São mais de dez anos de parceria compartilhando o poder no Recife, em Pernambuco e no governo federal.
E embora estejam prestes a quebrar a aliança que os une, PSB e PT seguem dividindo agendas e até mesmo trocando gentilezas.
Ontem, o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, acompanhou o governador Eduardo Campos em inaugurações de rodovias pelo interior.
Hoje segue na caravana comandada pelo socialista que é potencial candidato ao Planalto e já aparece como o principal oponente da presidente Dilma.
Também ontem, o prefeito Geraldo Julio, o homem que, cacifado pelo peso eleitoral de Eduardo, tirou o PT da Prefeitura do Recife após 12 anos, recebeu o deputado e ex-prefeito João Paulo em seu gabinete.
Foi uma visita de cortesia, mas que esteve revestida de simbolismo justamente por ter sido na gestão de João Paulo o período áureo do modo petista de governar na capital.
Na verdade, diante dos tantos ataques de Eduardo ao governo federal, os dois partidos vão mantendo aparente harmonia em público, mas se estranhando nas entrelinhas da pré-campanha presidencial.
Petistas comentam que ainda há uma parcela do partido que acredita na dificuldade de consolidação da candidatura socialista.
Por isso, a ordem é não partir para o confronto explícito com o governador, uma vez que, não sendo concorrente, ele continuaria ao lado da presidente.
De todo modo, confessam que o incômodo com as estocadas de Eduardo ao governo federal cresce diariamente.
E avaliam que, ao atrair apoio do DEM, o socialista caminha para romper com o projeto de esquerda e se distancia cada vez mais dos chamados ideais de Lula e Dilma.
Quer dizer: quanto mais os fatos se sucedem, mais difícil se torna o realinhamento de projetos e PT e PSB para 2014. É cada um por si mesmo.









