O último UFC de 2012: Cigano defende cinturão

Texto: Superesportes

O campeão dos pesos pesados Júnior “Cigano” dos Santos e o desafiante Cain Velásquez bateram o peso nesta sexta-feira e estão prontos para a revanche valendo o cinturão da categoria até 120kg. A luta acontecerá na noite deste sábado, na MGM Grand Arena, em Las Vegas, pela edição 155 do UFC. O evento começará às 22h e será transmitido pelo Canal Combate e a SporTV (card principal).

Júnior “Cigano” e Cain Velásquez dividiram a torcida presente na pesagem. Os dois foram aplaudidos e vaiados na mesma proporção. O primeiro a entrar no palco armado na MGM Grand Arena foi Velásquez. Norte-americano de ascendência mexicana, ele recebeu aplausos dos fãs de MMA dos EUA e do México. Contudo, nem mesmo a união dos torcedores desses países foi suficiente para calar as vaias dos brasileiros que estavam no local. O ex-campeão dos pesos pesados marcou 108,9kg na balança.

O atual dono do cinturão recebeu idêntico tratamento: aplausos e vaias. Júnior “Cigano” foi até a balança acompanhado por seu mestre Luíz Dórea, líder da Champion Team, e ficou apenas algumas gramas abaixo de Cain Velásquez: 108,5kg. Os dois lutadores protagonizaram uma encarada respeitosa após a pesagem e estão prontos para o combate.

Os demais atletas que lutarão no UFC 155 também bateram o peso sem problemas. Alguns deles se encararam de forma intensa como Melvin Guillard e Jamie Varner. O primeiro teve de ser contido pelo presidente Dana White, pois tentou se aproximar do seu adversário de forma voraz. Guillard ainda apontou o dedo na cara de Varner e o provocou com ofensas.

A pesagem do UFC 155 ainda teve dois lutadores que apareceram no palco com fantasias. Michael Johnson vestiu um chapéu extravagante e um óculos de boas-vindas ao ano de 2013. Erik Perez utilizou uma máscara típica dos atletas de luta livre mexicana e uma bandeira do país como capa.

Confira os resultados da pesagem para o UFC 155:

Card principal
Junior Cigano (108,5kg) x Cain Velásquez (108,9kg) – Peso pesado
Jim Miller (70,8kg) x Joe Lauzon (70,8kg) – Peso leve
Tim Boetsch (84,4kg) x Costa Phillipou (84,4kg) – Peso médio
Yushin Okami (83,5kg) x Alan Belcher (84,4kg) – Peso médio
Chris Leben (83,9kg) x Derek Brunson (83,9kg) – Peso médio

Card preliminar
Brad Pickett (61,7kg) x Eddie Wineland (61,2kg) – Peso galo
Erik Perez (61,7kg) x Byron Bloodworth (61,7kg) – Peso galo
Melvin Guillard (70,3kg) x Jamie Varner (70,3kg) – Peso leve
Michael Johnson (69,8kg) x Myles Jury (70,3kg) – Peso leve
Philip De Fries (111,1kg) x Todd Duffee (112,9kg) – Peso pesado
Leonard Garcia (66,2kg) x Max Holloway (65,8kg) – Peso pena
Chris Cariaso (56,7kg) x John Moraga (57,2kg) – Peso mosca

Cigano x Velasquez: a revanche se aproxima

Um dos confrontos mais esperados do ano no UFC será realizado no próximo dia 29. O brasileiro Junior Cigano dos Santos, campeão do peso-pesado e um dos atletas mais ágeis da categoria, se prepara para enfrentar Cain Velasquez, exímio atleta, só abatido pelo próprio dono do cinturão. Cigano vem de vitória contra Frank Mir e Velasquez de triunfo sobre Pezão. A revanche promete. Veja vídeo feito pelo UFC sobre a preparação do atleta brasileiro.

UFC 146: Cigano dá início a uma nova era entre os pesados

Brasileiro vence Frank Mir, mantém o cinturão e não vê adversários à altura pela frente

 

Por Celso Ishigami e Tiago Barbosa

Era de Cain Velasquez. Nem durou uma noite. Um soco e nocaute. Caiu no colo de Junior Cigano dos Santos. Era sinal do acaso. Sorte lançada. Resistiria a um teste? Veio Frank Mir. Palavras, empáfia, menosprezo. Vieram socos. Muitos. O linguarudo cambaleou. Caiu. Sumiu. Era desafiante. Virou passado. E Cigano deu início a seu reinado no UFC. Manteve-se campeão dos pesados. Incontestável. A vitória na edição 146 lhe propiciou uma nova era.

O último campeão do UFC a manter o cinturão em uma defesa foi Brock Lesnar, em 2008, após conquistá-lo com uma vitória sobre Randy Couture. Depois, ele perdeu o título para Velasquez – derrotado por Cigano. O panorama dos lutadores dos pesos-pesados sugere a supremacia do brasileiro por longo tempo. Ele venceu os concorrentes diretos ao cinturão – Velasquez, Frank Mir e Roy Nelson. Brock e Couture estão aposentandos – embora Dana White tenha deixado escapar, na coletiva de imprensa pós o 146, a vontade de conversar com Lesnar para demovê-lo da ideia.

A vitória de Cigano também vinga a derrota do companheiro Rodrigo Minotauro. A lenda sucumbiu duas vezes diante de Mir. A derrota mais recente lhe rendeu um braço quebrado depois de uma finalização no fim do ano passado. Curiosamente, Junior Cigano serviu como revanche para Minotauro pela segunda vez: ele também sobrepujou Cain Velasquez, de quem o amigo tinha perdido.

Sem adversários à altura, Dana White considera a possibilidade de proporcionar uma revanche a Velasquez – que derrotou, na edição deste sábado, o brasileiro Pezão, escalado de última hora para desafiar o ex-campeão. A outra possibilidade seria trazer novamente ao octógono Brock Lesnar ou mesmo recorrer a lutadores de fora do UFC – os fãs sempre torcem para o mito Fedor Emelianenko ser lembrado neste momento. Até lá, o Ultimate vive a era Cigano na categoria.

O UFC 146

A manutenção do título de Cigano veio depois de uma apresentação irretocável em Las Vegas. O brasileiro subiu no ringue consciente da estratégia de Frank Mir de levá-lo ao chão. Agiu com destreza e conseguiu escapar das tentativas do oponente. À distância, emendou sequências de golpes e só foi impedido pelo gongo de nocautear o adversário no primeiro round. O campeão manteve a tática no segundo assalto e, após desferir um soco direto na cara de Mir, conseguiu fazê-lo cair pela terceira vez. O desafiante deu as costas e tentou se proteger. Em um movimento desesperado, buscou o braço de Cigano. Mas o dono do cinturão se esquivou e se pôs de pé. Mir, bastante abalado, caiu de costas e ainda levou o derradeiro soco.

Em entrevista, ele evitou insistir na tese de vingar Minotauro: “Eu me sinto sensacional. É uma sensação maravilhosa. Minotauro é um tremendo lutador, e Mir é um ótimo lutador. Essa luta é entre eles. Eu vim aqui para defender o meu título, e fiz isso. Me surpreendeu o quanto ele consegue aguentar. Quero agradecer à galera de Salvador e de Caçador! Também quero agradecer ao meu amigo Breno, que veio aqui comigo. Essas pessoas passam por tantas dificuldades que merecem ter um momento de alegria”, observou (declaração publicada no SporTV).

BRASILEIROS

Os outros brasileiros do UFC 146 perderam os combates da noite. A revelação Edzon Barboza, cujo chute o consagrou no UFC Rio II, foi nocauteado por Jamie Varner ainda no primeiro round. O brasileiro chegou a esboçar uma revolta com o árbitro por ter interrompido a luta. Mas se acalmou e acolheu a decisão.

Diego Brandão perdeu na decisão dos juízes. Ele começou de forma explosiva e chegou a dominar o primeiro round. Mas acabou engolido por Darren Elkins. O oponente venceu os dois assaltos seguintes e mereceu a vitória.
A derrota mais violenta dos brasileiros foi a de Antônio Pezão. Escalado de última hora para substituir Frank Mir no combate contra o ex-campeão Cain Velasquez, ele perdeu a concentração depois de sofrer um corte acima do olho em uma cotovelada. O atleta ficou no chão, com os olhos cobertos pelo sangue. O árbitro chegou a interromper a luta para atendimento médico. Mas, ao retornar, acabou vencido pelos socos de Velasquez.

Confira os resultados da noite:

Junior Cigano venceu Frank Mir por nocaute técnico aos 3m04s do segundo round
Cain Velásquez venceu Antônio Pezão por nocaute técnico aos 3m36s do primeiro round
Roy Nelson venceu Dave Herman por nocaute aos 51s do primeiro round
Stipe Miocic venceu Shane del Rosario por nocaute técnico aos 3m14s do segundo round
Stefan Struve venceu Lavar Johnson por finalização a 1m05s do primeiro round
Darren Elkins venceu Diego Brandão por decisão unânime dos juízes
Jamie Varner venceu Edson Barboza por nocaute técnico aos 3m23s do primeiro round
C.B. Dollaway venceu Jason “Mayhem” Miller por decisão unânime dos juízes
Dan Hardy venceu Duane Ludwig por nocaute aos 3m51s do primeiro round
Paul Sass venceu Jacob Volkmann por finalização a 1m54s do primeiro round
Glover Teixeira venceu Kyle Kingsbury por finalização a 1m53s do primeiro round
Mike Brown venceu Daniel Pineda por decisão unânime dos juízes

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O preço do desrespeito – Globo frustra telespectadores por ignorar transmissão ao vivo do UFC 146

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UFC 146: proibido para os menores

Há algum tempo temos chamado a atenção para os esforços da cúpula do Ultimate em promover seus Pesados. Desde os tempos de rivalidade com o Pride, o presidente Dana White mostrava-se bastante incomodado com o nível técnico da categoria.

E os organizadores da franquia resolveram investir pesado (com o perdão do trocadilho) na categoria. Sua edição de número 146, que será disputada em 26 de maio, em Las Vegas, terá apenas Pesados em seu card principal, entre eles, três brasileiros.

Será a primeira defesa de título de Júnior Cigano, que terá ninguém menos que o gigante holandês Alistair Overeem como desafiante. O evento contará ainda com o confronto entre Cain Velasquez e Frank Mir, que decidem o próximo desafiante ao título da categoria.

Confiram o card completo. Lembrando que a ordem dos confrontos ainda não foi definida.

Card Principal

Júnior “Cigano” dos Santos vs Alistair Overeem
Cain Velasquez vs Frank Mir
Antônio “Pezão” Silva vs Roy Nelson
Gabriel “Napão” Gonzaga vs Shane del Rosario
Mark Hunt vs Stefan Struve

Card Preliminar

Edson Barboza vs Evan Dunham
C.B. Dollaway vs Jason “Mayhem” Miller
Mike Brown vs Daniel Pineda
Dan Hardy vs Duane Ludwig
Jacob Volkmann vs Paul Sass
Darren Elkins vs Diego Brandão
Kyle Kingsbury vs Glover Teixeira

Fedor: força no ringue e na audiência

Ele está vivo. Para as lutas. E, principalmente, para os negócios. Em ambos, vale a cautela: Fedor Emelianenko, um dos maiores lutadores de MMA de todos os tempos, ainda tem muita luva para gastar. Desacreditado por parte do público em função de três derrotas seguidas no Strikeforce, o Imperador destroçou Jeff Monson e reencontrou a vitória. Sinal de ressurreição. E de lucro. O triunfo sobre o adversário gerou uma audiência significativa na Rússia, onde o evento promovido pela M-1 Global ocorreu:  7,5 milhões de residências acompanharam a luta. No ginásio onde o combate ocorreu, foram 22 mil pessoas.

A título de comparação: primeiro evento transmitido pela Fox, gigante da TV norte-americana, o UFC on FOX glorificou o brasileiro Junior “Cigano” dos Santos com o título dos pesados e foi assistido por 8,9 milhões de pessoas. É um recorde dentro da Europa. No Brasil, toda a euforia do UFC no Rio de Janeiro só conseguiu colocar dentro do ginásio cerca de 15 mil pessoas. O maior público do Ultimate chegou a 50 mil pessoas no Canadá. A marca acima dos 22 mil ocorreu apenas duas vezes, segundo o site Tatame.

Os números expressam duas certezas: o mercado Russo está aquecido para o MMA. E, talvez a melhor delas para os fãs do esporte: o mito Fedor Emelianenko ainda goza do prestígio obtido performances históricas durante os anos do Pride no Japão. É possível ver o Imperador no card do UFC – informações de bastidores indicam um provável acerto para uma luta contra Cain Velasquez, derrotado por Cigano. Alguém duvida da força de Fedor?

 

UFC quebra recorde na TV

A noite de lutas consagradora para o brasileiro Junior Cigano dos Santos, novo campeão dos pesos pesados do UFC, marcou um recorde na transmissão da televisão aberta dos Estados Unidos. O combate contra o norte-americano Cain Velasquez se tornou a mais assistida na história do Ultimate no país e a de maior audiência na comparação com qualquer luta desde 2003 – quando houve o duelo entre a lenda do boxe Lennox Lewis vs Vitali Klitschko, transmitido pela HBO.

Informações divulgadas pela FOX, emissora detentora dos direitos de transmissão nos EUA, apontam: o duelo artes marciais mistas (MMA) Velasquez-Cigano atraiu 5,7 milhões de telespectadores. O maior patamar desde os 7 milhões na disputa ddos pugilistas Lewis-Klitschko. Os números foram compilados pelo Nielsen Media Research.

O UFC competiu com adversário de peso na estreia da FOX na transmissão aberta. As emissoras ABC, NBC e ESPN passaram jogos universitários e profissionais e juntas conseguiram abocanhar 9 pontos na audiência – face aos 3.1 do Ultimate.

Os dados passados pela própria FOX ainda apontam um crescimento em relação ao último evento de MMA transmitido por uma rede de televisão norte-americana, o EliteXC, na CBS, no ano de 2008. Segundo a emissora, a audiência subiu cerca de 16% na comparação com o evento da década passada.

BRASIL

O presidente do UFC, Dana White, traçou um panorama bastante otimista da audiência brasileira do torneio de sábado passado. Mais de 60 milhões de pessoas teriam sintonizado a Rede Globo para assistir à performance de Junior Cigano contra Cain Velasquez, embora o confronto tenha durado somente 64 segundos.

Números do Ibope indicam a liderança da emissora no horário. A Globo atingiu 16.4 pontos e 39% da participação da audiência. Ficou à frente da Record, a segunda colocada, com 7.3, e do SBT, com 4.5. Cada ponto registrado pelo instituto indica 60 mil lares da capital paulista sintonizados em um canal.

A preparação de Cigano

O brasileiro Junior Cigano dos Santos tem a difícil missão de bater o campeão dos pesos-pesados do UFC, Cain Velasquez, no próximo dia 12 de novembro. É o dia de estreia do Ultimate Fighting Championship na FOX, poderosa rede de televisão dos Estados Unidos. O mundo aguarda o duelo que promete entrar para  a história do MMA.

O carismático Cigano tem contado com parceiros de reconhecimento internacional para derrotar o oponente, como a lenda brasileira Rodrigo Minotauro Nogueira. No vídeo acima, o lutador conta como pretende vencer Cain Velasquez e se tornar o novo campeão tupiniquim nos domínios do UFC. Confira!

A maldição dos cinturões do UFC

Uma lesão no joelho do canadense George St-Pierre frustrou os fãs do MMA, sempre ávidos por disputas de títulos. Campeão dos meio-médios do UFC, GSP enfrentaria o norte-americano Carlos Condit na edição 137 do principal torneio de lutas do mundo, que agora terá o confronto entre BJ Penn e Nick Diaz como evento principal. Dos atuais detentores de títulos do UFC, St-Pierre era o único que ainda não havia sido prejudicado por uma lesão.

Confira a lista:

23 de outubro de 2010

Cain Velasquez (Pesados)

Lesão – Machucou o ombro durante a luta contra Brock Lesnar (UFC 121), onde conquistou o título da categoria.

Situação – Recuperado de cirurgia realizada em janeiro deste ano, se prepara para encarar o brasileiro Júnior Cigano no UFC on Fox, em 13 de novembro.

 

24 de novembro de 2010

José Aldo (Penas)

Lesão – Se preparava para enfrentar Josh Grispi em sua estreia no UFC, quando lesionou a coluna e precisou cancelar o combate.

Situação - Recuperado, defendeu o cinturão contra o canadense Mark Hominick (UFC 129) e depois contra o norte-americano Kenny Florian (UFC 136).

 

25 de abril de 2011

Jon Jones (Meio-pesados)

Lesão – Sofreu uma grave lesão no ligamento da mão direita durante os preparativos para encarar Rashad Evans no UFC 133.

Situação – Jones enfrentaria Evans no UFC 135, mas dessa vez foi seu oponente que se machucou. Sobrou para Quinton Jackson, que foi completamente dominado pelo campeão.

 

9 de maio de 2011

Frankie Edgar (Leves)

Lesão – Machucou a coluna e uma costela durante os treinos para a revanche contra Gray Maynard, que ocorreria no UFC 130.

Situação – O aguardado combate foi realizado no UFC 136, com uma vitória surpreendente de Edgar, que nocauteou o oponente após sofrer dois knock downs no primeiro round.

 

Julho de 2011

Anderson Silva (Médios)

Lesão – Ainda se recuperava da dura vitória sobre Chael Sonnen, quando machucou o ombro nos preparativos para o UFC Rio.

Situação – Apesar da lesão, resolveu enfrentar o japonês Yushin Okami e manteve o cinturão da categoria. No entanto, a lesão se agravou e só voltará ao octógono em 2012.

 

1º de outubro de 2011

Dominick Cruz (Galos)

Lesão – Contestado por se estilo conservador, Dominick Cruz foi ao limite e fraturou a mão direita durante o combate contra Demetrius Johnson, no UFC on Versus 6.

Situação – Apesar da lesão, Cruz não apenas seguiu no combate, como também conseguiu derrotar o adversário e manter o cinturão. Agora, o campeão se recupera da cirurgia.

Um aperitivo do mega show da FOX

O mundo do MMA aguarda com ansiedade a noite do dia 12 de novembro. A data marca a primeira transmissão do Ultimate Fighting Championship pela FOX na televisão aberta dos Estados Unidos. Recordista de venda de pay-per-view, o torneio de luta mais famoso do planeta sabe a importância em debutar em alto estilo na TV: o sucesso do evento é fator crucial para catapultar a números estratosféricos a popularidade das artes marciais mistas, a audiência junto ao público e o retorno financeiro do UFC.

A relevância do campeonato impôs a necessidade de uma estratégia especial para conquistar os telespectadores até então alheios ao MMA. A tática primou pela cautela: apenas uma luta para transmitir – embora as edições do UFC tenham cerca de 12 combates por noite. O Ultimate quer chegar com calma. Sem chocar com a sucessão de imagens de golpes na telinha. A escolha dos lutadores levou em consideração o gosto médio de quem aprecia lutas: o embate será entre dois pesos pesados – categoria nobre tanto no boxe quanto nas artes marciais mistas. O toque de ouro para ampliar a atenção: o confronto vale o cinturão mundial.

O cuidado inclui a produção de material de propaganda com a qualidade da gigante de televisão norte-americana. No vídeo acima, os lutadores Cain Velasquez (campeão) e o brasileiro Junior dos Santos Cigano (desafiante) são apresentados pela FOX de uma maneira especial. No fim, os novos colegas de transmissão do UFC: Nascar, NFL, beiseball, entre outros esportes com espaço cativo no gosto do telespectador norte-americano. O objetivo é claro: o MMA chegou para ficar em definitivo na grade da programação da emissora. E, quem sabe, no controle remoto da audiência norte-americana.

Um dia para entrar na história das lutas

 

A previsão está feita: o dia 12 de novembro de 2011 tem tudo para se tornar uma data histórica no mundo das lutas. Nos quatro cantos do planeta, fãs de boxe e MMA terão a oportunidade de assistir a confrontos inesquecíveis. Dignos de serem eternizados na memória das artes marciais.

O campeão mundial de boxe, o filipino Manny Pacquiao, defende o cinturão diante do mexicano Juan Manuel Marquez. Pacquiao é o maior pugilista da atualidade. Está invicto há seis anos e tenta conseguir a 15ª vitória consecutiva. Já escreveu o nome nos anais da nobre arte por se tornar o primeiro a conquistar dez títulos em oito categorias diferentes. O duelo, aguardado há meses, será televisionado apenas para o pay-per-view.

A data marca a chegada do Ultimate Fighting Championship na televisão aberta norte-americana. Pela primeira vez, a FOX, gigante do mercado dos EUA, transmitirá ao vivo um UFC. No card, o confronto entre o atual campeão dos pesos pesados, Cain Velasquez, e o brasileiro Junior dos Santos, o Cigano.

A importância do evento é incomensurável: há anos, o UFC trabalha as regras do esporte e o formato dos eventos para ampliar a audiência e se firmar com respeito dentro do mercado das artes marciais. Visto antigamente como um mero vale-tudo, o esporte evoluiu e, hoje, chega às residências de mais de 145 países. O passo para a TV aberta é decisivo. A aprovação dos fãs e a boa recepção do do público credenciam a prática de vez no show business. A cautela é tanta que Dana White vai colocar apenas a luta principal para ser televisionada pela FOX.

Do outro lado do mundo, um dos mitos do MMA mundial se prepara para retomar a trajetória de vitórias. Depois de perder três lutas seguidas no Strikeforce, Fedor Emelianenko entra no ringue contra Jeff Monson pela M-1 Global – organizadora russa de eventos de artes marciais mistas. O retorno ao lar é considerado essencial para o lutador. Em casa, ele tenta se reerguer e chegar perto do homem que já passou dez anos invicto no mundo do MMA.

A expectativa por boas lutas é quase um anseio dos fãs dos dois esportes. A disputa particular entre o boxe e o MMA aumenta o brilho dos eventos. Os organizadores devem se esforçar para deixar uma marca indelével no histórico 12 de novembro. Ninguém quer ser menos importante. Ao público, resta um papel decisivo nessa competição: sentar na poltrona e saborear as duas modalidades.