Sob holofotes, Eduardo Campos ganha mais um prêmio nacional

Em pleno voo nacional, cujo pouso pode acontecer numa chapa presidencial, Eduardo Campos ganha mais holofotes além dos limites de Pernambuco.

O governador é um dos agraciados do Prêmio Líderes do Brasil, a ser entregue no dia 10, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Ele será homenageado como “Líder em Gestão e Inovação Pública”, ao lado de Alexandre Padilha, ministro da Saúde; e Maurício Antônio Lopes, presidente da Embrapa.

O Prêmio Líderes do Brasil é uma realização do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, SBT e Grupo Doria.

Fundado em junho de 2003, o LIDE possui oito anos de atuação. Atualmente tem 1224 empresas filiadas (com os braços regionais e internacionais), que representam 47% do PIB privado brasileiro.

Informações da assessoria da LIDE.

Eduardo: “O PSB é o partido que mais apoia o PT nas capitais”

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Presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos explica, nesta entrevista, porque o partido consegue superar crises com agilidde e imprimir um ritmo de crescimento que provoca reações de aliados.

Afirma que, embora a legenda socialista tenha candidato próprio no Recife, é a sigla que mais apoia o PT em capitais. E, lembra que aqui nem mesmo o PT tem apoiado na sua totalidade à candidatura petista.

Eduardo minimiza as avaliações erguidas em torno do ousadia do partido e da sua liderança, feitas particularmente por petistas – o ex-ministro José Dirceu já fez tal leitura e chegou a alertar para o perigo que o socialista representa.

Diz que o PSB já enfrentou fases turbulentas e que se hoje vive em boa sintonia interna é fruto da maturidade que os anos de militância trouxeram.

Admite que a harmonia é a chave que explica o crescimento, mas quer distância do estigma de “todo-poderoso”. Diz, inclusive, que age mais como presidente de “um conselho” e que palpita pouco.

A receita para a manutenção do equilíbrio do partido? “A gente diverge, mas se entende quando está em jogo o crescimento partidário”, diz Eduardo.

O PSB superou com agilidade as crises surgidas na pré-campanha. Enquanto isso, os demais partidos com os quais o PSB mantém aliança ou diálogo sofrem com desentendimentos internos. O que acontece?

Veja, de fato a gente tem uma vida democrática no partido. Temos na direção companheiros que estão há 20 anos pelos menos, construindo e dialogando. Há um clima de confiança muito grande. Já tivemos fases de grandes disputas dentro do PSB. Ainda sob o comando de Dr. Arraes, em determindo tempo tivemos disputas internas. Depois, fomos vendo que a nossa unidade podia ser exatamente a diferença. E tem sido a diferença para o crescimento do partido. Então, é um valor que não anula a divergência, a diversidade de pensamento. A gente diverge, debate, mas se entende quando está em jogo os interesses da população, do crescimento partidário.

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Voo nacional de Eduardo acontece no vácuo da renovação

vooA necessária renovação na política – ou de lideranças políticas – tem sido muito mais decorrência do DNA do que do envolvimento em militância partidária, entidades de classe ou setores organizados da sociedade.

Filhos, netos, irmãos aparecem de uma hora para outra em lugares privilegiados de chapas eleitorais. E, com a vida facilitada pelo sobrenome, acabam conquistando mandatos e mais mandatos.

No entanto, nem sempre a herança genética – e eleitoral – é passaporte para voos que ultrapassem a rota traçada pelo estigma familiar.

Para ir além do horizonte dos laços sanguíneos é preciso diferenciais que nem mesmo os genes carregam. Numa análise empírica, ser líder exige carisma pessoal, determinação, trabalho e, principalmente, paixão pelo que se faz.

Talvez por reunir tais características – algumas em mais outras menos -, o governador Eduardo Campos (PSB) esteja preocupando adversários e aliados nesse momento em que tenta firmar seu nome no plano nacional.

À frente do PSB e comandando o segundo mandato de uma gestão bem aprovada em Pernambuco, Eduardo está legitimamente se colocando para corridas presidenciais futuras.

Afinal, o seu partido está em ascensão no momento em que se vislumbra um vácuo de lideranças nacionais no PT.

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PSB alinha seu plano de voo nacional às asas dos tucanos

psb e psdbUma noticia vinda de Belo Horizonte (MG) dando conta de que o prefeito Márcio Lacerda, do PSB, demitiu funcionários do gabinete do vice, Roberto Carvalho, do PT, reforça o que a oposição vem afirmando no Recife:

O processo de divórcio entre a legenda socialista, presidida nacionalmente pelo governador Eduardo Campos, e o Partido dos Trabalhadores está em curso.

Na capital pernambucana, o PSB tem agido de forma a complicar os planos do PT, que quer permanecer no comando da Prefeitura, onde já está há três mandatos consecutivos.

Ao respaldarem o projeto do ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) de disputar o Executivo da capital os socialistas deixaram os petistas atônitos e motivaram análises como a feita pelo presidente estadual do PPS, Raul Jungmann, ao Diario-Blog.

Para o pós-comunista, atualmente o PSB faz oposição ao PT no Recife. Em Minas, Lacerda já constrói uma aliança com PSDB para 2012, quando tentará ser reeleito. Ali, o partido da presidente Dilma Rousseff  já foi descartado para a vice em BH.

Diante disso ou o PT caminha para uma candidatura própria ou será sufocado n eleição da capital mineira. Claro que em disputas municipais as realidades locais impõem arranjos que costumam ser desvinculados das alianças nacionais.

Todavia, a “independência” da legenda de Eduardo Campos rumo às eleições de 2012 em capitais do porte de BH e Recife diz muito da rota que o PSB parece ter traçado para si. E 2014 é o alvo principal das costuras feitas desde já.

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Eduardo retoma “Tribuna 40″. Agora em edição nacional

eduardoO movimentado roteiro de viagens do governador Eduardo Campos além das fronteiras de Pernambuco remete-nos aos tempos em que o socialista, então deputado federal, comandava a Tribuna 40 lá nos idos de 2005 e 2006.

Tratava-se da pré-campanha de Eduardo ao governo do estado, cujo símbolo era um caixote de madeira que servia de palanque portátil para os discuros do pré-candidato pelo interior e na Região Metropolitana.  Como se sabe, a Tribuna 40 foi exitosa, Eduardo foi eleito e reeleito em 2010.

Agora, há quem veja nas viagens do governador pelo país uma reedição da estratégia, mas com dimensão nacional e, claro, em circunstâncias bem mais favoráveis.

Eduardo tem gestão aprovada, preside o PSB e, por isso mesmo, estaria investindo alto para firmar-se como postulante a voos nacionais – a Presidência da República, inclusive.

Claro que a corrida rumo ao Planalto não é chamada pelos socialistas de Tribuna 40. Nem caberia. O projeto agora tem amplitude infinitamente maior, são outros quinhentos. Ou melhor, outros quatrocentos – só para ficar nos numeros que identifica o PSB em eleições.

A articulação de Eduardo motivou o comentário De planilha na mão da coluna Diario Político, de Marisa Gibson, na edição desta quinta-feira. Veja:

O PSB já tem praticamente certos cinco candidatos a governador para as eleição de 2014 – quatro dos seus atuais governadores Camilo Capiberibe, do Amapá, Wilson Martins, do Piauí, Ricardo Coutinho, da Paraíba, e Renato Casagrande, do Espírito Santo, devem concorrer à reeleição, e o bilionário José Batista Júnior, dono do Friboi, é candidatíssimo ao governo de Goiás.

E de planilha na mão, o governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, trabalha para garantir em 2012 a eleição de dez a doze prefeitos de capitais e colocar na linha de frente candidatos com chances de vitória em 200 das 500 maiores cidades do país.

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