Mulheres no octógono: por que demorou tanto, UFC?

Exibição de gala de Ronda x Liz o quanto as mulheres faziam falta ao UFC

Era incompleto, imperfeito, aleijado. E o tempo escondia os defeitos. A aparência até iludia: os melhores lutadores do mundo, a audiência mais expressiva para um evento de luta, a movimentação financeira de dar inveja a qualquer modalidade atlética. Mas faltava um pedaço. Um fragmento de sentido. Um molho na essência. A carência levou quase vinte anos para ser diagnosticada – e curada. Apenas quando Ronda Rousey partiu para cima de Liz Carmouche, no início do combate principal da noite do sábado, o UFC se deu conta: o MMA feminino é vital aos torneios. É a parte indispensável do todo sonegada anos a fio pela indiferença dos dirigentes e do público.

A ausência das mulheres empobrecia o octógono. Deixava-o à sombra de uma lógica machista pela qual somente os homens detêm o poder das artes marciais mistas. Tolo engano. A presença delas equaliza a disputa, pluraliza a prática e confere ao Ultimate a saúde social necessária a qualquer campo de atuação profissional.

O despertar para o equilíbrio se deu com uma aula de técnica dentro do ringue: dona de uma performance irretocável, a campeã Ronda Rousey lançou mão de todas as habilidades para vencer a adversária e manter uma escrita difícil de ser apagada. Saiu de uma finalização e trabalhou a resistência de Liz até conseguir imobilizá-la. Em sete lutas, derrotou as oponentes no primeiro round com uma chave de braço. Só duas passaram do minuto inicial do duelo. Bela, carismática e eficiente, a loira tem o perfil ideal para se tornar ícone dentro e fora do octógono. Encarna a publicidade positiva necessária para garantir a vitalidade do MMA feminino na maior franquia de lutas do planeta.

A vitória com um show de intensidade apresentado no ringue invalidou a desconfiança em torno da reação dos espectadores a uma luta entre mulheres. A platéia aplaudiu, vibrou e celebrou o desfecho do combate. Ronda e Liz se equipararam – e até foram superiores – ao alto nível apresentado em outros confrontos da noite. A performance deve atiçar outras lutadoras e os próprios dirigentes, agora pressionados a promover novas lutas para movimentar a categoria do peso-galo – e quem sabe criar novos patamares na modalidade feminina.

Até o sábado, o UFC parecia ter construído a história de um torneio completo. Mas a exibição de gala de Ronda e Liz envergonhou o lapso arrastado no tempo. E mostrou o quanto a franquia capengava sem a inclusão das mulheres no octógono. Era, na verdade, um torneio incompleto, deficiente pela omissão corrigida até mesmo em campeonatos de artes marciais mistas menos expressivos mundo afora. Aleijado de igualdade, agora vira bandeira e exemplo para quem apoia o esporte.

O show das duas atletas expôs a necessidade da incluir um capítulo definitivo na trajetória do MMA: uma seção escrita pelas mãos femininas de atletas sintonizadas com a democracia do esporte. Espaço para apresentações irretocáveis como a da campeã Ronda Rousey na edição de número 157. Os fãs de luta podiam nem imaginar, mas sentiam vontade de vê-las em ação. A dúvida é: por que demorou tanto?

Finalmente, o UFC cria um ranking

 

Demorou quase duas décadas. Precisou de pressão, queixas, insistência. Mas, finalmente, o UFC cedeu ao apelo do público e do show business e criou um ranking oficial para hierarquizar os lutadores dentro das categorias definidas por peso e em um apanhado geral entre os melhores do MMA. É um dos mais significativos passos dados pela franquia para profissionalizar o torneio – comparável à imposição de limite de tempo nas lutas e adoção de regras rígidas para proteger os atletas. Iniciativa impossível de ser desprezada em função de o Ultimate ser o maior campeonato de artes marciais mistas do mundo e congregar quase 400 contratos regiamente assistidos.

A lista divulgada nesta segunda-feira, de acordo com o site da marca, tomou como referência a opinião de 28 jornalistas – maior parte dos Estados Unidos e sete do Brasil – de veículos especializados em MMA. O Ultimate ainda abriu espaço para outros profissionais de mídia envolvidos votar nos lutadores considerados por eles como mais qualificados. O UFC estabeleceu como regra fixar – com toda razão – os campeões no topo do ranking. Os interinos, a exemplo do potiguar Renan Barão na categoria peso-galo, vêm necessariamente em segundo. A atualização da relação deve ocorrer mensalmente.

A instituição de uma lista com os melhores de cada categoria é o balizamento fundamental para cobrar o casamento de lutas entre os atletas mais bem cotados – embora o chefão da franquia tenha insistido em manter a prerrogativa de arranjar os combates a seu bel prazer. A definição dos melhores permite a quem acompanha o esporte saber quando o lutador evolui ou despenca na relação dos atletas da categoria pela qual compete. Serve, na esteira da publicidade feita no próprio site do UFC, como parâmetro para questionar manobras condenáveis dos dirigentes, como colocar para disputar o cinturão o desafiante mal situado no ranking.

A primeira lista atirada a público coloca, sem surpresas, o campeão do peso médio, Anderson Silva, como o melhor tanto na categoria pela qual luta como na relação dos mais bem avaliados no geral (pound-for-pound). O campeão dos meio-pesados, Jon Jones, vem logo em seguida. A tríade é completada por George St-Pierre, dono do cinturão dos meio-médios. José Aldo é o outro brasileiro na listagem. (Veja tudo abaixo).

O FANTASMA

O ranking divulgado pelo UFC apresenta distorções já apontadas por quem segue de perto os passos da franquia. A mais ridícula é a ausência do lutador Chael Sonnen. Desafiante do cinturão dos meio-pesados contra Jon Jones, escalado como estrela da edição de número 17 dio The Ultimate Fighter, o falastrão falta à relação divulgada. Explica-se: o Ultimate só permitiu a inclusão de lutadores com pelo menos um combate na categoria. Como Sonnen subiu de peso, não está no índice. O estranhamento é: como um lutador sequer hierarquizado tem cacife para disputar o título?

DE DUAS SÓ

A criação impetuosa da categoria das mulheres no UFC, medida súbita de Dana White para agradar a ex-campeã do Strikeforce, Ronda Rousey, deixou um vazio no primeiro ranking: a relação prescinde de listar as melhores no MMA feminino simplesmente porque só existem duas contratadas no peso-galo, única para elas. A campeã Ronda e Liz Carmouche. É hora de chamar mais gente.

O único pernambucano rankeado pelo UFC entre os top 10 das categorias é Raphael Assunção. Ele é o sétimo entre os escalados do peso-galo e, se repetir as atuações demonstradas em lutas anteriores, deve se aproximar da disputa do cinturão pertencente, hoje, a Dominick Cruz.

CONFIRA

Peso por peso:

1 Anderson Silva
2 Jon Jones
3 Georges St-Pierre
4 Jose Aldo
5 Benson Henderson
6 Cain Velasquez
7 Dominick Cruz
8 Demetrious Johnson
9 Frankie Edgar
10 Dan Henderson

Peso Mosca

Campeão : Demetrious Johnson
1 Joseph Benavidez
2 John Dodson
3 Ian McCall
4 John Moraga
5 Jussier Da Silva
6 Louis Gaudinot
7 Chris Cariaso
8 John Lineker
9 Darren Uyenoyama
10 Ulysses Gomez

Peso-galo

Champion : Dominick Cruz
1 Renan Barao (Interim Champion)
2 Michael McDonald
3 Urijah Faber
4 Eddie Wineland
5 Brad Pickett
6 Brian Bowles
7 Rafael Assuncao
8 Scott Jorgensen
9 Mike Easton
10 Ivan Menjivar

Peso-pena

Champion : Jose Aldo
1 Chad Mendes
2 Ricardo Lamas
3 Chan Sung Jung
4 Frankie Edgar
5 Dennis Siver
6 Cub Swanson
7 Dustin Poirier
8 Nik Lentz
9 Erik Koch
10 Clay Guida

Leve

Champion : Benson Henderson
1 Gilbert Melendez
2 Anthony Pettis
3 Gray Maynard
4 Nate Diaz
5 Jim Miller
6 Donald Cerrone
7 TJ Grant
8 Rafael dos Anjos
9 Joe Lauzon
10 Khabib Nurmagomedov

Meio-médio

Champion : Georges St-Pierre
1 Johny Hendricks
2 Carlos Condit
3 Nick Diaz
4 Rory MacDonald
5 Demian Maia
6 Jake Ellenberger
7 Martin Kampmann
8 Josh Koscheck
9 Jon Fitch
10 Tarec Saffiedine

Médio

Champion : Anderson Silva
1 Chris Weidman
2 Vitor Belfort
3 Michael Bisping
4 Yushin Okami
5 Mark Munoz
6 Constantinos Philippou
7 Luke Rockhold
8 Hector Lombard
9 Alan Belcher
10 Tim Boetsch

Meio-pesado

Champion : Jon Jones
1 Dan Henderson
2 Lyoto Machida
3 Alexander Gustafsson
4 Glover Teixeira
5 Antonio Rogerio Nogueira
6 Rashad Evans
7 Mauricio Rua
8 Phil Davis
9 Ryan Bader
10 Gegard Mousasi

Pesado

Champion : Cain Velasquez
1 Junior dos Santos
2 Fabricio Werdum
3 Daniel Cormier
4 Antonio Silva – Pezão
5 Frank Mir
6 Alistair Overeem
7 Antonio Rodrigo Nogueira
8 Roy Nelson
9 Stefan Struve
10 Shane Carwin

 

Pernambucano ex-lutador do UFC tem nova luta

Junior Assunção enfrentará Chris Jones em abril

Ex-lutador do Ultimate Fighting Championship, o pernambucano Junior Assunção já tem desafio pela frente no MMA. Ele enfrenta o norte-americano Chris Jones em um dos confrontos do Legacy Fighting Championship, evento de artes marciais mistas do Texas, nos Estados Unidos. O adversário carrega um cartel de destaque, com oito vitórias e apenas uma derrota. Os dois lutam no dia 12 de abril.

Demitido do UFC em condições surpresas – como também aponta a reportagem do MMA Junkie -, o pernambucano vem de oito vitórias nos últimos dez combates. Entre elas, um resultado positivo e outro negativo no UFC (vitória sobre Eddie Yagin e derrota diante de Ross Pearson). Irmão de Rapha Assunção, lutador do UFC, e de Freddy Assunção, também lutador de MMA, Junior acabou afastado do maior torneio de lutas do mundo sem uma justificativa plausível. O adversário derrotado por ele – Eddie Yagin – continuou nos quadros do torneio.

O próximo desafio do atleta é o primeiro após deixar a franquia de Dana White. Aos 31 anos, o pernambucano radicado nos EUA precisa voltar a vencer de forma convincente se ainda quiser disputar espaço entre a elite do MMA mundial. É o primeiro passo para a possibilidade de retornar ao UFC.

CARD do Legacy FC 19:

MAIN CARD (AXS TV, 10 p.m. ET)

- Champ Will Campuzano vs. Alan Nascimento – for flyweight title
- Junior Assuncao vs. Chris Jones
- Matt Hobar vs. Nelson Salas
- Sean Spencer vs. Roy Spoon
- Ryan Benoit vs. opponent TBA
- Eli Tamez vs. opponent TBA

PRELIMINARY CARD (Untelevised, 7 p.m. ET)

- Sean Holden vs. Armando Servin
- Kirk Gibson vs. Clay Hantz
- Angelus McFarlane vs. Evan Thompson
- Bull Lawal vs. Jabari Shakur
- Bobby Moore vs. Lior Shporen

“MMA é o esporte de contato mais seguro do mundo”, diz Dana White

É tão provocativa quanto instigante a declaração categórica do presidente do UFC, Dana White, sobre a segurança na franquia comandada por ele e os irmãos Fertita há 12 anos: “O MMA é o esporte de contato mais seguro do mundo”, afirmou o dirigente a um veículo especializado dos EUA. Dana tem motivos para sustentar a frase: em 20 anos como torneio estabelecido, nenhum atleta do Ultimate morreu ou apresentou sequelas irreversíveis por participar das lutas promovidas pela franquia. Nem mesmo nos primórdios sob a tutela do brasileiro Rorion Gracie, com mínimo de regras, limite de golpes e sem a preocupação de zelar pela integridade física dos competidores. Valia sobreviver no octógono.

O dirigente reconhece a violência no esporte. Sabe do contato e da intenção óbvia de superar os oponentes com golpes contra o corpo. Seria tolice desprezar isso. Mas ele rebate os danos físicos definitivos e avalia o MMA como um esporte menos violento na comparação, por exemplo, com o futebol americano (cuja sigla é o NFL).  Veja o que ele disse (frases publicadas no Combate):

A concussão é um grande dilema para a NFL no momento. Aqui está a diferença entre o UFC e a NFL. Primeiro de tudo, se você tiver uma concussão, for nocauteado ou se machucar no UFC, terá três meses de suspensão. Você está suspenso por três meses e não pode voltar até que seja liberado por um médico. Não pode ter qualquer contato. Na NFL, você não vai perder Tom Brady por três meses, cara. Se perde Tom Brady por três meses, sua temporada inteira está acabada. O UFC – ouça, nós não escondemos, é um esporte de contato e é isso que esses caras fazem – é muito mais seguro”.

“Nos 20 anos de história do UFC, que se completarão em novembro, nunca houve uma morte ou uma lesão grave. Nunca ocorreu porque vamos além quando se trata da segurança desses caras. Quando você sabe que tem dois atletas saudáveis se preparando para competir, eles recebem a atenção médica apropriada, antes e depois. É o esporte (de contato) mais seguro no mundo, fato”.

Você concorda com o dirigente? Opine na enquete ao lado.

Mais de cem lutas canceladas por lesões

Levantamento mostra estrago das contusões em um anos de trabalho no UFC e no Strikeforce

Quando recomendou aos lutadores diminuir o ritmo de treinamento para evitar lesões, o presidente do UFC tocou em um ponto sensível – e aparentemente irremediável – no mundo do MMA: a recorrência de problemas físicos e a conseqüente alteração dos cards das lutas. Dana White (abaixo) cobrou prudência em tom de apelo. Soou como súplica de quem sente no bolso o prejuízo deixado por uma mudança súbita na ordem dos combates. Levantamento inédito do MMA Fighting divulgado nesta semana deu números à preocupação do dirigente: somente em 2012, exatamente 104 duelos foram cancelados no Ultimate e no Strikeforce (prestes a ser extinto) motivados por lesões.

Veja a lista completa aqui

O montante, apesar de ser absorvido ao longo dos 31 eventos promovidos somente pelo UFC em 2012, incomoda e coloca na mesa dos dirigentes a necessidade de adotar medidas mais eficazes para evitar a recorrência dos episódios. A redefinição de uma luta gera prejuízos para os cofres dos torneios – com perda ou mudança de material de marketing, queda na venda de ingressos, renegociação de direitos televisivos – e frustra a ansiedade do público muitas vezes alimentada por meses de ver o confronto entre dois lutadores. O espiral de transtornos enredou o mal-estar no cancelamento do UFC 151, justamente depois de Dan Henderson se machucar às vésperas de enfrentar Jon Jones. Lyoto Machida e Shogun recusaram a luta. Coube a Belfort o duelo, na edição de número 152. Em 20 anos de UFC, pela primeira vez um torneio deixou de ser promovido.

A pesquisa do MMA Fighting frisou os combates por título cancelados pelas lesões: foram sete. O brasileiro José Aldo (no alto), campeão do peso pena do torneio, aparece duas vezes na relação. Teve as lutas contra Erik Koch e Frankie Edgar removidas – a última após sofrer acidente de moto. Sete disputas de combate principal deixaram de ser feitas por conta das contusões. Entre elas, a final da primeira edição do TUF Brasil entre Vitor Belfort (quebrou a mão) e Wanderlei Silva, revanche esperada desde 1998 e provavelmente marcada para nunca acontecer.

É difícil explicar a origem de tantas lesões. Esforço extremo durante os treinamentos, provocado pelo nível cada vez maior de competitividade, e desgaste físico em função da idade certamente pesam. Mas há quem enxergue nas contusões uma forma de os lutadores ludibriarem as comissões atléticas e correrem dos flagrantes nos testes de doping. Além, é claro, do descuido na preparação do dia a dia, a exemplo de José Aldo, lesionado depois de cair de uma moto.

 O levantamento serve de alerta para o UFC e outros eventos de MMA. Instiga a adoção de medidas mais eficazes para diminuir a alteração dos cards em função de lesões geradas nos treinamentos. O dano financeiro pode até ser remediado pela convocação de outras lutas de peso para recompor os torneios. Mas a possibilidade de nunca ver dois lutadores em ação no auge da forma é uma perda irreparável para os fãs. Só os atletas podem poupar esforços nessa hora.

Bruno do KLB estreia no ringue de MMA no domingo

Não há cinturão em jogo. Muito menos etapa classificatória para combates mais acirrados. É somente um dos duelos do card de um evento paulista chamado Fair Fight MMA. A atenção atraída, no entanto, é digna de um torneio do porte do UFC. Pudera. Em cena, um dos cantores mais populares da faixa teen do Brasil: Bruno, do trio KLB. Achincalhado por uns, amado por outros. Inegavelmente um astro. Pronto para estrear oficialmente em um ramo onde o ganha-pão (voz) ajuda pouco a conquistar vitórias. Neste domingo, Bruno Scornavacca, nome de batismo nas lutas, calça as luvas e parte para a porrada no ringue. Ele é o rosto mais conhecido – pelo showbusiness – no campeonato realizado na Vila Cunchal.

O ídolo da meninada é entusiasta da prática de artes marciais há pelo menos oito anos – tempo de treinamento na academia Chute Boxe, uma das mais respeitadas do país. Na preparação para o combate deste domingo, treinou com Felipe Sertanejo, peso-pena do UFC. O adversário, Diego Ramones, tem mais experiência dentro do ringue (quatro lutas e quatro derrotas). A luta entre eles não será a principal do evento, mas, certamente, deve chamar mais atenção em virtude da fama do lutador ao lado dos irmãos Kiko e Leandro, no grupo musical. Confira o card:

CARD COMPLETO:

Marcelo Gonçalves vs Salvador Minniti

Gabriel Miglioli vs Giovane Francisco

Bruno Murata vs Jefferson Lopes

Ali Bahjet vs Danilo Camilo

Jânio Mancha vs Caio Jacaré

Thomas Almeida vs Gilmar China

Sergio Vieira vs Henrique Rasputin

Bruno KLB vs Diego Ramones

Marcos Pezão vs Tommy “Geleia”

Jonny Kabeça vs Tiago “Samurai” Santos

Fernando Margarida vs Edgar Dayan

Priscila Cardoso, a gata ring girl do Jungle Fight 46

O Jungle Fight, maior torneio de MMA da América Latina, encampou de vez a ideia de colocar as mais belas gatas do Brasil como ring girls do evento. Beldades da telinha, modelos, ex-BBBs atraem o olhar dos fãs das artes marciais mistas enquanto os combates dão uma trégua. A edição de número 46, realizada nesta semana, em São Paulo, tem no “card” das gatas a fisioterapeuta Priscila Cardoso, escalada para a temporada de Casa Bonita, do canal Multishow. É a segunda participação dela no evento de lutas. O Jungle Fight 46 será realizado na quinta-feira, às 20h, no ginásio Mané Garrincha, em São Paulo.

O nocaute que ensinou ao boxe e ao MMA: a vida não para

O tombo do boxeador Manny Pacquiao depois de ser golpeado a um segundo do fim do sexto round de um eletrizante duelo contra Juan Manuel Marquéz, no sábado, jogou na lona a alma de quem nutre paixão por esportes. Deu um baque na expectativa de vê-lo em ação contra a outra lenda viva do boxe Floyd Mayweather, duelo entravado por anos pela burocracia fora do ringue. A superluta ansiada pelos fãs soava como redenção da nobre arte na era da explosão de popularidade do MMA. Mas a queda do filipino em Las Vegas desmoronou a esperança: aos 33 anos, açoitado por duas derrotas após se manter invicto por sete anos e quinze duelos, o pugilista deve optar pelo resguardo. O corpo e a técnica definham. O ocaso de Pacquiao é a rasteira do tempo na incompetência dos dirigentes e a aula do destino para o boxe e o co-irmão MMA: a vida não espera as artimanhas para colocar os melhores frente a frente.

O encontro entre Pacquiao e Floyd se impunha como tira-teima pelo título de melhor da atualidade. Eleito o lutador da década, escolhido três vezes como boxeador do ano, e com apenas três derrotas até então no currículo, o filipino gozava de prestígio absoluto aos trinta e poucos anos de vida. O oponente, nunca derrotado como profissional, colecionava cinco títulos em categorias distintas. O mundo pedia o encontro. Mas divergências no valor de pagamento das bolsas atrasaram e, agora, praticamente impediram o combate. Pacquiao deve se entregar à carreira política nas Filipinas. E o boxe vai lamentar sempre a luta nunca vista.

O desencontro soa como alerta ao quiprocó do UFC para agendar lutas de Anderson Silva com Jon Jones e George St-Pierre. O brasileiro, melhor do MMA hoje, tem 37 anos e, apesar da tentativa de se manter ativo por mais dez combates, se aproxima do fim da carreira e da forma física excepcional. Vive o ápice da trajetória de sucesso. O confronto com as outras duas estrelas da franquia exige pressa sob o risco de entrar para o arquivo das frustrações esportivas. O tempo é inimigo mordaz do Ultimate a exemplo do desgaste provocado sobre outras modalidades, como futebol, vôlei, basquete. O atleta tem prazo de validade. Paciência também.

A inércia de agendar os combates – sempre adiados por empresários e os próprios lutadores – retarda a possibilidade de torná-los factíveis. A marcha da lentidão é carregada de obstáculos. O canadense St-Pierre pede valores astronômicos para encarar Silva. O Aranha se mostrou favorável, mas quer receber alto também. Jon Jones refuga o brasileiro e corre para o peso-pesado. Na dispersão diária das declarações, o esporte padece.

O presidente da franquia, Dana White, tem a missão de fazer os duelos acontecerem. Deve mirar o exemplo negativo do boxe para quem o confronto Floyd e Pacquiao será uma recordação natimorta. Os mais críticos podem até apedrejá-lo por querer deslocar Anderson de categoria e dar vazão ao showbusiness. Mas o momento é outro. O Aranha superou toda sorte de adversários. Chegou ao esplendor da carreira e nada mais precisa provar. Defendeu o cinturão com propriedade. Agora, é preciso vôo mais ousado. Dentro da regra do esporte, com peso combinado.

Se demorar para agir, Dana vai acumular o segundo revés de leniência diante dos fãs. O primeiro atende pelo nome de Fedor Emelianenko, um dos maiores de todos os tempos, esquecido pelo UFC por divergências empresariais. Até hoje ele é lembrado por quem aprecia as artes marciais mistas e queria tê-lo visto no Ultimate. A vida é insensível aos caprichos da burocracia. Ela não para. Foram-se Pacquiao e Floyd. Vão-se Anderson Silva, St-Pierre e Jon Jones?

Semana de luta no UFC com pernambucano no card

O UFC respira mais uma semana de lutas. No sábado, Seatle, nos Estados Unidos recebe a edição do UFC on Fox. O card terá expoentes do MMA, como o brasileiro Maurício Shogun Rua, a disputa pelo título dos leves entre Benson Henderson (campeão) e Nate Diaz, além da participação de um dos dois pernambucanos na maior franquia de artes marciais mistas do planeta, Raphal Assunção – ele enfrenta Mike Easton, pela categoria galo. O Ultimate divulgou vídeo promocional do torneio.

PRINCIPAL
Ben Henderson vs. Nate Diaz
Maurício Shogun vs. Alexander Gustafsson
BJ Penn vs. Rory MacDonald
Mike Swick vs. Matt Brown

PRELIMINAR
Yves Edwards vs. Jeremy Stephens
Raphael Assunção vs. Mike Easton
Ramsey Nijem vs. Joe Proctor
Daron Cruickshank vs. Henry Martinez
Tim Means vs. Abel Trujillo
Dennis Siver vs. Nam Phan
Scott Jorgensen vs. John Albert

Rapper faz música para lutador pernambucano

O lutador Rafallo Tractor Oliveira, um dos dois únicos pernambucanos no UFC, ganhou um vídeo-música de homenagem feita por um rapper norte-americano. O vídeo ressalta o estilo feroz do brasileiro dentro do mais badalado octógono de artes marciais mistas do mundo. Rafaello postou o clipe na página do Facebook e rapidamente colheu os parabéns dos fãs. Em especial, da turma da “Jangamaica”, lugar de origem do pernambucano. Confira: