A pesada que calou um falastrão

Pezão ensinou a Overeem que falar não ganha luta

Existe um lugar na luta onde as palavras quedam. Morrem de inanição. São apenas um sopro de vento na lembrança de um significado perdido no passado. Dentro do octógono selado pelos olhos dos fãs, vigiado por treinadores, fiscalizado por juízes e dirigentes, falar vale nada. O já dito soa como bravata. Mero desperdício de energia de quem pouco tem a oferecer. De frente para uma fera indomável, açoitada por provocações e humilhação, as declarações de menosprezo só guiam ao suicídio. E a derrota acachapante deixa mudo quem se valeu da língua solta para contar vantagem.

O provocador Alistair Overeem, ícone do MMA, topou com o silêncio no UFC 156. Engoliu o desapreço à base de uma saraivada de socos. Contorceu-se diante da impossibilidade de dar voz à desqualificação apregoada, dias antes, em relação às habilidades do brasileiro Antônio Bigfoot Silva, o Pezão. Durante a preparação, o estrangeiro abusou da soberba. Criticou o oponente. Imbuído de prepotência, mirou o cinturão e construiu a ponte para o título com palavras. Esqueceu-se dos gestos. Da ação. Do ponto onde a ambição toca a realidade. E o nocaute sofrido no terceiro round mergulhou no pesadelo silencioso o sonho construído no vazio do grito.

O holandês fez valer as bravatas durante os dois primeiros rounds do combate. Conseguiu segurar o ímpeto do brasileiro e dar sentido às humilhações. Ao fim do segundo assalto, partiu para o corner com ar de superioridade. Provocativo. Destemido. Um tolo. No retorno, o gigante Pezão distribuiu uma série de socos. Overeem dançou em pé entre as mãos do brasileiro. As pernas bambearam, o corpo foi ao chão. Com ele, a empáfia. O sonho. O grito. Embriagado pela vitória, o lutador de Campina Grande, da Paraíba, do Brasil, pisoteou o orgulho do adversário. Esbravejou para lutar mais. Depois, na coletiva de imprensa, esmagou o resto de moral do oponente: “Overeem é forte quando bate. Mas quando apanha é um gatinho.”. Silenciou o holandês.

A vitória rendeu-lhe o prêmio de nocaute da noite. Melhor: credenciou o brasileiro de vez para disputar o cinturão, hoje nas mãos de Cain Velásquez. Uma oportunidade construída com a técnica demonstrada dentro do octógono. Moldada no suor, nos golpes, na preparação e no treinamento ao qual ele se dedicou até mesmo nos feriados do fim do ano. Uma chance conquistada no exato lugar onde as palavras só valem quando são precedidas de humildade e sucedidas de gestos. Onde Pezão fala, grita, esbraveja. E Overeem cala, emudece, silencia.

UFC 156 agita Las Vegas com superluta pelo cinturão e brasileiros em ação

Texto: Superesportes

Um dos eventos mais aguardados nos últimos tempos pelos fãs de MMA, o UFC 156 agita Las Vegas, neste sábado, em um fim de semana especial para os norte-americanos. Aproveitando o Super Bowl, a final da NFL, no dia seguinte, o Ultimate Fighting Championship preparou um card recheado para o evento que promete lotação máxima no Mandalay Bay Center. Serão 11 lutas no total, cinco no card principal e seis no preliminar.

O UFC 156 terá início às 21h (de Brasília), com cobertura completa do Superesportes. O destaque fica por conta de duelos imperdíveis reunindo brasileiros e norte-americanos. A luta principal é um exemplo da crescente rivalidade entre os dois países, na condição de melhor do mundo no MMA. José Aldo, dono do cinturão dos pesos penas, enfrenta Frankie Edgar, que perdeu o título dos leves para Ben Henderson e desceu de categoria.

Veja as imagens da pesagem oficial do UFC 156

A luta poderia ter ocorrido no UFC 153, no Rio de Janeiro, em outubro de 2012. Mas o manauara sofreu um acidente de moto, que resultou em um corte no pé. O problema impediu o brasileiro de entrar no octógono. Com isso, o duelo foi cancelado e remarcado para o fim de semana do Super Bowl, nos Estados Unidos. E cercado de muita expectativa por todos os fãs de MMA, que encaram o confronto como uma ‘superluta’.

Os dois atletas também não conseguem esconder a motivação para o badalado duelo. Frankie Edgar, por exemplo, concordou com o apelido de superluta. “Nós dois estamos no top 10 peso por peso, e ambos fomos considerados um top 5 peso por peso. Se fosse no boxe, seria chamado megaluta. Você pode argumentar que vale o cinturão dos penas, mas sim, é uma superluta e vamos tratá-la assim”, afirmou o ‘Answer’.

José Aldo, que fará a terceira defesa de título no UFC, também se mostrou consciente do interesse que cerca a luta principal da edição 156. “Alguns outros caras da minha categoria deveriam ter tido chance de lutar contra mim. Mas o Frankie é um grande lutador e será uma luta muito emocionante. Todo mundo está esperando por isso”, enfatizou o manauara.

PROVOCAÇÕES

A luta coprincipal será mais um duelo reunindo brasileiro e norte-americano. Rogério Minotouro encara o perigoso Rashad Evans, ex-campeão dos meio-pesados e que busca se reencontrar na categoria – embora não descarte descer de peso para encarar Anderson Silva nos médios. O brasileiro garantiu estar bem preparado para enfrentar um atleta do wrestling, que usa bem o jogo de quedas, mas que também gosta da trocação.

Uma das lutas mais aguardadas está nos pesos pesados. O gigante Alistair Overeem retorna depois de nove meses afastado por doping. Ele poderá garantir a chance de disputar o título da categoria em caso de triunfo diante do brasileiro Antônio Pezão. O holandês adotou tom provocativo, menosprezando o paraibano, que preferiu manter o foco no adversário, sem dar o troco nas palavras.

Outro duelo aguardado entre norte-americano e brasileiro é o duelo Jon Fitch x Demian Maia. Em ascensão na categoria meio-médio, com duas vitórias consecutivas, Maia espera um resultado convincente diante de um oponente que merece respeito. Fitch vem de triunfo sobre Erick Silva, no Rio de Janeiro, e mostrou que, além de ter qualidade na luta de chão, é um atleta com muito coração e entrega no octógono.

No card preliminar, Gleison Tibau vai enfrentar o norte-americano Evan Dunham, pela categoria peso leve. O experiente potiguar vem de triunfo no UFC 153 diante de Francisco Massaranbuda (decisão unânime) e espera voltar a subir na divisão com triunfo em Las Vegas.

UFC 156

Sábado, 2 de fevereiro

Mandalay Bay Center, em Las Vegas

Card principal

José Aldo x Frankie Edgar (pelo cinturão do peso pena)
Rashad Evans x Rogério Minotouro
Alistair Overeem x Antônio Pezão
Jon Fitch x Demian Maia
Joseph Benavidez x Ian McCall

Card preliminar

Gleison Tibau x Evan Dunham
Tyron Woodley x Jay Hieron
Jacob Volkmann x Bobby Green
Yves Edwards x Isaac Vallie-Flagg
Chico Camus x Dustin Kimura
Edwin Figueroa x Francisco Rivera

Um dos eventos mais aguardados nos últimos tempos pelos fãs de MMA, o UFC 156 agita Las Vegas, neste sábado, em um fim de semana especial para os norte-americanos. Aproveitando o Super Bowl, a final da NFL, no dia seguinte, o Ultimate Fighting Championship preparou um card recheado para o evento que promete lotação máxima no Mandalay Bay Center. Serão 11 lutas no total, cinco no card principal e seis no preliminar.

O UFC 156 terá início às 21h (de Brasília), com cobertura completa do Superesportes. O destaque fica por conta de duelos imperdíveis reunindo brasileiros e norte-americanos. A luta principal é um exemplo da crescente rivalidade entre os dois países, na condição de melhor do mundo no MMA. José Aldo, dono do cinturão dos pesos penas, enfrenta Frankie Edgar, que perdeu o título dos leves para Ben Henderson e desceu de categoria.

A luta poderia ter ocorrido no UFC 153, no Rio de Janeiro, em outubro de 2012. Mas o manauara sofreu um acidente de moto, que resultou em um corte no pé. O problema impediu o brasileiro de entrar no octógono. Com isso, o duelo foi cancelado e remarcado para o fim de semana do Super Bowl, nos Estados Unidos. E cercado de muita expectativa por todos os fãs de MMA, que encaram o confronto como uma ‘superluta’.

Os dois atletas também não conseguem esconder a motivação para o badalado duelo. Frankie Edgar, por exemplo, concordou com o apelido de superluta. “Nós dois estamos no top 10 peso por peso, e ambos fomos considerados um top 5 peso por peso. Se fosse no boxe, seria chamado megaluta. Você pode argumentar que vale o cinturão dos penas, mas sim, é uma superluta e vamos tratá-la assim”, afirmou o ‘Answer’.

José Aldo, que fará a terceira defesa de título no UFC, também se mostrou consciente do interesse que cerca a luta principal da edição 156. “Alguns outros caras da minha categoria deveriam ter tido chance de lutar contra mim. Mas o Frankie é um grande lutador e será uma luta muito emocionante. Todo mundo está esperando por isso”, enfatizou o manauara.

Alistair Overeem colabora e recebe sinal verde para lutar

A seriedade das comissões atléticas norte-americanas no combate ao uso de drogas pelos lutadores de MMA ganha um alento com o trabalho feito pela sede de Nevada. Enquanto os holofotes da mídia e do showbusiness pressionavam as autoridades a liberar Alistair Overeeem, punido por apresentar taxa excessiva de hormônios em exame antidoping, o departamento agiu nos bastidores para checar a mudança de conduta do atleta. Sem alarde. Submeteu o holandês a cinco testes entre junho e novembro do ano passado. Analisou a urina e o sangue dele em duas oportunidades no fim do ano. Alistair estava limpo. E hoje recebeu sinal verde para enfrentar Pezão no co-main event do UFC 156, no próximo mês.

A insistência da comissão de investigar com recorrência as condições de Overeeem satisfaz quem preza pela seriedade do esporte. Principalmente quando os próprios departamentos atléticos escorregaram no rigor ao relaxar as normas, por exemplo, do uso terapêutico de testosterona e se furtaram a adotar punições mais severas para quem burla as regras. A permissão concedida a Overeem depois de um longo processo de checagem da saúde dele – se a informação tiver procedência – é benéfico ao MMA, já alvo constante de críticas por conta dos combates.

O retorno do holandês confere mais equilíbrio à categoria dos pesos-pesados do UFC, dominada até o fim do ano passado pelo brasileiro Junior Cigano dos Santos. Ele deve entrar na fila para enfrentar o novo campeão, Cain Velasquez, se passar por Pezão e, quem sabe, fazer o esperado duelo contra Cigano. Feliz pelo retorno, Overeem prometeu se manter limpo: “Eu acho que nós fazemos tudo que podemos para nos corrigir dos erros que cometemos. Estou pronto para colocar minha vida de volta nos trilhos”, ele afirmou ao site MMAJunkie.com.

Alistair Overeeem havia sido penalizado quando se preparava para enfrentar Junior Cigano pelo UFC 146. Ele apresentou nível quase duas vezes e meia além do permitido de hormônios durante exame surpresa feito pela comissão atlética. Contratado junto ao Strikeforce, o experiente holandês é um franco candidato ao título da categoria – principalmente depois de ter batido, no Ultimate, a fera Brock Lesnar, hoje um lutador aposentado do octógono. O caminho rumo ao topo é árduo e prevê desbancar o brasileiro e Cain Velasquez. Qualquer tropeço pode ser fatal. Dentro e fora do octógono. Enquanto os fãs vigiam a performance nas lutas, cabe à comissão atlética monitorar a honestidade na preparação. Haja seriedade.

A saideira do Strikeforce

Evento de MMA realiza última noite de lutas da história

O assassinato obedece a um ritual infalível: compra, promessa, estrangulamento, extinção. Da aquisição do torneio concorrente ao sepultamento, o UFC premedita os passos para se consolidar como a maior e mais importante franquia de artes marciais mistas do planeta. Depois de exaurir o Pride e dissecar o WEC, a legenda comandada por Dana White se prepara para enterrar o Strikeforce, evento de kickboxing fundado em 1985, mas convertido ao MMA em meados da década passada. O velório está marcado para sábado, em Oklahoma City, nos EUA: é a última edição da marca transmitido pela Showtime e, consequentemente, a derradeira na história do SF.

O card reúne as sobras do desmantelo provocado por migrações para o UFC. A luta principal será entre o veterano do Ultimate e campeão do meio-médio do Strikeforce, Nate Marquardt, e o desafiante Tarec Saffiedine. De olho no torneio mais pomposo do MMA, o atual campeão dos pesados Daniel Cormier enfrenta Dion Starring. Os brasileiros escalados para a noite são o ex-campeão Ronaldo Souza, o Jacaré, e o representante da família mais tradicional do jiu-jitsu, Roger Gracie. Destaque para o confronto entre Josh Barnett, ex-campeão dos pesados do UFC, e Nandor Guelmino.

O pacote de lutas definido para a edição do sábado estanca o sangramento iniciado no início de 2011 quando o Strikeforce caiu no colo da Zuffa, administradora do UFC. As declarações seguintes à compra tentaram apaziguar o mercado. “Vamos apoiar o Strike”, prometeu Dana White. Era falácia. Baseados em uma fórmula bem ministrada para o Pride e o WEC – ambos eventos adquiridos e, depois, extintos – os donos  Ultimate abriram as feridas insanáveis no novo torneio: transferência de lutadores para o UFC, extinção de categorias, inviabilização econômica.

Abandonaram o Strikeforce nomes consagrados do MMA, como Dan Henderson, e promessas, a exemplo de Alistair Overeem, Nick Diaz e Cung Le. Fedor Emelianenko, uma das lendas do esporte, só evitou a franquia de Dana White por conta de uma rixa com o dirigente. Atento à sangria, o canal Showtime chegou a estipular uma cláusula para impedir assinatura de contratos sem a chancela da emissora. Deu em nada. Em seguida, os chefes do SF anunciaram o fim da categoria dos pesados do torneio.

A hemorragia seguiu curso com a aquisição da maior lutadora do torneio, Ronda Rousey. Símbolo do MMA feminino e ícone de beleza, a loira invicta hipnotizou Dana White. Contrário aos combates femininos no UFC, ele mudou de opinião, contratou a campeã do peso-galo, deu-lhe o cinturão do Ultimate e conferiu-lhe o privilégio de fazer a luta principal de um evento (UFC 157) no qual figuram nomes como Lyoto Machida e Dan Henderson.

A derrocada do Strikeforce serve a todo tipo de argumento pró e contra a hegemonia do UFC. O fim interrompe a sangria desatada provocada pelos conseqüentes atropelos na gestão do torneio. Evita a humilhação de ceder atletas de destaque e funcionar como espécie de divisão de acesso para o Ultimate.

Mas a face negativa do óbito da franquia indica o fortalecimento incontestável do UFC, para onde devem migrar os melhores lutadores ainda presos ao SF. Resta apenas o Bellator como principal concorrente à sigla globalizada de Dana White e dos irmãos Fertita – e o risco de monopólio do MMA e dos lucros por ele gerados se apresenta como risco desnecessário ao esporte.

Às vésperas de bater as botas, o Strikeforce abre as portas do hexágono para brindar o público com uma última rodada de combates. O sangue transpirado pelos atletas será a marca histórica de mais um torneio tragado pela ambição desmedida do UFC. E o gongo já anuncia: é hora da saideira.

Confira o card:

Principal
Nate Marquardt vs. Tarec Saffiedine
Daniel Cormier vs. Dion Staring
Josh Barnett vs. Nandor Guelmino
Gegard Mousasi vs. Mike Kyle
Ronaldo Souza vs. Ed Herman

Preliminar
Pat Healy vs. Kurt Holobaugh
Roger Gracie vs. Anthony Smith
Tim Kennedy vs. Trevor Smith
Ryan Couture vs. K.J. Noons
Jorge Gurgel vs. Adriano Martins
Mike Bravo vs. Estevan Payan

 

Está na hora de rankear, Dana White?

Dana: o mandachuva organiza os combates

O UFC rechaça rankings. O presidente da franquia, Dana White, prefere valorizar a capacidade de casar boas lutas e fazer a engrenagem do lucro e do showbiz girar ao sabor do momento. Ignora projeções e comete até atrocidades como a definição do combate entre Jon Jones e Chael Sonnen em abril do próximo ano – quando o norte-americano falastrão sequer conseguiu vencer uma luta na categoria dos meio-pesados dentro do próprio Ultimate.

A estratégia deu certo durante o amadurecimento da franquia: era necessário abrir espaço no mercado, e a definição de lutas com base na sensibilidade da preferência do público e de empresários tornou-se vital. Mas o esporte se consolidou, incorporou novos atletas, ganhou os olhos do mundo e, agora, exige a contrapartida da profissionalização dos duelos para existir como uma prática justa diante de quem o acompanha.

Outros torneios, como o Bellator (principal concorrente hoje do UFC) e o Jungle Fight (o maior da América Latina), por exemplo, ensaiam o encadeamento de lutas para escolher os lutadores aptos a disputar um cinturão. As edições funcionam como etapas eliminatórias para credenciar os atletas diante de novos desafios. É mais justo com o público e estabelece um critério esportivo para o MMA.

A divulgação de rankings elaborados por revistas e sites especializados alimenta a cobrança contra o UFC. O mais bem construído – divulgado pelo USA Today mensalmente – demonstra como o Ultimate atropela o desempenho recente dos lutadores e ignora a possibilidade de colocar os melhores para duelar (veja abaixo, com atletas de outras franquias).

Entre os pesados, Junior Cigano dos Santos, o campeão, vai enfrentar Cain Velásquez. Mas é cotado para o confronto com Alistair Overeem, punido por doping. O brasileiro é o primeiro, enquanto o holandês está na nona posição. Faz sentido? No meio-pesado, Jon Jones, o primeiro, entra no octógono contra Chael Sonnen, sequer classificado na categoria. O desafiante aparece como o quarto dos médios. Anderson Silva, líder do peso até 84 quilos, se esquiva de enfrentar os Chris Weidmann e Michael Bisping, os dois mais bem colocados no ranking…

A fórmula do cruzamento imediato dentro da lista pode nem ser a solução para o Ultimate. Mas é urgente a definição de critérios mais rigorosos. A preferência de olho no lucro e no showbiz, antes fundamental para a consolidação da franquia, pode começar a atrapalhar daqui por diante.

RANKING

PESO-PESADO (93 a 120kg) (extraído do blog Por Dentro da Arena)

1 Junior dos Santos 175 UFC 1
2 Cain Velasquez 168 UFC 2
3 Daniel Cormier 155 Strikeforce 3
4 Fabricio Werdum 150 UFC 5
5 Frank Mir 141 UFC 6
6 Josh Barnett 129 Strikeforce 8
7 Antonio Silva 127 UFC 9
8 Antonio Rodrigo Nogueira 125 UFC 7

9 Alistair Overeem 130 UFC 4
10 Stefan Struve 98 UFC 13
11 Roy Nelson 75 UFC 12
12 Travis Browne 70 UFC 10
13 Mark Hunt 69 UFC 11
14 Mike Russow 61 UFC 14
15 Ben Rothwell 64 UFC 16
16 Cheick Kongo 61 UFC 15
17 Damian Grabowski 60 Bellator 21
18 Sergei Kharitonov 57 Russian MMA Champ. 17
19 Gabriel Gonzaga 52 UFC 24
20 Brendan Schaub 49 UFC 19
21 Kenny Garner 48 M-1 Mix-FC 25
22 Stipe Miocic 47 UFC 18
23 Matt Mitrione 43 UFC 22
24 D.J. Linderman 44 WSOF 28
25 Thiago Santos 40 Bellator NR

MEIO-PESADO (93kg)

1 Jon Jones 150 UFC 1
2 Dan Henderson 143 UFC 2
3 Rashad Evans 135 UFC 3
4 Lyoto Machida 132 UFC 4
5 Mauricio Rua 130 UFC 5

6 Phil Davis 112 UFC 6
6 Alexander Gustafsson 112 UFC 7
8 Ryan Bader 107 UFC 8
9 Quinton Jackson 82 UFC 9
10 Antonio Rogerio Nogueira 74 UFC 10
11 Gegard Mousasi 61 Strikeforce 12
12 Glover Teixeira 60 UFC 15
13 Forrest Griffin 58 UFC 11
14 Muhammed Lawal 51 Bellator 13
15 Ryan Jimmo 46 UFC 17
16 Rafael Cavalcante 45 Strikeforce 14
17 Renato Sobral 43 OneFC 21

18 Anthony Johnson 40 WSOF 24
19 Vitor Belfort 39 UFC 19
20 James Te Huna 38 UFC 18
21 Attila Vegh 36 Bellator 24
22 Matt Hamill 35 UFC 28
23 Thales Leites 31 Amazon Forest Combat 30
24 Thiago Silva 30 UFC 16

25 Brandon Vera 28 UFC 23
25 Jan Blachowicz 28 KSW 31

MÉDIOS (84kg)

1 Anderson Silva 150 UFC 1
2 Chris Weidman 140 UFC 2
3 Michael Bisping 129 UFC 4
4 Chael Sonnen 127 UFC 3
5 Tim Boetsch 123 UFC 5
6 Luke Rockhold 120 Strikeforce 6
7 Mark Munoz 106 UFC 7
8 Yushin Okami 97 UFC 8
8 Alan Belcher 97 UFC 9
10 Brian Stann 77 UFC 11
11 Jake Shields 74 UFC 12
12 Ronaldo Souza 73 Strikeforce 10
13 Rich Franklin 69 UFC 14
14 Hector Lombard 67 UFC 13
15 Mamed Khalidov 56 KSW 17
16 Tim Kennedy 54 Strikeforce 15
17 Chris Leben 51 UFC 16
18 Roger Gracie 50 Strikeforce 24
19 Alexander Shlemenko 46 League S-70 20
20 Jorge Santiago 45 Titan Fighting 21
21 Wanderlei Silva 44 UFC 19
22 Rousimar Palhares 43 UFC 18

22 Lorenz Larkin 43 Strikeforce 22
24 Constantinos Philippou 41 UFC 23
25 Robbie Lawler 37 Strikeforce 27

MEIO MÉDIOS (77kg)

1 Carlos Condit 147 UFC 1
2 Martin Kampmann 138 UFC 3
3 Johny Hendricks 135 UFC 2
4 Jake Ellenberger 122 UFC 5
5 Nick Diaz 120 UFC 4
6 Josh Koscheck 116 UFC 6
7 Jon Fitch 114 UFC 7
8 Nate Marquardt 105 Strikeforce 8
9 Rory MacDonald 91 UFC 9
10 Ben Askren 85 Bellator 10
11 Diego Sanchez 61 UFC 12
12 Siyar Bahadurzada 59 UFC 13
13 Demian Maia 59 UFC 14
14 B.J. Penn 58 UFC 11
15 Mike Pierce 50 UFC 22
16 Mike Pyle 44 UFC 17
17 Tyron Woodley 39 Strikeforce 18
17 Jay Hieron 39 UFC 19
19 James Head 33 UFC 23
20 Brian Ebersole 32 UFC 24
21 John Hathaway 31 UFC 29
22 Erick Silva 30 UFC 20
23 Jordan Mein 29 Score Fighting Series 27
24 Kyle Noke 29 UFC 28
25 Douglas Lima 28 Bellator 31

LEVES (70kg)

1 Ben Henderson 150 UFC 1
2 Frankie Edgar 144 UFC 4
3 Gilbert Melendez 136 Strikeforce 2
4 Gray Maynard 131 UFC 3
5 Nate Diaz 127 UFC 5
6 Anthony Pettis 110 UFC 7
7 Donald Cerrone 109 UFC 9
8 Michael Chandler 106 Bellator 6
9 Clay Guida 105 UFC 7
10 Eddie Alvarez 82 Free Agent 11
11 Jim Miller 74 UFC 10
12 T.J. Grant 55 UFC 16
13 Pat Healy 49 Strikeforce 21
14 Rick Hawn 48 Bellator 18
15 Joe Lauzon 47 UFC 14
16 Matt Wiman 45 UFC 24
17 Josh Thomson 43 Strikeforce 13
18 Khabib Nurmagomedov 41 UFC 15
19 Mark Bocek 38 UFC 22
20 Shinya Aoki 36 One FC 12
21 Jadamba Narantungalag 30 Legend FC 27
21 Michael Johnson 30 UFC NR
23 Melvin Guillard 29 UFC 17
24 Evan Dunham 28 UFC 25
24 Antonio McKee 28 EFWC 29

PENAS (66kg)

1 Jose Aldo 150 UFC 1
2 Chad Mendes 136 UFC 3
3 Pat Curran 135 Bellator 2
4 Ricardo Lamas 123 UFC 4
5 Chan Sung Jung 118 UFC 6
6 Hatsu Hioki 110 UFC 5
7 Erik Koch 109 UFC 8
8 Dennis Siver 108 UFC 7
9 Diego Nunes 87 UFC 10
10 Dustin Poirier 86 UFC 9
11 Cub Swanson 75 UFC 11
12 Tatsuya Kawajiri 67 One FC 13
13 Daniel Straus 66 Bellator 12
14 Hacran Dias 53 UFC 20
15 Robert Peralta 53 UFC 17
16 Hiroyuki Takaya 49 DREAM 14
17 Marlon Sandro 46 Bellator 15
18 Manny Gamburyan 44 UFC 18
19 Nik Lentz 42 UFC 27
20 Bart Palaszewski 39 UFC 16
21 Tyson Griffin 37 Resurrection Fight Alliance 19
21 Mike Brown 37 UFC 24
23 Charles Oliveira 36 UFC 28
24 Darren Elkins 34 UFC 20
25 Yuri Alcantara 30 UFC 29

GALOS (61kg)

1 Dominick Cruz 150 UFC 1
2 Renan Barao 144 UFC 2
3 Urijah Faber 136 UFC 3
4 Michael McDonald 129 UFC 4
5 Brian Bowles 120 UFC 4
6 Brad Pickett 110 UFC 7
7 Eddie Wineland 108 UFC 6
8 Bibiano Fernandes 106 One FC 8
9 Eduardo Dantas 76 Shooto Americas 9

10 Scott Jorgensen 65 UFC 10
11 Mike Easton 63 UFC 18
12 Marcos Galvao 57 Bellator 12
13 Raphael Assuncao 56 UFC 16

14 Tyson Nam 55 Shooto Americas 13
15 Miguel Torres 52 WSOF 11
16 Luis Alberto Nogueira 46 Bellator 14
17 Zach Makovsky 44 Bellator 21
18 Alexis Vila 41 Bellator 17
18 Chase Beebe 41 Bellator NR
20 Ivan Menjivar 37 UFC 23
20 Ian Loveland 37 Tachi Palace Fights 28
22 Masakatsu Ueda 36 One FC 20
23 Takeya Mizugaki 33 UFC 14
23 Bryan Caraway 33 UFC 31
25 Yoshiro Maeda 32 DEEP 25

MOSCAS (até 57kg)

1 Demetrious Johnson 125 UFC 1
2 Joseph Benavidez 118 UFC 2
3 Ian McCall 112 UFC 3
4 John Dodson 109 UFC 6
5 Jussier da Silva 99 UFC 4

6 Yasuhiro Urushitani 90 UFC 5
7 Chris Cariaso 85 UFC 7
8 John Moraga 77 UFC 9
9 Darrell Montague 69 Vale Tudo Japan 8
10 Louis Gaudinot 68 UFC 10
11 Joshua Sampo 57 Legacy Promotions 13
11 Darren Uyenoyama 57 UFC NR
13 Antonio Banuelos 51 Legacy Promotions 15
14 Will Campuzano 45 Legacy Promotions 17
15 Mamoru Yamaguchi 42 Vale Tudo Japan 11
16 Shinichi Kojima 39 Shooto 12
17 Sean Santella 33 Cage Fury FC 19
18 Rambaa Somdet 32 Grabaka 16
19 Kentaro Watanabe 31 Shooto NR
20 Giorgio Andrews 29 Ultimate Chal. UK 21
21 Johnathan Mackles 28 Renaissance MMA 29
22 Nam Jin Jo 27 Shooto 23
22 Tim Elliott 27 UFC 24
24 Kris Edwards 26 CageWarriors 25
25 Mitsuhisa Sunabe 24 Pancrase 18
25 John Lineker 24 UFC 26

Cigano critica UFC por preferir lutas que deem lucro

Brasileiro condenou chance dada a Overeem para enfrentá-lo

O doping impediu o holandês Alistair Overeem de disputar o título dos pesos-pesados do UFC contra o brasileiro Junior Cigano dos Santos, em maio deste ano. O teste feito pela comissão atlética apontou excesso de testosterona – mesmo motivo pelo qual o norte-americano Chael Sonnen acabou punido, depois do primeiro duelo contra Anderson Silva, e liberado, para fazer a segunda batalha. O desafiante ficou de molho e deve retornar ao octógono em breve. Contra quem? Justamente o dono do cinturão da categoria mais robusta do torneio. O brasileiro ficou irritado com o privilégio concedido pela franquia ao atleta punido por condição irregular. E criticou abertamente a predileção por lutadores com potencial de vender as lutas – recentemente, o Ultimate decidiu colocar Jon Jones contra Sonnen no TUF 17.

“É meio fora de sentido. Hoje em dia, o UFC está priorizando as lutas que vendem. O principal exemplo disso foi o Chael Sonnen, que vendeu muito bem sua luta, e o Overeem seguiu o mesmo caminho. Mas, por mim, vamos nessa. Não fujo de desafio nenhum, sei que posso ganhar de qualquer um que seja. Venha quem vier, vou fazer meu melhor para sair com a vitória no octógono”, afirmou Cigano, em declaração reproduzida pelo site do SporTV. O brasileiro faz revanche contra Cain Velásquez no fim do ano para defender o cinturão.

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O doping ainda vai corroer o UFC

Dana: falta firmeza ao UFC

O UFC constrói a reputação de maior torneio mundial de MMA sobre as bases do lucro, da visibilidade e da popularidade dos atletas. A explosão das cifras e das vendas de pay-per-views nos anos recentes pavimenta o crescimento dos combates e corrói o preconceito contra as lutas embutido na resistência dos mais conservadores. O alicerce da credibilidade atlética junto ao público se apresenta sólido no campo esportivo. Mas a estrutura racha quando um problema antigo insiste em se atirar aos olhos dos críticos, dos admiradores e dos próprios dirigentes: a incapacidade de lidar de forma severa e universal com os resultados positivos de doping.

A hesitação em punir atletas queridos, o relaxamento de condutas permitido pelas comissões atléticas e a adoção de castigos diferenciados para os lutadores apanhados nos exames melam o nome da franquia e minam a seriedade dos confrontos. O caso mais recente – admitido mais de três anos depois – envolve o primeiro campeão do The Ultimate Fighter dos EUA, o carismático Forrest Griffin. Ele revelou ter usado substância ilegal (ansiolítico, para relaxar) antes da luta contra o brasileiro Anderson Silva, em um combate de peso combinado em 2009. O norte-americano perdeu de forma vergonhosa: levou socos no queixo e fugiu depois do encerramento do duelo com o maxilar deslocado.

O resultado da luta serviu de justificativa, hoje, para Griffin menosprezar o apelo ao medicamento. “O fato de eu não ter revelado isso antes é porque não faz a menor diferença. Veja o que aconteceu comigo contra Anderson. Eu fui humilhado, mas felizmente consegui sobreviver”, ele contou à MMAFighting. O segredo mantido pelo atleta pode até ser compreensível: ele relutou em expor uma informação danosa ao currículo. Mas a cobrança precisa ser direcionada, principalmente, ao UFC e à comissão atlética responsável pela integridade física dos atletas. Por que os dois se omitiram de aplicar uma punição ao lutador? Como o teste falhou em detectar a substância?

A conduta dúbia das comissões atléticas também preocupa. Após perder pela primeira vez para o brasileiro Anderson Silva, no UFC 117, Chael Sonnen acabou afastado dos ringues por fazer uso de testosterona. Antes da revanche, no UFC 148, no entanto, conseguiu liberação para tocar o tratamento com o hormônio condenado em taxas excessivas. O desafiante ao título dos pesados, Alistair Overeem, seguiu para a geladeira por nove meses justamente por apresentar níveis elevados da substância. A contradição impera. E a volatilidade disciplinar é evidente: o UFC e as comissões atléticas escorregam ao sabor do momento na hora de se mostrar firmes no combate ao doping.

Os exames existem para garantir a igualdade entre competidores – independentemente do esporte praticado. Os comitês olímpicos aprimoram as técnicas todos os anos para evitar premiar com vitórias os atletas empurrados pela artificialidade de substâncias ilegais. E se fazem rigorosos ao tomar de volta medalhas concedidas antes de divulgar a reprovação nos testes aos quais os participantes se submetem. O teste antidoping é a retaguarda moral de qualquer prática atlética. O escudo contra a prevalência da desonestidade.

A falta de clareza para definir as substâncias lícitas e as medidas punitivas põe em xeque a credibilidade do Ultimate. Em vinte anos de vida, o torneio driblou a imagem de lutadores forjados nos anabolizantes e atraiu para si um rótulo de saúde ao prezar pela integridade física dos atletas dentro do octógono. Mas, agora, titubeia em levar a estratégia adiante, com relaxamento frente a condutas irregulares. O vacilo se infiltra como cupim na fortaleza edificada em números, dinheiro e popularidade. O dano é irreparável: a carcaça pode até resistir ao tempo, mas nenhuma estrutura fica de pé se está podre por dentro.

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Overeem: entre passado e futuro

Punido por doping, holandês luta contra o tempo para retornar ao octógono

O ringue é passado de lembranças ou futuro de esperança para Alistair Overeem: o presente lhe foi subtraído por culpa de um resultado positivo no teste antidoping. A reprovação no exame médico nocauteou a oportunidade de o atleta roubar o cinturão do campeão brasileiro dos pesados do UFC, Junior Cigano dos Santos, e o confinou à geladeira da franquia até o fim da suspensão, em dezembro deste ano. O castigo congelou socos e pontapés. Mas aqueceu a língua: longe do octógono, o holandês golpeia os adversários com palavras e se sente à vontade para opinar sobre combates de colegas de profissão.

O ataque mais feroz mirou o dono do cinturão. Overeem chamou Cigano de medroso. “Sei que tem medo de lutar comigo. Ele sabe que sou a maior ameaça que existe ao seu cinturão. Sabe que, quando lutar comigo, não terá para onde correr. Vai bater e sair, ou vai levar a luta para o chão. De qualquer forma, vai deixar o octógono com uma derrota”, garantiu. Cigano havia classificado o adversário, ex-campeão do Strikeforce, de trapaceiro. A troca de farpas  fermenta o marketing em torno do encontro dos dois dentro do octógono. Cigano deve enfrentar, primeiro, Cain Velasquez. Se vencer, dá de cara com Alistair.

O lutador holandês também palpitou sobre a possibilidade de Anderson Silva, campeão dos médios, enfrentar Jon Jones, o melhor entre os meio-pesados. Ao site Bloody Elbow, externou a vontade de vê-los se confrontar. Mas considerou a possibilidade remota porque o norte-americano (Jones) seria contra enfrentar o brasileiro. “Eu conversei com ele, que falou: ‘Não, eu não quero lutar contra ele porque é meu mentor’”, narrou Overeem. “Mas eu gostaria de ver esas luta”, observou o holandês.

Alistair Overeem combina com experiência e habilidade no MMA. Atuou no Pride e em outros eventos internacionais, como o Dream, antes de chegar ao UFC. Enfrentou lendas do esporte, como Minotauro e Vitor Belfort, e acumulou 36 vitórias em 48 combates. Tornou-se supremo no Dream, no K-1 World e no Strikeforce. Ambicionou o título mais cobiçado das artes marciais mistas da atualidade: o cinturão dos pesados do UFC. A súbita derrota para o doping interrompeu a jornada. Amordaçou golpes e silenciou expectativas. Mas nunca calou o desejo de ser campeão. O lutador sem presente hoje treina com as palavras para nocautear o tempo. Aos desconfiados do futuro, avisa: o passado de glórias é eloquente.

Overeem promete nocautear o tribunal e Cigano

Flagrado em exame antidoping surpresa com um nível de epitestosterona 14 vezes acima do normal, o holandês Alistair Overeem resolveu quebrar o silêncio e falar sobre a polêmica.

Aparentando muita segurança, o lutador apontou o julgamento de seu caso, que será realizdo em 24 de abril, como o maior desafio de sua carreira. Garantiu, entretanto, que vai vencer esta batalha e também a luta contra o brasileiro Júnior Cigano.

“Dia 24 de abril será a maior luta da minha vida, e dia 26 de maio será uma luta ainda maior. Tenho duas grandes lutas pela frente, estou confiante. Vou nocauteá-los”, assegurou o lutador.

Ao que parece, o UFC compartilha da confiança de que Overeem será absolvido. Até o momento, o holandês segue como o desafiante de Cigano.

 

Dana White e o doping no UFC: dois discursos?

Presidente do UFC condena uso de substâncias ilícitas, mas teme postura mais rigorosa em relação a atletas com potencial de gerar lucro para a franquia

Dana White esbraveja: contra as substâncias ilícitas, os atletas usuários, o resultado positivo dos exames antidoping. Dana White sofre: com o risco de o MMA perder credibilidade, a possibilidade de os recursos minguarem, a retração do esporte. E Dana White age: condena publicamente os lutadores irregulares, respalda a comissão atlética responsável pelos testes, enquadra o plantel do UFC nas decisões. Mas, quando a situação ameaça a edição de um torneio extremamente esperado, Dana White: muda. Ou melhor, alivia. E é um perigo.

O doping é uma prática perniciosa para qualquer esporte. Aumenta a performance dos atletas e desequilibra a disputa saudável. O rigor dos exames, revigorado anualmente por comitês olímpicos e outras comissões esportivas, atesta a preocupação. Nada há de novidade. Mas a preocupação é redobrada no MMA.

As artes marciais mistas sempre caminharam em paralelo às associações com episódios violentos, capitaneados por vândalos embrutecidos a anabolizantes em academias e instituições de caráter duvidoso. O quebra-pau comum às edições de vale-tudo em décadas passadas ilustra as cenas de barbárie. A desvinculação da imagem de brutalidade se tornou uma tarefa executada com primor por Dana White e companhia à frente do UFC. E o trabalho passou pela construção da imagem de atletas saudáveis: da filosofia à condição física. Daí, o prejuízo multiplicado pelo infinito quando um lutador é enquadrado no exame.

O presidente do Ultimate conhece o problema. Condena o uso. Mas, em momentos recentes, escorregou no discurso, estremeceu a postura e pôs em xeque a linha a ser tida como exemplo por outros atletas. Quando Nick Diaz acabou apanhado no teste por utilização de maconha – e ficou muito longe de realizar uma luta lucrativa aos olhos do UFC contra George St-Pierre -, Dana White trabalhou nos bastidores para colocar panos quentes e suavizar a punição. A batalha contra o desafeto Pierre renderia bilheteria e pay-per-view. Medida recente adotada pela Comissão Atlética da Califórnia – competente para regular os casos – entendeu ser toleráveis a utilização de maconha e a reposição hormonal para casos específicos. Ainda não é decisivo.

Outro escorregão de Dana veio com a postura dúbia em relação a Alistair Overeem, …Continue lendo…