A saideira do Strikeforce

Evento de MMA realiza última noite de lutas da história

O assassinato obedece a um ritual infalível: compra, promessa, estrangulamento, extinção. Da aquisição do torneio concorrente ao sepultamento, o UFC premedita os passos para se consolidar como a maior e mais importante franquia de artes marciais mistas do planeta. Depois de exaurir o Pride e dissecar o WEC, a legenda comandada por Dana White se prepara para enterrar o Strikeforce, evento de kickboxing fundado em 1985, mas convertido ao MMA em meados da década passada. O velório está marcado para sábado, em Oklahoma City, nos EUA: é a última edição da marca transmitido pela Showtime e, consequentemente, a derradeira na história do SF.

O card reúne as sobras do desmantelo provocado por migrações para o UFC. A luta principal será entre o veterano do Ultimate e campeão do meio-médio do Strikeforce, Nate Marquardt, e o desafiante Tarec Saffiedine. De olho no torneio mais pomposo do MMA, o atual campeão dos pesados Daniel Cormier enfrenta Dion Starring. Os brasileiros escalados para a noite são o ex-campeão Ronaldo Souza, o Jacaré, e o representante da família mais tradicional do jiu-jitsu, Roger Gracie. Destaque para o confronto entre Josh Barnett, ex-campeão dos pesados do UFC, e Nandor Guelmino.

O pacote de lutas definido para a edição do sábado estanca o sangramento iniciado no início de 2011 quando o Strikeforce caiu no colo da Zuffa, administradora do UFC. As declarações seguintes à compra tentaram apaziguar o mercado. “Vamos apoiar o Strike”, prometeu Dana White. Era falácia. Baseados em uma fórmula bem ministrada para o Pride e o WEC – ambos eventos adquiridos e, depois, extintos – os donos  Ultimate abriram as feridas insanáveis no novo torneio: transferência de lutadores para o UFC, extinção de categorias, inviabilização econômica.

Abandonaram o Strikeforce nomes consagrados do MMA, como Dan Henderson, e promessas, a exemplo de Alistair Overeem, Nick Diaz e Cung Le. Fedor Emelianenko, uma das lendas do esporte, só evitou a franquia de Dana White por conta de uma rixa com o dirigente. Atento à sangria, o canal Showtime chegou a estipular uma cláusula para impedir assinatura de contratos sem a chancela da emissora. Deu em nada. Em seguida, os chefes do SF anunciaram o fim da categoria dos pesados do torneio.

A hemorragia seguiu curso com a aquisição da maior lutadora do torneio, Ronda Rousey. Símbolo do MMA feminino e ícone de beleza, a loira invicta hipnotizou Dana White. Contrário aos combates femininos no UFC, ele mudou de opinião, contratou a campeã do peso-galo, deu-lhe o cinturão do Ultimate e conferiu-lhe o privilégio de fazer a luta principal de um evento (UFC 157) no qual figuram nomes como Lyoto Machida e Dan Henderson.

A derrocada do Strikeforce serve a todo tipo de argumento pró e contra a hegemonia do UFC. O fim interrompe a sangria desatada provocada pelos conseqüentes atropelos na gestão do torneio. Evita a humilhação de ceder atletas de destaque e funcionar como espécie de divisão de acesso para o Ultimate.

Mas a face negativa do óbito da franquia indica o fortalecimento incontestável do UFC, para onde devem migrar os melhores lutadores ainda presos ao SF. Resta apenas o Bellator como principal concorrente à sigla globalizada de Dana White e dos irmãos Fertita – e o risco de monopólio do MMA e dos lucros por ele gerados se apresenta como risco desnecessário ao esporte.

Às vésperas de bater as botas, o Strikeforce abre as portas do hexágono para brindar o público com uma última rodada de combates. O sangue transpirado pelos atletas será a marca histórica de mais um torneio tragado pela ambição desmedida do UFC. E o gongo já anuncia: é hora da saideira.

Confira o card:

Principal
Nate Marquardt vs. Tarec Saffiedine
Daniel Cormier vs. Dion Staring
Josh Barnett vs. Nandor Guelmino
Gegard Mousasi vs. Mike Kyle
Ronaldo Souza vs. Ed Herman

Preliminar
Pat Healy vs. Kurt Holobaugh
Roger Gracie vs. Anthony Smith
Tim Kennedy vs. Trevor Smith
Ryan Couture vs. K.J. Noons
Jorge Gurgel vs. Adriano Martins
Mike Bravo vs. Estevan Payan

 

Fedor vs. Brock Lesnar: Dana White brinca com sonho dos fãs

Presidente do UFC instiga fãs, mas recua e diz que não tem como promover luta

O presidente do UFC, Dana White, ganharia o título de fanfarrão-mor se tivesse sido escalado para atuar no filme brasileiro Tropa de Elite. Esperto, brincalhão, dono do bem-sucedido marketing da franquia, ele às vezes brinca demais com as palavras. E mexe com a vontade dos fãs. A última do repertório de piadas de mau gosto veio com a pergunta – retórica, vale dizer – sobre a intenção dos torcedores de assistirem a uma luta entre o ex-campeão dos pesados do UFC, Brock Lesnar, e a lenda do MMA, um dos maiores atletas de todos os tempos, Fedor Emelianenko.

A resposta, óbvia, exigiu o combate. Mas, escorregadio quando quer de temas polêmicos, o mandachuva do UFC se esquivou da tentativa de promover a luta. E saiu-se com a seguinte resposta ao ser questionado se a pergunta aos fãs era honesta:

“Não era uma pergunta, dizendo: ‘Dana poderia fazer essa luta?’ Então, perguntei-lhes: ‘Bem, quantas pessoas realmente querem ver essa luta?’ Eu estava fazendo uma pergunta. Acho que poucas pessoas querem ver essa luta. Eu digo isso. Fiz muito para tentar levar Fedor ao UFC. Vocês sabem disso, e você sabe como eu sou. Eu digo isso publicamente. Como isso (Fedor) é uma obsessão, eu tinha fazer isso, e eu tentei fazê-lo. A coisa louca é que agora todo mundo está me perguntando se eu posso fazer essa luta. Mas Fedor está aposentado! O cara se aposentou. Eu não consegui pegá-lo quando ele estava lutando. Agora, que estamos em condições tão boas, vou tirá-lo da aposentadoria?”

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Fedor quer fazer a Copa do Mundo de MMA

Mito das artes marciais mistas foi eleito presidente da União Russa de MMA

Rejeitado pelo Ultimate Fighting Championship (UFC), o lutador Fedor Emelianenko articula uma estratégia para dar o troco na franquia. Fora dos ringues. Atleta considerado lenda viva do MMA, ele está à frente de uma organização com o propósito de levar a cabo a realização de uma copa do mundo de artes marciais mistas – justamente o sonho apregoado por Dana White, presidente do UFC, o dirigente responsável por barrá-lo na franquia.

O primeiro movimento perpetrado por Fedor se deu no anúncio da aposentadoria. O lutador parece ter finalmente compreendido a intransigência do mandachuva do Ultimate em relação à possibilidade de contratá-lo. As opções de boas lutas se reduziram fora do espectro do UFC. E Fedor, atleta de ponta durante toda a trajetória no MMA, acabou no submundo dos combates. A constatação o empurrou à interrupção da carreira: ele pendura as luvas depois de enfrentar o brasileiro Pedro Rizzo.

Mas o combate permanece. O lutador se elegeu, nesta quarta-feira, presidente da União Russa de MMA. A entidade congrega 52 regiões do país e entrelaça promoção de lutas de outros 20 países ligados à Associação Internacional de Artes Marciais Mistas. A primeira deliberação do órgão: agendamento da Copa do Mundo de MMA para o primeiro dia de novembro com lutadores de 50 nacionalidades.

O plano traçado por Dana White é bancar edições do The Ultimate Fighter – reality shows com a preparação e o confronto entre lutadores iniciantes – para selecionar atletas capazes de disputar um evento de proporção mundial. O programa já é realizado nos Estados Unidos, casa do UFC, no Brasil e entre a Austrália e o Reino Unido. A popularidade do esporte e a consequente quebra de fronteiras serviriam para estimular a produção dos TUFs pelos países habilitados a promover torneios de MMA. O passo seguinte seria a inevitável disputa entre campeões de cada nacionalidade.

A retaguarda política para a empreitada de Fedor merece atenção. O mito goza de apoio do mandatário russo, Vladimir Putin. O presidente do país prestigiou o retorno do atleta à terra natal, na luta contra Jeff Monson. O lutador cambaleava na carreira: havia perdido as três últimas lutas disputadas no Strikeforce e precisava de um resultado satisfatório para manter a trajetória de pé. Ele buscou força em casa. E conseguiu. Derrotou o adversário e recebeu elogios do chefe de estado russo. Se conduzir o trabalho extra-ringue como desfechou as lutas frente aos adversários, Fedor pode se tornar um dirigente com performance digna de cinturão. A copa do mundo é o primeiro round.

 

Fedor anuncia aposentadoria

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O adeus de Fedor Emelianenko

Lutador anuncia encerramento da carreira após luta contra brasileiro

Antes de Anderson Silva virar o maior lutador de MMA do mundo, houve um mito. Antes da adoção de regras para preservar a integridade física dos lutadores, houve um imbatível. Antes de as lutas nos ringues desfrutarem da fama de esporte internacional, houve um incontestável. Fedor Emelianenko, 35, triunfou anos a fio no universo das artes marciais mistas enquanto a atividade sobrevivia sob o peso da condenação pública. Reinou iluminado pelos holofotes da indiferença. Sobrepujou adversários, desafiantes, estilos de luta. Na era do Pride – maior torneio de MMA do mundo até ser extinto pelo UFC -, erigiu uma marca inalcançada: dez anos de invencibilidade. O Último Imperador, símbolo de supremacia nos combates, fez o anúncio mais temido pelos fãs: ele deve encerrar a carreira depois da próxima luta, contra o brasileiro Pedro Rizzo.

Os passos mais recentes da jornada até a despedida partilham fracassos e desavenças. Fedor errou o caminho. Na encruzilhada entre a ascensão do UFC e os ganhos pessoais, pisou em falso. Evitou se submeter ao comando de Dana White, presidente do torneio. E sumiu. No Strikeforce, venceu a primeira luta. Mas amargou três derrotas em sequência (Fabrício Werdum, Antônio Silva e Dan Henderson). Foi finalizado pela primeira vez. Término da invencibilidade. Desgaste no prestígio. O mandachuva do UFC usou as derrotas como argumento para aliviar a pressão de contratá-lo. Era o início do fim.

Incapaz de dobrar a empáfia do dirigente, virou-se para a terra natal. Venceu dois oponentes sem expressão (Jeff Monson e Satoshi Ishii). Mas sentiu a indiferença. O mundo arregala os olhos para o Ultimate. Os lutadores da franquia são tratados como ídolos, celebridades. Estrelam programas de TV, recebem cachês com regularidade, gozam de assistência médica. Benefícios impensáveis  no auge do lutador, quando os ringues japoneses eram tomados por uma plateia ensandecida.

O atleta de origem russa se avizinha do encerramento da carreira …Continue lendo…

Anderson Silva x Hector Lombard ou UFC x Bellator?

Possível disputa entre vencedores dos dois torneios esconde disputa pela relevância no cenário do MMA

O presidente do UFC deixou escapar – mesmo às vésperas da revanche histórica entre Anderson Silva e Chael Sonnen – a possibilidade de armar um combate do Aranha contra o ex-campeão do Bellator Hector Lombard. Dana White  considera o lutador recém-chegado ao Ultimate competente o suficiente para disputar o cinturão dos médios do torneio. “Faria sentido. Esse cara vence, eu acho, as últimas 25 lutas em sequência. Se ele entrar bem no UFC nocautear (Brian) Stann, faz sentido (o duelo com Anderson Silva)”, ele disse.

Hector Lombard é cubano, tem 34 anos e declarou publicamente vontade de enfrentar o maior lutador de artes marciais mistas da atualidade. “Eu o respeito como lutador. Seria uma honra e um sonho realizado testar minhas habilidades contra as dele”. A motivação do desafiante impulsiona a ambição de Dana White escondida por trás da simples vontade de agendar um bom combate.

O mandachuva sabe da importância de testar o lutador originado em uma franquia alheia ao UFC para mostrar a força da franquia comandada por ele. Um fracasso de Anderson Silva poderia contar negativamente para o Ultimate. Os dirigentes do torneio já passaram pela experiência. Em 2007, Chuck Liddell, ex-campeão do UFC, lutou contra Wanderlei Silva, ex-dono do cinturão do Pride. Em jogo, a disputa implícita, à época, entre os dois torneios de MMA mais famosos do mundo. Deu Liddel e, por extensão, o Ultimate.

Outro exemplo: Fedor Emelianenko, dez anos invicto no Pride, perdeu logo o segundo* combate disputado no Strikeforce, franquia mantida pelos donos do UFC – para Fabrício Werdum. Era a desculpa almejada por Dana White para desqualificar o Pride e principalmente o lutador.

A propensão para colocar Hector Lombard diante de Anderson Silva, por enquanto, passa distante da comparação entre o UFC e o Bellator – hoje o principal concorrente do Ultimate. Dana aguarda o desempenho de Hector diante de Brian Stann, o todo-americano, queridinho no mundo da luta. Se ele vencer e Silva derrubar Sonnen (hipótese mais provável), o combate deve medir a força das duas franquias. Mas ainda é preciso combinar com Mark Muñoz e Chris Weidman – ambos pretendentes ao título.

Os fãs do esporte são os únicos beneficiados com toda sorte de desafios. Qualquer resultado entre Silva, Sonnen, Hector e Muñoz apenas atiça a briga por um dos cinturões mais disputados do mundo.

*Informação retificada a partir do comentário do leitor Vladimir.

UFC: “Eu não odeio Fedor”, diz Dana White

Presidente do Ultimate credita ao empresário do lutador russo a impossibilidade de ele lutar no torneio

O mito Fedor Emelianenko persegue o presidente do UFC, Dana White. Nas entrevistas coletivas, individuais, nos encontros de MMA e até na rua, o dirigente topa constantemente com a indigesta pergunta: “Quando Fedor vai lutar no UFC?”. O mandachuva do torneio de artes marciais mistas mais importante do mundo é intransigente: o atleta mais completo do esporte, capaz de se manter invicto por dez anos, jamais vai colocar os pés dentro do octógono do UFC. A postura levanta questionamento: por que a franquia se recusa a contratar um funcionário implorado pelos fãs e com potencial de gerar lucros? A insistência em fechar a porta ao lutador aponta para uma questão pessoal. Dana teria ódio de Fedor? Nem pensar, diz o chefão. “Eu não odeio o Fedor”, ele garantiu em entrevista a um site estrangeiro.

A justificativa para a recusa estaria no comportamento do empresário do atleta, diz Dana White: “O técnico dele fez a maior besteira no mundo dos esportes. Nós voamos até lá e tentamos armar um confronto contra Brock Lesnar por muito dinheiro. Mas eles ‘lascaram’ tudo quando riram da nossa cara. Ele vai mentir se você questioná-lo. Eu disse que ele (Vadummy, empresário) estava estragando tudo. Ele não entendeu. Eles acharam que estavam certos, legais. Consideraram-se engraçados. Como eu disse, eles não estão rindo agora”.

Fedor é o maior patrimônio da M-1 Global, uma promotora de eventos de MMA sediada na Rússia. Durante anos, ele reinou absoluto no Pride, extinto evento japonês. Quando a franquia passou às mãos do UFC – encerrada logo depois -, havia a esperança de ele ser contratado para enfrentar os melhores lutadores dos pesos-pesados do planeta. Mas Fedor seguiu outro caminho. Levado ao Strikeforce, perdeu três vezes seguidas. Hoje, o atleta tenta reencontrar o caminho da glória: venceu Jeff Monson, Satoshi Ishii e, agora, terá o brasileiro Pedro Rizzo pela frente. Os fãs torcem para vê-lo entre os grandes do MMA internacional – hoje ligados ao UFC. Mas, a depender do rancor do mandatário da franquia, Fedor se aposenta sem dar o ar da graça no octógono mais famoso do planeta.

Fedor vai enfrentar brasileiro Rizzo

A lenda do MMA Fedor Emelianenko vai enfrentar o brasileiro Pedro Rizzo no próximo desafio agendado pela M-1 Global, organização russa voltada à promoção de combates de artes marciais mistas. A notícia apanhou os bastidores do esporte de surpresa: cogitava-se o nome de um Gracie para enfrentar o homem cujo currículo já registrou uma invencibilidade de dez anos.

Fedor tenta se reerguer no MMA depois de amargar sequência de derrota no Strikeforce. O caminho de volta à glória passou por vitória contra Jeff Monson, na Rússia, e Satoshi Ishi, nome de destaque no judê mundial, no Japão. Apontado por muitos como um mito a ser batido entre os pesos-pesados, Fedor só fica de fora da nata selecionada pelo UFC porque mantém uma rixa com o presidente da franquia, Dana White.

O brasileiro Pedro Rizzo está sem lutar desde a vitória sobre Ken Shamrock, no Impact FC 2, em julho de 2010. Ele tem no cartel 19 vitórias e nove derrotas. O confronto contra Fedor deve ocorrer no dia 21 de junho, em São Petersburgo, na Rússia.

Aumenta a expectativa por Fedor no UFC

Os bastidores do Ultimate Fighting Championship estão inquietos. Desde que a lenda russa Fedor Emilianenko tornou público o seu desejo em assinar contrato com a principal franquia de lutas do planeta, o mundo do MMA passou a viver a expectativa pelo anúncio do acerto.

Na Europa, a imprensa especializada garante que a negociação está perto do fim. Há quem garanta, inclusive, que o anúncio seja feito nesta quarta-feira. O silêncio de Dana White sobre o assunto apenas aumenta os rumores de que o “Último Imperador” possa realmente estar a um passo do Ultimate.

Enquanto as notícias permanecem no âmbito da especulação, segue um vídeo com alguns momentos da carreira deste que é um dos maiores lutadores de todos os tempos.

 

Fedor para coreano ver

Lenda do MMA faz luta exibição em programa de TV

 

Enquanto procura adversários fora do círculo de exclusividade imposto pelo UFC, o peso-pesado do MMA Fedor Emelianenko exibe um pouco do repertório acumulado durante anos sobre os ringues. O lutador participou de um programa de televisão da Coreia e lutou contra um atleta do Ultimate, Chang Sung Jung, conhecido como Zumbi Coreano. O duelo foi somente uma apresentação, mas, pela cara de determinação de Fedor, dá para perceber: o imperador nunca entra no ringue para perder. Dê uma olhada.

Dana diz que “Fedor Emelianenko é uma droga, acabou”

Presidente do UFC desqualificou um dos maiores lutadores de MMA do mundo

 

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Surpreendido por fãs na saída de um restaurante em Las Vegas, nos Estados Unidos, o presidente do UFC desandou a falar mal de Fedor Emelianenko, um dos maiores lutadores de artes marciai mistas de todos os tempos. Dana White instigou o grupo a fazer perguntas sobre o UFC. E, quando foi questionado a respeito da lenda do esporte, saiu-se com a frase: “Fedor é uma droga, vocês precisam lidar com esse fato. Ele é uma droga, superem essa coisa do Fedor. Ele está em declínio” (veja o vídeo).

A rixa ente o chefão do Ultimate e o lutador é antiga. Dana sempre se ressentiu do fato de Emelianenko esnobar o UFC. Com a prosperidade da marca, decidiu virar as costas para o desafeto. “Esqueceu” de integrá-lo ao corpo dos melhores lutadores de MMA da atualidade. A Fedor, restou o Strikeforce – embora o torneio também seja do UFC.

A invencibilidade acumulada em dez anos caiu em três derrotas seguidas. Fedor parecia morto para o MMA quando voltou a Rússia, venceu Jeff Monson e, no Japão, no fim do mês de dezembro, nocauteou o campeão olímpico de judô Satoshi Ishii. Os dirigentes da M-1 Global, gestora da carreira do lutador, reclamaram recentemente da dificuldade de arranjar lutas para Emelianenko porque os melhores pesos-pesados do mundo estavam preso em contratos de exclusividade – a exemplo do UFC e do Bellator.