O linchamento de Mario Yamasaki III

Minotauro critica atuação do árbitro no UFC Rio II e pede mudança no resultado da luta

A decisão do árbitro brasileiro mario Yamasaki de desclassificar o lutador Erick Silva sob alegação de golpes na nuca de Carlos Prater, no UFC Rio II, ainda rende polêmica. Quase uma semana depois do evento, Rodrigo Minotauro, um dos mais respeitados atletas de MMA do mundo, entrou nos debates para criticar publicamente o juiz do confronto. No site mantido com o irmão, Rogério Minotouro, ele aponta “erros” de Yamasaki: “Quando Carlos Prates cai atingido pela joelhada de Erick ele protege o rosto e praticamente oferece a nuca para o adversário, Erick procura socar ao lado da cabeça de Prates , se Yamasaki achou que algum golpe pegou forte na nuca porque não parou a luta advertiu Erick e reiniciou o combate?”.

Minotauro faz questão de frisar que, para ele, Yamasaki não quis prejudicar o atleta brasileiro. Mas pede com veemência a mudança no resultado da luta – depois de interromper a luta, Mario deu vitória a Carlos Prater. “Entendo que o juiz deve preservar a integridade física do lutador em primeiro lugar, mas manchar o cartel de um lutador dedicado e talentoso como o Erick não é justo. Espero que o UFC reveja essa decisão e a luta seja considerada “no contest””, opina o lutador. A reversão do desfecho do combate é plenamente possível. E já foi sinalizada pelo próprio presidente do UFC, Dana White. O dirigente pagou a Erick Silva a bolsa correspondente à vitória no combate.

A redefinição da luta limparia o cartel de Erick, uma das mais jovens promessas do esporte, admirada até mesmo pelo norte-americano Jon Jones, campeão dos meio-pesados – na passagem pelo Brasil, o lutador convidou o brasileiro para treinar nos Estados Unidos. A pressão de Minotauro, voz respeitada dentro do MMA, é um sinal de que a possibilidade de conversão do resultado se torna cada vez mais concreta. O saldo negativo é o questionamento aberto da postura de Mario Yamasaki, bastante desgastado pela decisão. Desde o dia em que parou a luta, ele recebeu muitas críticas e chegou a ter a competência colocada na berlinda.

 

O linchamento de Mario Yamasaki II

Apresentador que criticou árbitro durante o UFC Rio tenta explicar declarações

Depois da desclassificação do brasileiro Erick Silva, no UFC Rio II, pelo árbitro Mario Yamasaki, o apresentador do evento, Joe Rogan, se mostrou surpreso com o resultado da luta -  o juiz enxergou golpes aplicados pelo atleta na nuca do adversário, Carlos Prater. Visivelmente indignado, ele decidiu interpelar o mediador do combate ainda sobre o octógono. E foi enfático ao criticar o desfecho do combate. Depois do torneio, Rogan emitiu uma nota pela qual tenta apagar possíveis ofensas a Yamasaki e se coloca na posição de espectador dos duelos dentro dos ringues. Confira o comunicado:

Ele é um grande cara e sempre fico feliz por vê-lo. No entanto, quando entro no octógono, eu represento as pessoas que estão assistindo em casa que devem ter questões óbvias e quando algo é polêmico sou forçado a confrontar isso honestamente porque é o que gostaria de ouvir de uma pessoa em minha posição se eu fosse um fã assistindo a isso de casa.

Acho o Mario Yamasaki um dos melhores do mundo em arbitrar MMA. Não há dúvida sobre isso. Ele tem profunda percepção do esporte, tem sido praticante de artes marciais durante toda a vida e é um cara muito inteligente. Eu agi daquela maneira porque eu vi um incrível talento ter uma vitória por nocaute negada por uma decisão questionável. Quando entrei no octógono e me disseram que o resultado oficial seria a desqualificação devido aos socos ilegais aplicados atrás da cabeça, todos que estavam próximos e que ouviram a notícia abriram a boca em choque. Todo mundo disse: O quê?

As pessoas não conseguiam acreditar naquilo. Tive que ler novamente para eles porque achei que se tratasse de um engano, e quando expliquei ao Goldie [Mike Goldberg, parceiro de Joe nas transmissões do UFC] ele não acreditou também. Eu tive que perguntar ao Mario sobre aquilo. Não sabia como ele iria responder mas tive que perguntar. Erick Silva é um lutador muito promissor e me senti na responsabilidade de dirigir um comentário àquela questão. Não pretendi desrespeitar.

O linchamento profissional de Mario Yamasaki

Mais conhecido árbitro brasileiro de MMA vai do céu ao inferno depois de desclassificar atleta no UFC Rio

Trinta segundos levaram o árbitro Mario Yamasaki do patamar de astro internacional nas mediações das lutas do UFC à saraivada de acusações por incompetência dentro do octógono. Depois de desclassificar o brasileiro Erick Silva por supostamente ter desferido golpes irregulares na nuca do oponente até levá-lo a nocaute, no primeiro round do UFC Rio II, ele provou a fúria da indignação: recebeu críticas do atleta, do empresário dele, Walid Ismail, do chefão do UFC, Dana White, do apresentador do Ultimate, Joe Rogan, e do público presente ao torneio. Em uma fração de minuto, passou de admirado a odiado. De símbolo de profissionalismo a responsável por manchar a carreira de uma jovem promessa.

A avalanche condenatória à conduta dele, no entanto, pode produzir um efeito nefasto ao esporte e colocar em xeque uma das características mais valorosas do UFC: a independência dos juízes para tomar decisões – mesmo sujeitas a erros. O questionamento do papel do árbitro feito pelo UFC a ponto de cogitar o uso de replays como se o recurso fosse uma medida extrema , na verdade, soa perigoso. Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego da repetição em vídeo está acessível aos árbitros, mas nem por isso evita posicionamentos passíveis de críticas.

Basta recuar poucos meses no tempo para comprovar: na luta entre Mackens Semerzier vs. Robert Peralta, pelo card preliminar do UFC on Fox 1, no fim de 2011, o árbitro John McCarthy deu vitória a Peralta depois de o adversário cair no chão. Big John, considerado o melhor juiz em atividade no MMA, enxergou um soco de Robert no oponente. A imagem no vídeo mostrou uma cabeçada involuntária entre ambos – golpe considerado irregular no MMA. Mas o árbitro havia tomado a decisão sem considerar o replay. Dias depois, ele admitiu o equívoco e se solidarizou ao atleta derrotado para convencer a Comissão Atlética da Califórnia a mudar o resultado do combate – pleito atendido e registrado junto ao Ultimate como no contest.

O equívoco de Big John (foto) – excelente árbitro – passou como elemento eventual do esporte. A competência dele enquanto profissional capaz de mediar lutas ficou inabalável. Ele comandou a noite principal do card entre Cain Velasquez e o brasileiro Junior Cigano dos Santos.

O próprio John, em 2009, comentou a possibilidade de os árbitros errarem durante as lutas. Ao ser questionado sobre a conduta de um colega, Yves Lavigne, no UFC 96, ele disparou: “Mas todos nós cometemos erros, eu, Herb, Mario, Steve. Se eu acho que ele errou? Sim, acho que Yves sabe que cometeu um erro mas isso não muda o fato de que ele é um árbitro muito bom e tem feito um trabalho muito bom até aquela luta. Agora todo mundo está dizendo que ele é terrível. Ele errou mas qualquer um pode errar. É difícil para as pessoas entenderem que o que acontece, mas os árbitros são humanos e todos erramos”

O peso das críticas a Mario Yamasaki pela decisão no UFC Rio II também esconde possíveis intepretações a respeito da postura de Erick Silva – lutador revelação do MMA brasileiro com habilidade incontestável. Durante a exibição da luta na Globo, Anderson Silva, campeão dos médios, ficou confuso com a possibilidade de o atleta ter atingido o adversário na nuca – embora tivesse os replays dos golpes à disposição. Indefinição natural diante de lances polêmicos.

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A dura vitória de Freddy Assunção no RFC 5

Não foi da maneira como o público esperava, mas o pernambucano Freddy Assunção saiu vitorioso de sua primeira luta em casa. Último dos “Assunção Brothers” a ingressar no MMA, o recifense teve muito trabalho, sangrou, mas somou mais um triunfo ao seu cartel. Seu adversário no RFC 5, foi o inglês Jay Furness, uma das revelações das artes marciais mistas do Reino Unido.

Com seus irmãos Júnior e Raphael, ambos lutadores do UFC, no corner, Freddy mostrou estar no caminho certo para assinar um contrato com a principal franquia de lutas do planeta. O pernambucano seguiu uma estratégia cautelosa no 1º round, e mostrou ser um lutador técnico e frio. Se movimentando bastante, Freddy encaixou os melhores golpes, vencendo o a primeira parte do confronto.

 

O pernambucano estava melhor também no 2º round, até sofrer uma queda. Trabalhando bem o ground and pound com os cotovelos, Furness abriu um corte profundo no olho direito do adversário, que precisou do aval do médico para seguir no octógono, depois de o árbitro Mário Yamasaki paralisar o combate. Com o rival abalado, o inglês administrou bem a vitória, deixando a decisão para o round final. Apesar do ferimento, Freddy voltou a ser mais agressivo, e aplicou bons golpes no britânico. No final, a vitória por decisão unânime foi justa.

É verdade que ainda há um bom caminho a ser percorrido por Freddy, mas no final, ficou a sensação de que em breve, a família Assunção poderá ter mais um membro no UFC. Estaremos de olho e na torcida!

As estrelas do Recife Fighting Championship

Além dos 20 lutadores, o Recife Fighting Championship contará ainda com outras estrelas dentro do octógono. Principal announcer do Brasil, o curitibano Xicão Joly está no Recife pelo segundo ano consecutivo para conduzir o maior evento de MMA do Nordeste. Com mais de 15 anos de experiência, Joly é presença garantida nos melhores torneios do país e comemora a parceria com o RFC. Outro que abrilhantará o evento é o paulista Mário Yamasaki. Ao lado de Herb Dean, Dan Miragliotta e Big John McCarthy, o brasileiro é um dos melhores árbitros do Ultimate Fighting CHampionship.

Confira o card:

CONFRONTOS INTERNACIONAIS
Pesados (até 120 kg)
Mario “Sukata” (BRA) vs Dave Keeley (ING)
Penas (até 66 kg)
Freddy Assunção (BRA) vs Jay Furness (ING)

LUTAS PELOS CINTURÕES DO RFC
Meio-médios (até 77 kg)
Thawã Ril (Nova União-PE) vs Kell Santos (Instigação-PB)
Médios (até 84 kg)
Jack “Godzilla” (Kezen-PE) vs Arimarcel “Chocolate” (Vorus-PE)

CONFRONTOS NACIONAIS
Catch Weight (Peso combinado – até 73 kg)
Alldyr “Pé”(Gracie Barra-PE) vs Wigman “Big Big” (Hikari-RN)
Pesados (até 120 kg)
Evandro Lemos (Carlson Gracie/GM-PE) vs Jollyson Francino (Nova União-PE)
Penas (até 66 kg)
Pedro “Kezen” Arruda (GF Team-RJ) vs Richard Avila (Kamikaze/Gracie Fusion-SC)
Médios (até 84 kg)
Gustavo “Bomba” (Nova União-PE) vs Paulinho “Timba” (Ninenine-PE)
Meio-médios (até 77 kg)
Ricardo “Caiana” (Vorus-PE) vs Ronaldo “Felino” (Kamizake-SC)
Galos (até 61 kg)
Janaílson Kevin (BTT-RJ)  vs Francisco das Chagas (Hikari-RN)

UFC de volta ao Rio em janeiro?

Mais direto impossível. Um dos principais árbitros do UFC, o brasileiro Mário Yamasaki reforçou a esperança de que em breve o torneio estará de volta ao Brasil. Em sua conta no twitter, ele foi bem direto:

Vale lembrar que não apenas o presidente Dana White, como os irmãos Fertitta, proprietários da franquia, já haviam falado sobre a possibilidade da realização de novos eventos no Brasil.

Como já havíamos anunciado, o Recife estaria disputando uma das três datas. Agora, é torcer!