Uma enorme perda para o MMA nordestino

O MMA nordestino sofreu uma perda lastimável na tarde do último domingo. O potiguar Bruno Gouvea faleceu após a caminhote que dirigia capotar na BR-104, entre os municípios de Lajes e Mulungu, no Rio Grande do Norte.

Bruno, que morreu no dia em que completou 32 anos, ajudou a formar atletas como os irmãos Patrício e Patrick Pitbull, do Bellator, Renan Barão, do UFC e Jason e Garparzinho, do TUF Brasil.

Como treinador, Gouvea nunca chegou a brilhar sob os holofotes da grande mídia, mas caminhava a passos firmes nesse sentido.

Ele acabara de aceitar o convite de Patrício para auxiliá-lo na preparação para seu próximo desafio no Bellator. Em sua conta no twitter, o lutador lamentou a morte do amigo. “Hoje é um dia muito triste pra mim. Infelizmente meu eterno mestre, que me fabricou para nocautear os meus adversarios se foi”, postou.

Renan Barão também lamentou a morte de Gouvea. “Estamos muito tristes com o que aconteceu com o professor Bruno Gouvea. Grande nome do MMA potiguar, teve uma morte prematura ontem… Muita força à familia dele.”

O lado humano dos lutadores no TUF Brasil

Segundo capítulo do reality show do UFC brasileiro aprofunda os dramas e abre espaço para sensibilizar o público

Pepey venceu a primeira luta

O resultado da primeira luta do The Ultimate Fighter (TUF) Brasil se tornou atração coadjuvante no segundo capítulo do reality show de MMA do UFC no país. A entrada dos lutadores na casa preparada pela televisão para recebê-los, as brincadeiras, provocações, a divisão dos times e o espaço aberto para revelar o lado humano dos atletas viraram assunto principal das redes sociais e rapidamente deram o tom planejado pelo programa: sensibilizar a opinião pública quanto ao mundo por trás do octógono.

Os dois atletas escolhidos para fazer o duelo inicial, Pepey e Galeto, esbanjaram emoção ao serem entrevistados. Relembraram momentos difíceis da trajetória como lutadores e demonstraram vonta de ser campeões. O episódio também serviu para dividir o time entre os técnicos Vitor Belfort e Wanderlei Silva – o curitibano, por sinal, roubou risadas pelo jeito desengonçado de ler e falar sobre o adversário Belfort: “Ele parece que tá dando uma palestra”, ironizou.

O programa também mostrou um pouco a rotina de treino dos atletas, os fundamentos, ensinamentos, as técnicas empregadas e os especialistas por trás de cada uma delas. A exibição é importante porque dismistifica a impressão generalizada entre leigos sobre a rotina dos lutadores: a percepção de homens somente dispostos a brigar, sem qualquer amparo ou balizador. O treinamento confere a seriedade necessária para validar o MMA como um esporte como o futebol, o vôlei, tênis, entre outros.

O COMBATE

O primeiro capítulo do TUF contou com  participação do campeão do peso-pena do UFC, José Aldo. Ele comentou o treinamento dos atletas e o primeiro duelo entre os comandados do time de Belfort (Pepey) e Wanderlei (Galeto). A luta inicial da edição brasileira do The Ultimate Fighter colocou frente a frente o estiloso Pepey, cearense com cabelo à la Neymar, e Galeto, paranaense de Pinhais.

O combate começou travada com ambos os atletas receosos de se arriscar. O ponto alto do round foi o knockdown aplicado por Pepey no adversário. O segundo assalto foi marcado por dois golpes baixos recebidos por Galeto. Mario Yamasaki, árbitro brasileiro do quadro do UFC, ameaçou tirar ponto de Pepey, mas recuou e deixou a luta seguir. Na decisão dos árbitros, o cearense levou a melhor. Wanderlei Silva ficou inconformado. O time de Belfort ganhou o direito de escolher a próxima luta. O pupilo dele avançou às semifinais.

GRANA

O chefão do UFC, Dana White, anunciou prêmio de R$ 45 mil para quem detiver o melhor nocaute, fizer a melhor luta ou realizar a melhor finalização do reality show. O prêmio em geral é pago em cada edição do UFC. Para a emissora de televisão, o retorno financeiro deu as caras: merchandising da Gillete e da Chevrolet. A empresa de veículos anunciou a premiação de uma pick up ranger para os vencedores do TUF.

TIMES

Time Wanderlei Silva: Rony Jason, Délson Pé de Chumbo, John Macapá, Francisco Massaranduba, Renee Forte, Marcus Vina, Wagner Galeto e Leonardo Macarrão.

Time Vitor Belfort: Cézar Mutante, Hugo Wolverine, Daniel Sarafian, Rodrigo Damm, Thiago Bodão, Godofredo Pepey, Sérgio Moraes e Anistávio Gasparzinho.

Chefão do UFC se surpreendeu com o Brasil

Dana White elogiou o país em entrevista

O conhecimento é o maior antídoto contra a ignorância. Frase batida. Verdade nua e crua. Experimentada há pouco pelo mandachuva do Ultimate Fighting Championship (UFC), Dana White. Depois de colocar os pés no Brasil e sentir a realidade local, o dirigente do maior torneio de MMA do mundo mudou o conceito formado sobre o país. Em entrevista publicada em um site internacional de lutas, ele admitiu ter receio de desembarcar por aqui. Considerava a região perigosa, com base em opiniões de gente próxima. O desembarque sepultou o medo.

“Nas primeiras vezes em que eu fui ao Brasil, estava muito nervoso e pensei, ‘Oh meu Deus’. Mas o Brasil não é tão perigoso, assustador e louco como todo mundo pensa que é. Tem havido coisas ruins que aconteceram lá no passado. Coisas ruins acontecem em todos os lugares, você sabe? Podemos dizer a mesma coisa em Detroit, podemos dizer a mesma coisa em Nova York, podemos dizer a mesma coisa em um monte de cidades dos Estados Unidos”, observou.

A mudança se conceito sobre o Brasil, claro, passa pelo faturamento. O UFC enxergou no país uma massa de admiradores das artes marciais mistas e um mercado com potencial incalculável. A estratégia para fazer dinheiro em cima da nova paixão nacional incluiu contrato com a maior rede de televisão brasileira, a Globo, a realização de um reality show – pela primeira vez, fora dos Estados Unidos – e a promoção de duas edições do torneio. O próximo já tem data marcada: junho, no Rio de Janeiro.

A insistência em desnudar a imagem preconceituosa do Brasil diante do mundo serve também como recado direto ao fanfarrão Chael Sonnen. Dana criticou o temor do atleta norte-americano de vir ao país para enfrentar o desafeto Anderson Silva, brasileiro campeão dos médios do UFC.

“Sim, ele (Sonnen), disse um monte de coisas sobre os brasileiros e esse país, e muitas pessoas estão indo para ver Anderson Silva chutar a bunda dele porque é isso que os brasileiros querem. Eu não acho que as pessoas vão machucar Sonnen. Eles vão assistir a um evento esportivo, olhar para os seus compatriotas e seu herói, o melhor lutador de sempre”, ele frisou.

A propaganda positiva feita pelo dirigente é benéfica para o Brasil. É mais uma vitrine inaugurada para expor as potencialidades do país diante do mundo. Espaço com desdobramentos vantajosos para o turismo e a economia nacionais. Ganham os fãs do esporte, cada vez mais próximos dos ídolos internacionais, e os brasileiros, com mais visibilidade planeta a fora.

Dona Aranha subiu pela parede…

A tensão está no ar. Há pouco menos de três meses do reencontro entre Anderson Silva e Chael Sonnen, a revanche já tomou conta dos bastidores do MMA. Não se fala em outra coisa. E as provocações continuam a todo vapor. Principalmente do lado do norte-americano, como era de se esperar.

Em sua declaração mais recente, Sonnen disparou contra o brasileiro: “Silva, se eu quisesse sua opinião, eu arrancaria ela na porrada!”. A cada dia, o clima entre os lutadores – que nunca foi bom – fica pior.

Tanto que chegou a se temer pela segurança do norte-americano no Brasil. A primeira prova de fogo será em abril. Ao contrário do que foi cogitado, Sonnen participará da coletiva com os participantes do UFC 147.

Abaixo, um vídeo bacana sobre o confronto.

 

Show de reportagem!

O amigo Alexandre Barbosa, do Superesportes, me chamou a atenção para uma reportagem de uma emissora do Acre.

A matéria fala sobre um desafio de boxe entre anões na cidade de Sena Madureira, situada a cerca de 140 km da capital Rio Branco.

Entre os destaques do evento, os ltuadores Nó de Pau, Sucuri do Macauã, Pantera Branca e Tigre Negro.

Que matéria! É muita qualidade…

p.s.: “a turma” está dizendo que Alexandre poderia disputar esse campeonato…

 

Lenda do muay thai em seminário no Recife

Aos poucos, o Recife começa a dar passos mais firmes em direção à consolidação de um MMA mais profissional. Por enquanto, os atletas locais ainda sofrem para encontrar academias qualificadas para aprimorar suas técnicas.

Apesar do surgimento de vários centros desde a explosão do MMA, poucos são os que oferecem uma estrutura diferenciada. Entre eles, a Vorus Fight Club, a Nine Nine, a Kezen, Gutemberg Melo e outras.

Eis que surge uma excelente oportunidade para aqueles interessados em conhecer um pouco mais sobre a modalidade. O holandês Ramon Dekkers, um dos maiores lutadores de muay thai e kickboxing da Europa, dará uma seminário na cidade.

Hoje aposentado, Dekkers ostenta o impressionante cartel de 186 vitórias (95 por nocaute), 30 derrotas e dois empates. Além dos sete títulos mundiais, outra conquista chama ainda mais atenção. Em 1992, ele foi eleito o melhor lutador de muay thai da Tailândia!

O seminário será realizado em 29 de abril, no BJ e as aulas serão ministradas em dois períodos (manhã e tarde), com intervalo para almoço, e custarão R$ 100.

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Cigano e Overeem trocam provocações

Bastou o UFC oficializar os detalhes da edição de número 146 da franquia, para os adversários da principal luta da noite começarem a trocar provocações. O brasileiro Júnior “Cigano” dos Santos e o holandês Alistair Overeem, que vinham mostrando respeito mútuo até então, resolveram esquentar o clima do confronto.

Atual campeão dos Pesados, o Cigano é conhecido pelo seu poder de finalização. Tanto que o presidente Dana White o classifica como um “artista do nocaute”.

Como vai encarar outro striker perigoso, Cigano falou sobre a possibilidade de adotar uma estratégia diferente. “De pé, ele é muito bom. É um lutador habilidoso, golpeador. Acho que existe a chance de alguém sair nocauteado. Ou, de repente, veremos uma luta com quedas”, brincou.

Overeem, por sua vez, que conquistou o direito de desafiar Cigano após vencer Brock Lesnar em sua estreia no UFC, não mediu as palavras para dar sua previsão sobre o combate. “Sou maior, mais forte, bato mais doído e tenho mais experiência”, provocou.

 

Steven Seagal: “ensinei a chutar na cara”

Ator dá aula para Anderson Silva e Lyoto Machida

A presença de Steven Seagal virou piada na boca do fanfarrão Chael Sonnen antes da derrota diante do campeão Anderson Silvan UFC 117. O recrutamento do ator conhecido pelos filmes de ação – de gosto duvidoso – se tornou motivo de chacota. Uma ironia e, àquela altura, prenúncio de um triunfo do norte-americano. Segundos antes de entrar no octógono onde finalizaria Sonnen, no entanto, o Aranha abraçou o mestre Seagal com respeito. Nascia ali, no perímetro do ringue, a imagem de um novo mestre da luta.

A história se repetiu no UFC 126. O nocaute imposto por Anderson a Vitor Belfort, com um chute certeiro na cara, rapidamente levou à associação com a técnica de Seagal. Desde então, o ator virou celebridade no mundo das artes marciais mistas. E passou a ser voz corrente nos eventos de MMA.

Na mais recente manifestação do líder Seagal, ele avisou: tem dado aulas para Anderson Silva e Lyoto Machida, ex-campeão dos meio-pesados do UFC e uma das figuras mais carismáticas do MMA brasileiro. A lição?

“Não ensino tudo o que sei, mas eu ensino socos e o que chamamos de Ashi Sabaki, o que significa como você se move com os pés, como você entra, ângulos de mão, as articulações. Mas, principalmente, chutes e socos. Há um chute meu com o qual se ganham mundiais. Eu estou pedindo para chutar no rosto e na cabeça. Eu não acho que isso dói, porque você está dormindo. Pode doer quando você acorda (risos).” Palavras do mestre Seagal.

Maconha é peça fora do octógono

Chefão do UFC “dificulta”retorno de Nick Diaz

No octógono, Nick (à esq.), apanhou

Os apelos minguam a cada tentativa. Quem ansiava assistir logo ao retorno do bad boy do UFC ao octógono vai brigar com o tempo. Em entrevista divulgada pela revita MMA Wekly, o mandachuva do Ultimate, Dana White, colocou uma pá de terra na esperança do atleta punido por testar positivo para maconha na edição de número 143.

“Minha posição sobre a coisa toda é … não é permitido. Você não está autorizado a fazê-lo. Qualquer que seja a comissão diz que você não está autorizado a fazer. Não importa o que eu acho que …. Eu não fumo maconha, não é o meu negócio é ilegal,.. você não pode fazer isso eu não posso apresentar um argumento para justificar o fato de (Nick Diaz) ele usar”, ele lamentou.

Nick era cotado para desafiar o campeão afastado dos meio-médios, George St-Pierre, mas perdeu a luta travada contra Carlos Condit. O anúncio do flagrante no uso de maconha veio a público quando o chefão do torneio cogitava uma revanche os dois.

O UFC apostava numa reviravolta no resultado para faturar em cima da  batalha entre Nick e Pierre – porque os dois trocaram farpas durante meses. A alternetiva do Ultimate é calibrar a propaganda em cima de Condit para dar brilho na disputa pelo cinturão da categoria.

Ross Pearson promete surpresa para José Aldo

Algoz de Júnior Assunção na última luta do pernambucano no UFC, o inglês Ross Pearson é um dos candidatos a desafiante de José Aldo. Motivado pelo sonho de tornar-se campeão do Ultimate, o britânico desceu para o peso Pena e promete derrotar o atual campeão.

“Acho que eu faria uma grande luta com o José Aldo. Eu tenho um Muay Thai e um Boxe tão bons quanto ele. Garanto que ninguém vai ficar em pé e enfrentá-lo do jeito que eu vou. Ninguém nessa categoria vai chegar lá e bater no José Aldo, mas eu vou”, garantiu Pearson.

Promessa nada fácil de ser cumprida. José Aldo ostenta uma invencibilidade de 14 combates, sendo os três últimos no UFC. O brasileiro, que nocauteou o norte-americano Chad Mendes em janeiro, no evento realizado no Rio de Janeiro, já tem data para voltar ao octógono.

O presidente Dana White adiantou que Aldo tentará defender seu cinturão mais uma vez no UFC 149, que será realizado em julho, no Canadá. O desafiante, entretanto, ainda não foi definido.