Campeonatos

Ultimate Fighting Championship (UFC)

O maior evento de MMA do planeta foi criado em 1993 pelo brasileiro Rorion Gracie e o norte-americano Art Davie. Tendo por base os eventos de Vale Tudo do Brasil, as primeiras edições tinham o formato de torneio. Para sagrar-se campeão da edição, o lutador precisa vencer três combates numa mesma noite. Em 2003, os irmãos Lorenzo e Frank Fertitta adquiriram os direitos da marca por US$ 2 milhões. Hoje, tendo os principais lutadores do mundo, o UFC está avaliado em US$ 2 bilhões.

Muito do sucesso do evento deve-se ao seu presidente. Antes, empresário de boxe, Dana White convenceu os Fertitta de que a compra do UFC seria um grande investimento. Após superar vários obstáculos, entre eles, a resistência do público, que considerava o esporte demasiadamente violento, o torneio tornou-se um sucesso absoluto. Apresentando mais do que simples combates, o torneio arrebanhou uma legião de fãs com espetáculos empolgantes.

Outra aposta, porém, é apontada como um dos principais motivos do sucesso do UFC. Em 2005, depois de várias rejeições, Dana White convenceu a cúpula da Spike TV a transmitir o reality show “The Ultimate Fighter”. A proposta era apresentar a rotina de lutadores desconhecidos dispostos a grandes sacrifícios por um contrato com o UFC. O show foi um sucesso absoluto, que culminou com a luta memorável entre Forrest Griffin e Stephan Bonnar, com o primeiro sagrando-se o grande vencedor.

A fórmula deu tão certo, que em 2007, o UFC adquiriu os direitos de seu principal rival, o Pride, extinguindo o evento japonês. E a supremacia não parou por aí. Em 2010, os Fertitta anunciaram a aquisição do WEC, organização que abraçava as categorias mais leves do MMA. Em 2011, foi a vez de o Strikeforce entrar para a família do UFC.

 

Pride

Na virada do século, o Tokyo Dome foi a casa do MMA. Fundado em 1997, pela Dream Stage Entertainment, o Pride alavancou os eventos de artes marciais ao posto de grandes espetáculos. Empurrado pela paixão japonesa por lutas, o evento ocupou, durante alguns anos, o posto de principal torneio da modalidade.

Enquanto o UFC mergulhava em uma de suas maiores crises, a franquia japonesa obteve bastante sucesso apostando na fórmula de combates mais francos e que muitas vezes sequer respeitavam categorias divididas por peso. Além disso, ao contrário do que acontecia no evento rival, o Pride era disputado em um ringue tradicional.

A marca japonesa, no entanto, não suportou o crescimento meteórico do UFC, desde a aquisição da marca pelos irmãos Fertitta, e em 2007, a Dream Stage aceitou a proposta norte-americana, vendendo os direitos do Pride sob a promessa de que o evento continuaria sendo exibido. No entanto, depois de mais de 60 torneios, o Pride fechou as portas.

 

World Extreme Cagefighting (WEC)

Também extinto, o Wec foi um dos eventos de MMA mais populares do mundo. Comandada pela Zuffa – empresa detentora dos direitos do UFC – o torneio abrigava as categorias mais leves e adotava as mesmas regras do irmão mais velho. No final de 2010, Dana White, presidente do Ultimate Fighting, anunciou a fusão das franquias.

 

Strikeforce

Um dos eventos de artes marciais mais tradicionais do mundo, o Strikeforce foi fundado em 1985, inicialmente como um torneio de kickboxing. Diante do crescimento avassalador das artes marciais mistas, os organizadores resolveram adaptar-se ao mercado consumidor e passou a organizar eventos de MMA.

O Strikeforce viveu seu melhor momento com a contratação do russo Fedor Emelianenko, considerado um dos maiores lutadores de MMA de todos os tempos. Em 3 de agosto de 2009, em sua estreia, Fedor derrotou o norte-americano Brett Rogers em um evento que quebrou o recorde de transmissão do torneio, com mais de 5.5 milihões de especatadores.

No ano seguinte, o Strikeforce sofreu um baque inesperado, quando sua principal estrela foi derrotada pelo brasileiro Fabrício Werdum. Pouco tempo depois, Dana White, presidente do UFC anunciaria a junção das franquias, garantindo que o Strikeforce seguiria como um evento independente.

 

Jungle Fight

Criado em 2003, o Jungle Fight é o maior torneio de MMA da América Latina. Seu nome foi inspirado no local de sua fundação: a cidade de Manaus, no Amazonas. Em mais de 30 edições, o evento já passou por outros centros, como o Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo, Espírito Santo, Natal, Belém e até a Eslovênia.

 

Recife Fighting Championship (RFC)

Aproveitando a explosão do MMA, o Recife também conta com grandes eventos da modalidade. Idealizado e coordenado pelo empresário Daniel Cipó, o Recife Fighting Championship tem saciado a sede dos amantes do esporte em Pernambuco. Atualmente, a franquia conta com a assinatura do Chevrolet Hall, que tem recebeu bons públicos nas duas edições realizadas no local.

A próxima edição do torneio está marcada para o mês de novembro, e deve contar com grandes lutadores em seu card. Nos eventos anteriores, o RFC recebeu atletas com passagens pelo UFC e outros grandes eventos ao redor do mundo.

 

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