Dos 20 lutadores inscritos para travar duelos no Night of World Championship (NWC), próximo dia 1º, no Recife, um encara a rotina de treinos com gosto de adeus no semblante. O pernambucano Wellington Jacaré garantiu: vai se aposentador dos ringues após enfrentar o espanho Marcos Galvan, pelo combate principal do evento. A disputa coloca em jogo dois cinturões na modalidade K-1: o brasileiro defende o título de campeão mundial da União Internacional de Artes Marciais das Américas (Uima) e o estrangeiro resguarda o posto de melhor do planeta depois de conquistar torneio na Espanha, em 2010.
Wellington preparou um treinamento especial para o último confronto. Redobrou o esforço diante da diferença de idade entre ele e o oponente. O pernambucano chegou aos 42 anos enquanto o adversário possui apenas 28. “Estou com uma preparação forte”, ele disse, com exclusividade, ao Ringue Diário. O atleta definiu uma agenda de exercícios posta em prática em três turnos. Nada de folga. O foco está na despedida com vitória.
O pernambucano tem 35 lutas no cartel. São 34 vitórias e apenas uma derrota. Jacaré está invicto desde março de 1994. Quase duas décadas sem sentir o gosto do resultado negativo. O oponente traz um currículo de porte admirável: Marcos possui 45 lutas, 35 vitórias por pontos, 15 nocautes e oito derrotas.
Confira entrevista com o principal nome de Pernambuco no NWC:
Ringue Diário: Como está a preparação?
Wellington Jacaré: Eu tenho treinado muito forte. Pela manhã, corrida de quatro quilômetros. Às 19, malhação. À tarde, me dedico à parte tática. E, à noite, estudo à técnica.
RD: Algo especial para enfrentar o espanhol?
WJ: Sim. Na verdade, estou caprichando no condicionamento físico. Meu adversário tem três títulos mundiais e apenas 28 anos. É forte na explosão, jovem. Por isso, quero garantir a resistência.
RD: Está confiante na vitória?
WJ: Eu acho que estou mais preparado do que ele. Também me acho melhor do que ele no boxe. Isso vai fazer a diferença.
RD: Tem um sabor especial lutar no Recife?
WJ: Eu estou acostumado a lutar com uma torcida a favor ou contra. Mas, claro, é bom contar com o apoio, o calor dos pernambucanos. Quem for pode ter uma certeza. Vou dar um show.
RD: Tem planos para quando parar?
WJ: Tenho sim. Estou na carreira desde 1992. Tenho experiência. Pretendo dar aulas e me dedicar a eventos.
