador Eduardo Campos e o ex-presidente Lula, que medirão forças nas urnas do Recife, terão ainda ambiente para dar continuidade à boa relação que cultivaram ao longo da década passada?

As questões aguçam ainda mais a curiosidade dos espectadores-eleitores porque a “crise”entre os dois partidos é permeada de elementos dignos da trama de Avenida Brasil.

Há traição, mágoas, coadjuvantes que alimentam a rixa e fatos do passado que podem ser decisivos para o que está por vir.

A performance final dos candidatos a prefeito de PSB e PT, Geraldo Julio e Humberto Costa, respectivamente, dependerá muito da movimentação dos seus padrinhos.

Por isso mesmo, ambos os partidos estão preocupadíssimos.

Petistas torcem pela visita de Lula, o que reforçará a campanha e pode dar corpo à história de que Eduardo traiu o ex-presidente. Socialistas, por outro lado, tentam minimizar, pelo menos em público, o embate com o PT.

Seguem afirmando que o conflito é restrito ao Recife e que é consequência natural da disputa pelo voto.

Porém, ressalte-se, a discórdia se dá porque está em jogo um mandato num dos principais colégios eleitorais do país.

E aí, nunca é demais observar, Eduardo e Lula são movidos pela sede de poder. Aguardemos, pois, os próximos episódios. Oi oi oi.

João da Costa: “não me pauto pela traição, mas pela gestão”

joaoO prefeito do Recife, João da Costa (PT), informou na tarde desta segunda-feira que o tema da traição não pautará o seu discurso.

Declarou que seguirá destacando o trabalho que faz à frente da Prefeitura, com ênfase para a continuidade da gestão e a preocupação em cuidar da cidade.

Disse ainda que ao se referir à traição, durante plenária do PT no Ibura, no último sábado, o fez por entender que ali estava se travando um debate interno, com a militância.

“Falei sobre isso durante apenas um minuto. Não vai ser a tônica do discurso. Falei por 40 minutos sobre a gestão”, frisou.

Na ocasião, ele procurou desconstruir o discurso do ex-prefeito, que vê quebra de continuidade na sua gestão e se sente traído pelo ex-afilhado político.

Pontuou inúmeras obras que deu seguimento, como o Parque Dona Lindu, e soltou: “Eu estou traindo alguma coisa? Será que eu estou traindo o povo?”, indagou.

Bom a questão da traição é “setor” de risco para o prefeito. O assunto favorece João Paulo. O ex-prefeito que hoje exerce mandato de deputado federal, alimenta projeto de voltar a disputar a Prefeitura e aparece bem à frente do atual gestor.

Ele foi o mentor da candidatura de João da Costa em 2008 e foi decisivo para a vitória do antigo assessor e afilhado. Em 2009, rompeu com o prefeito num episódio que até hoje não foi totalmente esclarecido.

Desde então, o ex-prefeito é visto por muitos como traído e João da Costa como traidor.

Com informações da repórter Aline Moura, do Diario.

Entrar no debate da “traição”, é risco para João da Costa

joaoJoão da Costa marcou terreno como pré-candidato, mais uma vez, ao afirmar que não é traidor, que deu continuidade a obras não concluídas pelo antecessor, o deputado, ex-prefeito e ex-padrinho político João Paulo (PT).

No entanto, entra num terreno perigoso. Ao romper com o prefeito há três anos, o parlamentar, também interessado em concorrer à Prefeitura, assumiu o papel de traído e, nessa condição, permanece bem à frente nas pesquisas.

João da Costa assume, portanto, uma posição desconfortável para quem está na vitrine. Gasta tempo se explicando e brigando com números adversos. Pode estar dando um tiro no pé.

Aliados de ex-prefeito fazem “João Paulo´s day” no Twitter

joao pauloAliados, familiares, amigos, ex-assessores e afins de João Paulo (PT) decidiram partir para guerra em defesa do ex-prefeito do Recife.

Estão ocupando o Twitter com mensagens de apoio e de repúdio ao que consideram traição por parte de antigos integrantes do grupo que afiançava respaldo à liderança do ex-prefeito.

O alvo principal da investida pró João Paulo na rede social – já chamada por alguns de “João Paulo´s day” – é o atual prefeito, João da Costa, ex-secretário e ex-afilhado político do ex-prefeito

Um dos filhos de João Paulo, @jampa2010, escreveu: “Se existia dúvida, não há mais: JP vem sendo tratado como inimigo do PT. E não vem de hoje”.

O vereador Múcio Magalhães, um dos poucos que se mantém fiel ao ex-prefeito, postou: “JP,sua vida dedicada a luta é reconhecida pelo nosso povo e ninguém vai apagar a história.Vamos firmes reafirmar a boa política. Tô contigo!”

Por sua vez, @kellymelo_1 desabafou: “Por que as pessoas insistem em seguir pelo caminho da ingratidão e hipocresia? João Paulo é do BEM e não merece essas calúnias!

Já @pcesaro avalia: “O que seria do PT de PE hj, se João Paulo não tivesse feito o governo que ele fez? O que seria do PT de PE hj sem o companheiro João Paulo?”.

Bom, o “João Paulo´s day” deve se estender pela tarde. E, como não há limites para a mágoa em que os aliados do ex-prefeito estão mergulhados, as ”postagens-protesto” devem estar só no começo.

Sérgio Guerra rechaça rótulo de traidor e fala de futuro

Embora seja o mais expressivo representante do PSDB em Pernambuco, o senador Sérgio Guerra anda sumido da campanha estadual.

Aqui é acusado de traidor por gente da oposição e já se comenta que seu distanciamento do bloco liderado pelo senador e candidato ao governo Jarbas Vasconcelos (PMEB) indica uma futura aliança com o governador Eduardo Campos (PSB) que, provavelmente, será reeeleito para mais quatro anos de mandato.

Sobre tais questões, o senador falou com a repórter Silvia Bessa, do Diario. Veja a entrevista abaixo:

“Quem me chama de traidor é a direita”

GuerraEle não faz parte de chapas majoritárias, não integra mais a cúpula de nenhuma delas em Pernambuco e raramente protagonizou eventos políticos aqui este ano.

Mas, a 20 dias do 3 de outubro, já se pode afirmar: o senador, candidato a deputado federal e presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, tornou-se a figura mais controversa da eleição estadual e deve estar no centro das principais discussões e rearrumações políticas da fase pós-eleitoral.

Criticado por aliados do candidato ao governo Jarbas Vasconcelos (PMDB) – com o qual foi eleito para o Senado em 2002 – e rotulado como “traidor” por não conter a debandada de prefeitos tucanos que se integraram ao projeto de reeleição do governador Eduardo Campos (PSB), Sérgio decidiu rebater as críticas.

“Não vou deixar que me façam o bode expiatório da campanha”, diz ele, em entrevista ao Diario. “Nunca fui traidor nem desleal. Quem me chama de traidor eu sei quem são. São setores da Direita”.

Não diz em que partido estariamestes “setores”, mas se sabe que suas divergências historicamente são com o DEM.

“Tudo vai ficar claro e no devido lugar, no tempo certo”, despista. O PSDB de Sérgio mais o PMDB e o DEM (ex-PFL) compuseram a antiga aliança que apoiou as duas gestões de Jarbas (1999-2006).

“Gostaria que todos os prefeitos do meu partido apoiassem Jarbas, mas não consegui isso. Como não conseguiu isso o DEM, que tem muito prefeitos apoiando o outro lado, e como não conseguiu o PMDB de Jarbas, que tem seis prefeitos com o outro candidato”, comparou.

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Silêncio de Jarbas em relação a Guerra diz muito

jarbasO silêncio de Jarbas Vasconcelos em relação a Sérgio Guerra tem altissimos decibéis. Em campanha para o governo o senador do PMDB não quer, pelo menos agora, acrescentar novas declarações sobre o distanciamento do senador do PSDB da campanha de oposição em Pernambuco.

Aliados do peemedebista, porém, não escondem a irritação ao serem questionados sobre assunto. Ainda pedem reserva. Afinal continuam aliados do PSDB e formam o palanque para José Serra no estado.

Alegam ainda que, se Jarbas não quer dar ênfase à questão agora, esperarão passar a eleição. No entanto, estão prontos para soltar cobras e escorpiões e outros seres carregados de peçonha. 

O repórter André Duarte, do Diario, ouviu alguns deles, entre os quais candidatos proporcionais, e constatou que o chumbo direcionado a Guerra é grosso.

Há quem se queixe de acordos descumpridos, de quebra de confiança, de desrespeito e, por fim, de traição. 

André descobriu também que um embate, ainda velado, entre representantes de uma entidade das mais conceituadas no estado - ambos candidatos a cadeira na Assembleia Legislativa – é pólvora pura.

Pelo que viu e ouviu o repórter não só Guerra como outros tucanos estão atravessados nas gargantas de Jarbas e aliados.

Até esse momento eles adotam o discurso  ’deixe em paz meu coração, ele é um pote até aqui de mágoa’ (Chico Buarque, em Gota D’água).

Todavia já ensaiam os versos ”mas enquanto houver força em meu peito/Eu nao quero mais nada/Só vingança, vingança, vingança/Aos santos clamar” (Lupicínio Rodrigues, em Vingança).

Veja no link a matéria Racha entre Jarbas e Guerra é irreversível, publicada hoje no Diario:

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João contra João precisa ser explicado

As razões do rompimento do prefeito do Recife, João da Costa, com o ex João Paulo continuam no plano das especulações, suposições. Mas motivam análises – e das boas – como a apresentada hoje por Marisa Gibson na coluna Diario Político. Veja abaixo:

joao a joao

A ponta do tapeteTudo o que foi feito ou deixou de ser feito na Prefeitura do Recife até janeiro de 2009 tem as impressões digitais de João Paulo e de João da Costa, considerando que, durante oito anos, os dois – um como prefeito e outro como secretário de Planejamento e Orçamento Participativo – trabalharam juntos em busca de um mesmo propósito: manter o comando do governo municipal.

A sintonia neste período foi tão grande que, contra tudo e contra todos, João Paulo conseguiu eleger João da Costa seu sucessor.

Agora, rompidos, surge o segundo capítulo desta aliança. E coube ao prefeito João da Costa levantar a ponta do tapete ao dizer, no início da semana, que “muitos assuntos não foram ditos publicamente” e que, se supõe, teriam provocado o rompimento entre os dois.

Dizendo-se ofendido por ter sido chamado de traidor pelo seu ex-padrinho político, o prefeito lançou até a ideia de escrever um livro de memórias.

Deixando de lado as dores do traído e o desconforto do traidor, é preciso salientar que não cabe a um governante,no exercício do poder, fazer insinuações sobre uma aliança, um projeto ou sobre um governo do qual ele foi e ainda é peça fundamental.

Quem levanta suspeita é deputado e vereador. A um presidente, a um governador ou a um prefeito só cabe a afirmativa. E, se por ventura, o que ainda estiver por baixo do tapete seja algo grave e que envolva gestão ou métodos de campanha, a obrigação de João da Costa é denunciar.

Se calar se torna conivente, mais do que já é. É evidente que a troca de acusações entre os dois petistas prejudica muito mais o ex-prefeito que está na planície, e em busca de um mandato para deputado federal.

João da Costa, inseguro no início do governo, já alcançou um grau de confiança dentro do PT estadual que o permite ameaçar seu ex-padrinho político, colocando-o sob suspeita. Isolado politicamente e com um pé na terra e outro no abismo, João Paulo deve lamentar o poder que ele deu a João da Costa. Mas agora é tarde. Muito tarde.