A moral de Vitor Belfort

A velocidade e o peso de seus punhos renderam a Vitor Belfort o apelido de “Fenômeno” do MMA. No já distante 1997, o brasileiro surpreendeu o mundo da modalidade – que dava seus primeiros passos rumo ao profissionalismo – conquistando o cinturão dos Pesados do UFC com apenas 20 anos de idade.

Mas Belfort teve a carreira pontuada por altos e baixos. O sucesso precoce veio acompanhado de algumas polêmicas longe dos ringues. Além disso, o lutador teve a vida pessoal marcada por uma tragédia. O desaparecimento de sua irmã – caso que continua sem solução – interferiu diretamente na mudança da postura “bad boy” de outros tempos.

Obrigado a amadurecer repentinamente, Belfort passou a ser um atleta mais responsável e desde que voltou a dedicar-se à sua carreira, tem se mostrado um bom investimento. Em sua terceira passagem pelo UFC, o Fenômeno tornou-se o embaixador do Ultimate no Brasil.

Dançando conforme a música cuidadosamente orquestrada por Dana White, Belfort caiu nas graças do presidente da franquia norte-americana. O carisma do Fenômeno junto ao público brasileiro abriu-lhe algumas portas. Ele já desafiou Anderson Silva pelo cinturão dos Médios, lutou no Rio de Janeiro e até foi um dos treinadores da primeira edição do The Ultimate Fighter no Brasil.

Agora, Belfort está sendo cotado para a luta principal do UFC 153, que será realizada em 13 de outubro, tendo o Rio como palco mais uma vez. Nada está definido ainda, mas os rumores dão conta de que a cúpula da franquia estuda a possibilidade de promover o combate entre o Fenômeno e o norte-americano Chris Weidman, que “atropelou” Mark Muñoz semana passada.

Sem dúvida, seria um grande evento e o vencedor do duelo tem tudo para ser o próximo desafiante ao cinturão de Anderson Silva.

Sobre: Celso Ishigami

Jornalista hiperativo e insone, apaixonado por esportes, sejam eles disputados em campos, quadras, pistas, arenas ou ringues. Oss

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