A apresentação do sistema biométrico, por meio do qual o eleitor é identificado através da sua digital no momento da votação, causou polêmica ontem Caruaru.
É o que revela matéria assinada pela repórter Aline Moura, publicada na edição desta quarta-feira do Diario.
Segundo a reportagem, o lançamento da novidade naquele município do Agreste dividiu opiniões entre as lideranças políticas locais. A solenidade ocorreu na Câmara Municipal.
A resistência de algumas pessoas à identificação digital nas urnas teve explicações: a cidade tem pouco mais de 196 mil eleitores e estava quase no grupo das que podem disputar o segundo turno – aquelas com 200 mil.
Com as alterações e o risco de abstenção na hora do recadastramento, que será obrigatório, tudo pode ficar como está.
Isso tenderia a facilitar, segundo os opositores, a reeleição do prefeito José Queiroz (PDT). Pleitos com apenas um turno eliminam muitos concorrentes e exigem menos acordos e alianças.
Embora o novo sistema de votação seja irreversível, como afirmou o corregedor do Tribunal Regional Eleitoral, Saulo Fabianne, houve protesto de alguns vereadores e até uma carta aberta dirigida ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski.