Lutadores do UFC defendem protestos feitos no Brasil

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A onda de protestos em todo o país chegou ao MMA. Lutadores brasileiros do UFC usaram as redes sociais para se manifestar sobre as manifestações pelo Brasil. No Twitter, os atletas apoiaram o movimento da população, que sai às ruas para exigir melhorias de vida e questionar custo excessivo de tarifas de ônibus.

Um dos mais ativos no apoio aos protestos foi Vitor Belfort. Pelo Twitter, o Fenômeno conclamou a população a continuar reivindicando os direitos como cidadãos. “Tô escrevendo algo bem profundo sobre a crise do BRASIL. Mas já adianto uma coisa. Faz tempo que o povo tem que acordar. BASTA”, postou o carioca.

“Só sendo milionário para morar no Brasil. Sem infraestrutura, não tem como um prédio ter uma cobertura. Não adianta festas, carnaval, futebol, novela, Copa do Mundo e Olimpíada. Sem educação um país não cresce. PAZ A UM BRASIL MELHOR!!!”, escreveu Belfort em novo post.

Outro que se manifestou pelo Twitter foi Lyoto Machida, que estará em ação no próximo UFC no Rio de Janeiro, em 3 de agosto, quando enfrentará o norte-americano Phil Davis. “Vamos nos mobilizar, Brasil. É disso que precisamos”, postou o Dragão.
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O campeão do peso-pena, José Aldo, que defenderá o cinturão contra o sul-coreano Chan Sung Jung, o Zumbi Coreano, no evento no Rio de Janeiro, também apoiou de forma integral o movimento popular em todo o país. “Brasil, verás que um filho teu não foge à luta! Vamos Brasil, orgulho de ser brasileiro!”, escreveu o manaura.

Quem também usou o Twitter para apoiar os protestos no Brasil foram o peso-leve Rafael dos Anjos e o peso-médio Ronaldo Jacaré. “Se eu estivesse no Brasil estaria nos protestos com certeza”, postou dos Anjos. “A revolta está em todos!”, escreveu o capixaba ex-campeão do Strikeforce. (Texto: Superesportes)

Dana White critica árbitro do UFC. É um erro

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Ninguém ignora a revolta recorrente do chefão do UFC, Dana White, com árbitros do torneio. Por várias vezes, o dirigente disparou publicamente críticas à atuação do único profissional habilitado a determinar a continuidade do combate. Foi assim com a decisão de Mario Yamasaki de desclassificar o brasileiro Erick Silva por considerar irregulares golpes aplicados no oponente durante uma edição do torneio. O presidente decidiu pagar a bolsa ao atleta como se ele tivesse vencido, em um recado de desmoralização ao juiz da luta.

A inquietação do presidente voltou a aparecer com a atuação de Steve Mazzagatti em Las Vegas no fim de semana passado. Irritado com suposta leniência do árbitro em interromper a luta em um evento fora do UFC, Dana disparou: “Será que alguém discorda que Steve Mazzagatti é uma caixa de ferramenta? Porque ele literalmente não fez nada. Qualquer um que já fez jiu-jítsu sabe que guilhotina causa estragos. Dói e deixa um cara inconsciente, é a mesma coisa que mata-leão, pois sufoca. O Jon Fitch ficou mole, acabou, antes que o Mazzagatti aparecesse na imagem”, avaliou o chefão.

A qualidade dos juízes merece, claro, ser observada constantemente. O MMA se firma enquanto garante o show dos patrocinadores e a integridade física e mental dos atletas. Mas há limites para as queixas dos dirigentes.

O direito de opinar é livre. Mas Dana White precisa ter consicência do papel exercido no universo do MMA. Ele é o gestor da maior franquia de lutas do mundo, tem a liberdade de escolher lutas e definir cachês. Quando questiona publicamente – até de forma desrespeitosa – os árbitros dá a entender o desejo de ampliar a influência – o que levaria a prejuízo imediato da credibilidade dos duelos. Ele deveria se preocupar mais com o nível dos combates em vez de questionar abertamente o nível dos juízes. Ou ele quer entrar e “apitar” também?

UFC 161 tem top dos meio-pesados e luta feminina

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Depois de visitar Toronto, Montreal, Calgary e Vancouver, o Ultimate Fighting Championship se expande pelo território canadense. A edição 161, neste sábado, marcará a estreia do maior evento de MMA do mundo em Winnipeg. A programação conta com 11 lutas, sendo cinco pelo card principal e seis pelo preliminar. O destaque é o duelo entre os tops da categoria meio-pesado, o ex-campeão Rashad Evans e o veterano Dan Henderson.

O UFC 161 terá início às 20h (de Brasília), mas sem brasileiros no octógono. Problemas de lesão tiraram do card o potiguar Renan Barão, que faria a luta principal diante de Eddie Wineland, valendo o cinturão interino do peso-galo, e Rogério Minotouro, que enfrentaria Mauricio Shogun no co-main event – os dois acabaram deixando a programação.

Com a saída de Renan Barão, o UFC decidiu promover o duelo entre Rashad Evans e Dan Henderson ao posto de luta principal em Winnipeg. Será o encontro entre o número 6 (Rashad) e 3 (Hendo) da categoria no ranking oficial dos meio-pesados. Os dois vêm de derrotas e buscam a reabilitação no evento no Canadá. Principalmente o Suga, como é conhecido o ex-campeão, que perdeu para Jon Jones (na disputa de cinturão) e Minotouro.

Sem Minotouro e Mauricio Shogun, o UFC convocou dois pesos-pesados para o coevento principal. Roy Nelson, que vem de três vitórias consecutivas, vai encarar Stipe Miocic, que busca a reabilitação após a derrota para Stefan Struve (nocaute técnico), a única até agora na carreira. O ‘Gordinho’, apelido de Nelson, fará a última luta antes do fim do contrato, de acordo com o presidente da organização, Dana White.

O UFC 161 terá ainda o quarto duelo feminino na história da organização. A estreante Alexis Davis, ex-Strikeforce e Invicta, medirá forças contra a francesa naturalizada britânica, Rosi Sexton, que já lutou pelo Bellator. As duas buscam conquistar espaço no recém-criado peso-galo para mulheres. Favorita, Davis, também chamada da Ally-Gator, ocupa o sexto lugar no ranking da categoria.

O evento em Winnipeg terá ainda mais duelos que prometem empolgar os fãs. Entre os pesos-pesados, Pat Barry, que vem de vitória fulminante sobre Shane del Rosario, tenta emplacar uma sequência positiva diante de Shawn Jordan, que bateu Mike Russow no último duelo. 

No card preliminar, um aperitivo para os duelos mais aguardados do UFC 161. Ex-campeão dos médios do extinto Strikeforce e ex-desafiante dos meio-médios do UFC, Jake Shields terá pela frente o perigoso Tyron Woodley, outro oriundo do Strikeforce e que estreou com triunfo devastador diante de Jay Hieron, em apenas 36 segundos de luta. (texto do Superesportes)

UFC 161

Sábado, 15 de junho

MTS Centre, em Winnipeg, no Canadá

Card principal

Rashad Evans x Dan Henderson
Stipe Miocic x Roy Nelson
Ryan Jimmo x Igor Pokrajac
Alexis Davis x Rosi Sexton
Pat Barry x Shawn Jordan

Card preliminar

Jake Shields x Tyron Woodley
James Krause x Sam Stout
Sean Pierson x Kenny Robertson
Roland Delorme x Edwin Figueroa
Mitch Clarke x John Maguire
Yves Jabouin x Dustin Pague

Reviravolta no UFC 162: agora é José Aldo x Zumbi Coreano

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A lesão voltou a modificar um card do UFC. Agora, foi o adversário de José Aldo, Anthony Petis, limado do torneio por conta de uma lesão. O chefão da franquia, Dana White, anunciou a dispensa pelo Twitter: “Ele machucou o joelho”, escreveu. Na contramão das súbitas mudanças sempre prejudiciais às edições, a lesão do norte-americano deu brecha para uma luta aguardaa pelo público: Chang Sung Jung, o Zumbi Coreano, vai substitutir o atleta contra o campeão do peso-pena do UFC.

O asiático vem de três vitórias consecutivas frente a Leonard Garcia, Mark Hominick e Dustin Poirer. Ele deveria lutar contra Ricardo Lamas no UFC 162, marcado para Nevada, nos Estados Unidos, no próximo dia 6. Mas quis o destino remover-lhe do card e dar-lhe a chance de disputar um dos cinturões mais difíceis de mudar de mão do Ultimate. Pelo estilo demonstrado dentro do octógono, já vinha sendo especulado para encarar o brasileiro, um dos melhores peso-por-peso do mundo.

Invicto há quinze duelos, Aldo sustenta o título desde a extinção do WEC e a consequente criação da categoria no maior torneio de MMA do mundo. Ele é favorito no UFC 163, no Rio de Janeiro (dia 3 de agosto),  – onde se jogou até para a plateia -, sobretudo depois da vitória contra Frankie Edgar e Chad Mendes, tidos como ameaça real ao cinturão. O duelo promete.

Ah, UFC, poderia ser um mais difícil…

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A língua pode até queimar – como é tendência natural em quem se atreve a antever os fatos. Mas é difícil pensar em derrota do campeão dos meio-pesados do UFC, Jon Jones, na luta recém-arranjada para ele contra o sueco Alexander Gustaffson. O duelo soa como arremedo diante da falta de adversários capazes de roubar-lhe o cinturão. E nunca é demais frisar: é mais um banho de água gelada em quem sonha um dia ver o maior combate de MMA da atualidade entre o jovem talento do Ultimate e o brasileiro Anderson Silva.

O adversário tem um histórico recente de sucessos. Mas as aparências podem enganar. Gustaffson só enfrentou dois lutadores entre os dez da lista dos mais fortes do ranking do UFC: Maurício Shogun Rua (7ª posição) e Phill Davis (8ª). Suou para ganhar do já combalido lutador brasileiro, hoje uma sombra do ex-campeão e guerreiro de antigamente. Perdeu do segundo lá atrás, antes de emplacar uma sequência de seis vitórias consecutivas. É uma performance duvidosa para encarar o maior lutador da atualidade depois do Aranha.

A definição da luta parece arranjo para movimentar o campeão Jon Jones. Verdade seja colocada: faltaram adversários disponíveis e qualificados – sobretudo depois da esquiva de Anderson Silva de uma possível superluta. Lyoto Machida, até hoje um dos lutadores mais perigosos frente ao campeão, ao lado de Vitor Belfort, vai encarar Phill Davis no próximo UFC no Rio de Janeiro. Está, portanto, fora da disputa (e até merece uma explicação mais robusta a falta de uma revanche entre ele e o campeão). Daniel Cormier recusou baixar de peso. Nem se cogitou o gordinho Roy Nelson. Shogun é carta fora do baralho depois de exibir performances fracas. Belfort até merecia uma chance, mas acabou ignorado.

O duelo está agendado para setembro, no Canadá, pelo UFC 165. E cai como uma luva para a pretensão de Jon Jones de segurar o título até embarcar rumo à categoria de cima, a dos pesos-pesados. Se depender do repertório de Gustaffson, até mesmo apontado por alguns como lutador com potencial, Jones segue imbatível. Isso se a língua não me trair…

Anderson Silva detona o TUF. E ele tem razão…

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Nem precisava o campeão se manifestar. A edição do TUF Brasil 2 passou longe da proposta de mostrar os bastidores dos treinamentos de atletas de MMA e a vida de sacrifícios fruto do excesso lutas. O objetivo de humanizar a brutalidade apresentada dos octógonos, com relato das histórias pessoais, dos altos e baixos emocionais e do estresse físico virou lenda. Melhor: perdeu feio para o vandalismo, as piadas sem graça, o exagero e toda infelicidade de comportamento indigno até de meninos na fase, digamos, aguda da puberdade.

Anderson Silva tocou a ferida: “Achei que o programa deixou a desejar. A proposta, que é mostrar a rotina de um atleta de MMA, não foi mostrada. Não foi um bom programa. As lutas foram de alto nível mas não tenho essa pretensão (de treinar um dos times). Quando você quer mostrar a imagem do esporte, tem de mostrar na essência”.

Admira o UFC ter permitido o desenrolar capenga do programa por tanto tempo. Da forma como passou na TV, em nada contribuiu para o propósito alcançado na década passada na televisão paga norte-americana. O TUF teve papel decisivo para inverter a antipatia do público dos EUA envolto em preconceito e refratário ao esporte considerado barbárie pura. A apresentação da vida e intimidade dos lutadores e o drama por trás dos treinos alimentaram a humanização e, consequentemente, atraíram para as arquibancadas (ou os sofás da sala) a plateia indiferente ao MMA.

A aposta na ridicularização propiciada pelo TUF 2 no Brasil quebrou o sentido principal do programa. Rebeldia sem causa, brincadeiras infantis, falta de foco nos ensinamentos das artes marciais jogaram contra a audiência. O saldo para quem assistia é de uma turma de confinados sem apreço por mestres e pela filosofia das artes marciais. Para que serve isso? É quase um subproduto de big brother sem mistura de sexos ou outro reality show com promessa falsa de estimular o esporte. O desdobramento óbvio é a baixa audiência e a desconfiança da Globo em promover a terceira edição do programa.

Não à toa, o maior lutador brasileiro de MMA da atualidade critica: “Foi mostrado vandalismo no TUF. Cheguei até aqui sem vandalismo. Não gostei. Com as dificuldades que passei quando estava começando, jamais jogaria um colchão na piscina e destruiria coisas dentro da casa. Está faltando um pouco do conceito da essência da arte marcial para que a gente possa ter um TUF decente. As crianças assistem e são fãs daquilo”. Abre o olho, UFC.

Começa a venda de ingressos para o UFC 163 no Rio de Janeiro

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Texto do UFC

O Ultimate Fighting Championship volta ao Rio de Janeiro no dia 3 de agosto, na HSBC Arena, com a disputa pelo cinturão Peso Pena entre o campeão José Aldo e o desafiante Anthony Pettis. Os fãs também terão a chance de assistir ao ídolo Meio-Pesado Lyoto Machida pela primeira vez no Brasil, enfrentando o americano Phil Davis. Invicto na categoria Meio-Médio, Demian Maia enfrenta Josh Koscheck. O UFC 163 – Aldo vs Pettis ainda vai entrar para história com a primeira luta feminina da organização no Brasil, entre a baiana Amanda Nunes e a alemã Sheila Gaff. O evento terá início às 19h15, com o card principal previsto para as 23h. A abertura dos portões ao público acontecerá às 17h30.

A pré-venda dos ingressos para clientes HSBC começa nesta terça-feira, dia 11 de junho, às 18h. Para os fãs em geral, a venda dos bilhetes será a partir das 20h desta quarta-feira, dia 12, pelo site www.ticketsforfun.com.br, nos pontos de venda T4F, pela Central de Relacionamento Tickets for Fun 4003-5588 ou na bilheteria do HSBC, no dia do evento.

Os ingressos estarão divididos pelos setores: Arquibancada (R$ 290 / R$ 145 – meia-entrada); Cadeira Especial (R$ 850 / R$ 425 – meia-entrada); Cadeira Premier (R$ 1.400 / R$ 700 – meia-entrada); Octógono Premier (R$ 1.600 / R$ 800 – meia-entrada) e Pessoas com Deficiência (R$ 145). Os fãs poderão comprar 04 ingressos por CPF, sendo somente um de meia-entrada. Haverá uma taxa de entrega por compra – independente do número de bilhetes adquiridos e variável de acordo com os preços de Sedex praticados em cada praça – caso deseje receber em casa. Não há taxa de conveniência. Pessoas com Deficiência devem comprar seus ingressos exclusivamente através do número 4003 5588.

O UFC 163 – Aldo vs Pettis marca o retorno do campeão José Aldo ao Rio de Janeiro após um nocaute no primeiro round sobre Chad Mendes no UFC Rio 2, em janeiro de 2012. Na ocasião, Aldo correu para a arquibancada e se jogou nos braços da torcida, numa comemoração apoteótica. Posteriormente, o campeão ainda defendeu seu cinturão no UFC 156, em Las Vegas, derrotando Frank Edgar por decisão unânime e ganhando o prêmio de luta da noite.

Já o meio-pesado Lyoto Machida recuperou-se bem da derrota para Jon Jones, obtendo vitórias importantes sobre Ryan Bader e Dan Henderson. Hoje, ocupa a primeira posição no ranking da categoria, abaixo apenas do campeão Jones. Seu adversário, o americano Phil Davis vem de duas vitórias sobre brasileiros: Wagner “Caldeirão” Prado, no UFC Rio 3, e Vinny Magalhães, no UFC 159.

Outro que ocupa posição de destaque é Demian Maia. Desde que mudou para a categoria Meio-Médio, o brasileiro acumula três vitórias em três lutas. É com esse cartel que ele chega para a luta contra o americano Josh Koscheck, que já desafiou o campeão George St-Pierre em 2010 e atualmente é top 10 no ranking da categoria.

Card do UFC 163 – Aldo vs Pettis*
Jose Aldo vs Anthony Pettis
Lyoto Machida vs Phil Davis
Demian Maia vs Josh Koscheck
Cezar “Mutante” Ferreira vs Clint Hester
Vinny Magalhães vs Anthony Perosh
Amanda Nunes vs Sheila Gaff
Sergio Moraes vs Neil Magny
Thales Leites vs Tom Watson
Rani Yahya vs Josh Clopton
Ednaldo “Lula” Oliveira vs Robert Drysdale
Iliarde Santos vs Ian McCall
John Lineker vs Phil Harris
Viscardi Andrade vs Bristol Marunde

*Card sujeito a alterações

DIVISÃO DE SETORES SETOR ASSENTO MARCADO INTEIRA MEIA
Octógono Premier SIM R$ 1.600 R$ 800
Cadeira Premier SIM R$ 1.400 R$ 700
Cadeira Especial SIM R$ 850 R$ 425
Arquibancada NÃO R$ 290 R$ 145
Pessoas com deficiência NÃO R$ 145

Minotauro deveria parar de lutar?

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A derrota é inimiga mortal do imediatismo e da tomada de decisões. Agir no calor do revés pode significar atalho para o arrependimento. Mas a decepção nunca deve passar em branco. E merece sempre reflexão – sobretudo quando aparece em momentos chave da vida de quem topou com o deslize.

O fracasso de Antônio Minotauro diante de Fabrício Werdum, no UFC Fortaleza, seria apenas resultado natural da luta de um atleta de MMA com uma extensa lista de combates no ringue. Seria. A idade do lutador, a performance demonstrada no octógono e as insinuações dos bastidores para vê-lo se aposentar colocam a lenda brasileira diante de um dilema: parar e conservar a imagem de mito mundial do esporte, com direito a se tornar um dos embaixadores do UFC mundo afora, ou insistir na carreira e correr o risco de engordar a relação de tropeços?

A escolha é difícil. Minotauro ainda se recupera de uma lesão no braço provocada pela finalização imposta por Werdum.O tema, no entanto, arde sobre a mesa. E é impossível esfriá-lo. Dono de uma trajetória invejável nos ringues, desde a época do Pride e dos confrontos com Fedor Emelianenko, o lutador brasileiro se mostra longe de repetir a atuação gloriosa do passado. Depois da derrota contra Frank Mir, quando dominava a luta, no fim de 2011, ele até mostrou poder de reabilitação: sarou a lesão no braço, voltou ao octógono e venceu Dave Herman.

Mas o desempenho contra Werdum preocupou. Minotauro apresentou lentidão, pareceu acima da forma física ideal e pecou justamente no terreno onde reinou anos a fio: o jiu-jítsu. Presa fácil para o adversário, acabou finalizado, trunfo até então alcançado apenas por Mir em um vacilo do brasileiro no duelo do UFC 140. Aos 37 anos e enquadrado nos pesos-pesados, categoria com nomes fortes como o campeão Cain Velásquez e Junior Cigano dos Santos, está distante agora de uma possível disputa de cinturão. A pergunta é: ainda vale a pena lutar?

O brasileiro é um dos mestres das artes marciais mistas e tem lugar cativo no coração dos fãs do país e do mundo. As derrotas jamais apagarão as conquistas obtidas dentro do ringue e fora dele, onde apresentou poder inigualável de recuperação física e se tornou um dos pilares de sustentação do MMA e do próprio UFC. Mas a dificuldade de manter o alto rendimento, vencer nomes expressivos da franquia e a possibilidade de contribuir nos bastidores para o fortalecimento do esporte são variáveis difíceis de ignorar quando o planejamento da carreira surge adiante.

É cedo para medidas bruscas, o tempo adverte. A ferida da derrota recente ainda precisa ser curada. Mas, enquanto se levanta, o campeão deve ensaiar os próximos passos. E fica o aviso: qualquer decisão tomada por ele merecerá respeito e admiração dos fãs e dos outros lutadores. Minotauro, a história valida, é conhecido pela superação diante das adversidades. Não seria uma saída definitiva do ringue capaz de suprimir da memória coletiva a marca deixada por ele no esporte. Se for essa a preocupação, verdade seja dita: ele já venceu adversários bem piores. 

UFC em Fortaleza: altos e baixos de um show brasileiro de MMA

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A decisão de arrastar para o nordeste brasileiro uma edição do UFC exibiu sinal de sabedoria dos dirigentes da franquia. A região galopa no crescimento econômico nos anos recentes e, por consequência, tem um dos mercados consumidores mais atraentes para novas marcas. A disponibilidade para usar o extra de cada dia fertiliza quando semeada no campo das artes marciais mistas, terreno onde brotaram diversos talentos locais, como o baiano Minotauro, o potiguar Renan Barão e os cearenses Pepey e Caio Magalhães. A jogada deu certo: casa cheia, lutas espetaculares, finalizações a torto e a direita e a certeza de sucesso em eventos futuros. O Nordeste provou amar o MMA, refletido na tarde e noite deste sábado nas lutas do Ultimate.

A única ressalva na organização fica por conta do card. O UFC insiste em escalar a maioria de brasileiros no cardápio servido nas edições do país. Os poucos estrangeiros dão as caras como meros coadjuvantes da festa – embora consigam até melar a alegria tupiniquim com vitórias improváveis. É uma estratégia adotada para garantir empatia junto ao público e evitar desinteresse em relação a lutadores estrangeiros. Um equívoco óbvio. O MMA já está consolidado no Brasil, e os fãs anseiam ver outros nomes de peso por aqui, como Jon Jones, Cain Velasquez, George St-Pierre – para ficar apenas nos mais expressivos.

Os altos e baixos da edição realizada em Fortaleza:

- Minotauro x Werdum: no confronto principal da noite, Fabrício Werdum finalizou Minotauro. É o segundo lutador da história a conseguir vencer o baiano sem ser nos pontos ou nocaute – apenas Frank Mir havia finalizado e nocauteado o brasileiro. “Vai, cavalo”, como é conhecido, ganha a dianteira na preferência da disputa do título, hoje nas mãos de Cain Vellasquez. Ele venceu a terceira luta consecutiva. Minotauro, apontado como favorito, volta à estrada para pensar na possibilidade de ser novamente o campeão. Ou, se ouvir os apelos do UFC, pode encarar a aposentadoria.

- Cearenses: deram show nas arquibancadas e conseguiram assistir a um filho da terra detonar. Caio Magalhães fez bonito e finalizou Karlos Vemola. Rony Jason, de Quixadá, também venceu. O “contratempo” foi Pepey, derrotado por Sertanejo.

- Pernambuco: Raphael Assunção venceu a quarta luta seguida e, classificado antes do combate como sexto do ranking do peso-galo, deu passo importante para disputar o cinturão da categoria. Raphael finalizou Vaughan Lee.

- Erick Silva: recuperou-se do vexame diante de John Fitch e voltou a ser tachado de fenômeno. Em pouco mais de um minuto, derrubou Jason High com uma chave de braço.

- Thiago Silva: resistiu às investidas de Rafael Feijão, apontado como favorito e até mesmo candidato a destronar Jon Jones, e nocauteou o adversário com ums sequência certeira de socos.

- Daniel Sarafian e Léo Santos: o primeiro era promessa do TUF Brasil 1, mas iniciou mal no UFC e perdeu para CB Dollaway. Em Fortaleza, retomou a performance vitoriosa. O segundo tornou-se campeão do TUF 2 ao vencer bem um combalido Patolino. Contrato firmado com o Ultimate.

- Rafael Feijão: começou bem, mas mostrou-se uma ameaça sem fôlego. Cansou, perdeu mobilidade e sucumbiu a uma saraivada de socos diante de Thiago Silva. precisa comer mais feijão – para ficar no clichê.

- Bruce Buffer: o apresentador esbanja simpatia e se esforça para falar português, um gesto de cordialidade com os brasileiros. O “It’s time” é seguido entusiasmo pelos torcedores.