UFC em Fortaleza: altos e baixos de um show brasileiro de MMA

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A decisão de arrastar para o nordeste brasileiro uma edição do UFC exibiu sinal de sabedoria dos dirigentes da franquia. A região galopa no crescimento econômico nos anos recentes e, por consequência, tem um dos mercados consumidores mais atraentes para novas marcas. A disponibilidade para usar o extra de cada dia fertiliza quando semeada no campo das artes marciais mistas, terreno onde brotaram diversos talentos locais, como o baiano Minotauro, o potiguar Renan Barão e os cearenses Pepey e Caio Magalhães. A jogada deu certo: casa cheia, lutas espetaculares, finalizações a torto e a direita e a certeza de sucesso em eventos futuros. O Nordeste provou amar o MMA, refletido na tarde e noite deste sábado nas lutas do Ultimate.

A única ressalva na organização fica por conta do card. O UFC insiste em escalar a maioria de brasileiros no cardápio servido nas edições do país. Os poucos estrangeiros dão as caras como meros coadjuvantes da festa – embora consigam até melar a alegria tupiniquim com vitórias improváveis. É uma estratégia adotada para garantir empatia junto ao público e evitar desinteresse em relação a lutadores estrangeiros. Um equívoco óbvio. O MMA já está consolidado no Brasil, e os fãs anseiam ver outros nomes de peso por aqui, como Jon Jones, Cain Velasquez, George St-Pierre – para ficar apenas nos mais expressivos.

Os altos e baixos da edição realizada em Fortaleza:

- Minotauro x Werdum: no confronto principal da noite, Fabrício Werdum finalizou Minotauro. É o segundo lutador da história a conseguir vencer o baiano sem ser nos pontos ou nocaute – apenas Frank Mir havia finalizado e nocauteado o brasileiro. “Vai, cavalo”, como é conhecido, ganha a dianteira na preferência da disputa do título, hoje nas mãos de Cain Vellasquez. Ele venceu a terceira luta consecutiva. Minotauro, apontado como favorito, volta à estrada para pensar na possibilidade de ser novamente o campeão. Ou, se ouvir os apelos do UFC, pode encarar a aposentadoria.

- Cearenses: deram show nas arquibancadas e conseguiram assistir a um filho da terra detonar. Caio Magalhães fez bonito e finalizou Karlos Vemola. Rony Jason, de Quixadá, também venceu. O “contratempo” foi Pepey, derrotado por Sertanejo.

- Pernambuco: Raphael Assunção venceu a quarta luta seguida e, classificado antes do combate como sexto do ranking do peso-galo, deu passo importante para disputar o cinturão da categoria. Raphael finalizou Vaughan Lee.

- Erick Silva: recuperou-se do vexame diante de John Fitch e voltou a ser tachado de fenômeno. Em pouco mais de um minuto, derrubou Jason High com uma chave de braço.

- Thiago Silva: resistiu às investidas de Rafael Feijão, apontado como favorito e até mesmo candidato a destronar Jon Jones, e nocauteou o adversário com ums sequência certeira de socos.

- Daniel Sarafian e Léo Santos: o primeiro era promessa do TUF Brasil 1, mas iniciou mal no UFC e perdeu para CB Dollaway. Em Fortaleza, retomou a performance vitoriosa. O segundo tornou-se campeão do TUF 2 ao vencer bem um combalido Patolino. Contrato firmado com o Ultimate.

- Rafael Feijão: começou bem, mas mostrou-se uma ameaça sem fôlego. Cansou, perdeu mobilidade e sucumbiu a uma saraivada de socos diante de Thiago Silva. precisa comer mais feijão – para ficar no clichê.

- Bruce Buffer: o apresentador esbanja simpatia e se esforça para falar português, um gesto de cordialidade com os brasileiros. O “It’s time” é seguido entusiasmo pelos torcedores.

 

 

 

Guerreiro pernambucano no UFC

Raphael Assunção luta com braço quebrado e alcança marca histórica

Saiu como em um roteiro de filmes sobre superação: vitória apesar da dor, conquista de marca histórica e previsão de futuro de sucesso na carreira escolhida. O desempenho do pernambucano Raphael Assunção no UFC On Fox 5, realizado em Seattle, nos Estados Unidos, teve pitada de valentia, redenção e garra para torná-lo o primeiro lutador da safra atual do estado a conseguir três vitórias consecutivas no maior torneio de MMA do mundo. Nem mesmo a quebra de um braço durante o combate impediu o brasileiro de atropelar o adversário Mike Easton, o Hulk do Ultimate.

O pernambucano havia chegado à luta depois de ter batido Johnny Eduardo e Issei Temura nas edições 134 e On Fuel TV 4, respectivamente. Ele desceu de peso (para a categoria galo) e encontrou o prumo da trajetória. Aceitou o combate contra Easton em cima da hora – a duas semanas do combate – e conseguiu derrotá-lo. Agora, tem espaço garantido entre os melhores do patamar e, a depender do humor do chefão do UFC, Dana White, entra no circuito para disputar o cinturão hoje sustentado por Renan Barão (campeão interino).

Raphael usou estratégia inteligente para vencer Easton. O pernambucano se mostrou cauteloso. Estudou eficientemente a distância em relação ao oponente e conseguiu encaixar melhor os golpes. O braço, quebrado no primeiro round, parece ter atrapalhado pouco. “Penseiq que era um espasmo do músculo”, afirmou no Twitter, no pós-luta. Ao final, os juízes deram vitória por pontos ao membro do clã Assunção – a família tem outros dois lutadores, Junior e Freddy.

O brasileiro deve ser chamado para estender contrato com a franquia e encarar adversários mais difíceis no caminho pelo título. Mas o script de hoje manda desfrutar do sucesso com as três vitórias seguidas inéditas de um pernambucano no UFC atual. É hora de cuidar do braço e o físico porque o emocional, depois do desempenho do sábado, está bem zelado.

Pernambucano volta ao octógono do UFC

 

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Escalado às pressas como substituto de Bryan Caraway, o pernambucano Raphael Assunção tem novo compromisso no octógono do Ultimate Fighting Championship (UFC). O lutador encara o norte-americano Mike Easton na edição do UFC On Fox 5, marcado para o dia 8 de dezembro, na Key Arena, em Washington, nos Estados Unidos. O atleta da terra dos altos coqueiros terá duas semanas para treinamento antes de encarar o quarto confronto dentro da maior franquia de MMA do mundo.

Leia: Pernambucano se machuca e é cortado do UFC

Raphael é um dos três representantes da família Assunção de lutadores – os outros dois são Junior, ex-atleta do UFC, e Freddy. Ele vem de duas vitórias e uma derrota no torneio. Bateu Johnny Eduardo, no UFC Rio, em agosto do ano passado, e Issei Tamura, no UFC on Fuel 4, em junho deste ano. A derrota mais recente se deu contra Erik Loch, na edição 128, em março de 2011.

Com o cartel de 18 vitórias no MMA e apenas quatro derrotas, Raphael terá pela frente um lutador vitorioso. Mike Easton sustenta no currículo 13 vitórias e somente um resultado negativo. O adversário escolhido inicialmente para substituir Caraway foi TJ Dillashaw – mas ele também se machucou e acabou cortado. O duelo pelo peso-galo será no card preliminar da edição.

Confira o card completo:

UFC: Henderson x Diaz

8 de dezembro de 2012, em Seattle (EUA)

CARD PRINCIPAL

Ben Henderson x Nate Diaz

Maurício Shogun x Alexander Gustafsson

BJ Penn x Rory MacDonald

Mike Swick x Matt Brown

CARD PRELIMINAR

Brendan Schaub x Lavar Johnson

Michael Chiesa x Marcus LeVesseur

NamPhan x Dennis Siver

Daron Cruickshank x HenryMartinez

Ramsey Nijem x Joe Proctor

Yves Edwards x John Cholish

Mike Easton x Raphael Assunção

Scott Jorgensen x John Albert

Tim Means x Abel Trujillo

Pernambucano do UFC está no Recife

Rafaello Tractor chegou à cidade na manhã de hoje

O pernambucano Rafaello Tractor, um dos representantes do estado no Ultimate Fighting Championship, está no Recife. Ele chegou à cidade na manhã de hoje para resolver problemas pessoais e burocráticos antes de seguir para o Rio de Janeiro. Na passagem, realiza atividades da academia Vorus, do brasileiro Mario Sukata.

Rafaello luta no maior torneio de MMA do mundo desde 2009. Até agora, possui um cartel de 20 lutas e 15 vitórias. Nas duas passagens pelo torneio, tem seis lutas, com duas vitórias. A última sobre Yoslandy Izquierdo, no UFC 148, em Las Vegas, por decisão unânime dos juízes.

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Rafaello Tractor: vou nocauteá-lo!

Pernambucano Rafaello Tractor se prepara para voltar ao octógono no UFC On Fox 5, em dezembro, contra o vencedor do TUF 15 dos EUA. Ele deu uma rápida paradinha nos treinos para bater um papo com Ringue Diario e falar sobre o combate. Confira:

Como pretende vencer Michael Chiesa?

- O meu adversário é um cara duro do wrestler, com um jiu-jitsu afiado, e que gosta de botar pressão. Vou evitar as tentativas de quedas dele e sair na porrada (risos).

É a última das quatro lutas no teu retorno ao UFC. Como ganhar sobrevida?

- Eu acabei de renovar o meu contrato, mas toda luta é pressão. Vou dar um grande espetáculo para os fãs, que certamente vai agradar a chefia.

O fato de ser contra o campeão do TUF e passar na TV aberta dos EUA interfere?

- Não faz diferenca na minha estratégia, mas, com certeza, vai me dar uma visibilidade maior depois que eu nocauteá-lo.

Você já está na casa dos 30. E os próximos passos?

- Meus planos são lutar por mais dez anos e me manter saudável. Quero sair na mão com essa molecada mais jovem. Eu me sinto como se tivesse com 25 anos ainda (risadas).

Manda uma mensagem para teus fãs em Pernambuco.

- Galera pernambucana, estou contando com a sua torcida, sua energia e suas orações. Quando eu subir naquele cage, vamos estar juntos nessa e sairei vitorioso. É PE E JANGAMAICA NA VEIA!

 

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Pernambucano Junior Assunção já tem adversário no Legacy

Junior Assunção: hora de vencer

 

O pernambucano Junior Assunção já sabe quem vai enfrentar no próximo desafio dentro dos ringues. A organização do Legacy Fighting Championship anunciou o lutador Douglas Frey como oponente do brasileiro. Os dois devem se enfrentar no dia 17 de agosto, em Dallas, nos Estados Unidos, pela edição de número 13 do torneio.

O veterano Junior Assunção tenta reencontrar a vitória para abrir a possibilidade de voltar ao Ultimate Fighting Championship – considerado a elite das artes marciais mistas do mundo. O pernambucano acumula duas passagens pelo UFC: na primeira, perdeu para Kurt Pellegrino, na edição 64, em 2006, venceu David Lee, torneio 70, em 2007, e sucumbiu diante de Nate Diaz, no UFC Fight Night 11, em 2007. Os resultados desfavoráveis desvincularam o atleta da franquia.

O pernambucano perambulou por outros torneios de MMA. Depois de oito lutas – com apenas uma derrota – voltou ao UFC. Venceu Eddie Yagin (na edição 135) e perdeu na decisão dos árbitros de Ross Pearson. O Ultimate quebrou o contrato com o lutador em seguida. O rompimento surpreendeu: Junior estava bem condicionado e havia sido elogiado pelo próprio presidente da franquia, Dana White. O lutador derrotado por ele, Eddie Yagin, misteriosamente herdou o direito de permanecer no UFC – enfrentou e venceu Mark Hominick, ex-desafiante ao título, no UFC 145. O pernambucano chegou a creditar o desligamento a um possível jogo político nos bastidores.

Aos 30 anos, Junior Assunção tem 13 vitórias na carreira e cinco derrotas. O oponente, o norte-americano do Texas, Douglas Frey, tem 29 e apresenta um card com dez vitórias e oito derrotas – ele perdeu quatro das últimas cinco lutas de MMA. O irmão de Junior Assunção, Raphael Assunção, mantém contrato com o UFC.