Agora é Nick Diaz que quer fazer superluta contra Anderson Silva
O silêncio do UFC antes de definir o próximo adversário do imbatível Anderson Silva virou espécie de concessão para aventureiros se lançarem no caminho do Aranha. E eles começam a dar as caras. Nick Diaz, atleta punido duas vezes pela comissão atlética por uso de maconha, derrotado por Carlos Condit na luta criada para aquecer o combate com o campeão George St-Pierre, desfruta os 15 minutos de fama ao ver o nome atirado no noticiário pelo treinador Cesar Gracie.
O que o credencia a uma superluta contra o campeão dos médios, o maior da atualidade nas artes marciais mistas? Nada. Apenas uma retaguarda técnica de influência na comunidade do MMA e um barulho em torno da fama de “bad boy” da franquia – mais pela forma de agir verificada fora do octógono. Nick reza pela cartilha de comportamento escrita por Chael Sonnen: faz questão de alimentar a os gestos destemperados – já foi fotografado com o dedo médio em riste, faltou a coletiva de imprensa marcada pelo UFC, recebeu punição por indisciplina – e falar muito antes dos combates. Mas é só.
Quando finalmente passou perto de tentar o cinturão contra St-Pierre, correu da entrevista, enfureceu Dana White e acabou rebaixado no card. Em seguida, disparou farpas contra o campeão o canadense do meio-médio. Testado antes contra Carlos Condit, mostrou um desempenho pífio e perdeu o cinturão interino. Pior: flagrado no antidoping pela segunda vez por uso de maconha, foi para a geladeira, de onde só sai depois de fevereiro do próximo ano. Aos 29 anos, o atleta acumula 26 vitórias na carreira e apenas oito derrotas. Mas, no UFC, o resultado é sete triunfos e cinco tropeços. O sucesso obtido no Strikeforce é o único cartão de visita apresentável ao combate. Ainda assim, é pouco para fazer frente ao Aranha.
O colega de bravatas Chael Sonnen chegou mais longe com as provocações longe do ringue. Conseguiu lutar contra Anderson Silva por duas vezes – e perder ambas – e, agora, vai disputar o cinturão dos meio-pesados contra Jon Jones. Ele rende dinheiro e atrai patrocínio. É o único trunfo. Diaz nem isso conseguiu. Antes de vislumbrar uma superluta, ele precisa deixar de ser um meio atleta. Corrigir a postura extra ringue e subir a escada dos adversários para topar com os maiores. O UFC precisa bradar contra os aventureiros.











