Reviravolta no UFC 162: agora é José Aldo x Zumbi Coreano

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A lesão voltou a modificar um card do UFC. Agora, foi o adversário de José Aldo, Anthony Petis, limado do torneio por conta de uma lesão. O chefão da franquia, Dana White, anunciou a dispensa pelo Twitter: “Ele machucou o joelho”, escreveu. Na contramão das súbitas mudanças sempre prejudiciais às edições, a lesão do norte-americano deu brecha para uma luta aguardaa pelo público: Chang Sung Jung, o Zumbi Coreano, vai substitutir o atleta contra o campeão do peso-pena do UFC.

O asiático vem de três vitórias consecutivas frente a Leonard Garcia, Mark Hominick e Dustin Poirer. Ele deveria lutar contra Ricardo Lamas no UFC 162, marcado para Nevada, nos Estados Unidos, no próximo dia 6. Mas quis o destino remover-lhe do card e dar-lhe a chance de disputar um dos cinturões mais difíceis de mudar de mão do Ultimate. Pelo estilo demonstrado dentro do octógono, já vinha sendo especulado para encarar o brasileiro, um dos melhores peso-por-peso do mundo.

Invicto há quinze duelos, Aldo sustenta o título desde a extinção do WEC e a consequente criação da categoria no maior torneio de MMA do mundo. Ele é favorito no UFC 163, no Rio de Janeiro (dia 3 de agosto),  – onde se jogou até para a plateia -, sobretudo depois da vitória contra Frankie Edgar e Chad Mendes, tidos como ameaça real ao cinturão. O duelo promete.

Começa a venda de ingressos para o UFC 163 no Rio de Janeiro

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Texto do UFC

O Ultimate Fighting Championship volta ao Rio de Janeiro no dia 3 de agosto, na HSBC Arena, com a disputa pelo cinturão Peso Pena entre o campeão José Aldo e o desafiante Anthony Pettis. Os fãs também terão a chance de assistir ao ídolo Meio-Pesado Lyoto Machida pela primeira vez no Brasil, enfrentando o americano Phil Davis. Invicto na categoria Meio-Médio, Demian Maia enfrenta Josh Koscheck. O UFC 163 – Aldo vs Pettis ainda vai entrar para história com a primeira luta feminina da organização no Brasil, entre a baiana Amanda Nunes e a alemã Sheila Gaff. O evento terá início às 19h15, com o card principal previsto para as 23h. A abertura dos portões ao público acontecerá às 17h30.

A pré-venda dos ingressos para clientes HSBC começa nesta terça-feira, dia 11 de junho, às 18h. Para os fãs em geral, a venda dos bilhetes será a partir das 20h desta quarta-feira, dia 12, pelo site www.ticketsforfun.com.br, nos pontos de venda T4F, pela Central de Relacionamento Tickets for Fun 4003-5588 ou na bilheteria do HSBC, no dia do evento.

Os ingressos estarão divididos pelos setores: Arquibancada (R$ 290 / R$ 145 – meia-entrada); Cadeira Especial (R$ 850 / R$ 425 – meia-entrada); Cadeira Premier (R$ 1.400 / R$ 700 – meia-entrada); Octógono Premier (R$ 1.600 / R$ 800 – meia-entrada) e Pessoas com Deficiência (R$ 145). Os fãs poderão comprar 04 ingressos por CPF, sendo somente um de meia-entrada. Haverá uma taxa de entrega por compra – independente do número de bilhetes adquiridos e variável de acordo com os preços de Sedex praticados em cada praça – caso deseje receber em casa. Não há taxa de conveniência. Pessoas com Deficiência devem comprar seus ingressos exclusivamente através do número 4003 5588.

O UFC 163 – Aldo vs Pettis marca o retorno do campeão José Aldo ao Rio de Janeiro após um nocaute no primeiro round sobre Chad Mendes no UFC Rio 2, em janeiro de 2012. Na ocasião, Aldo correu para a arquibancada e se jogou nos braços da torcida, numa comemoração apoteótica. Posteriormente, o campeão ainda defendeu seu cinturão no UFC 156, em Las Vegas, derrotando Frank Edgar por decisão unânime e ganhando o prêmio de luta da noite.

Já o meio-pesado Lyoto Machida recuperou-se bem da derrota para Jon Jones, obtendo vitórias importantes sobre Ryan Bader e Dan Henderson. Hoje, ocupa a primeira posição no ranking da categoria, abaixo apenas do campeão Jones. Seu adversário, o americano Phil Davis vem de duas vitórias sobre brasileiros: Wagner “Caldeirão” Prado, no UFC Rio 3, e Vinny Magalhães, no UFC 159.

Outro que ocupa posição de destaque é Demian Maia. Desde que mudou para a categoria Meio-Médio, o brasileiro acumula três vitórias em três lutas. É com esse cartel que ele chega para a luta contra o americano Josh Koscheck, que já desafiou o campeão George St-Pierre em 2010 e atualmente é top 10 no ranking da categoria.

Card do UFC 163 – Aldo vs Pettis*
Jose Aldo vs Anthony Pettis
Lyoto Machida vs Phil Davis
Demian Maia vs Josh Koscheck
Cezar “Mutante” Ferreira vs Clint Hester
Vinny Magalhães vs Anthony Perosh
Amanda Nunes vs Sheila Gaff
Sergio Moraes vs Neil Magny
Thales Leites vs Tom Watson
Rani Yahya vs Josh Clopton
Ednaldo “Lula” Oliveira vs Robert Drysdale
Iliarde Santos vs Ian McCall
John Lineker vs Phil Harris
Viscardi Andrade vs Bristol Marunde

*Card sujeito a alterações

DIVISÃO DE SETORES SETOR ASSENTO MARCADO INTEIRA MEIA
Octógono Premier SIM R$ 1.600 R$ 800
Cadeira Premier SIM R$ 1.400 R$ 700
Cadeira Especial SIM R$ 850 R$ 425
Arquibancada NÃO R$ 290 R$ 145
Pessoas com deficiência NÃO R$ 145

UFC 156 agita Las Vegas com superluta pelo cinturão e brasileiros em ação

Texto: Superesportes

Um dos eventos mais aguardados nos últimos tempos pelos fãs de MMA, o UFC 156 agita Las Vegas, neste sábado, em um fim de semana especial para os norte-americanos. Aproveitando o Super Bowl, a final da NFL, no dia seguinte, o Ultimate Fighting Championship preparou um card recheado para o evento que promete lotação máxima no Mandalay Bay Center. Serão 11 lutas no total, cinco no card principal e seis no preliminar.

O UFC 156 terá início às 21h (de Brasília), com cobertura completa do Superesportes. O destaque fica por conta de duelos imperdíveis reunindo brasileiros e norte-americanos. A luta principal é um exemplo da crescente rivalidade entre os dois países, na condição de melhor do mundo no MMA. José Aldo, dono do cinturão dos pesos penas, enfrenta Frankie Edgar, que perdeu o título dos leves para Ben Henderson e desceu de categoria.

Veja as imagens da pesagem oficial do UFC 156

A luta poderia ter ocorrido no UFC 153, no Rio de Janeiro, em outubro de 2012. Mas o manauara sofreu um acidente de moto, que resultou em um corte no pé. O problema impediu o brasileiro de entrar no octógono. Com isso, o duelo foi cancelado e remarcado para o fim de semana do Super Bowl, nos Estados Unidos. E cercado de muita expectativa por todos os fãs de MMA, que encaram o confronto como uma ‘superluta’.

Os dois atletas também não conseguem esconder a motivação para o badalado duelo. Frankie Edgar, por exemplo, concordou com o apelido de superluta. “Nós dois estamos no top 10 peso por peso, e ambos fomos considerados um top 5 peso por peso. Se fosse no boxe, seria chamado megaluta. Você pode argumentar que vale o cinturão dos penas, mas sim, é uma superluta e vamos tratá-la assim”, afirmou o ‘Answer’.

José Aldo, que fará a terceira defesa de título no UFC, também se mostrou consciente do interesse que cerca a luta principal da edição 156. “Alguns outros caras da minha categoria deveriam ter tido chance de lutar contra mim. Mas o Frankie é um grande lutador e será uma luta muito emocionante. Todo mundo está esperando por isso”, enfatizou o manauara.

PROVOCAÇÕES

A luta coprincipal será mais um duelo reunindo brasileiro e norte-americano. Rogério Minotouro encara o perigoso Rashad Evans, ex-campeão dos meio-pesados e que busca se reencontrar na categoria – embora não descarte descer de peso para encarar Anderson Silva nos médios. O brasileiro garantiu estar bem preparado para enfrentar um atleta do wrestling, que usa bem o jogo de quedas, mas que também gosta da trocação.

Uma das lutas mais aguardadas está nos pesos pesados. O gigante Alistair Overeem retorna depois de nove meses afastado por doping. Ele poderá garantir a chance de disputar o título da categoria em caso de triunfo diante do brasileiro Antônio Pezão. O holandês adotou tom provocativo, menosprezando o paraibano, que preferiu manter o foco no adversário, sem dar o troco nas palavras.

Outro duelo aguardado entre norte-americano e brasileiro é o duelo Jon Fitch x Demian Maia. Em ascensão na categoria meio-médio, com duas vitórias consecutivas, Maia espera um resultado convincente diante de um oponente que merece respeito. Fitch vem de triunfo sobre Erick Silva, no Rio de Janeiro, e mostrou que, além de ter qualidade na luta de chão, é um atleta com muito coração e entrega no octógono.

No card preliminar, Gleison Tibau vai enfrentar o norte-americano Evan Dunham, pela categoria peso leve. O experiente potiguar vem de triunfo no UFC 153 diante de Francisco Massaranbuda (decisão unânime) e espera voltar a subir na divisão com triunfo em Las Vegas.

UFC 156

Sábado, 2 de fevereiro

Mandalay Bay Center, em Las Vegas

Card principal

José Aldo x Frankie Edgar (pelo cinturão do peso pena)
Rashad Evans x Rogério Minotouro
Alistair Overeem x Antônio Pezão
Jon Fitch x Demian Maia
Joseph Benavidez x Ian McCall

Card preliminar

Gleison Tibau x Evan Dunham
Tyron Woodley x Jay Hieron
Jacob Volkmann x Bobby Green
Yves Edwards x Isaac Vallie-Flagg
Chico Camus x Dustin Kimura
Edwin Figueroa x Francisco Rivera

Um dos eventos mais aguardados nos últimos tempos pelos fãs de MMA, o UFC 156 agita Las Vegas, neste sábado, em um fim de semana especial para os norte-americanos. Aproveitando o Super Bowl, a final da NFL, no dia seguinte, o Ultimate Fighting Championship preparou um card recheado para o evento que promete lotação máxima no Mandalay Bay Center. Serão 11 lutas no total, cinco no card principal e seis no preliminar.

O UFC 156 terá início às 21h (de Brasília), com cobertura completa do Superesportes. O destaque fica por conta de duelos imperdíveis reunindo brasileiros e norte-americanos. A luta principal é um exemplo da crescente rivalidade entre os dois países, na condição de melhor do mundo no MMA. José Aldo, dono do cinturão dos pesos penas, enfrenta Frankie Edgar, que perdeu o título dos leves para Ben Henderson e desceu de categoria.

A luta poderia ter ocorrido no UFC 153, no Rio de Janeiro, em outubro de 2012. Mas o manauara sofreu um acidente de moto, que resultou em um corte no pé. O problema impediu o brasileiro de entrar no octógono. Com isso, o duelo foi cancelado e remarcado para o fim de semana do Super Bowl, nos Estados Unidos. E cercado de muita expectativa por todos os fãs de MMA, que encaram o confronto como uma ‘superluta’.

Os dois atletas também não conseguem esconder a motivação para o badalado duelo. Frankie Edgar, por exemplo, concordou com o apelido de superluta. “Nós dois estamos no top 10 peso por peso, e ambos fomos considerados um top 5 peso por peso. Se fosse no boxe, seria chamado megaluta. Você pode argumentar que vale o cinturão dos penas, mas sim, é uma superluta e vamos tratá-la assim”, afirmou o ‘Answer’.

José Aldo, que fará a terceira defesa de título no UFC, também se mostrou consciente do interesse que cerca a luta principal da edição 156. “Alguns outros caras da minha categoria deveriam ter tido chance de lutar contra mim. Mas o Frankie é um grande lutador e será uma luta muito emocionante. Todo mundo está esperando por isso”, enfatizou o manauara.

Mais de cem lutas canceladas por lesões

Levantamento mostra estrago das contusões em um anos de trabalho no UFC e no Strikeforce

Quando recomendou aos lutadores diminuir o ritmo de treinamento para evitar lesões, o presidente do UFC tocou em um ponto sensível – e aparentemente irremediável – no mundo do MMA: a recorrência de problemas físicos e a conseqüente alteração dos cards das lutas. Dana White (abaixo) cobrou prudência em tom de apelo. Soou como súplica de quem sente no bolso o prejuízo deixado por uma mudança súbita na ordem dos combates. Levantamento inédito do MMA Fighting divulgado nesta semana deu números à preocupação do dirigente: somente em 2012, exatamente 104 duelos foram cancelados no Ultimate e no Strikeforce (prestes a ser extinto) motivados por lesões.

Veja a lista completa aqui

O montante, apesar de ser absorvido ao longo dos 31 eventos promovidos somente pelo UFC em 2012, incomoda e coloca na mesa dos dirigentes a necessidade de adotar medidas mais eficazes para evitar a recorrência dos episódios. A redefinição de uma luta gera prejuízos para os cofres dos torneios – com perda ou mudança de material de marketing, queda na venda de ingressos, renegociação de direitos televisivos – e frustra a ansiedade do público muitas vezes alimentada por meses de ver o confronto entre dois lutadores. O espiral de transtornos enredou o mal-estar no cancelamento do UFC 151, justamente depois de Dan Henderson se machucar às vésperas de enfrentar Jon Jones. Lyoto Machida e Shogun recusaram a luta. Coube a Belfort o duelo, na edição de número 152. Em 20 anos de UFC, pela primeira vez um torneio deixou de ser promovido.

A pesquisa do MMA Fighting frisou os combates por título cancelados pelas lesões: foram sete. O brasileiro José Aldo (no alto), campeão do peso pena do torneio, aparece duas vezes na relação. Teve as lutas contra Erik Koch e Frankie Edgar removidas – a última após sofrer acidente de moto. Sete disputas de combate principal deixaram de ser feitas por conta das contusões. Entre elas, a final da primeira edição do TUF Brasil entre Vitor Belfort (quebrou a mão) e Wanderlei Silva, revanche esperada desde 1998 e provavelmente marcada para nunca acontecer.

É difícil explicar a origem de tantas lesões. Esforço extremo durante os treinamentos, provocado pelo nível cada vez maior de competitividade, e desgaste físico em função da idade certamente pesam. Mas há quem enxergue nas contusões uma forma de os lutadores ludibriarem as comissões atléticas e correrem dos flagrantes nos testes de doping. Além, é claro, do descuido na preparação do dia a dia, a exemplo de José Aldo, lesionado depois de cair de uma moto.

 O levantamento serve de alerta para o UFC e outros eventos de MMA. Instiga a adoção de medidas mais eficazes para diminuir a alteração dos cards em função de lesões geradas nos treinamentos. O dano financeiro pode até ser remediado pela convocação de outras lutas de peso para recompor os torneios. Mas a possibilidade de nunca ver dois lutadores em ação no auge da forma é uma perda irreparável para os fãs. Só os atletas podem poupar esforços nessa hora.

Caetano Veloso cita mitos do MMA em nova música

A apresentação de Caetano Veloso das novas músicas do disco Abraçaço, comemorativo aos 70 anos do músico, surpreendeu pela inclusão de nomes de feras das artes marciais mistas (MMA) brasileiras em uma das letras. Cantada ontem, no programa do Jô, da TV Globo, a música A bossa nova é foda faz uma referência a lutadores top do país. Um dos versos diz:

Deu ao poeta, velho profeta, a chave da casa de munição. O velho transformou o mito das raças tristes em Minotauros, Junior Cigano, José Aldo, Lyoto Machida, Vitor Belfort, Anderson Silva e na coisa toda… A bossa nova é foda”.

Apanhados de surpresas durante a exibição do programa, a lenda viva do esporte Rodrigo Minotauro e o campeão dos pesos-pesados do UFC, Junior Ciganon, comemoraram com fãs no Twitter: “Tu viu rapaz? Me emocionei em ver essa música do ídolo máximo do nosso pais. Quanta honra!!! Valeu, Caetano Veloso…”, escreveu Minotauro ao amigo Junior Cigano. “Vocês viram isso? Tô assistindo ao Jô e simplesmente fiquei pasmo, meu nome em uma música desse ícone da música brasileira Caetano Veloso”, postou o campeão.

Para assistir à apresentação, clique aqui:

Anderson Silva salva o UFC Rio 3 do fiasco

Aranha atende a pedido do chefe e vai lutar no UFC Rio 3. Minotauro também participa

Dana White acertou. Substituiu com velocidade e à altura os principais personagens do UFC Rio 3. Com a saída de José Aldo e Rampage Jackson (machucados) do card, escalou Anderson Silva e Minotauro para fortalecer o evento e salvá-lo do fiasco. O corte dos dois atletas sentenciaria a edição na Cidade Maravilhosa ao fiasco. Faltariam nomes de peso para garantir a audiência, atrair patrocinadores e conquistar a atenção dos fãs. Dana só precisou de um telefonema para sondar o campeão brasileiro dos médios e confirmá-lo entre os participantes. A inclusão de Minotauro também caiu bem: o atleta é tido no país como o rosto do esporte. A história de superação dele o credencia a título de herói do povo.

O presidente do UFC tinha poucas possibilidades – os brasileiros mais conhecidos (Lyoto, Shogun, Cigano) haviam lutado recentemente ou possuíam compromissos em breve – e estava pressionado pelo tempo e pela lembrança infeliz do evento mais recente promovido no Brasil. A edição de 13 de outubro exigia reparação do pouco convincente torneio realizado em Minas Gerais. A cidade de Belo Horizonte acabou como sede para a final do The Ultimate Fighter Brazil, vale frisar, depois de uma pendenga entre o Rio de Janeiro (impossibilitado por conta da Conferência das Nações Unidas) e São Paulo (impedida em função de leis rígidas contra barulho durante a madrugada). Sobrou BH, mas faltaram atrativos: a luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen migrou para Las Vegas por pressão dos patrocinadores. E Vitor Belfort, uma das estrelas do card, machucou a mão na véspera do evento. A edição meia-boca acabou com derrota de Wanderlei Silva para o veterano Rich Franklin. Nada empolgante.

A escolha de Minotauro e Anderson Silva – principalmente o campeão – é um remendo para tentar manter o alto nível da próxima edição. Bom para o Ultimate e os lutadores recém-relacionados. A decisão de aceitar entrar no UFC Rio 3 com apenas um mês para se preparar salda uma dívida do Aranha com o torcedor brasileiro e sela a sintonia entre Anderson e o patrão Dana White. A transferência do combate com o falastrão norte-americano travou o estômago do campeão meses atrás. Silva queria bater o adversário no país. Era uma forma de fazê-lo engolir – a golpes e nocaute – as palavras maldosas desferidas contra os brasileiros. Dentro de casa, o show teria sabor de desforra. A mudança tomou o Aranha de assalto e o fez digerir a contragosto o combate. As relações com o chefe ficaram arranhadas.

Sinal da boa vontade de Anderson para contornar o mal-estar com o dirigente já havia sido dado quando Dan Henderson ficou impossibilitado de participar do UFC 151 por força de uma lesão. Ao se candidatar para salvar o evento, ele fez apenas uma exigência: não enfrentar Jon Jones, até então definido como a luta principal. Os torcedores mais aficcionados do MMA encararam a condição imposta pelo campeão como indício de receio de duelar contra o segundo lutador mais talentoso da momento do UFC.

É preciso ter calma.

Do ponto de vista comercial, um combate arranjado em cima da hora seria pouco lucrativo para o lutador e os patrocinadores. Se havia a possibilidade de colocá-los no octógono, seria melhor trabalhar o evento e torná-lo rentável – como foi a luta entre Silva e Sonnen, uma das mais assistidas da história. A questão técnica também interferiu. Enfrentar Jones seria o desafio mais perigoso para Anderson, principalmente na fase atual da carreira, à beira da aposentadoria. Necessitaria de preparo específico e estratégia aperfeiçoada com o tempo. O imediatismo poderia ser um obstáculo em uma luta provavelmente decidida – pela qualidade dos atletas – em detalhes.

O combate entre os dois craques do MMA, só para deixar claro, ainda é considerado pelos dirigentes do UFC: em entrevista recente, Dana White aventou a possibilidade de ver Anderson enfrentar Jon Jones depois de colocar o brasileiro diante de outra lenda, o canadense George St-Pierre. O discurso do mandachuva sugere o início de um trabalho para fazer a luta acontecer, mesmo contra a vontade dos dois atletas, auto-declarados amigos.

O ADVERSÁRIO

O Aranha vai lutar, no UFC Rio 3, contra Stephan Bonnar, 35 anos, categoria dos meio-pesados, acima do peso médio no qual está o brasileiro. O lutador norte-americano vem de uma trajetória incerta. Mas guarda na história o principal trunfo: ele fez a luta principal da primeira edição do The Ultimate Fighter dos EUA. O programa é considerado fator decisivo na popularização do UFC no país e bóia salva-vidas na qual a cúpula do torneio se agarrou para evitar naufragar depois de ter comprado a marca anos antes. O duelo de Bonnar com Franklin em 2005 (Bonnar perdeu na decisão) é um das mais significativos do percurso recente do Ultimate, reconhece o próprio Dana White.

No combate do dia 13 de outubro, o brasileiro é favorito disparado. Oriundo do jiu-jitsu e ex-aluno do lendário Carlson Gracie, Bonnar lutou pela última vez em novembro do ano passado. Nos últimos seis combates, venceu três lutas – sucessos obtidos em sequência nos confrontos mais recentes. Entre as derrotas, uma para Jon Jones por decisão dos árbitros. Mas a situação importa menos que a disposição. Bonnar volta à história do UFC ao cavar lugar no coração do chefe por aceitar o combate em cima da hora contra um dos mais talentosos lutadores do MMA mundial. A cartada de Dana deve garantir atenção ao evento e, certamente, livrá-lo do fracasso ao qual estava condenado com a perda de nomes como José Aldo e Rampage Jackson. O apelo ao melhor sempre funciona. Agora, o show é no ringue.

O CARD

UFC Rio 3

HSBC Arena, Rio de Janeiro

Sábado, 13 de outubro de 2012

 

- Anderson Silva enfrentará Stephan Bonnar;

- Glover Teixeira enfrentará Fábio Maldonado;

- Rodrigo Minotauro enfrentará Dave Herman;

- Wagner Caldeirão enfrentará Phil Davis;

- Demian Maia enfrentará Rick Story;

- Erick Silva enfrentará Jon Fitch;

- Rony Jason enfrentará Sam Sicilia;

- Serginho Moraes enfrentará Renée Forte;

- Cristiano Marcello enfrentará Reza Madadi;

- Diego Brandão enfrentará Joey Gambino;

- Francisco Massaranduba enfrentará Gleison Tibau.

 

Fiasco à vista no UFC Rio 3

Evento perde as duas principais estrelas por lesão: José Aldo e Rampage Jackson

O Ultimate Fighting Championship (UFC) tem uma árdua missão pela frente: instituir um mecanismo para frear as constantes lesões dos atletas e, por tabela, reduzir o prejuízo causado por baixas de última horas. Depois do imbróglio do UFC 151 – o primeiro cancelado sob a gestão Zuffa -, com o problema físico de Dan Henderson, a edição do Rio de Janeiro está ameaçada. Pelo menos no prestígio e na capacidade de atrair o público. O presidente da franquia, Dana White, anunciou na tarde desta terça-feira a exclusão de Rampage Jackson e José Aldo do torneio – justamente as duas estrelas do evento.

Rampage veio ao Recife especialmente para fazer a preparação física e competir no Rio de Janeiro. Ele enfrentaria o lutador Glover Teixeira. Conhecido pelo estilo “raivoso” e polêmico, ele consegue arrebanhar uma legião de fãs por onde passa. A inclusão do nome no torneio brasileiro seria uma forma eficaz de alavancar público e redimir a imagem frustrante do UFC realizado em Minas Gerais – quando o card perdeu a luta de Anderson Silva vs. Chael Sonnen e a participação de Vitor Belfort -também machucado. Rampage, segundo Dana, se machucou e está cortado. Em março, ele se lesionou e perdeu a chance de enfrentar Maurício Shogun.

A perda mais significativa, no entanto, é a do campeão José Aldo. Ele faria um duelo histórico contra o ex-campeão dos leves e recém-ingresso na categoria dos penas, Frankie Edgar.  “Agora, é José Aldo que está for a do UFC Rio 3 por conta de uma lesão no pé. Temos muito trabalho pela frente”, postou o dirigente da franquia no Twitter. E tem mesmo. A menos que ele encontre um nome do porte de Anderson Silva – cá para nós, bastante difícil -, o evento fica seriamente comprometido.

O arranjo dos cards no Brasil – à exceção da primeira edição – ficaram a dever. Com a preferência em escalar nomes conhecidos no MMA nacional, os combates deixaram de fora nomes expressivos internacionalmente. A maior queda se deu quando Dana, pressionado por donos de cassino e pela falta de organização da empresa contratada para promover o evento no país, tirou a luta de Anderson Silva e Sonnen do Brasil e levou para os Estados Unidos.

A substituição precisa ser feita rapidamente – para o lutador escalado ter tempo para se preparar – e eficaz tanto do ponto de vista dos fãs e do mundo das artes marciais mistas. As opções são escassas. O próprio Vitor Belfort, nome reconhecido por aqui, tem o desafio de enfrentar Jon Jones no próximo UFC. Lyoto Machida e Shogun, também venerados, recusaram enfrentar o campeão dos meio-médios justamente porque não teriam tempo para se preparar.

Outra dor de cabeça para Dana é a criação de um mecanismo capaz de se preparar para situações emergenciais. Nos últimos meses, as lesões modificaram vários cards – com prejuízo para anunciantes e patrocinadores e o público, ávido por ver o confronto armado com antecedência. Os próximos passos do dirigente são decisivos para a imagem do UFC Rio 3. O risco é claro: se os nomes escolhidos não ficarem a contento, temos a chance de assistir a um fiasco.

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José Aldo vai enfrentar Frankie Edgar no Brasil

Luta foi arranjada depois da lesão de Erik Koch

Uma lesão deu ao UFC a chance de armar um confronto cogitado há muito tempo para tornar bem mais interessante os duelos na categoria peso-pena. O lutador Erik Koch, escalado para fazer o combate principal do UFC Rio III contra o campeão brasileiro José Aldo, se machucou e, no lugar dele, o Ultimate escalou ninguém menos que Frankie Edgar, ex-campeão do peso leve – uma categoria acima. Os dois vão lutar na HSBC Arena, com capacidade para até 14 mil pessoas.

Frankie ventilava a hipótese de  descer de peso há algum tempo. A mudança ocorreu depois de duas derrotas seguidas – e a consequente perda do cinturão – para Ben Henderson. A última delas no dia 11 de agosto, por decisão dividida dos juízes.

A nova luta foi anunciada por Dana White. O chefão do UFC enfrentava as consequências de uma semana turbulenta no torneio em virtude dos atropelos depois da contusão de Dan Henderson e da procura por um desafiante para o campeão dos meio-pesados, Jon Jones. O dirigente elogiou a postura de Edgar em aceitar a convocação da franquia e conclamou os fãs do esporte a assistir à luta. “As pessoas esperam por isso há muito tempo”, afirmou a um jornal norte-americano.

Frankie Edgar e o campeão brasileiro José Aldo se enfrentam no dia 13 de outubro. O card ainda conta com estrelas do porte de Rampage Jackson, em treinamento no Recife, contra Glover Teixeira.

José Aldo quer enfrentar Zumbi Coreano

Manauara manifestou interesse na luta, segundo jornal cearense

Performance do Zumbi Coreano impressionou Dana White

 

O campeão brasileiro dos pesos-penas do UFC, José Aldo, se mostrou simpático a um confronto com a nova sensação da categoria, Chan Sung Jung, conhecido como Zumbi Coreano. De passagem por Fortaleza, onde acompanhará a primeira edição do Brazilian King Fighter, ele declarou ser favorável a um embate contra o asiático. “Acho ótimo. Seria uma grande luta. Tomara que saia”, afirmou, segundo reportagem do Diário do Nordeste.

O Zumbi se credenciou para enfrentar o brasileiro depois de destroçar, no início da semana, o “queridinho” do Ultimate, Dustin Poirer, no UFC on Fuel 3. A luta durou quatro rounds. Em todos eles, o coreano sobrou. Venceu em pé, nos socos, nas tentativas de queda e no solo. O combate se encerrou depois de Zumbi estrangular o oponente. Após o duelo, pediu por José Aldo. O presidente da franquia, Dana White, se derreteu em elogios ao lutador, agraciado com os prêmios de melhor luta e finalização da noite. A performance exibida pelo asiático o diferencia dos demais desafiantes enfrentados, até agora, por José Aldo. Chang é tido como um lutador completo, com jogo para combater na trocação e no chão.

O campeão brasileiro tem três lutas na categoria dos penas do UFC. Na estreia, bateu Mark Hominick (e o deixou com um enorme galo na cabeça). Depois, derrotou Kenny Florian e Chad Mendes (em luta histórica no Brasil, com direito a comemoração junto aos torcedores). Ele só possui uma derrota na carreira, diante do compatriota Luciano Azevedo, em 2005, no Jungle Fight. O próximo desafio do manauara é contra Erik Koch, no Canadá, pelo UFC 149, em 21 de julho.

Na entrevista, o brasileiro também comentou a venda de ingressos para o próximo torneio do qual participará. Os 18 mil bilhetes acabaram em dois dias. “O card do evento está muito bom. O público canadense é ótimo. Eu sabia que  iam acabar em questão de horas”, observou. O manauara também expressou vontade de subir de categoria – porque perde dez quilos a cada luta da atual – e lamentou deixar de lutar no Brasil no evento realizado em junho: “Estava bem emocionado. Se pudesse lutar de novo, seria ótimo”.

Ingressos para próxima luta de José Aldo esgotaram em dois dias

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Ingressos esgotados para ver José Aldo no Canadá

Venda recorde de ingressos coloca país em disputa silenciosa com o Brasil pela atenção do UFC

O título de segunda casa do UFC – torneio de MMA criado por um brasileiro nos Estados Unidos – vagueia entre duas nações de apaixonados pelo esporte: Canadá e Brasil. Os países travam uma batalha silenciosa para mostrar ao mundo quem tem mais afinidade com as artes marciais mistas fora das fronteiras ocupadas pelo norte-americanos. A estratégia de combate de ambos inclui empunhar números relacionados a eventos promovidos como peças de propaganda para impressionar o universo do esporte. Cada recorde quebrado simboliza uma prova de sucesso, cada marca alcançada traduz a certeza de se sobrepor ao oponente. E o alarde, claro, se impõe como ferramenta necessária à auto-promoção.

A venda de ingressos para o UFC 149, no Canadá, configura mais uma bandeira hasteada pelos canadenses no terreno da competição internacional. A organização do Ultimate anunciou, no fim de semana, o consumo relâmpago das entradas disponibilizadas ao público: os 18 mil tickets acabaram em menos de dois dias. O público deve assistir ao combate entre José Aldo, campeão dos pesos-penas, e Eric Koch, recém-chegado ao UFC – ele lutou apenas uma vez no Ultimate e venceu o pernambucano Raphael Assunção na edição de número 128.

O fenômeno da venda quase instantânea de ingressos remonta à realização do UFC Rio, em agosto do ano passado, quando os fãs brasileiros engoliram quase 17 mil unidades em poucas horas. À época, o esgotamento dos bilhetes em tempo recorde validou perante o mundo do MMA a decisão dos organizadores do torneio de voltar a promover um evento no Brasil após década e meia. De quebra, atraiu o olhar do mercado para a possibilidade de ganhar com as artes marciais mista  e ajudou a popularizar o esporte no país.

A dimensão do sucesso atiçou o próprio UFC. O presidente da franquia anunciou logo em seguida a realização de mais uma edição do torneio em terras tupiniquins e afagou a torcida brasileira, chamada por ele de a mais apaixonada. A atenção dispensada ao país despertou ciúmes entre canadenses. Em coletiva do último UFC de 2011, jornalistas questionaram o card formado por três brasileiros nas lutas principais. Dana White rebateu e definiu a escolha como aleatória, com base no tempo e ranking dos lutadores.

A prestação de contas é necessária. O Canadá registra, até hoje, o maior público em um evento do UFC: 55 mil pessoas. É um mercado acolhedor ao MMA e, assim, ignorá-lo constitui um equívoco. O país já recebeu nove torneios. No UFC 149, levará os competidores a Calgary, cidade mais populosa do país, pela primeira vez. A quarta edição no Brasil só será promovida em junho, em Minas Gerais, com o confronto entre os vencedores do TUF.

A disputa entre as duas nações é benéfica para o UFC e, por extensão, o MMA. A queda de braço por atenção obriga os dois países a lançarem mão de estratégias de marketing, preparo dos atletas, profissionalização da arbitragem e infraestrutura para atrair os dirigentes do torneio. O resultado é mais lutas de qualidade para os fãs.