Vitórias de Rafaello Trator e Rapha Assunção garantem o estado no Ultimate
A sobrevivência no maior torneio de artes marciais mistas no mundo reza pela cartilha da simplicidade: aos vencedores, a chance de continuar. Aos perdedores, o sinal de alerta para reverter a sina no combate seguinte. Caso os resultados negativos se perpetuem, é hora de recolher as luvas e pular fora do octógono do UFC. Obter vitórias é fundamental para permanecer nos quadros da franquia de Dana White. E dois pernambucanos asseguraram, em menos de quatro dias, mais longevidade no Ultimate: Rafaello Trator passou por Yoslandy Izquierdo no UFC 148 e, ontem, Rapha Assunção nocauteou o japonês Issei Tamura no segundo round pelo UFC Muñoz x Weidman.
É a segunda vitória de Rapha na categoria dos pesos-galos. Irmão de Freddy e Junior Assunção – o último cortado do UFC em condições misteriosas -, ele estava há onze meses sem subir ao ringue. A batalha mais recente ocorreu no Brasil, no UFC 134, diante de Johnny Eduardo. Ele estreou no Ultimate com derrota contra Erik Koch, na edição de número 128. Os resultados positivos na maior franquia de lutas do mundo só ocorreram depois de ele mudar de peso: passou para o galo – categoria cujo campeão é Dominick Cruz.
As vitórias de Rafaello e Raphael representam passo importante para manter o estado dentro do UFC. Sem nomes em vias de disputar cinturões em uma das oito categorias, Pernambuco custa a se firmar como gerador de atletas de elite das artes marciais mistas – justamente quando o esporte ganha visibilidade tanto nas redes de televisão quanto no gosto do brasileiro. O resultado positivo observado nas duas edições mais recentes do UFC é estratégico porque impede a eliminação por completo dos quadros pernambucanos do Ultimate e impulsiona os dois atletas (Rafaello e Rapha) na direção de desafios capazes de colocá-los na disputa por mais espaço na franquia.
