Brasileiro medalha de prata no boxe na Olimpíada de Londres chega ao topo do ranking mundial

esquivax

A emocionante história de vida do lutador de boxe Esquiva Falcão tomou o Brasil na metade do ano passado quando ele chegou às finais dos Jogos Olímpicos e conquistou uma medalha de prata no esporte. De origem humilde, filho do lendário atleta Touro Moreno – aquele do empate com Waldemar Santana, pupilo de Hélio Gracie -, o garoto chega agora ao topo do ranking amador da Associação Internacional de Boxe Amador (AIBA), mesmo sem ter entrado no ringue desde a competição de 2012.

O boxeador herdou a posição de primeiro na categoria 75 quilos depois de o japonês para quem perdeu na final de Londres, Ryoto Murata, se profissionalizar. Agora, ele tem 1550 pontos contra 1200 dos dois lutadores logo abaixo no ranking, o turco Adem Kilicci e o ucraniano Ievgen Khytrov.

O pugilista brasileiro partiu para Havana, em Cuba, onde se prepara para disputar a próxima competição, o mundial em outubro no Casaquistão. Antes de viajar, postou foto no Instagram com as malas do lado. A conquista do primeiro lugar na lista dá um suspiro de felicidade a um esporte deixado um pouco de lado depois do boom do MMA no país.

Justin Bieber tira onda com boxeador Manny Pacquiao

A derrota de Manny Pacquiao diante de Juan Manuel Marquez em Las Vegas ainda surte comentários e, claro, piadas mundo afora. A mais recente é inusitada: o cantor Justin Bieber postou na internet uma foto na qual ironiza o nocaute sofrido pelo boxeador filipino a um segundo do fim do sexto round. Na imagem, Simba, do desenho Rei Leão, empurra o combalido Pacquiao depois do golpe derradeiro. Na legenda, a tirada: “Levante-se papai”.

Uma lição ao boxe e ao MMA: a vida não para

A brincadeira virou problema diplomático. Parlamentar nas Filipinas e ídolo do país, o lutador é visto com respeito na terra onde nasceu. Sete políticos do país entraram com representação para declarar o astro teen “persona non grata” por lá. A medida só será freada caso a celebridade se retrate publicamente. Pelo jeito, o nocaute de Pacquiao ainda dói no boxeador.

O nocaute que ensinou ao boxe e ao MMA: a vida não para

O tombo do boxeador Manny Pacquiao depois de ser golpeado a um segundo do fim do sexto round de um eletrizante duelo contra Juan Manuel Marquéz, no sábado, jogou na lona a alma de quem nutre paixão por esportes. Deu um baque na expectativa de vê-lo em ação contra a outra lenda viva do boxe Floyd Mayweather, duelo entravado por anos pela burocracia fora do ringue. A superluta ansiada pelos fãs soava como redenção da nobre arte na era da explosão de popularidade do MMA. Mas a queda do filipino em Las Vegas desmoronou a esperança: aos 33 anos, açoitado por duas derrotas após se manter invicto por sete anos e quinze duelos, o pugilista deve optar pelo resguardo. O corpo e a técnica definham. O ocaso de Pacquiao é a rasteira do tempo na incompetência dos dirigentes e a aula do destino para o boxe e o co-irmão MMA: a vida não espera as artimanhas para colocar os melhores frente a frente.

O encontro entre Pacquiao e Floyd se impunha como tira-teima pelo título de melhor da atualidade. Eleito o lutador da década, escolhido três vezes como boxeador do ano, e com apenas três derrotas até então no currículo, o filipino gozava de prestígio absoluto aos trinta e poucos anos de vida. O oponente, nunca derrotado como profissional, colecionava cinco títulos em categorias distintas. O mundo pedia o encontro. Mas divergências no valor de pagamento das bolsas atrasaram e, agora, praticamente impediram o combate. Pacquiao deve se entregar à carreira política nas Filipinas. E o boxe vai lamentar sempre a luta nunca vista.

O desencontro soa como alerta ao quiprocó do UFC para agendar lutas de Anderson Silva com Jon Jones e George St-Pierre. O brasileiro, melhor do MMA hoje, tem 37 anos e, apesar da tentativa de se manter ativo por mais dez combates, se aproxima do fim da carreira e da forma física excepcional. Vive o ápice da trajetória de sucesso. O confronto com as outras duas estrelas da franquia exige pressa sob o risco de entrar para o arquivo das frustrações esportivas. O tempo é inimigo mordaz do Ultimate a exemplo do desgaste provocado sobre outras modalidades, como futebol, vôlei, basquete. O atleta tem prazo de validade. Paciência também.

A inércia de agendar os combates – sempre adiados por empresários e os próprios lutadores – retarda a possibilidade de torná-los factíveis. A marcha da lentidão é carregada de obstáculos. O canadense St-Pierre pede valores astronômicos para encarar Silva. O Aranha se mostrou favorável, mas quer receber alto também. Jon Jones refuga o brasileiro e corre para o peso-pesado. Na dispersão diária das declarações, o esporte padece.

O presidente da franquia, Dana White, tem a missão de fazer os duelos acontecerem. Deve mirar o exemplo negativo do boxe para quem o confronto Floyd e Pacquiao será uma recordação natimorta. Os mais críticos podem até apedrejá-lo por querer deslocar Anderson de categoria e dar vazão ao showbusiness. Mas o momento é outro. O Aranha superou toda sorte de adversários. Chegou ao esplendor da carreira e nada mais precisa provar. Defendeu o cinturão com propriedade. Agora, é preciso vôo mais ousado. Dentro da regra do esporte, com peso combinado.

Se demorar para agir, Dana vai acumular o segundo revés de leniência diante dos fãs. O primeiro atende pelo nome de Fedor Emelianenko, um dos maiores de todos os tempos, esquecido pelo UFC por divergências empresariais. Até hoje ele é lembrado por quem aprecia as artes marciais mistas e queria tê-lo visto no Ultimate. A vida é insensível aos caprichos da burocracia. Ela não para. Foram-se Pacquiao e Floyd. Vão-se Anderson Silva, St-Pierre e Jon Jones?

Tyson quer lutadores de MMA milionários

Ex-pugilista reclamou dos valores pagos aos lutadores de MMA

Um dos pugilistas de maior notabilidade de todos os tempos deu uma cutucada nos dirigentes do UFC. Mike Tyson reclamou publicamente do valor dos salários pagos aos lutadores de artes marciais mistas. O ex-boxeador deixou claro: bolsa bem paga é aquela capaz de tornar os esportistas milionários. A diferença entre os valores desembolsados aos competidores de MMA e os top do boxe é usado como argumento para chamuscar a imagem do UFC pelos críticos. Campeões como Manny Pacquiao recebem até 20 milhões de dólares por luta. Enquanto os mais fortes do vale-tudo ganham em torno de um milhão pelos combates. Os donos do UFC rebatem e asseguram tratamento mais igual para os lutadores com o pagamento de bolsas menores.

Veja o que disse Mike Tyson:

“Não é nada pessoal com ninguém. Eles têm que ser f… milionários. Eles têm que pegar o dinheiro que merecem. Como é que o [MMA] vai ser maior do que o boxe se não tem dinheiro? Esses caras precisam ser multimilionários. Eles precisam ter as suas grandes mansões, seus carros grandes e, se não, eles devem ser capazes de cuidar de sua família. Eles devem ser capazes de viver sem lutar mais. Eles ainda estão recebendo os danos cerebrais. Eles ainda estão sendo nocauteado. Eles continuam indo ao hospital todas as noites, ganhar, perder ou empatar. Eles sabem que algo de ruim vai acontecer eventualmente. Por que não podemos viver uma boa vida até que isso aconteça? Eu só estou dizendo que lutadores de luta não estão sendo pagos com o que merecem”.

O dia em que Popó reinventou Rocky Balboa

Tetracampeão superou personagem de filme com nocaute irretocável

Quatro vidas entrelaçadas pelo boxe e guiadas pelo roteiro da superação. No enredo da ficção, um Rocky Balboa aposentado, vivo à base de lembranças dos tempos de campeão. Hostilizado pelo próprio filho por conta de problemas pessoais. Era um filme. No script da realidade, Acelino Popó Freitas, pugilista brasileiro afastado dos ringues há meia década, em dívida com o rebento por nunca ter lutado diante dos olhos do garoto. Era palpável.

Duas histórias reescritas depois de um retorno triunfante dos veteranos ao mundo da luta. No cinema, Balboa reencontrou a glória ao resistir a um jovem campeão do esporte. Combateu por doze rounds, apanhou, revidou, aguentou e se fez vencedor mesmo na derrota. No Uruguai, na noite do sábado, Popó viveu a sina de Rocky, mas reeditou o significado de se reerguer: impôs um nocaute ao oponente e se despediu das quatro cordas com uma vitória incontestável. O Balboa do filme se reconciliou com o filho. O Balboa do mundo real satisfez o pequeno Popó com a garra de tetracampeão com a qual imortalizou o nome na galeria dos maiores atletas brasileiros. A realidade tripudiou da ficção.

A performance de Popó começou antes da luta contra Michael Oliveira, jovem talento do boxe nacional, com apenas 22 anos, até então invicto há 16 lutas e campeão latino de boxe. O tetracampeão mundial, longe dos ringues há cinco anos, perdeu 18 quilos, preparou-se, deixou de lado – por um momento – a carreira de parlamentar com a qual representa o povo baiano. Popó se adequou ao desafio. E se tomou de energia extra para encarar o duelo: um pedido do filho para vê-lo em ação.

As cenas da epopeia de Popó passaram pelas provocações. O adversário tachou-lhe de gordo, fora da forma física ideal, incapaz de triunfar. O tetracampeão rebateu. Garantiu a vitória. O drama da luta ganhou contornos de cinema na pesagem. Os atletas se estranharam. Popó reclamou de proximidade excessiva por parte de Michael e o empurrou. Separados pelos staff, os dois se reencontraram no ápice da tensão na noite do sábado.

Aos 36 anos, Popó mostrou por que chegou à luta com um cartel invejável de 40 duelos e somente duas derrotas. Abusou da ofensividade. Partiu para a guarda de Michael e apagou a diferença de idade. Os socos balançaram a jovem promessa. Levaram o garoto por duas vezes à lona. Acelino demonstrou nunca ter esquecido a esquiva. Saiu-se dos golpes de Michael com facilidade. A agressividade durou até o nono round, o penúltimo da luta. Mais aguerrido, Popó derrubou o adversário, e o juiz encerrou o combate.

Nos braços da equipe, o campeão perdeu para as lágrimas. Agradeceu a oportunidade de subir novamente no ringue. Expressou o amor pelo filho. Pagou a divida do sentimento, capaz de ser quitada apenas pela superação embalada no amor. Popó pregou a humildade, mas se portou como um autêntico campeão – dono do destino e da vitória quando colocado diante dos desafiantes. O regresso ao universo da luta tornou-se um épico de amor pela família e pelo esporte. Popó vestiu a pele de Rocky Balboa. E, com um nocaute irretocável, reescreveu até mesmo a sina de um campeão de bilheteria. Merecia o Oscar.

 

A última luta de Popó, mito brasileiro do boxe

Lutador entra no ringue depois de ficar cinco anos parado

Sobre os ringues, reinou inconteste. Bateu adversários, nocauteou desafiantes, levantou cinturão de campeonatos mundiais. Em 40 lutas na carreira, tocou na derrota em apenas duas ocasiões. Somente no fim da trajetória, à beira da aposentadoria. Antes, a glória. Acelino “Popó” Freitas é, sem dúvida, capítulo obrigatório da história das lutas no Brasil. O baiano saiu de Salvador para representar o país nos últimos anos dourados do esporte em terras tupiniquins. Cinco anos depois dar adeus ao pugilismo, ele anuncia um único regresso: a luta derradeira para presentear o filho. O garoto nunca teve a oportunidade de vê-lo em ação.

A batalha de Popó, hoje com 36 anos, será contra um jovem e talentoso boxeador. O brasileiro Michael Oliveira, 22 anos, é campeão latino do Conselho Mundial de Boxe e mora nos Estados Unidos. Popó ostenta o status de tetracampeão mundial de boxe (das organizações WBC, WBO, WBA). Antes da luta, os dois protagonizaram momentos tensos. Trocaram farpas. O adversário ironizou a dificuldade do veterano de perder peso e ficar em forma para o combate. “Os vídeos e as fotos estão mostrando ele gordo, cansado, treinando quase morrendo. Será que ele estará pronto?”. Ele também desafiou o oponente: “Estou pronto para morrer no ringue. Será que o Popó está? Só saio do ringue morto”.

O tetracampeão rebateu: “Não tenho nada a perder não. Só tenho a perder se eu machucar a minha mão, porque tenho que engessar, aquela coisa toda. Mas não existe, nunca existiu na minha cabeça derrota”. Ele prometeu derrubar o jovem talento: “Vou te arrebentar todo. Pode esperar”.

O clima ficou ainda mais tenso durante a pesagem em Punta Del Leste, no Uruguai, onde a luta será realizada. Michael se aproximou tanto de Popó que os dois quase se beijaram. O tetracampeão empurrou o adversário e os dois precisaram ser contidos. Michael jurou vingança no ringue. Também houve discussão em torno da balança utilizada na pesagem, mas ambs bateram o peso (abaixop de 69 quilos). A luta será às 23h deste sábado e terá transmissão da SporTV.

POLÍTICA

Acelino de Freitas conquistou o primeiro cinturão em 1999, ao vencer Anatoly Alexandrov, na França. Ele começou a lutar em 1995 e só conheceu a primeira derrota em 2004. Após deixar os ringues, o baiano se tornou deputado federal. Hoje, é um dos maiores entusiastas das artes marciais mistas (MMA).

Cigano diz que nocautearia Mike Tyson

O brasileiro Junior Cigano dos Santos experimenta o gosto da fama desde a vitória sobre Cain Velasquez e a conquista do cinturão dos pesos-pesados do UFC, categoria tida como a mais nobre no torneio de MMA. Ele deve defender o título contra o holandês Alistair Overeem, que ganhou (e aposentou) de Brock Lesnar no fim do ano passado. O catarinense baiano de coração concedeu uma entrevista bem franca ao jornal A Tarde e comentou até a possibilidade de lutar contra o ídolo dele no boxe, Mike Tyson, em um evento de MMA ou da nobre arte. “Ele seria nocauteado”. Veja abaixo um trecho da entrevista e, aqui, à íntegra.

Mike Tyson vem cogitando lutar no UFC. Como vê isso?

O quê? (risos). Para mim é novidade, você que está me falando. Sou um grande fã do Mike Tyson, com certeza um dos maiores nomes de todos os tempos das artes marciais, do boxe. Eu gostaria de vê-lo lutando, não sei se ele se sairia muito bem no MMA. O negócio dele é no boxe, queria vê-lo lutando boxe. Se ele for para o MMA, acho que vai ser como foi com James Tony (ex-campeão de boxe que estreou no MMA e perdeu para Randy Couture).

Mike Tyson x Cigano, seja no UFC ou apenas no boxe. Qual seria o resultado?

Mike Tyson nocauteado, com toda a certeza. Pode ser no boxe, no MMA. Se eu não acreditar em mim, se eu não confiar em mim, ninguém vai. Então se rolasse uma luta Cigano e Tyson, ele seria nocauteado. risos.

MMA desafia o boxe mais uma vez

Por que o presidente do UFC decidiu marcar um evento no mesmo dia da luta mais aguardada da nobre arte

Pacquiao x Floyd: duelo mais que esperado

Ele finge. Disfarça. Desconversa. O presidente do UFC, Dana White, brinca com os holofotes. Desdenha publicamente. Mas é impossível fechar os olhos para a provocação explícita: o UFC mais uma vez entra em rota de colisão com o boxe. A marcação é justamente em cima do maior lutador da atualidade: Manny Pacquiao. O chefão do Ultimate agendou um evento de lutas para o dia do esperado confronto entre o filipino e o desafeto Floyd Mayweather pelo cinturão do meio-médio da Organizaçãço Mundial de Boxe.

“Nunca planejamos essas coisas. Quando escolhemos as datas, temos boxe, futebol americano, basquete universitário, etc. Tem de tudo. Sempre temos várias competições, de vários esportes. Vão competir conosco também”, ele declarou a um site especializado de luta. “Não estou preocupado com Manny e Floyd”, escreveu, depois, no Twitter. O evento marcado para concorrer com o boxe terá o duelo principal entre Jim Miller e Nate Diaz, em Nova Jersey, no dia 5 de maio.

Dana: provocação?

É a segunda vez cuja data escolhida para realização de uma edição do UFC coincide com a de um evento de boxe. A estreia do Ultimate na FOX, televisão aberta dos EUA, ocorreu no mesmo dia da luta anterior de Manny – ele defendeu o cinturão diante de Juan Manuel Marquez. No UFC on FOX, Junior Cigano dos Santos roubou o cinturão dos pesados de Cain Velásquez.

O mandatário do UFC pode até ensaiar justificativas ao público. Mas é impensável ignorar a provocação. …Continue lendo…

Mike Tyson para crianças

A ira ensandecida dos ringues deu espaço à delicadeza. É, pelo menos, o reflexo mais fiel deste retrato no qual figura a lenda viva do boxe Mike Tyson. O ex-campeão mundial postou no Twitter uma foto tirada com duas criancinhas. Detalhe: ambas estão com a tatuagem em torno do olho usada pelo pugilista. Mike parece bem à vontade, feliz, sorridente. Mas deem só uma ligeira olhada na cara de espanto dos dois garotos. Estupefatos, pode-se dizer. Um deles até esboça uma guarda levantada (seria medo?) e punhos cerrados… O ex-lutador ainda escreveu no microblog: “Crianças me amam”. E dá?

Brincadeiras à parte, é bom frisar: o ídolo continua querido entre fãs, apesar das peripécias aprontadas durante a carreira, dentro e fora dos ringues. O nome Mike Tyson virou uma marca a ser guardada nos anais de ouro do boxe. Um mito arquivado na memória, retratado pelo tempo como um dos maiores atletas já vistos pelo mundo. Temido pelos adversários, rebelde com a sociedade, destrutivo com a própria vida. A imagem da imprevisibilidade. E, com base na foto, por que não da ternura (será que cola?)?

O esporte que mais machuca a cabeça? Nada de MMA ou boxe…

Chutes, socos, joelhadas e cotoveladas se multiplicam dentro do octógono das artes marciais mistas. A reação dos espectadores é uma só: pobre do lutador atingido pela saraivada de golpes desferidos pelo oponente. Um estrago difícil de reparar. Se for na cabeça, então… O espetáculo de pancadaria é um prato cheio de argumentos para classificar o esporte como barbárie, violência pura, agressão ao ser humano. É quase impossível imaginar uma atividade tão danosa ao corpo quanto às modalidades de luta. Verdade? Quase. Uma pesquisa feita por uma entidade espanhola revelou um dado estarrecedor para quem dá plantão nas críticas aos combates nos ringues: o esporte que mais provoca fraturas nos ossos da face é… o futebol.

A conclusão é da Sociedade Espanhola de Cirurgia Oral e Maxilofacial (Secom). Pesquisadores avaliaram o grau de lesão nos atletas e descobriram a maior frequência de fraturas na cabeça entre os atletas dos gramados. “O futebol é um esporte com muito contato e para o qual nenhuma proteção é utilizada. No momento em que dois jogadores colidem em alta velocidade para assumir o controle da bola, cabeças ficam expostas ao risco de fratura pelo impacto de uma chuteira, um cotovelo ou outra cabeça “, diz o médico Arturo Bilbao, presidente da Secom, em declaração reproduzida nos jornais espanhóis.

O estudo indica os esportes como responsáveis por 30% das fraturas maxilo-faciais – e o futebol responde por 6 em cada 10 lesões do tipo. Em aproximadamente 60% dos casos, os ossos da área central da face são os mais atingidos. A pesquisa classificou o choque entre cabeças como o principal culpado pelas fraturas no campo. Os hematomas, em geral, correspondem às cotoveladas e as fraturas múltiplas, aos chutes na cabeça.

A falta de equipamentos de proteção amplia as possibilidades de fraturas. Diferentemente de esportes cujo contato com a cabeça é até um objetivo – como no MMA, boxe e em outras modalidades de luta -, o futebol prescinde de instrumentos eficazes para coibir as lesões. Nas artes marciais mistas e no boxe, as luvas dos atletas são projetadas para reduzir o impacto. Os lutadores utilizam protetores bucais considerados eficientes no papel de proteger a arcada dentária e os ossos centrais mesmo diante de pancadas extremamente fortes.

Há poucos anos, o Ultimate Fighting Championship (UFC) – maior torneio de artes marciais mistas do mundo – implantou uma série de regras para diminuir as lesões principalmente na cabeça. …Continue lendo…