Pernambucano luta por vida nova no UFC

Rafaello Trator concedeu entrevista ao Ringue Diário e disse como pretende vencer próximo adversário no Ultimate

O pernambucano Rafaello Trator quer mudar o destino dele dentro do UFC, o maior torneio de MMA do mundo. Em cinco lutas, foram quatro derrotas. O lutador aposta na trocação e no jiu-jitsu brasileiro para dominar o adversário, o iraniano radicado na Suécia e especialista em wrestling Reza Madadi. O confronto será no dia 20 de janeiro, no UFC on Kox. Um dos expoentes das artes marciais mistas no estado, ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Ringue Diário e comentou a preparação para o combate decisivo em relação à permanência dele no Ultimate.

Ringue Diário: Como está a sua expectativa para a próxima luta?
Rafaello Trator: Eu estou super empolgado. Treinando muito e, com certeza, essa vitória vai ser nossa, de Pernambuco.

RD: Como tem sido a preparação?
RT: Comecei o treinamento específico para essa luta nesta semana. Estou treinando muito boxe e wrestling , e fazendo jiu jitsu e preparação física, além de boxe.

RD: Você estava com um problema na mão. Isso te impedia de tentar algo? Problema 100% resolvido?
RT: Quebrei a mão direita na minha última luta, então passei oito semanas sem poder dar soco. Fiquei treinando jiu-jitsu e wrestling com cuidado. Não está 100% ainda, mas já voltei às atividades normais.

RD: Você tem um retrospecto bem difícil no UFC: quatro derrotas e apenas uma vitória. O que fazer para que essa luta tenha um resultado favorável para você?
RT: Eu procuro dar o máximo nos treinamentos e deixar a pressão de lado. Essa vai ser diferente , é o começo de uma nova era.

RD:  O que você conhece do seu adversário? Como vencê-lo?
RT: Meu adverssário está estreando no UFC, é campeão de MMA na Europa e luta wrestling. A estratégia é impedir as quedas dele e dominá-lo na trocação. Também derrubá-lo para ultilizar o meu jiu-jitsu.

RD: O que o público pode esperar de Rafaello nesse combate que é diferente do que foi visto nas demais lutas?
RT: Pode esperar muito coração, muita raça, agressividade como sempre. Vamos sair vitoriosos.

RD: Manda uma mensagem para teus fãs brasileiros. Em especial para os pernambucanos que torcem por você.
RT: Sou pernambucano de coração, morro de saudade do meu povo, dos meus amigos e, quando entro no octógono, dou o máximo pra representar vocês da melhor maneira possível. Um abraço especial para todos do Jangamaica.

UFC quebra recorde na TV

A noite de lutas consagradora para o brasileiro Junior Cigano dos Santos, novo campeão dos pesos pesados do UFC, marcou um recorde na transmissão da televisão aberta dos Estados Unidos. O combate contra o norte-americano Cain Velasquez se tornou a mais assistida na história do Ultimate no país e a de maior audiência na comparação com qualquer luta desde 2003 – quando houve o duelo entre a lenda do boxe Lennox Lewis vs Vitali Klitschko, transmitido pela HBO.

Informações divulgadas pela FOX, emissora detentora dos direitos de transmissão nos EUA, apontam: o duelo artes marciais mistas (MMA) Velasquez-Cigano atraiu 5,7 milhões de telespectadores. O maior patamar desde os 7 milhões na disputa ddos pugilistas Lewis-Klitschko. Os números foram compilados pelo Nielsen Media Research.

O UFC competiu com adversário de peso na estreia da FOX na transmissão aberta. As emissoras ABC, NBC e ESPN passaram jogos universitários e profissionais e juntas conseguiram abocanhar 9 pontos na audiência – face aos 3.1 do Ultimate.

Os dados passados pela própria FOX ainda apontam um crescimento em relação ao último evento de MMA transmitido por uma rede de televisão norte-americana, o EliteXC, na CBS, no ano de 2008. Segundo a emissora, a audiência subiu cerca de 16% na comparação com o evento da década passada.

BRASIL

O presidente do UFC, Dana White, traçou um panorama bastante otimista da audiência brasileira do torneio de sábado passado. Mais de 60 milhões de pessoas teriam sintonizado a Rede Globo para assistir à performance de Junior Cigano contra Cain Velasquez, embora o confronto tenha durado somente 64 segundos.

Números do Ibope indicam a liderança da emissora no horário. A Globo atingiu 16.4 pontos e 39% da participação da audiência. Ficou à frente da Record, a segunda colocada, com 7.3, e do SBT, com 4.5. Cada ponto registrado pelo instituto indica 60 mil lares da capital paulista sintonizados em um canal.

O voo do UFC no Brasil com a Globo


Acordo fechado. O Ultimate Fighting Championship (UFC), maior franquia de artes marciais mistas do mundo, e a Rede Globo, emissora líder em audiência no Brasil, firmaram parceria para transmissão exclusiva dos eventos na TV brasileira. É o segundo passo gigantesco dado pelo esporte na consolidação da popularidade mundo afora. O primeiro, há pouco mais de dois meses, incluiu o contrato com a FOX – para autorizar a emissora a transmitir, pela primeira vez, o UFC na televisão aberta norte-americana.

É impossível desprezar a dimensão do acordo. O UFC sentiu o peso da popularidade do esporte ao promover o retorno da atividade ao Brasil, em agosto, no Rio de Janeiro. A Rede TV, única emissora autorizada a transmitir o evento na TV aberta do país até então, desfrutou momentos de líder. Chegou a ficar em primeiro lugar na audiência em horário nobre. Na sede do torneio, pouco mais de 14 mil fãs enlouqueceram nas arquibancadas. Mais de 30 milhões de lares assistiram às lutas.

A FOX despertou primeiro para o potencial lucrativo do UFC. Firmou contrato para pagar 90 milhões de dólares anuais e transmitir os combates por sete anos. O pacote incluiu o The Ultimate Fighter (TUF), reality show no qual lutadores treinam e disputam entre si uma vaga no Ultimate. O programa foi fundamental para aproximar o MMA do público ao expor a rotina e o pensamento dos atletas. A Globo deve seguir a mesma estratégia. A parceria assinada com o UFC prevê a transmissão do TUF. E, ninguém é ingênuo: a emissora sabe como vender bem um reality – que o diga o BBB.

A emissora dos Marinho sequer pretende perder tempo. Já anunciou a primeira transmissão: a luta entre Cain Velasques e o brasileiro Junior Cigano dos Santos (foto), em 12 de novembro. Será  o primeiro confronto passado pela FOX. O primeiro da Globo. E vale cinturão. O teste perfeito para a audiência.

“O Brasil é um enorme mercado para o UFC e faz todo sentido que seja o primeiro país em que produzamos nosso primeiro The Ultimate Fighter local. Vamos encontrar o próximo Anderson Silva ou José Aldo, não tenho dúvida! E fazer isso ao lado da Rede Globo é fantástico”, declarou o presidente do UFC, Dana White, sobre o TUF no Brasil. ” A TV Globo é a parceira perfeita que vai elevar o nível do MMA no Brasil. Mal posso esperar para voltar”.

É inegável o horizonte do crescimento do MMA no Brasil a partir do acordo assinado com a Globo. A expectativa é de que a popularidade do UFC cresça a níveis impensados – uma vez que o esporte nasceu no Brasil e possui por aqui as principais estrelas do mundo da luta. Depois de firmar o acordo com a FOX, Dana White vislumbrou a possibilidade de transmitir, no futuro, o evento para um bilhão de pessoas. Com a parceria global, ele segue no trilho. Os valores, no entanto, não foram divulgados.

MARKETING

O sucesso do UFC também atraiu os olhares do bilionário brasileiro Eike Batista. Ele comprou a empresa responsável por trazer o torneio ao Brasil. é mais um indicativo de que o UFC promete voar alto no país. E sem data para aterrisar.

Um aperitivo do mega show da FOX

O mundo do MMA aguarda com ansiedade a noite do dia 12 de novembro. A data marca a primeira transmissão do Ultimate Fighting Championship pela FOX na televisão aberta dos Estados Unidos. Recordista de venda de pay-per-view, o torneio de luta mais famoso do planeta sabe a importância em debutar em alto estilo na TV: o sucesso do evento é fator crucial para catapultar a números estratosféricos a popularidade das artes marciais mistas, a audiência junto ao público e o retorno financeiro do UFC.

A relevância do campeonato impôs a necessidade de uma estratégia especial para conquistar os telespectadores até então alheios ao MMA. A tática primou pela cautela: apenas uma luta para transmitir – embora as edições do UFC tenham cerca de 12 combates por noite. O Ultimate quer chegar com calma. Sem chocar com a sucessão de imagens de golpes na telinha. A escolha dos lutadores levou em consideração o gosto médio de quem aprecia lutas: o embate será entre dois pesos pesados – categoria nobre tanto no boxe quanto nas artes marciais mistas. O toque de ouro para ampliar a atenção: o confronto vale o cinturão mundial.

O cuidado inclui a produção de material de propaganda com a qualidade da gigante de televisão norte-americana. No vídeo acima, os lutadores Cain Velasquez (campeão) e o brasileiro Junior dos Santos Cigano (desafiante) são apresentados pela FOX de uma maneira especial. No fim, os novos colegas de transmissão do UFC: Nascar, NFL, beiseball, entre outros esportes com espaço cativo no gosto do telespectador norte-americano. O objetivo é claro: o MMA chegou para ficar em definitivo na grade da programação da emissora. E, quem sabe, no controle remoto da audiência norte-americana.

A luta para transmitir o UFC

O consenso parece inegável: o MMA é um esporte com perspectiva de crescer sem sobressaltos no Brasil. O sucesso de público e de audiência percebido durante o UFC Rio, no fim de agosto, apenas atestou um fenômeno registrado em outros cantos do planeta. A atenção demasiada, observada na mídia, nas conversas e nos programas televisivos, com a participação dos lutadores e o carinho explícito dos fãs, ratificou a sina da prática esportiva. E, claro, atiçou o olhar dos donos das redes de televisão.

A Rede TV, detentora dos direitos de transmissão, chegou a ficar em primeiro lugar na audiência por poucos minutos durante a realização do evento na Cidade Maravilhosa, segundo o Ibope. Superou a Globo, líder inconstestável no horário. A média, entre 9 e 12 pontos, bateu até mesmo à do Pânico na TV, programa de maior retorno junto ao público da própria Rede TV. Não à toa, os dias seguintes ao torneio foram marcados pela exposição exarcebada dos atletas de MMA nos quadros da emissora.

A informação veiculada pela Folha de São Paulo sobre a desistência da Globo de brigar pelos direitos de transmissão do UFC em 2012 pode esquentar a disputa entre as outras emissoras. A Bandeirantes teria manifestado interesse em veicular as atrações ligadas ao UFC. Em entrevista ao Portal Imprensa, o gerente de Esportes da Rede Record deixou em aberto a possibilidade de cair em campo para passar o maior torneio de lutas de artes marciais mistas do mundo. “Quando for aberto algum tipo de negociação, a Record vai se mexer”, teria afirmado Sérgio Hillinsky.

O sucesso de público e de audiência do UFC Rio empolgou os organizadores do UFC. Dana White, presidente da marca, brincou, na entrevista coletiva após o evento: “Poderíamos fazer as lutas aqui toda semana”. Um dos dois irmãos donos do Ultimate Fighting Championship, Lorenzo Fertita, considerou a hipótese de o Brasil sediar quatro campeonatos em 2012.

A franquia do UFC traz retorno financeiro tanto para os organizadores – todos os cerca de 15 mil ingressos no Rio foram vendidos em questão de horas -  quanto lutadores. O atleta brasileiro Rodrigo Minotauro, por exemplo, recebeu mais de R$ 800 mil em prêmios pela participação e desempenho durante a luta contra o norte-americano Brendan Schaub no Rio. Há, ainda, o lucro indireto com a venda de produtos da marca UFC, como camisas, bonecos, luvas, entre outros artigos.

A desistência da Globo de lutar pela transmissão - com base no argumento de que a prática estimula a violência – pode ter se configurado como um erro estratégico. Tanto pelo ponto de vista comercial como esportivo. O retorno financeiro se desenha como sólido no horizonte (basta perguntar à Rede TV). E, no panorama atlético, a aceitação em relação ao MMA mudou significativamente nos últimos anos, com a introdução de limites, regras e tempo para os combates. Nos Estados Unidos, a Fox arriscou e comprou os direitos de transmitir as lutas.

A disputa pelos direitos de transmissão entre as outras emissoras favorece o fã de combates porque amplia o valor do esporte. Quem ganhar deve se esforçar para dar conta do recado e deixar o público satisfeito. No centro do ringue, estão a expansão da audiência e o crescimento do lucro com a exibição dos duelos. E ninguém quer sair na foto nocauteado pelo prejuízo.

O duelo Ali versus Foreman do UFC

A comparação feita pela FOX do primeiro combate de MMA transmitido pela gigante da televisão norte-americana resume a importância pretendida pelo esporte ao chegar à TV aberta. A emissora recorreu ao boxe para dimensionar a amplitude do evento: “É como um confronto entre (Muhamad) Alie e (George) Foreman)”, assinalou a FOX em relação ao duelo entre Cain Velásquez e o brasileiro Junior dos Santos, o Cigano. A luta será a primeira de artes marciais mistas veiculada pela emissora dos EUA, uma das maiores do país.

O UFC procurava uma batalha de impacto para marcar a estreia no dia 12 de novembro. Chegou-se a cogitar uma exibição do campeão do peso-medio Anderson Silva. Mas Dana White, presidente da entidade, recusou. A solução encontrada por ele foi antecipar a disputa pelo cinturão dos pesos-pesados entre Cain e Cigano – marcada para acontecer no UFC 139, uma semana depois. “Eu acho que essa luta vai ser incrível e estou animado”, disse Dana.

O Ultimate Fighting Championship chega com cautela à TV aberta. Em vez do card principal inteiro, a TV passará apenas a disputa de cinturão. A transmissão das outras lutas deve ser feita no canal do UFC no Facebook ou no pay-per-view. O cuidado também se explica por outro duelo de peso na noite: o confronto de Manny Pacquiao, maior lutador de boxe do mundo, contra Juan Manuel Marquez. A FOX garante que o telespectador poderá ver as duas lutas, realizadas em horários diferentes.

Cain Velásquez se manifestou quanto à antecipação da luta: “Estou muito excitado por ser a primeira luta da FOX”, postou no Twitter. Ele tem nove vitórias e está invicto no UFC. A última batalha foi contra Brock Lesnar. O brasileiro Junior dos Santos tem 14 combates no torneio. Venceu 13 e perdeu apenas um. A mais recente atuação foi uma vitória contra Shane Carwin.

BBB da luta no Brasil em 2012?

O lutador Vitor Belfort, porta-voz do UFC Rio, garante: reality show chega no próximo ano

 

O Brasil pode se tornar em 2012 o primeiro país a sediar, depois dos Estados Unidos, um reality show de MMA (Artes Marciais Mistas) transmitido por uma emissora de televisão. A possibilidade de trazer para terras tupiniquins o The Ultimate Fighter (TUF), programa no qual dois times de lutadores disputam como prêmio um pacote de lutas garantidas por contrato no Ultimate Fighting Championship (UFC), já havia sido considerada pelo presidente da competição, o empresário Dana White. Mas a ideia começa a ganhar contornos mais visíveis depois do anúncio do fim das transmissões por parte da Spike TV – canal pelo qual foram veiculadas treze edições – e de uma entrevista concedida pelo lutador brasileiro Vitor Belfort ao blog Nocaute, do portal Superesportes, dos Diários Associados.

O ex-campeão, escolhido para ser porta-voz no país do UFC Rio, realizado no próximo sábado, declarou, segundo o blog: “Vem sim (em referência ao TUF). Vai chegar no ano que vem (…) Existem algumas dificuldades, porque no país quase tudo funciona na TV aberta. Mas isso está mudando”. O atleta deixa em aberto a possibilidade de ser um dos treinadores no programa – caminho já trilhado por outros brasileiros, como Junior Cigano e Minotauro.

O The Ultimate Fighter, cuja estreia ocorreu em 2005, é apontado como um dos principais responsáveis pela popularização do UFC nos Estados Unidos. O programa acompanha a rotina de um grupo de lutadores confinados em um determinado lugar para treinar e competir entre si. Os técnicos das duas equipes são dois nomes respeitados no universo do MMA. A exposição na telinha ajudou a humanizar os participantes junto ao público – e afastar a alcunha de barbárie sempre associada ao vale-tudo – além de ampliar a audiência nos eventos do UFC.

A edição de número 14 do programa anunciou ontem os nomes dos lutadores das equipes a serem treinadas por Michael Bisping e Jason “Mayhem” Miller. Será a transmissão derradeira da Spike TV. No site da emissora, um comunicado registra o rompimento da sociedade com o UFC: “A parceria de seis anos foi incrivelmente benéfica e nós desejamos o melhor ao UFC no futuro”. O próximo torneio começa em setembro.

As edições seguintes serão transmitidas pela FOX. A gigante da televisão norte-americana fechou parceria por sete anos com o UFC – o investimento total será de 630 milhões de dólares. A assessoria de imprensa do UFC no Brasil confirmou o interesse de Dana White em promover o TUF no país. Mas garantiu inexistir data já definida para a realização do programa.

Conheça o The Ultimate Fighter:

 

Rumo a 1 bilhão

Já pensaram no MMA como o maior esporte do mundo? Não? Pois o presidente do UFC, Dana White, não fala em outra coisa. Obviamente, a projeção do dirigente é carregada de interesses próprios, mas vale destacar o crescimento do principal torneio de lutas do planeta.

E a expansão deve acelerar. O UFC e a Fox firmaram uma parceria milionária. A emissora pagará US$ 90 milhões por cada um dos sete anos de contrato pelos direitos de transmissão dos eventos ao vivo e também do reality show “The Ultimate Fighter”.

A expectativa é que com a parceria, a realização do sonho de Dana White seja antecipado em alguns anos. Atualmente, os eventos são vistos em 354 milhões de lares e o dirigente quer alcançar a marca de 1 bilhão de casas. E aí? Será que dá?