Um dos confrontos mais esperados do ano no UFC será realizado no próximo dia 29. O brasileiro Junior Cigano dos Santos, campeão do peso-pesado e um dos atletas mais ágeis da categoria, se prepara para enfrentar Cain Velasquez, exímio atleta, só abatido pelo próprio dono do cinturão. Cigano vem de vitória contra Frank Mir e Velasquez de triunfo sobre Pezão. A revanche promete. Veja vídeo feito pelo UFC sobre a preparação do atleta brasileiro.
Ronda vale mais que Dan Henderson e Lyoto Machida?
A admiração do chefão do UFC, Dana White, pela primeira e única campeã do torneio sem jamais colocar o pé no octógono, Ronda Rousey, perdeu as estribeiras. Ou melhor: fez o dirigente subestimar o cacife de dois dos principais atletas do MMA da atualidade. A luta da atleta contra Liz Carmouche, estreia das artes marciais mistas femininas no Ultimate, sobrepujou o peso do confronto entre os dois lutadores, ex-campeões cujos combates são sempre dignos da elite do esporte.
A predileção por Ronda é mais um agrado concedido por Dana à atleta. Ele já contratou a lutadora contra prognósticos próprios de nunca abrir as portas do torneio para o MMA delas. Depois, concedeu-lhe o título de campeã sem colocá-la para lutar. Ronda desfrutava do status no Strikeforce, franquia administrada pelos donos do Ultimate, onde mereceu o cinturão do peso-galo.
A mulher que virou a cabeça do chefão do UFC
A manobra de complacência da vez é situá-la no combate principal da edição 157, em 23 de fevereiro de 2013. Pode parecer simples. Não é. A luta mais importante da noite dá nome ao evento e serve de referência histórica. Concentra as apostas e é o objeto de barganha do UFC para barganhar cotas de televisão e anunciantes – e vendê-las, claro. A escolha por Ronda é um recado da disposição de investir nela. Sem, necessariamente, apostar na categoria: o Ultimate sequer possui de quantidade suficiente de lutadora para dar conta da manutenção de um torneio feminino.
É válido frisar: Dan Henderson e Lyoto possuem histórico suficiente para credenciá-los ao combate da noite. Hendo brilhou no Pride, no Strikeforce e chegou a vencer a lenda Fedor Emelianenko. O carateca brasileiro já ergueu o cinturão dos meio-pesados do UFC, derrotou Randy Couture e foi o homem mais agressivo contra Jon Jones, atual campeão, em pé. A luta deles só fica aquém da disputa do cinturão porque Dana White derrapou na inteligência e escalou o vencedor de Shogun x Gustafsson para o desafio.
A história das mulheres deve e merece ser construída com prestígio. Mas nunca à custa da escuridão na qual são atirados os atletas com os quais o UFC edificou a própria trajetória. É questão de coerência com o passado. De nada vale apagá-lo.
Card do UFC 157 (até o momento)
23 de fevereiro de 2013, em Anaheim (EUA)
Ronda Rousey x Liz Carmouche
Dan Henderson x Lyoto Machida
Urijah Faber x Ivan Menjivar
Brendan Shaub x Lavar Johnson
Neil Magny x Jon Manley*
Court McGee x Josh Neer
GSP se curva à facilidade e o MMA sofre…
Campeão prefere enfrentar o bad boy Nick Diaz a lutar contra o Aranha
E George St-Pierre se curvou. Preferiu o caminho mais fácil. Embora menos digno para a trajetória dele enquanto campeão do meio-médio do UFC. Aceitou lutar contra o bad boy da franquia, Nick Diaz – e a pecha de playboy do mal é o único atrativo dele na fase atual do showbiz do MMA – em detrimento de um possível combate contra Anderson Silva, melhor do momento nas artes marciais mistas. Entre arriscar levar uma surra do Aranha e sanar uma rixa antiga com um lutador cheio de empáfia e maus modos, a exemplo da suspensão por uso repetido de maconha, o canadense tascou a chance de sair por cima.
Os dois lutadores sobem no octógono em 18 de março de 2013. Antes, não dá. Há um detalhe nada desprezível pelo caminho: Nick Diaz aguarda o fim da suspensão de um ano por ter consumido maconha no período do duelo contra Carlos Condit, na disputa pelo cinturão interino da categoria. Combate do qual saiu derrotado depois de encher o peito se declarar o melhor antes de ser submetido ao infalível teste do esporte: simplesmente entrar, competir e ganhar.
O falatório também dominou o primeiro encontro dos dois lutadores no ringue – frustrado porque Nick faltou à coletiva de imprensa sobre o torneio. Enfurecido, Dana White, o flexível presidente da franquia, colocou o atleta para fazer a luta secundária da noite e chegou a ameaçá-lo. Mas, ciente do potencial de lucro dos lutadores com a língua solta, amansou. E Nick ganha nova oportunidade de disputar o título da categoria. De quebra, também resolve uma pendência extra-octógono com St-Pierre. Nos meses recentes, os dois trocaram farpas pela mídia – fenômeno raro para o campeão, sempre tido como um gentleman pela conduta social – e se juraram mutuamente.
A St-Pierre, um fôlego para dissipar a atenção em torno da superluta contra Anderson Silva. Confronto do qual ele foge e se esconde atrás de argumentos financeiros. Levar o próximo desafio até março implicaria, logicamente, adiar um possível combate contra o Aranha para, no mínimo, o meio de 2013 – respeitado o prazo de descanso e recuperação pós-duelo. E tempo, como todos sabem, é um inimigo mordaz do brasileiro, já com 37 anos e perto de pendurar as luvas – embora insista junto ao UFC em estender o contrato por mais confrontos.
Cada vez mais envolvido com a possibilidade de faturar, o UFC nem hesitou em definir o duelo principal da edição de número 158. O canadense George St-Pierre, campeão com mais defesas de títulos depois de Anderson Silva, colocará o cinturão em jogo contra o garotinho problema do torneio, o imprevisível Nick Diaz. A escolha vai valer a noite: os dois chegarão ao confronto com fumaça no nariz. Mas, lá no fundo, fica a sensação de mais uma oportunidade perdida. Bom mesmo seria ver GSP em pé de igualdade contra o Aranha brasileiro. O MMA se curvaria.
As garras de Wolverine e o fiasco de Toquinho
É prematuro cravar certezas quanto ao futuro de Hugo Wolverine no UFC. Mas a exibição dele na edição do The Ultimate Fighter 16 deu esperanças de ver pela frente um lutador capaz de emplacar recordes na carreira e fazer história no MMA. Invicto há sete combates profissionais, o atleta revelado ao mundo pela telinha da edição brasileira do TUF anotou a segunda vitória consecutiva no torneio – agora contra Reuben Duran. Foi o primeiro nocaute da trajetória do brasileiro. Triunfo conquistado com menos de cinco minutos do primeiro round do duelo.
Wolverine começou de forma acelerada. Partiu para cima de Reuben e conseguiu derrubá-lo por duas vezes antes de sacramentar o combate. A visível superioridade no octógono se transformou em vitória quando, aos quatro minutos, ele encaixou um golpe derradeiro no oponente. Fim da luta. Início de projeções otimistas para o baiano. “Estou muito feliz por estar aqui”, declarou o atleta cotado para duelos mais significativos. É cedo arriscar palpites. Mas Wolverine tem estrada longa adiante.
É prematuro traçar prognósticos da carreira de Rousimar Palhares, o Toquinho (foto). Mas o desempenho demonstrado no mesmo torneio decepcionou. E possivelmente eliminou o atleta de voos mais ousados na categoria dos médios. O brasileiro Toquinho sucumbiu à verdadeira estreia de Hector Lombard – a pífia performance contra Tim Boetsch nem de longe pode ser considerada uma aparição do ex-campeão do Bellator – e acabou nocauteado com menos de quatro minutos do primeiro round. O tropeço freou a vida de Rousimar na franquia: são duas vitórias em sequência depois de três vitórias consecutivas.
Toquinho quebrou o pé logo no início do combate e teve a movimentação prejudicada. Sem agilidade, dominado pela estratégia do oponente, rapidamente sucumbiu a um nocaute, a um minuto e vinte segundos do fim do primeiro round. Enquanto Toquinho entra em zona perigosa de derrotas no torneio, Hector ressurge na categoria para a qual foi contratado a peso de ouro. É cedo enterrar as expectativas a respeito de Toquinho. Ótimo finalizador, o brasileiro tem uma trajetória sólida no MMA. Precisa tão somente afastar os resultados negativos e recuperar o poder das vitórias. Antes que seja tarde demais.
Bruno do KLB cala críticos e vence na estreia no MMA
Lutador bateu adversário do “Ramones” no Fair Fight MMA
Choveram pancadas fora do ringue. Insinuações maldosas. Brincadeiras de gosto duvidoso. Mas o cantor Bruno Scornovacca, do trio KLB, apagou qualquer traço de discriminação em torno da estreia dele em um evento de artes marciais mistas. Atleta da academia Chute Boxe de São Paulo, o lutador finalizou o oponente Diego Ramones no segundo round da última luta do Fair Fight MMA, no domingo, e ainda deu brecha para o irmão, Leandro, também integrante da banda, ficar na espreita por uma oportunidade no campo das batalhas.
“Eu estou no caminho, quem sabe? Não sei quando, tudo pode acontecer nessa vida. Vamos ver. O que importa agora é comemorar a vitória do Bruno. (…) Eu faço boxe há mais de dez anos. O Bruno sempre fez essa modalidade, está realizando um sonho. A luta está no nosso sangue”, disse Leandro ao site da Sportv/Combate. Durante a preparação, o irmão dele contou com a ajuda de lutadores do porte de Felipe Sertanejo. Era tido como zebra diante do oponente, cujo cartel mais experiente registrava oito lutas, com quatro vitórias.
Animado com o triunfo, o lutador do KLB festejou a vitória sobre um oponente chegado no rock do Ramones. “Deu certo. Entre KLB e Ramones, aqui é KLB, ‘mano’”. O duelo foi prestigiado, na plateia, pelo pugilista Éder Jofre, ícone brasileiro do boxe, Demiam Maia, do UFC, por fãs da banda romântica e, claro, pelos irmãos de Bruno e componentes do trio, Kiko e Leandro.
Resultados do card:
Bruno “KLB” Scornavacca venceu Diego Ramones por finalização (mata-leão) no segundo round
Marcos Pezão venceu Tommy Geleia por nocaute técnico no primeiro round
Fernando Margarida venceu Edgar Dayan por nocaute técnico no primeiro round
Thomas Almeida venceu Gilmar China por nocaute no primeiro round
Sérgio Vieira venceu Henrique Rasputin por decisão unânime dos jurados
Jânio Mancha derrotou Caio Jacaré por decisão unânime dos jurados
Thiago Samurai venceu Johnny Kabeça por finalização (chave de braço) no primeiro round
Marcelo Gonçalves venceu Salvador Minniti por finalização (kata-gatame) no primeiro round
Gabriel Miglioli venceu Geovane Soneca por nocaute no primeiro round
Bruno Murata venceu Jefferson Lopes por finalização (mata-leão) no terceiro round
Danilo Camilo venceu Ali Bahjet por nocaute técnico no segundo round
Toquinho é o Brasil no UFC da Austrália
Dois lutadores no confronto pela afirmação no maior torneio de MMA do mundo. O brasileiro Rousimar “Toquinho” Palhares entra no octógono daqui a pouco, na Austrália, para voltar a vencer no Ultimate. O atleta vem de derrota diante de Alan Belcher, após emplacar sequência de três sucessos na franquia. Toquinho precisa superar o adversário para almejar disputar cinturão da categoria dos médios, hoje nas mãos do lutador Anderson Silva. É o único representante no card cujo duelo principal é entre Sotiropoulos vs. Pearson.
Do outro lado do octógno, a dúvida chamada Hector Lombard. Contratado a peso de outro pelo UFC – atleta era o campeão do Bellator, principal concorrente do torneio de Dana White -, ele decepcionou logo na estreia, contra Tim Boetsch: perdeu por pontos em uma luta morna. Depois, disse ter lutado machucado. Mas o vexame foi completo. Pressionado a mostrar bons resultados – até como forma de justificar o pagamento de 300 mil dólares somente para lutar -, Lombard quer acabar com o brasileiro no ringue.
Veja o card transmitido às 21h pelo Canal Combate:
PRINCIPAL
PESO-LEVE – George Sotiropoulos x Ross Pearson
PESO-MEIO-MÉDIO – Robert Whittaker x Brad Scott
PESO-LEVE – Norman Parke x Colin Fletcher
PESO-MÉDIO – Hector Lombard x Rousimar “Toquinho” Palhares
CARD PRELIMINAR
PESO-PENA – Chad Mendes x Yaotzin Meza
PESO-MEIO-PESADO – Igor Pokrajac x Joey Beltran
PESO-MEIO-MÉDIO – Mike Pierce x Seth Baczynski
PESO-MEIO-MÉDIO – Benny Alloway x Manny Rodriguez
PESO-LEVE – Brendan Loughnane x Mike Wilkinson
PESO-MEIO-PESADO – Nick Penner x Cody Donovan
Bruno do KLB estreia no ringue de MMA no domingo
Não há cinturão em jogo. Muito menos etapa classificatória para combates mais acirrados. É somente um dos duelos do card de um evento paulista chamado Fair Fight MMA. A atenção atraída, no entanto, é digna de um torneio do porte do UFC. Pudera. Em cena, um dos cantores mais populares da faixa teen do Brasil: Bruno, do trio KLB. Achincalhado por uns, amado por outros. Inegavelmente um astro. Pronto para estrear oficialmente em um ramo onde o ganha-pão (voz) ajuda pouco a conquistar vitórias. Neste domingo, Bruno Scornavacca, nome de batismo nas lutas, calça as luvas e parte para a porrada no ringue. Ele é o rosto mais conhecido – pelo showbusiness – no campeonato realizado na Vila Cunchal.
O ídolo da meninada é entusiasta da prática de artes marciais há pelo menos oito anos – tempo de treinamento na academia Chute Boxe, uma das mais respeitadas do país. Na preparação para o combate deste domingo, treinou com Felipe Sertanejo, peso-pena do UFC. O adversário, Diego Ramones, tem mais experiência dentro do ringue (quatro lutas e quatro derrotas). A luta entre eles não será a principal do evento, mas, certamente, deve chamar mais atenção em virtude da fama do lutador ao lado dos irmãos Kiko e Leandro, no grupo musical. Confira o card:
CARD COMPLETO:
Marcelo Gonçalves vs Salvador Minniti
Gabriel Miglioli vs Giovane Francisco
Bruno Murata vs Jefferson Lopes
Ali Bahjet vs Danilo Camilo
Jânio Mancha vs Caio Jacaré
Thomas Almeida vs Gilmar China
Sergio Vieira vs Henrique Rasputin
Bruno KLB vs Diego Ramones
Marcos Pezão vs Tommy “Geleia”
Jonny Kabeça vs Tiago “Samurai” Santos
Fernando Margarida vs Edgar Dayan
Anderson Silva e Ronaldo Fenômeno viram bonecos em comercial
O campeão brasileiro do peso médio do UFC, Anderson Silva, caiu definitivamente no gosto da publicidade. Depois de soltar a voz (fina) em comercial da Burger King e de desafiar o mestre Steven Seagal (por uma cerveja Budweiser), o atleta encara um narrador de lutas para fazer um desafio entre marcas de pilha (Duracell e outra desconhecida). A performance vem acompanhada da participação do amigo e dono da agência de publicidade administradora da imagem do Aranha, Ronaldo Fenômeno. Os dois são retratados em formato de bonecos e depois interagem em torno do combate fictício. É o maior nome do MMA da atualidade a passos largos para se tornar o lutador mais bem articulado no campo dos anúncios publicitários.
Priscila Cardoso, a gata ring girl do Jungle Fight 46
O Jungle Fight, maior torneio de MMA da América Latina, encampou de vez a ideia de colocar as mais belas gatas do Brasil como ring girls do evento. Beldades da telinha, modelos, ex-BBBs atraem o olhar dos fãs das artes marciais mistas enquanto os combates dão uma trégua. A edição de número 46, realizada nesta semana, em São Paulo, tem no “card” das gatas a fisioterapeuta Priscila Cardoso, escalada para a temporada de Casa Bonita, do canal Multishow. É a segunda participação dela no evento de lutas. O Jungle Fight 46 será realizado na quinta-feira, às 20h, no ginásio Mané Garrincha, em São Paulo.
O nocaute que ensinou ao boxe e ao MMA: a vida não para
O tombo do boxeador Manny Pacquiao depois de ser golpeado a um segundo do fim do sexto round de um eletrizante duelo contra Juan Manuel Marquéz, no sábado, jogou na lona a alma de quem nutre paixão por esportes. Deu um baque na expectativa de vê-lo em ação contra a outra lenda viva do boxe Floyd Mayweather, duelo entravado por anos pela burocracia fora do ringue. A superluta ansiada pelos fãs soava como redenção da nobre arte na era da explosão de popularidade do MMA. Mas a queda do filipino em Las Vegas desmoronou a esperança: aos 33 anos, açoitado por duas derrotas após se manter invicto por sete anos e quinze duelos, o pugilista deve optar pelo resguardo. O corpo e a técnica definham. O ocaso de Pacquiao é a rasteira do tempo na incompetência dos dirigentes e a aula do destino para o boxe e o co-irmão MMA: a vida não espera as artimanhas para colocar os melhores frente a frente.
O encontro entre Pacquiao e Floyd se impunha como tira-teima pelo título de melhor da atualidade. Eleito o lutador da década, escolhido três vezes como boxeador do ano, e com apenas três derrotas até então no currículo, o filipino gozava de prestígio absoluto aos trinta e poucos anos de vida. O oponente, nunca derrotado como profissional, colecionava cinco títulos em categorias distintas. O mundo pedia o encontro. Mas divergências no valor de pagamento das bolsas atrasaram e, agora, praticamente impediram o combate. Pacquiao deve se entregar à carreira política nas Filipinas. E o boxe vai lamentar sempre a luta nunca vista.
O desencontro soa como alerta ao quiprocó do UFC para agendar lutas de Anderson Silva com Jon Jones e George St-Pierre. O brasileiro, melhor do MMA hoje, tem 37 anos e, apesar da tentativa de se manter ativo por mais dez combates, se aproxima do fim da carreira e da forma física excepcional. Vive o ápice da trajetória de sucesso. O confronto com as outras duas estrelas da franquia exige pressa sob o risco de entrar para o arquivo das frustrações esportivas. O tempo é inimigo mordaz do Ultimate a exemplo do desgaste provocado sobre outras modalidades, como futebol, vôlei, basquete. O atleta tem prazo de validade. Paciência também.
A inércia de agendar os combates – sempre adiados por empresários e os próprios lutadores – retarda a possibilidade de torná-los factíveis. A marcha da lentidão é carregada de obstáculos. O canadense St-Pierre pede valores astronômicos para encarar Silva. O Aranha se mostrou favorável, mas quer receber alto também. Jon Jones refuga o brasileiro e corre para o peso-pesado. Na dispersão diária das declarações, o esporte padece.
O presidente da franquia, Dana White, tem a missão de fazer os duelos acontecerem. Deve mirar o exemplo negativo do boxe para quem o confronto Floyd e Pacquiao será uma recordação natimorta. Os mais críticos podem até apedrejá-lo por querer deslocar Anderson de categoria e dar vazão ao showbusiness. Mas o momento é outro. O Aranha superou toda sorte de adversários. Chegou ao esplendor da carreira e nada mais precisa provar. Defendeu o cinturão com propriedade. Agora, é preciso vôo mais ousado. Dentro da regra do esporte, com peso combinado.
Se demorar para agir, Dana vai acumular o segundo revés de leniência diante dos fãs. O primeiro atende pelo nome de Fedor Emelianenko, um dos maiores de todos os tempos, esquecido pelo UFC por divergências empresariais. Até hoje ele é lembrado por quem aprecia as artes marciais mistas e queria tê-lo visto no Ultimate. A vida é insensível aos caprichos da burocracia. Ela não para. Foram-se Pacquiao e Floyd. Vão-se Anderson Silva, St-Pierre e Jon Jones?








