Caetano Veloso cita mitos do MMA em nova música

A apresentação de Caetano Veloso das novas músicas do disco Abraçaço, comemorativo aos 70 anos do músico, surpreendeu pela inclusão de nomes de feras das artes marciais mistas (MMA) brasileiras em uma das letras. Cantada ontem, no programa do Jô, da TV Globo, a música A bossa nova é foda faz uma referência a lutadores top do país. Um dos versos diz:

Deu ao poeta, velho profeta, a chave da casa de munição. O velho transformou o mito das raças tristes em Minotauros, Junior Cigano, José Aldo, Lyoto Machida, Vitor Belfort, Anderson Silva e na coisa toda… A bossa nova é foda”.

Apanhados de surpresas durante a exibição do programa, a lenda viva do esporte Rodrigo Minotauro e o campeão dos pesos-pesados do UFC, Junior Ciganon, comemoraram com fãs no Twitter: “Tu viu rapaz? Me emocionei em ver essa música do ídolo máximo do nosso pais. Quanta honra!!! Valeu, Caetano Veloso…”, escreveu Minotauro ao amigo Junior Cigano. “Vocês viram isso? Tô assistindo ao Jô e simplesmente fiquei pasmo, meu nome em uma música desse ícone da música brasileira Caetano Veloso”, postou o campeão.

Para assistir à apresentação, clique aqui:

Rio, de novo, a casa do UFC

Cidade recebe pela terceira vez uma edição do maior torneio de MMA do planeta

O Brasil se prepara para sediar mais uma disputa do Ultimate Fighting Championship, o maior evento de artes marciais mistas do mundo, no próximo fim de semana. Desde o retorno ao país, após um período de quase década e meia de afastamento – o único torneio havia sido realizado em 1998, em São Paulo -, o UFC promove a quarta edição em terras tupiniquins no século 21. É o terceiro campeonato organizado no Rio de Janeiro, o destino preferido por aqui aos olhos de turistas estrangeiros.

O card, salvo em cima da hora pelo campeão brasileiro do peso médio, Anderson Silva, e pela lenda do MMA Rodrigo Minotauro, é composto na maioria por lutadores do país: eles estão em todos os doze combates e protagonizam duelos nacionais em três disputas.

O UFC Rio 3 flertou com o fiasco depois de duas das estrelas do torneio se machucarem: o campeão dos penas, José Aldo (impossibilitado por conta de uma lesão fruto de uma queda de moto) e o norte-americano Rampage Jackson (contundido quando fazia preparação no Recife).  Sem nomes de expressão para substituir os atletas lesionados e estimular a venda do evento no pay-per-view, a edição só ocorreu depois da intromissão de Anderson Silva e Minotauro. A dupla pediu para participar do card e devolveu ao evento o prestígio necessário para grandes combates.

O Aranha enfrenta o veteranno Stephan Bonnar, cujo maior feito foi disputar a final da primeira edição do The Ultimate Fighter dos EUA contra Forrest Griffin. Sem lutar há meses, o atleta topou desafiar o brasileiro em uma luta de peso combinado – ele está na categoria acima do médio. A expectativa é de uma vitória de Anderson e da manutenção do cinturão pelo lutador mais temido do UFC. Minotauro retorna ao octógono depois de ter o braço quebrado por Frank Mir, no fim do ano passado, e luta contra Dave Herman. Erick Silva contra Jon Fitch, Phil Davis versus Wagner Caldeirão e Demian Maia contra Rick Story completam o card principal. A participação nordestina no evento fica por conta de Gleison Tibau (RN), Rony Jason Mariano (CE) e Renée Forte (CE).

Confira o card completo:

Principal:

Anderson Silva (BRA) vs Stephan Bonnar (EUA) – peso meio-pesado

Glover Teixeira (BRA) vs Fabio Maldonado (BRA) – peso meio-pesado

Rodrigo “Minotauro” Nogueira (BRA) vs Dave Herman (EUA) – peso pesado

Erick Silva (BRA) vs Jon Fitch (EUA) – peso meio-médio

Phil Davis (EUA) vs Wagner “Caldeirão” Prado (BRA) – peso meio-pesado

Demian Maia (BRA) vs Rick Story (EUA) – peso meio-médio

 

Card Preliminar:

Rony “Jason” Mariano (BRA) vs Sam Sicilia (EUA) – peso pena

Francisco “Massaranduba” Drinaldo (BRA) vs Gleison Tibau (BRA) – peso leve

Diego Brandão (BRA) vs Joey Gambino (EUA) – peso pena

Sérgio Moraes (BRA) vs Renée Forte (BRA) – peso meio-médio

Luiz “Banha” Cané (BRA) vs Chris Camozzi (EUA) – peso médio

Cristiano Marcello (BRA) vs Reza Madadi (SUE) – peso leve

 

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UFC Rio III é a cara do Aranha

O UFC Rio III é a imagem e semelhança do Aranha brasileiro. O trailer divulgado pela organização esportiva centra fogo no campeão do peso médio, Anderson Silva, ao som de rap e de uma letra bem típica para caracterizar o atleta: “Eu sou um monstro”, diz a canção. O lutador é a estrela da noite depois de salvar a edição de um fracasso total – José Aldo e Rampage Jackson, os dois principais atletas do card, se machucaram e cancelaram a participação.

LEIA: Como Anderson Silva salvou o UFC Rio III

O vídeo de divulgação ressalta lutas históricas de Anderson – como o combate contra Forrest Griffin e a revanche com Yushin Okami. Silva enfrenta o veterano Stephan Bonnar, coadjuvante do primeiro The Ultimate Fighter dos EUA (perdeu a luta contra Forrest) e franco atirador na noite do próximo dia 13. O card ainda tem a volta da lenda Rodrigo Minotauro, recuperado de uma Kimura aplicada por Frank Mir no ano passado. É mais uma volta por cima do guerreiro brasileiro, nova prova de superação. O experiente lutador enfrenta Dave Herman.

Card principal:

Anderson Silva (30-4) vs. Stephan Bonnar (14-7)


Antonio Rodrigo Nogueira (33-7) vs. Dave Herman (21-4)

Fabio Maldonado (18-5) vs. Glover Teixeira (18-2)

Jon Fitch (23-4) vs. Erick Silva (14-2)

Phil Davis (9-1-1) vs. Wagner Prado (8-0-1) – Part II

Demian Maia (16-4) vs. Rick Story (14-5)

Preliminares

Rony Jason (11-3) vs. Sam Sicilia (11-1)

Geronimo Dos Santos (31-14) vs. Gabriel Gonzaga (13-6)

Gleison Tibau (25-8) vs. Francisco Trinaldo (11-1)

Diego Brandao (14-8) vs. Joey Gambino (9-1)

No Facebook:

Renee Forte (7-1) vs. Sergio Moraes (6-2)

Chris Camozzi (17-5) vs. Luiz Cane (12-4)

Reza Madadi (12-2) vs. Cristiano Marcello (12-4)

 

Velhinha chama Wanderlei Silva de “folgado” em comercial

Campanha de caminhonete Renault Duster aposta nas estrelas do MMA nacional

Sempre antenada com tendências e gostos populares, a publicidade aposta no conhecimento do público para validar marcas e produtos no mercado. É o termômetro do senso comum. A exposição crescente do MMA no Brasil incluiu o esporte na rota de comerciais e campanhas publicitárias. A mais recente envolve Anderson Silva, Minotauro, Lyoto Machida, Maurício Shogun Rua e, claro, o lendário Wanderlei Silva. O carequinha, por sinal, vira protagonista ao ser chamado de “folgado” por uma senhora. Confira e dê gargalhadas:

Anderson Silva salva o UFC Rio 3 do fiasco

Aranha atende a pedido do chefe e vai lutar no UFC Rio 3. Minotauro também participa

Dana White acertou. Substituiu com velocidade e à altura os principais personagens do UFC Rio 3. Com a saída de José Aldo e Rampage Jackson (machucados) do card, escalou Anderson Silva e Minotauro para fortalecer o evento e salvá-lo do fiasco. O corte dos dois atletas sentenciaria a edição na Cidade Maravilhosa ao fiasco. Faltariam nomes de peso para garantir a audiência, atrair patrocinadores e conquistar a atenção dos fãs. Dana só precisou de um telefonema para sondar o campeão brasileiro dos médios e confirmá-lo entre os participantes. A inclusão de Minotauro também caiu bem: o atleta é tido no país como o rosto do esporte. A história de superação dele o credencia a título de herói do povo.

O presidente do UFC tinha poucas possibilidades – os brasileiros mais conhecidos (Lyoto, Shogun, Cigano) haviam lutado recentemente ou possuíam compromissos em breve – e estava pressionado pelo tempo e pela lembrança infeliz do evento mais recente promovido no Brasil. A edição de 13 de outubro exigia reparação do pouco convincente torneio realizado em Minas Gerais. A cidade de Belo Horizonte acabou como sede para a final do The Ultimate Fighter Brazil, vale frisar, depois de uma pendenga entre o Rio de Janeiro (impossibilitado por conta da Conferência das Nações Unidas) e São Paulo (impedida em função de leis rígidas contra barulho durante a madrugada). Sobrou BH, mas faltaram atrativos: a luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen migrou para Las Vegas por pressão dos patrocinadores. E Vitor Belfort, uma das estrelas do card, machucou a mão na véspera do evento. A edição meia-boca acabou com derrota de Wanderlei Silva para o veterano Rich Franklin. Nada empolgante.

A escolha de Minotauro e Anderson Silva – principalmente o campeão – é um remendo para tentar manter o alto nível da próxima edição. Bom para o Ultimate e os lutadores recém-relacionados. A decisão de aceitar entrar no UFC Rio 3 com apenas um mês para se preparar salda uma dívida do Aranha com o torcedor brasileiro e sela a sintonia entre Anderson e o patrão Dana White. A transferência do combate com o falastrão norte-americano travou o estômago do campeão meses atrás. Silva queria bater o adversário no país. Era uma forma de fazê-lo engolir – a golpes e nocaute – as palavras maldosas desferidas contra os brasileiros. Dentro de casa, o show teria sabor de desforra. A mudança tomou o Aranha de assalto e o fez digerir a contragosto o combate. As relações com o chefe ficaram arranhadas.

Sinal da boa vontade de Anderson para contornar o mal-estar com o dirigente já havia sido dado quando Dan Henderson ficou impossibilitado de participar do UFC 151 por força de uma lesão. Ao se candidatar para salvar o evento, ele fez apenas uma exigência: não enfrentar Jon Jones, até então definido como a luta principal. Os torcedores mais aficcionados do MMA encararam a condição imposta pelo campeão como indício de receio de duelar contra o segundo lutador mais talentoso da momento do UFC.

É preciso ter calma.

Do ponto de vista comercial, um combate arranjado em cima da hora seria pouco lucrativo para o lutador e os patrocinadores. Se havia a possibilidade de colocá-los no octógono, seria melhor trabalhar o evento e torná-lo rentável – como foi a luta entre Silva e Sonnen, uma das mais assistidas da história. A questão técnica também interferiu. Enfrentar Jones seria o desafio mais perigoso para Anderson, principalmente na fase atual da carreira, à beira da aposentadoria. Necessitaria de preparo específico e estratégia aperfeiçoada com o tempo. O imediatismo poderia ser um obstáculo em uma luta provavelmente decidida – pela qualidade dos atletas – em detalhes.

O combate entre os dois craques do MMA, só para deixar claro, ainda é considerado pelos dirigentes do UFC: em entrevista recente, Dana White aventou a possibilidade de ver Anderson enfrentar Jon Jones depois de colocar o brasileiro diante de outra lenda, o canadense George St-Pierre. O discurso do mandachuva sugere o início de um trabalho para fazer a luta acontecer, mesmo contra a vontade dos dois atletas, auto-declarados amigos.

O ADVERSÁRIO

O Aranha vai lutar, no UFC Rio 3, contra Stephan Bonnar, 35 anos, categoria dos meio-pesados, acima do peso médio no qual está o brasileiro. O lutador norte-americano vem de uma trajetória incerta. Mas guarda na história o principal trunfo: ele fez a luta principal da primeira edição do The Ultimate Fighter dos EUA. O programa é considerado fator decisivo na popularização do UFC no país e bóia salva-vidas na qual a cúpula do torneio se agarrou para evitar naufragar depois de ter comprado a marca anos antes. O duelo de Bonnar com Franklin em 2005 (Bonnar perdeu na decisão) é um das mais significativos do percurso recente do Ultimate, reconhece o próprio Dana White.

No combate do dia 13 de outubro, o brasileiro é favorito disparado. Oriundo do jiu-jitsu e ex-aluno do lendário Carlson Gracie, Bonnar lutou pela última vez em novembro do ano passado. Nos últimos seis combates, venceu três lutas – sucessos obtidos em sequência nos confrontos mais recentes. Entre as derrotas, uma para Jon Jones por decisão dos árbitros. Mas a situação importa menos que a disposição. Bonnar volta à história do UFC ao cavar lugar no coração do chefe por aceitar o combate em cima da hora contra um dos mais talentosos lutadores do MMA mundial. A cartada de Dana deve garantir atenção ao evento e, certamente, livrá-lo do fracasso ao qual estava condenado com a perda de nomes como José Aldo e Rampage Jackson. O apelo ao melhor sempre funciona. Agora, o show é no ringue.

O CARD

UFC Rio 3

HSBC Arena, Rio de Janeiro

Sábado, 13 de outubro de 2012

 

- Anderson Silva enfrentará Stephan Bonnar;

- Glover Teixeira enfrentará Fábio Maldonado;

- Rodrigo Minotauro enfrentará Dave Herman;

- Wagner Caldeirão enfrentará Phil Davis;

- Demian Maia enfrentará Rick Story;

- Erick Silva enfrentará Jon Fitch;

- Rony Jason enfrentará Sam Sicilia;

- Serginho Moraes enfrentará Renée Forte;

- Cristiano Marcello enfrentará Reza Madadi;

- Diego Brandão enfrentará Joey Gambino;

- Francisco Massaranduba enfrentará Gleison Tibau.

 

Pediu para entrar

Minotauro faz campanha junto a admiradores para lutar no UFC Rio III

Última apresentação, em dezembro (acima) deixou o lutador avariado

O UFC Rio III está com data marcada e há lutador com vela acesa para entrar no card. Melhor, tem mito do MMA de joelhos e no ouvido dos fãs para engrossar a torcida por uma participação no evento marcado para 13 de outubro no Brasil. Rodrigo Minotauro, ícone incontestável do esporte, deflagrou campanha nas redes sociais para sensibilizar o chefão da franquia, Dana White.

Praticamente recuperado da lesão sofrida na luta contra Frank Mir, em dezembro do ano passado, o atleta pretende voltar a atuar em solo tupiniquim. A luta mais recente dele por aqui ocorreu no UFC Rio I (134), quando atropelou com nocaute o então jovem promissor Brendan Schaub. Até agora, estão confirmados no UFC Rio III os brasileiros José Aldo, Vitor Belfort e Rony Jason, campeão do TUF Brasil na categoria peso pena.

No Twitter, o pedido #MinotauroUFCRio está na ponta do dedo dos fãs. É a soma de forças para ajudar a lenda a do MMA a voltar ao octógono. Minotauro pediu para entrar.

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A escalada de Minotauro

Pouco mais de dois meses após a cirurgia no braço quebrado pelo rival Frank Mir, o brasileiro Rodrigo Minotauro deu mais uma prova de superação. O peso-pesado entrou no octógono do Team Nogueira, no Rio de Janeiro, e resolveu encarar um treino de sparring.

Depois da atividade, Minotauro falou com otimismo sobre a movimentação. “Me senti muito bem, estava com saudades de treinar. Era só para ser um treino de ‘sombra’, mas eu não me aguento. Ainda preciso de umas três semanas de preparação física para afiar o boxe com o professor Erivan e aí depois eu vou ligar para o mestre De La Riva e começar a treinar jiu-jitsu. Acredito que estou de volta em um mês”, destacou.

Confira o vídeo do treinamento, onde Minotauro (camisa vermelha), encara o promissor Diego Braga.

Minotauro: “Overeem não está preparado para Cigano”

A cúpula do UFC ainda não definiu a data ideal para o encontro entre o brasileiro Júnior “Cigano” dos Santos e o holandês Alistair Overeem, mas o combate já está agitando os bastidores do mundo da luta. Uma das maiores lendas do MMA, o baiano Rodrigo “Minotauro” Nogueira tem respaldo suficiente para fazer sua opinião ser ouvida. E, se o atual campeão dos Pesados prefere tratar os assuntos relacionados ao confronto com muita cautela, Minotauro esbanja confiança na vitória de seu pupilo.

“Cigano vence por nocaute, com certeza. Ele é mais rápido, se move melhor, não vai tomar aquela joelhada (com a qual Overeem venceu Brock Lesnar), é mais completo e tem um condicionamento físico melhor, isso vai fazer a diferença. O Overeem nunca ganhou de alguém do tamanho do Cigano. O cara cresceu muito, ficou mais forte, explosivo, mas não cresceu o suficiente para ganhar do Cigano”, assegurou.

Recuperado de uma cirurgia no joelho, Cigano já voltou à rotina de treinamentos, e garante que em três meses estará pronto para defender o seu título pela primeira vez. “Já voltei a treinar. Comecei com a malhação e o boxe e na próxima semana voltarei ao jiu-jitsu”, destacou.

O linchamento de Mario Yamasaki III

Minotauro critica atuação do árbitro no UFC Rio II e pede mudança no resultado da luta

A decisão do árbitro brasileiro mario Yamasaki de desclassificar o lutador Erick Silva sob alegação de golpes na nuca de Carlos Prater, no UFC Rio II, ainda rende polêmica. Quase uma semana depois do evento, Rodrigo Minotauro, um dos mais respeitados atletas de MMA do mundo, entrou nos debates para criticar publicamente o juiz do confronto. No site mantido com o irmão, Rogério Minotouro, ele aponta “erros” de Yamasaki: “Quando Carlos Prates cai atingido pela joelhada de Erick ele protege o rosto e praticamente oferece a nuca para o adversário, Erick procura socar ao lado da cabeça de Prates , se Yamasaki achou que algum golpe pegou forte na nuca porque não parou a luta advertiu Erick e reiniciou o combate?”.

Minotauro faz questão de frisar que, para ele, Yamasaki não quis prejudicar o atleta brasileiro. Mas pede com veemência a mudança no resultado da luta – depois de interromper a luta, Mario deu vitória a Carlos Prater. “Entendo que o juiz deve preservar a integridade física do lutador em primeiro lugar, mas manchar o cartel de um lutador dedicado e talentoso como o Erick não é justo. Espero que o UFC reveja essa decisão e a luta seja considerada “no contest””, opina o lutador. A reversão do desfecho do combate é plenamente possível. E já foi sinalizada pelo próprio presidente do UFC, Dana White. O dirigente pagou a Erick Silva a bolsa correspondente à vitória no combate.

A redefinição da luta limparia o cartel de Erick, uma das mais jovens promessas do esporte, admirada até mesmo pelo norte-americano Jon Jones, campeão dos meio-pesados – na passagem pelo Brasil, o lutador convidou o brasileiro para treinar nos Estados Unidos. A pressão de Minotauro, voz respeitada dentro do MMA, é um sinal de que a possibilidade de conversão do resultado se torna cada vez mais concreta. O saldo negativo é o questionamento aberto da postura de Mario Yamasaki, bastante desgastado pela decisão. Desde o dia em que parou a luta, ele recebeu muitas críticas e chegou a ter a competência colocada na berlinda.

 

Inter nega dívida com Minotauro

Clube diz que parceria com lutador é informal. Atleta cobra por lutar com escudo do time gaúcho

A relação de amor entre o lutador Rodrigo Minotauro e o Sport Club Internacional, iniciada em meados do ano passado, passa por um momento delicado. O atleta cobrou, em entrevista concedida há poucos dias, um pagamento do clube pela luta no último UFC do qual participou – o de número 140, no Canadá, quando acabou finalizado pelo norte-americano Frank Mir. Lenda viva do esporte, ele esperava receber um cachê por usar um short com o escudo do Inter durante o combate. Ledo engano. Se depender do time, ele jamais verá a cor do dinheiro.

Em uma nota pública emitida nesta segunda-feira, o Internacional nega qualquer acerto de pagamento ao lutador pelas lutas e classifica a parceria entre ambos como informal. A exibição do símbolo do time em bandeiras ou shorts dispensaria a remuneração e seria fruto de gesto espontâneo por parte do atleta, diz o comunicado.

Minotauro vestiu literalmente a camisa do Internacional desde a realização do acordo com o clube. Foi a jogo no Beira-Rio, “tuitou” mensagens a favor do time, deu entrevistas com a marca do Colorado e até estrelou campanhas a favor da equipe gaúcha. A exposição parecia ser benéfica para ambos: de um lado, o Inter tinha a marca exposta no mundo através das transmissões do UFC via pay-per-view. De outro, o atleta angariava uma retaguarda de patrocínio importante para se popularizar ainda mais entre os torcedores brasileiros – pois a ligação dos fãs de MMA com o futebol dispensa explicação.

Quando anunciou a parceria, em agosto de 2011, o Internacional evitou falar em contrato. Usou o termo parceria para designar a relação entre o lutador e o clube. Desde então, divulgou os passos do atleta e passou a apresentá-lo como representante do Inter. Mas, no torneio realizado no Canadá, uma singela mudança na referência já prenunciava a diferença no tratamento. Ao noticiar a utilização do escudo do Inter no calção do lutador, o site de notícias Colorado frisou: “Agradecemos ao Minotauro por essa atitude que foi de livre e espontânea vontade”. Depois, o clube colocou as dependências à disposição dele para recuperação.

Insatisfeito com os rumos da parceria, Big Nog soltou o verbo nesta semana. “Estamos esperando ainda. Não pagaram, mas estamos aí. Sei que uma hora vão pagar”, teria declarado ao blog Na Grade do MMA. Minotauro teria recebido pagamento apenas pela luta no Brasil – um mês depois de subir ao octógono.

FUTEBOL + MMA

A onda de parcerias entre lutadores de MMA e clubes de futebol começou com Anderson Silva. …Continue lendo…