“Quero ajudar Pernambuco a se firmar no cenário do MMA”

Dana White observa encarada entre Jr Assunção (E) e Yagin na pesagem do UFC 135.

 

No início da adolescência, Júnior Assunção e seus irmãos, os gêmeos Raphael e Freddy, deixaram o Brasil com a mãe, em busca do sonho de uma vida melhor nos Estados Unidos. A adaptação não foi nada fácil, mas o trio encontrou nas artes marciais o apoio que precisavam para superar as adversidades. Suor, sangue e muita dedicação. Estes foram alguns dos ingredientes que transformaram em realidade o sonho de levar a bandeira de Pernambuco ao octógono do UFC.

Em sua reestreia no evento, Júnior apostou na aplicação tática para vencer o norte-americano Eddie Yagin na edição 135 do torneio, em 24 de setembro. O próximo encontro é com o inglês Ross Pearson, em 30 de dezembro, no UFC 141. Em meio aos preparativos para o combate, uma pausa para acompanhar o irmão Freddy no Recife Fighting Championship. Em entrevista exclusiva ao Ringue Diario, o lutador falou de suas metas e do carinho pelo RFC.

Ringue Diario: Como anda a expectativa pela luta do seu irmão no Recife Fighting?

Junior Assunção: Estou bastante ansioso. Talvez, até mais do que ele! (risos) Fazemos de tudo para podermos ficar juntos e numa luta como essa, em nossa casa, não poderia ser diferente. Com certeza, eu e Raphael estaremos ali no corner, para dar aquela força.

RD: Vocês dois estão conseguindo se firmar no UFC. Acredita que uma boa exibição pode ajudar Freddy a começar a trilhar o mesmo caminho?

JA: Com certeza! Essa é justamente a ideia! Já pensaram? Os “Assunção Brothers” todos no UFC?! Acho que nem os Gracie tiveram três membros da família lutando ao mesmo tempo no Ultimate.

RD: Durante um bom tempo, Rafaello Trator vinha tentando carregar a bandeira de Pernambuco no cenário do MMA mundial. Agora, vocês chegaram para dividir este fardo.

JA: Pois é. Trator realmente é um grande lutador e um ídolo local. Acho que ele teve um pouco de falta de sorte no UFC, mas sei do potencial dele. É que aqui, o nível é altíssimo! Acredito que com uma boa apresentação, as coisas vão ficar bem melhor para ele. E essa é uma das nossas batalhas. Queremos muito representar Pernambuco bem e deixar nossos conterrâneos orgulhosos. Quero ajudar Pernambuco a se firmar no cenário do MMA mundial.

RD: O que o Recife Fighting representa para você?

JA: Foi um evento muito importante para a minha carreira. Apesar de eu já ser conhecido aqui nos Estados Unidos há algum tempo, anotei mais duas vitórias no meu cartel. O RFC me tratou super bem! A partir dali, o promoter Daniel Cipó (proprietário da franquia) virou amigo da família. Sendo bem direto: foi um evento muito importante para o meu retorno ao UFC.

RD: Como andam os preparativos para a luta contra Ross Pearson?

JA: Estou muito focado nesse combate. Tenho treinador numa cidade chamada Colorado Springs, que fica a 2 mil metros de altitude. Isso torna os treinos ainda mais difíceis, mas sei que vai me ajudar bastante. Aqui, as coisas são muito profissionais.

RD: Acredita que uma nova vitória pode colocar você no card principal de algum UFC?

JA: Acredito que sim. Por isso, não penso em outra coisa, senão em vencer esse inglês. Aí, as coisas ficarão ainda melhores no ano que vem.

Sobre: Celso Ishigami

Jornalista hiperativo e insone, apaixonado por esportes, sejam eles disputados em campos, quadras, pistas, arenas ou ringues. Oss

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