UFC de volta ao Rio em janeiro?

Mais direto impossível. Um dos principais árbitros do UFC, o brasileiro Mário Yamasaki reforçou a esperança de que em breve o torneio estará de volta ao Brasil. Em sua conta no twitter, ele foi bem direto:

Vale lembrar que não apenas o presidente Dana White, como os irmãos Fertitta, proprietários da franquia, já haviam falado sobre a possibilidade da realização de novos eventos no Brasil.

Como já havíamos anunciado, o Recife estaria disputando uma das três datas. Agora, é torcer!

Pernambuco ou Bahia: quem traz o UFC ao Nordeste?

A passagem pelo Nordeste de um dos sócios do UFC, Lorenzo Fertita, reacendeu uma antiga rivalidade entre Pernambuco e Bahia. Os dois estados entraram na briga (diplomática, é bom frisar) para sediar uma edição do torneio de MMA mais famoso do mundo em 2012. A razão é óbvia: o Ultimate é o rosto de uma atividade atlética cujo crescimento bate recordes de público e de receita. O evento realizado em agosto, no Rio de Janeiro, movimentou quase R$ 70 milhões e passou em mais de 30 milhões de lares. É uma mina de dinheiro capaz de movimentar a indústria hoteleira, gerar empregos e inspirar causas sociais.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, bateu na tecla crucial: quer usar o esporte como mote social contra as drogas. Faz sentido. Muitos atletas do MMA foram jovens em dificuldade financeira. Exemplos de volta por cima hoje para quem sequer possui uma perspectiva de dias melhores. “Nossa ideia é mostrar que um campeão não usa drogas, sobretudo o crack”, ele declarou. Na mosca.

O governador da Bahia, Jaques Wagner, preferiu destacar a vocação do estado para realização de grandes eventos, segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa. Citou como exemplo o mundial de judô. A proposta também atrai. O UFC busca explorar a quebra de recordes como marcos para dimensionar o crescimento do esporte. Durante a semana do UFC no Rio, Lorenzo Fertita cogitava realizar um evento em Manaus, no Amazonas, justamente no sambódromo da cidade cuja capacidade ultrapassa 100 mil pessoas.

Pernambuco terá dois eventos no fim deste ano para testar a popularidade do MMA. O Night World Championship – com lutas de artes marciais mistas e kickboxing e quatro cinturões em jogo -, já no mês de novembro, e o Recife Fighting Championship, a ser realizado em dezembro. O estado conta com lutadores entre os atletas do UFC: Rafaello Trator e os irmãos Assunção (Junior, Rapha e Freddy) são alguns dos nomes mais conhecidos.

A Bahia tem a seu favor o prestígio de lendas mundiais do esporte, como Rodrigo Minotauro, e o catarinense radicado na terra de Caetano e Gil, Junior Cigano dos Santos – cuja disputa pelo cinturão dos meios pesados ocorrerá em novembro, na primeira transmissão do UFC na televisão aberta dos Estados Unidos.

O dirigente do Ultimate sondou os dois estados e manteve um protocolo padrão por onde passou para evitar demonstrar preferência por qualquer uma das unidades da federação. Fertita veio ao Recife e, depois, partiu para Salvador, onde ficou o suficiente para divulgar o esporte. Antes, no entanto, encontrou-se com Junior Cigano. Tirou uma foto com o lutador, postou no twitter e seguiu caminho. No microblog, também teve espaço para um curto elogio à Veneza Brasileira: “Recife is nice (Recife é bom)”.

Lorenzo levou o interesse de dois estados nordestinos em sediar o torneio. E deixou uma briga sadia para saber quem traz, pela primeira vez, o maior torneio de MMA ao Nordeste. A luta só começou.

UFC Recife será exemplo contra as drogas

A realização das edições do UFC mundo afora leva na esteira dos eventos uma série de ações para popularizar o MMA e oferecer às cidades sedes uma espécie de contrapartida social. Em agosto, o UFC Rio “emprestou” a imagem de atletas brasileiros reconhecidos internacionalmente, como Minotauro, Vitor Belfort e Shogun, a atividades extra octógono: os lutadores foram até a comunidade do Cantagalo dar palestras e orientar jovens em situação de risco.

O torneio do Recife também deve ser capitalizado para iniciativas de porte semelhante. Durante a reunião com os representantes do UFC, hoje à tarde, o governador Eduardo Campos deixou clara a intenção de empregar o carisma dos atletas no combate às drogas.“Muitas das nossas crianças hoje enxergam nesses atletas verdadeiros ídolos, como acontece no futebol. Nossa ideia é mostrar que um campeão não usa drogas, sobretudo o crack”, declarou o governador, por meio da assessoria de imprensa.

O UFC mira também nos benefícios turísticos gerados para as cidades sede. A ocupação hoteleira no Rio de Janeiro durante o evento registrou um acréscimo inesperado para a época do ano (600 leitos ocupados). A programação preparada pelos dirigentes do torneio acolhe treinos ao ar livre, atividades de relacionamento com o público, além de participação em ações nas quais a imagem do atleta gere resultados positivos tanto para o UFC quanto para as entidades de trabalho social envolvidas.

É cedo para adiantar onde as atividades ocorreriam. Nem mesmo o local para sediar as lutas é cogitado. O governo montou uma equipe técnica para mapear localidades adequadas às exigências da franquia. O evento também deve criar vagas de emprego temporárias: no Rio de Janeiro, foram 435 cargos envolvidos direta e indiretamente com a realização das lutas. A negociação com os dirigentes do Ultimate serão capitaneadas pelas Secretarias da Copa e do Turismo de Pernambuco.

UFC no Recife em 2012

Se o MMA tem crescido de maneira assombrosa em Pernambuco, o número de fãs da modalidade deve crescer ainda mais nos próximos meses. No início da tarde desta segunda-feira, o governador Eduardo Campos recebeu a visita de ninguém menos que Lorenzo Fertita, um dos donos do Ultimate Fighting Championship.

Em pauta, a possibilidade de o Recife sediar uma edição do maior evento de lutas do planeta em 2012! A cúpula do UFC já decidiu que o Brasil receberá três competições no próximo ano. Uma delas será o Rio de Janeiro. Como já vinha sendo discutido anteiormente, Manaus deverá sediar um evento também. Os donos do torneio tiveram diálogo, ainda, com políticos paulistas para verificar a possibilidade de o Ultimate retornar ao estado.

A capital pernambucana estaria disputando a outra data com Salvador e Curitiba. Fertita teria saído da reunião feliz com a conversa e partiu direto para a capital baiana.

A realização do UFC no Rio de Janeiro, no mês de agosto, abriu os olhos dos dirigentes do esporte para o mercado brasileiro. Mais de 14 mil pessoas compareceram à arena montada na Cidade Maravilhosa. O evento gerou uma renda aproximada de quatro milhões de dólares e alcançou mais de 30 milhões de residências com a transmissão tanto na TV aberta – a Rede TV passou as lutas do card principal ao vivo – quanto no pay-per-view. A empolgação tomou conta do presidente do UFC, Dana White. Ele chegou a brincar com a possibilidade de o Brasil sediar uma edição do UFC a cada semana.

O sucesso de público e receita também atraiu o bilionário brasileiro Eike Batista. O empresário comprou a empresa de marketing esportivo responsável por trazer o Ultimate ao Brasil. Indício claro no mercado: o UFC tem perspectiva de crescimento no país. E, certamente, Recife está na rota dos atletas, do público e das lutas.

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