Franquia de MMA e empresa de videogames celebraram contrato
O Ultimate Fighting Championship (UFC) pratica nos negócios o rito cravado no ditado popular: diz-me com quem andas e te direi quem és. Desde a compra da marca pela Zuffa, a franquia trabalha o marketing fora do octógono para se aproximar das potências empresariais do show-business. Os patrocínios incluem o contrato com a cervejeira Anheuser-Busch (dona da Bud Light) – uma das maiores do segmento. A transmissão televisiva primou pela parceria com a gigante norte-americana FOX – depois de anos vinculada à Spike TV. Processo semelhante vivenciado no Brasil, com a exclusividade negociada junto à Globo. O passo mais recente na estratégia comercial toca um ramo capaz de arrebanhar milhões pelo mundo: a indústria do videogame. O UFC firmou pacto com a EA Sports, uma das líderes do setor do entretenimento.
O acordo, anunciado com pompa pelo presidente da franquia, Dana White, marca nova era da popularização das artes marciais mistas. O UFC Undisputed 3 – última versão comercializada pela THQ, antiga parceira da franquia para jogos eletrônicos – figura entre os dez games mais populares do mundo na lista da revista Eletronic Entertainment. Só rivaliza com o NBA 2K12 – em temos de jogos esportivos – na relação. A THQ divulgou, recentemente, ter comercializado mais de 1,4 milhões de cópias do UFC Undisputed 3 desde o lançamento, no mês de fevereiro de 2012.
A nova parceria proporciona benefícios para as duas marcas. O UFC recebe um aceno inquestionável do mercado quanto à atenção pelas artes marciais mistas. Depois de derrubar as barreiras dos patrocinadores, quebrar a resistência dos lares norte-americanos e do mundo, chega a vez de consolidar posição no universo do entretenimento. Aliado a uma marca com prestígio inegável no setor: a EA Sports é dona, por exemplo, do jogo mais popular do mundo na atualidade, o Mass Effect 3 (segundo a lista citada).
A empresa de videogame celebrou o acordo com reconhecimento ao potencial do UFC no mundo dos esportes. “Nós demos início a uma longa parceria. UFC se tornou uma potência mundial porque eles têm os melhores lutadores, no melhor das artes marciais mistas”, asseverou Andrew Wilson, da EA Sports. O chefão do Ultimate comemorou o contrato: “Não há ninguém melhor na criação, mais autêntico que a EA Sports. Nós estamos muito excitados com a nossa visão, conexão e as experiências nas mutiplataformas”. A emoção esconde a crítica feita antes de Dana à empresa – chamada por ele de uma “uma droga”.
A parceria firmada entre os dois pode ser definida como mais uma conquista de marketing do UFC. O jogo transforma os lutadores – antes apontados com máquinas da barbárie – em personagens lúdicos, à disposição da criançada. O contrato abre possibilidade para popularização dos atletas ligados à franquia e se torna locomotiva para exploração de marcas associadas a eles. Mais um estágio vencido pelas artes marciais mistas.
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