O movimentado roteiro de viagens do governador Eduardo Campos além das fronteiras de Pernambuco remete-nos aos tempos em que o socialista, então deputado federal, comandava a Tribuna 40 lá nos idos de 2005 e 2006.
Tratava-se da pré-campanha de Eduardo ao governo do estado, cujo símbolo era um caixote de madeira que servia de palanque portátil para os discuros do pré-candidato pelo interior e na Região Metropolitana. Como se sabe, a Tribuna 40 foi exitosa, Eduardo foi eleito e reeleito em 2010.
Agora, há quem veja nas viagens do governador pelo país uma reedição da estratégia, mas com dimensão nacional e, claro, em circunstâncias bem mais favoráveis.
Eduardo tem gestão aprovada, preside o PSB e, por isso mesmo, estaria investindo alto para firmar-se como postulante a voos nacionais – a Presidência da República, inclusive.
Claro que a corrida rumo ao Planalto não é chamada pelos socialistas de Tribuna 40. Nem caberia. O projeto agora tem amplitude infinitamente maior, são outros quinhentos. Ou melhor, outros quatrocentos – só para ficar nos numeros que identifica o PSB em eleições.
A articulação de Eduardo motivou o comentário De planilha na mão da coluna Diario Político, de Marisa Gibson, na edição desta quinta-feira. Veja:
O PSB já tem praticamente certos cinco candidatos a governador para as eleição de 2014 – quatro dos seus atuais governadores Camilo Capiberibe, do Amapá, Wilson Martins, do Piauí, Ricardo Coutinho, da Paraíba, e Renato Casagrande, do Espírito Santo, devem concorrer à reeleição, e o bilionário José Batista Júnior, dono do Friboi, é candidatíssimo ao governo de Goiás.
E de planilha na mão, o governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, trabalha para garantir em 2012 a eleição de dez a doze prefeitos de capitais e colocar na linha de frente candidatos com chances de vitória em 200 das 500 maiores cidades do país.
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