Anderson Silva recusa outro selinho em Weidman

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Anderson Silva e Chris Weidman se enfrentarão no dia 28 de dezembro, na MGM Grand Arena, em Las Vegas, na revanche pelo título dos médios no UFC. Principais estrelas da edição 168 do Ultimate, os lutadores estiveram hoje na cidade da luta para participar de uma entrevista coletiva, que teve boa participação do público brasileiro e muita irreverência no fim.

Na encarada antes da pesagem do UFC 162, em julho, quando Weidman ganhou o cinturão da categoria, o público presenciou uma cena curiosa. Para tentar desestabilizar o rival, Anderson Silva deu um ‘selinho’ no norte-americano, que se assustou. Desta vez, o brasileiro tapou a boca para evitar no beijo entre os dois.

Respeito ao novo campeão

Anderson assimilou bem a derrota para Chris Weidman. O brasileiro evitou provocações e pediu mais respeito ao novo campeão dos médios do Ultimate. “Eu não sei porque as pessoas não respeitam o campeão. Às vezes as pessoas veem as lutas e não respeitam o campeão. Esse cara me detonou e é o campeão. Precisam respeitá-lo”, disse.

Uma pergunta intrigou Anderson Silva durante a coletiva. Um repórter brasileiro indagou se ele entrou no octógono em julho para fazer um personagem contra Weidman. A resposta veio em tom de ironia. “Ali não dá para fazer personagem, é muito sério. Depois da luta eu recebi muitas críticas. Mas ninguém sabe o que se passa, porque ninguém entra no octógono para lutar. Eu não treinei quatro meses para levar um soco e perder. Eu vou treinar e corrigir o erro das pernas paralelas para vencer de novo”, completou.

O lutador brasileiro viu um lado bom na derrota para Weidman. Anderson disse que relembrou como é ser campeão e afirmou que as coisas mudarão em dezembro. “Vai começar tudo de novo, vai ser aquela loucura toda. Faz parte do trabalho. Eu amo fazer isso. Quando comecei a treinar, eu não imaginava chegar aonde cheguei. Queria ser tão bom como meus professores. Foi bom eu ter perdido para entender como Deus foi bom na minha vida esse tempo todo. Ele me deu um presente, que é ser campeão, e que eu esqueci um pouco. Mas agora entendi como funciona, e muita coisa vai mudar”, concluiu.

Fãs brasileiros

Como sempre acontece neste tipo de evento, o UFC abre a parte final da coletiva para entrevista do público. E, mesmo nos Estados Unidos, a maioria de fãs do Ultimate no local era formada por brasileiros, que renderam um comentário bem-humorado de Dana White.

“Chris Weidman está impressionado. Parece que o Brasil inteiro veio para essa coletiva”, disse, aos risos. (Texto: Superesportes)

É hora de Shogun se aposentar?

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Aposentadoria independe de idade. O sujeito pode ter encerrado o ciclo, cumprido a função, ter atindigo o ponto máximo do esporte e, agora, só enxergar pela frente o caminho do descanso. É difícil sentenciar alguém ao fim. Mas é ainda mais doloroso assistir ao desmoronamento de um passado por conta de atuações vergonhosas. É, Shogun, talvez seja a hora de repensar a carreira e, por que não, considerar a possibilidade de pendurar as luvas.

Desde a conquista do cinturão com nocaute sobre Lyoto Machida, o lutador pena para fazer uma boa atuação. Vale relembrar a resistência contra Dan Henderson em um épico combate só decidido pelos juízes após cinco rounds. Mas está aquém do histórico do atleta, máquina de lutar no extinto Pride e ex-campeão do Ultimate. O passado de glórias amplia a expectativa sobre o presente. E Maurício Shogun Rua debilita a própria história com derrotas acachapantes.

A perda do cinturão para Jon Jones foi apenas o início de uma derrocada com pequenos lampejos de vida. A gota d’água é, de fato, a derrota para Chael Sonnen, ex-lutador da categoria dos médios, um atleta mediano e com mais poder de falar do que de combater. O pior é o desempenho apresentado pelo brasileiro: cansaço, dificuldade de conectar golpes, incapacidade de reagir e virar as lutas. Sonnen dominou todo o combate – muito rápido, diga-se – e encaixou uma guilhotina esnsaiada durante o duelo inteiro. Logo ele, considerado moderado no jiu-jitsu.

Shogun chorou depois da derrota, visivelmente abalado com o jeito de lutar. Ele sabe que o fracasso fulminante traduz o momento na carreira. O atleta entrou no octógono para recuperar o prestígio, e Sonnen era apenas uma escada para voltar ao favoritismo de outrora. Com a desistência, prejudicou a percepção de todos sobre a situação no UFC e comprometeu qualquer tentativa de um dia pensar no cinturão. “Fiquei muito triste com a derrota, ninguém quer perder. Sonnen foi feliz e eu fui infeliz. Eu dei o máximo, e sou quem menos quer perder, porque eu que subo lá e tomo porrada na cara. Mas hoje não deu”, declarou após o torneio.

Shogun tem apenas 31 anos, mas dá sinais inegáveis de fadiga no octógono. Está distante, por exemplo, da forma exibida no octógono por Anderson Silva, aos 38 anos. Deveria aproveitar o tropeço no sábado passado para corrigir os passos e se indagar: vale a pena insistir na caminhada?

Não basta sonhar, Shogun…

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Maurício Shogun é, hoje, um fragmento do campeão do UFC e do Pride do passado. A movimentação no octógono está longe da ideal e a força dos golpes carece de mais precisão. O lutador apresenta visível dificuldade para resistir a uma batalha inteira e sucumbe ao tempo quando os rounds avançam sem um desfecho por nocaute ou submissão. A derrota para Alexander Gustafsson, em dezembro do ano passado, depois de três assaltos e uma decisão unânime dos árbitros, atestou a falta de forma física do atleta acostumado a sobrar dentro do ringue. A queda feriu o cartel e adiou os planos de recuperar o cinturão dos meio-pesados do torneio.

Mas o sonho continua vivo. A poucas horas de entrar no octógono contra Chael Sonnen, a aberração falante do UFC, o brasileiro demonstra motivação. “Meu grande sonho é conquistar o cinturão do Ultimate”, ele diz. A ponte para a realidade, no entanto, requer vitórias. E elas só vêm se o Shogun de hoje repetir desempenho semelhante ao do Shogun de ontem.

Veja na matéria do Superesportes:

Maurício ‘Shogun’ Rua demonstra muita motivação para voltar a brigar por título. Adversário de Chael Sonnen no main event do UFC Fight Night 26, neste sábado, em Boston, o brasileiro garante que está totalmente focado na luta e afirma: seu grande objetivo é vencer para, novamente, entrar na lista de desafiantes pelo cinturão, atualmente com Jon Jones.

“Eu encaro esta luta como uma luta que eu quero muito vencer. Meu grande sonho é conquistar o cinturão do UFC. Eu sei que, para ter essa chance, preciso passar pelo Sonnen. Meu foco é 100% Sonnen e meu objetivo é vence-lo para, no futuro, conquistar o cinturão, que é consequência disso”, comentou Shogun, nesta quinta-feira, na entrevista coletiva que reuniu os lutadores do card principal do evento.

Com vitórias em duelos memoráveis contra lutadores consagrados, como Chuck Lidell, Alistair Overeem, Minotouro, Forrest Griffin e Lyoto Machida, Shogun ganhou status de lenda do MMA. No entanto, após perder cinturão dos meio-pesados para Jon Jones, em 2011, por nocaute, o curitibano oscilou bons e maus momentos e apresentou falta de preparo físico nas suas últimas lutas no Ultimate. Nesse tempo, ele nocauteou Griffin e Brandon Vera, mas sofreu reveses diante de Dan Henderson e, recentemente, contra Alexander Gustaffson. Os resultados negativos fizeram o ex-campeão cair para o oito lugar do ranking da categoria.

Maurício Shogun minimiza as derrotas em sua trajetória no UFC e ressalta a qualidade dos adversários. “Eu só luto contra os melhores. Desde de que comecei a lutar MMA, eu só luto contra os tops. Eu treino muito para vencer as lutas. E é isso que eu faço hoje. Meu foco é sempre vencer. O que eu faço hoje é a mesma coisa de dez anos atrás. O MMA realmente muda e evolui. E eu também tento buscar essa evolução como atleta”, afirmou.

Em busca do cinturão, Shogun tem apoio de Dana White. O presidente do UFC declarou que o vencedor da luta principal em Boston ficará em boa situação na divisão e vai se aproximar de uma futura disputa de cinturão. “A vitória é um bom negócio. Chael Sonnen ainda é considerado um dos melhores pesos-médios do mundo. Para Shogun, a vitória diante de Chael Sonnen o deixa a um passo de disputar o cinturão, também”, destacou.

UFC Fight Night 26

Sábado, 17 de agosto

TD Garden, em Boston

 

Card principal

 

Mauricio Shogun x Chael Sonnen

Travis Browne x Alistair Overeem

Iuri Marajó x Urijah Faber

Matt Brown x Mike Pyle

Uriah Hall x John Howard

Michael Johnson x Joe Lauzon

 

Card preliminar

 

Michael McDonald x Brad Pickett

Conor McGregor x Max Holloway

Mike Brown x Steven Siler

Diego Brandão x Daniel Pineda

Manny Gamburyan x Cole Miller

Cody Donovan x Ovince St. Preux

Ramsey Nijem x James Vick

Anderson Silva pede ajuda a Chuck Norris e Steven Seagal para recuperar cinturão

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Texto: Superesportes:

Até então o ator Steven Seagal era um dos ‘mestres’ de Anderson Silva na preparação visando aos combates no UFC. Entretanto, o Spider anunciou mais um astro de Hollywood como parceiro no camp de treinamentos para a revanche contra Chris Weidman, pelo cinturão do peso-médio. O brasileiro terá o auxílio de Chuck Norris no período de trabalho para o aguardado duelo, marcado para a edição 168, a última deste ano, em 28 de dezembro, em Las Vegas.

Em declaração ao site Fighters Only, Anderson Silva disse que o foco está totalmente voltado para recuperar o cinturão, perdido com nocaute técnico sofrido para o norte-americano, na luta principal do UFC 162, no mês passado, em Las Vegas. O Spider ainda anunciou a presença de mais um nome de peso na preparação visando a revanche.

“Vou treinar e manter o foco para lutar (contra Chris Weidman) em 28 de dezembro. Tive um pesadelo com o Weidman, mas não tenho medo dele. Ele é determinado, mas tem dois braços e duas pernas como eu. Agora eu vou trazer o Chuck Norris (para o camp). Vou trazer tanto o Chuck Norris quanto o Steven Seagal”, anunciou o ex-campeão ao site norte-americano.

Para alguns, ficou a sensação de que tudo não passava de uma brincadeira de Anderson Silva. Mas a afirmação do Spider faz sentido, já que Chuck Norris é especialista em caratê e se destacou também no taekwondo, tornando-se o primeiro ocidental a ganhar a faixa preta 8º grau. O astro ainda criou a arte marcial Chun Kuk Do, baseada no Tang Soo Do, oriunda da Coreia do Sul. E contracenou com Bruce Lee em filmes de lutas. Poderia ser mais um trunfo do brasileiro na luta em pé, apostando nos chutes para desestabilizar o agora campeão Weidman.

No Recife, Wanderlei Silva diz que quer o cinturão e luta contra Belfort

 

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A voz não hesita: “Mestre, você pode vir aqui?”. Era o pedido de um aluno à procura das dicas de quem carrega na bagagem a história do MMA. O careca simpático de voz grossa e, a distância, embolada rapidamente o atende. Em poucos segundos, ensina o movimento, a postura, o posicionamento. Transforma a dúvida em técnica. E as lições, uma atrás da outra, seguem pela tarde inteira para duas turmas de aproximadamente 20 alunos cada na academia MXA Fight Club, em Boa Viagem, no Recife.

Carismático, Wanderlei Silva encantou admiradores durante passagem pela cidade. No seminário na MXA, ensinou golpes no chão e em pé. Misturou-se aos alunos e dedicou atenção a todos. Corrigiu entradas, quedas, joelhadas e chutes. Chamou os pupilos para duelos e demonstrou por que é uma das lendas vivas do MMA da atualidade.

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Ao fim da aula, Wanderlei reuniu-se com jornalistas e respondeu a perguntas sobre o esporte. O Cachorro Louco contraria as previsões de quem lhe julga velho para continuar no MMA. Afirmou querer o cinturão da categoria dos médios do UFC – de onde se mantinha afastado, diz ele, pela amizade com Anderson Silva, ex-campeão -, ter gostado da recepção no Recife – onde cogita até comprar o apartamento – e rememorou o crescimento das artes marciais mistas no Brasil e no mundo.

Confira trechos da entrevista:

Como quer ser lembrado
“Quero ser lembrado como um cara que representou bem o Brasil. Dizem que sou humilde e tal… Mas o cara que veio de onde eu vim nem poderia ser diferente. Eu acho que você tem que passar para as próximas gerações que é um cara bom de briga”


Recepção no Recife
“Quando você vai para um lugar diferente, você nunca sabe o tanto de pessoas que te conhecem. Mas fiquei surpreso com as pessoas aqui no Recife. Já liguei para a minha patroa e disse: ‘O clima é bom, a praia é bonita… tem um apartamento beira-mar… Quem sabe vocês não vão ganhar um novo vizinho?”

Cinturão
“Estou vindo de boas performances. Nas últimas três lutas, ganhei quatro bônus. Estou representando bem, conseguindo fazer combates emocionantes diante dos maiores nomes do mundo. O Anderson era amigo meu, eu nem pensaria em lutar com ele. Mas agora, que tem novo campeão, quem sabe?”

Resistência ao MMA
“A gente faz um trabalho há sete anos na França para legalizar MMA por lá. Fizemos um seminário para quase mil pessoas. Neste ano deve legalizar lá. Mas agora a gente conseguiu abrir as portas do MMA no mundo todo. Principalmente aqui no Brasil, não se é mais um esportista de segunda classe. Conseguimos mais patrocínio, entrar pela porta da frente, ter mais patrocínio. Será difícil bater o Brasil”

Vitor Belfort
“É uma luta que eu quero, que todo mundo quer. Não sou eu que decido se é a próxima. Não posso passar por cima do patrão. Quem manda é ele. É o dono da bola, o dono campo. Quem manda é o evento. O que for interessante a gente faz”

Pride x UFC
“A regra muda um pouco. Você lutar em ringue e no octógono. A gente foi um pouco prejudicado por tirar a joelhada e o chute no chão, golpes que a gente desenvolvia bem. Mas, para o esporte ficar mais televisivo, acho que essas mudanças foram bem feitas. Se não, o esporte fica difícil. É uma readaptação. Mas estou bem adaptado. Estou conseguindo me soltar bem no Cage”.

Anderson Silva participa do programa Legendários

(via assessoria da TV Clube/Record)

Marcos Mion recebe com exclusividade no palco do Legendários o campeão Anderson Silva. Durante o programa, o lutador responde a perguntas polêmicas de Alexandre Pato, Junior Lima, Luan Santana, Marcelo Rezende e outras personalidades.

No musical, o cantor Michel Teló agita a noite com seus maiores sucessos que estão na boca da galera. E, pela primeira vez em um programa de TV, o galã não estará sozinho: ele e a namorada, a atriz Thaís Fersoza, aparecem juntos na atração.

Legendários vai ao ar aos sábados, na TV Clube/Record, às 23 horas.

 

O Cachorro Louco no Recife

 

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Um dos maiores nomes da história das artes marciais mistas deve desembarcar no Recife nos próximos dias para ministrar um aulão sobre o esporte. Wanderlei Silva, o lutador conhecido pelos singelos apelidos de Cachorro Louco e Machado Assassino, vem em ação da MXA – loja especializada em artigos esportivos para luta. Espécie de embaixador do UFC (ele viaja o mundo para ajudar a promover a prática), ele falará no Recife sobre técnicas de combate e atividades correlatas ao tema.

O anúncio da vinda do Cachorro Louco rapidamente atraiu a atenção dos fãs e praticantes de MMA no Recife. A primeira turma esgotou as inscrições e, no início da semana passada, a MXA decidiu abrir nova atividade. Em parceria com o blog Ringue Diario, a loja vai sortear uma camisa autografada pelo lutador (basta compartilhar a matéria do Facebook do Diario de Pernambuco para concorrer).

O retrospecto recente de Wanderlei Silva no UFC, com alternância de vitórias e derrotas, nem de longe espelha a importância dele para o esporte. O atleta é um dos responsáveis por firmar o MMA no circuito mundial, com lutas épicas no extinto Pride, no Japão, contra Mark Hunt, Quinton Jackson, Sakuraba, entre outros. Conhecido pela performance explosiva dentro do ringue e pela docilidade fora dele, Wanderlei é uma enciclopédia viva das artes marciais mistas. Ao lado de Vitor Belfort, foi escolhido como técnico da primeira edição do The Ultimate Fighter Brazil 1.

As mais recentes passagens pelo octógono registram derrota para Rich Franklin, em junho de 2012, e nocaute arrasador contra Brian Stann, em março deste ano, no Japão, onde ele é tido como rei.

A aula registra a inauguração oficial da MXA Fight Club, casa com sete modalidades de luta em Boa Viagem. As inscrições do seminário pode ser feitas 3326-6420 e custam R$ 200.

Anderson Silva entre os mais arrogantes, diz site

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O site norte-americano Bleacher Report aproveitou a polêmica derrota de Anderson Silva para Chris Weidman, em que o Spider foi taxado por muitos como ‘mascarado’ e acusado de desrespeitar o adversário, para fazer um levantamento diferente. O portal formulou uma lista dos lutadores considerados pela própria página eletrônica como os mais arrogantes do MMA.

A lista possui nove lutadores do Ultimate Fighting Championship e outro do Bellator, concorrente do UFC e considerada a segunda maior organização de MMA. E um brasileiro está presente no levantamento. Adivinhem quem? Ele mesmo, Anderson Silva, que ficou em segundo lugar entre aqueles considerados mais arrogantes no octógono.

O campeão dos arrogantes para o Bleacher Report é o holandês naturalizado Alistair Overeem. Flagrado no antidoping e suspenso por nove meses, o peso pesado voltou ao octógono do UFC contra o brasileiro Antônio Pezão. Depois de várias provocações antes do combate, Reem foi massacrado pelo brasiliense radicado na Paraíba, com um nocaute contundente no terceiro round, em duelo disputado na edição 156, em fevereiro.

Outros nomes conhecidos estão presentes na lista, além de Alistair Overeem e Anderson Silva. Chael Sonnen, o eterno falastrão, Jon Jones, Michael Bisping, Dominick Cruz, entre outros, também têm um lugar entre os arrogantes citados pelo site. O único atleta não contratado pelo UFC é Jon Koppenhaver, mais conhecido como War Machine, ex-ator pornô nos EUA, que já teve vários problemas com a Lei e chegou a ser preso. Ele luta entre os meio-médios do Bellator. (Texto: Superesportes)

Confira a lista dos dez mais arrogantes do Bleacher Report:

1 – Alistair Overeem

2 – Anderson Silva

3 – Frank Mir

4 – Josk Koscheck

5 – Chael Sonnen

6 – Michael Bisping

7 – Dominick Cruz

8 – Jon Jones

9 – War Machine (Bellator)

10 – Rory McDonald

Jon Jones: “Deuses da guerra fizeram Anderson Silva pagar”

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Anderson Silva x Jon Jones seria uma luta épica na história do MMA atual. De um lado, o imbatível campeão do peso médio, remanescente de uma geração criada junto à fama do UFC e parte elementar do sucesso da franquia. Do outro, o campeão do meio-pesado, a mais nova revelação do esporte e expoente de talento ninado pelos dirigentes do torneio. Seria o tira-teima de titãs da luta. Seria o espetáculo de deuses das artes marciais mistas visto a olho nu. Seria.

Anderson Silva caiu do olimpo. A aura de divindade ruiu no deboche. E a quem interessa, agora, contrapor um invencível a uma sombra de zombaria? Jon Jones percebeu o estrago causado pela gozação de Anderson.

E protestou: “É uma droga”, escreveu no Twitter logo após a derrota do brasileiro. Era o indício da ruína da superluta aguardada por fãs, casas de aposta, dirigentes do UFC e amantes do MMA. Ficou mais difícil agora.

Jon Jones sentiu a bobeira de Anderson. E partiu para o sermão. Um atrás do outro.

Sobre a empáfia: “Ele chegou ao ponto em que realmente acreditou no dom. Mas ele abusou disso”

Sobre o oponente: “Ele desrespeitou o próprio dom quando desrespeitou o adversário”

Sobre a filosofia do esporte: “MMA é tradicionalmente um esporte baseado na honra e na integridade e tratar as pessoas com respeito. E ele pagou o preço por isso”

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Sobre o resultado: “Eu acho que ele foi desrespeitoso. E os deuses da guerra fizeram ele pagar por isso. Ele ainda é o Anderson Silva que conheço”

Sobre a lição: “Isso me motivou muito. Assistir a uma pessoa que admiro perder”

Sobre a estratégia: “Eu tento manter o meu ego sob controle quando vou para a luta. E vendo Anderson Silva perder daquele jeito, eu nunca colocaria minhas mãos para baixo daquele jeito”.

Jon Jones tem pela frente o sueco Alexander Gustaffson. Eles lutam no UFC 165, em setembro. Assim como na luta de Anderson, o desafiante é jovem e vitorioso. Mas Jones parece escaldado pelo fracasso do Aranha. Pelo menos para isso o vexame serviu.

Anderson Silva e família rebatem os críticos

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Horas depois de se banhar de vergonha no UFC 162, o ex-campeão dos médios do UFC Anderson Silva deu uma resposta a quem o criticou pela atuação pífia diante de Chris Weidman. O Aranha, melhor lutador de MMA da atualidade, contrariou a tranquilidade apresentada na coletiva e partiu para a contra-ofensiva. Com um texto sobre uma foto, rebateu as declarações de quem o condenou pela postura na madrugada do domingo, em Vegas.

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O filho do lutador também entrou na rede para defender o pai. Ele postou uma foto e esbravejou contra quem diminuiu Anderson pela derrota. “Pai, você é o melhor de todos os tempos. Eu não dou a mínima (com direito a palavrões) para que os outros dizem. Para besteiras como ‘Weidman é o melhor’, eu não ligo. Ninguém vai fazer o que você fez. Dez defesas de título, 5 ou 6 anos, segurando o cinturão”, ele escreveu na rede social.

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A família também se tornou abrigo para Anderson Silva aliviar o peso do fracasso em Las Vegas. O lutador postou no Twitter fotos (acima) com parentes e exclamou: “Esse título vale mais que tudo”, em referência aos abraços dos familiares. Ele também se dirigiu aos fãs e agradeceu o apoio: “Me preparei mas infelizmente não consegui quero agradecer a todos que sempre me apoiaram aos meus fãs. Muito obrigado”.