Premiados pelos amadurecimentos

 

Meca do MMA mundial, o UFC é o sonho de consumo de todos aqueles que sonham em fazer das artes marciais mistas um meio de vida. O problema é que chegar lá, muitas vezes é menos complicado do que permanecer. Com o atual alcance da modalidade, vencer nem sempre é suficiente. O público quer espetáculo.

Forjado no talentoso cenário do jiu-jitsu pernambucano, Rafaello “Trator” Oliveira chegou lá. E durante muito tempo, tentou ofertar justamente o que os fãs de MMA queriam. Encarou adversários duros de peito aberto, disposto a aceitar a luta em pé, ainda que tivesse mais chances de alcançar a vitória no chão. E pagou caro por isso.

Enfrentando uma realidade dura, onde precisa dividir-se entre os treinamentos e as aulas de jiu-jitsu para viver nos Estados Unidos, ele chegou pressionado pela necessidade de vencer a qualquer custo. Em seu retorno ao Ultimate, ele acumulava derrotas contra o potiguar Gleison Tibau e Yves Edwards, das Bahamas. Sobrou para o cubano Yoislandy Izquierdo.

Desde o começo do combate, ele fez valer sua superioridade no chão, somando pontos através de um ground and pound eficiente e em boas tentativas de submissão.  Bem quisto nos bastidores do Ultimate, Trator deverá ser agraciado com uma extensão de seu contrato e poderá voltar a mostrar seu talento.

Caso semelhante ao do talentoso Raphael Assunção, que vem somando vitórias importantes em seu cartel. Ainda assim, na luta contra o japonês Issei Tamura, o pernambucano surpreendeu mesmo aqueles que acompanham a sua carreira há algum tempo. A frieza dos tempos de WEC deu espaço a um lutador agressivo e disposto a nocautear o adversário.

Das 17 vitórias de sua carreira, oito foram por submissão, seis por decisão dos jurados e apenas três por nocaute. A verdade é que Raphael parece estar pronto para dar o próximo passo. Consolidado como um lutador competitivo e perigoso, ele pode ousar e começar a pensar em dar espetáculo. Afinal de contas, treinando forte nos Estados Unidos, ele conseguiu aprimorar significativamente sua técnica de trocação, além de manter o jiu-jitsu num excelente nível.

E a cada triunfo, Trator e Rapha hasteiam a bandeira pernambucana mais alto.

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Pernambuco marca posição no UFC

Vitórias de Rafaello Trator e Rapha Assunção garantem o estado no Ultimate

A sobrevivência no maior torneio de artes marciais mistas no mundo reza pela cartilha da simplicidade: aos vencedores, a chance de continuar. Aos perdedores, o sinal de alerta para reverter a sina no combate seguinte. Caso os resultados negativos se perpetuem, é hora de recolher as luvas e pular fora do octógono do UFC. Obter vitórias é fundamental para permanecer nos quadros da franquia de Dana White. E dois pernambucanos asseguraram, em menos de quatro dias, mais longevidade no Ultimate: Rafaello Trator passou por Yoslandy Izquierdo no UFC 148 e, ontem, Rapha Assunção nocauteou o japonês Issei Tamura no segundo round pelo UFC Muñoz x Weidman.

É a segunda vitória de Rapha na categoria dos pesos-galos. Irmão de Freddy e Junior Assunção – o último cortado do UFC em condições misteriosas -, ele estava há onze meses sem subir ao ringue. A batalha mais recente ocorreu no Brasil, no UFC 134, diante de Johnny Eduardo. Ele estreou no Ultimate com derrota contra Erik Koch, na edição de número 128. Os resultados positivos na maior franquia de lutas do mundo só ocorreram depois de ele mudar de peso: passou para o galo – categoria cujo campeão é Dominick Cruz.

As vitórias de Rafaello e Raphael representam passo importante para manter o estado dentro do UFC. Sem nomes em vias de disputar cinturões em uma das oito categorias, Pernambuco custa a se firmar como gerador de atletas de elite das artes marciais mistas – justamente quando o esporte ganha visibilidade tanto nas redes de televisão quanto no gosto do brasileiro. O resultado positivo observado nas duas edições mais recentes do UFC é estratégico porque impede a eliminação por completo dos quadros pernambucanos do Ultimate e impulsiona os dois atletas (Rafaello e Rapha) na direção de desafios capazes de colocá-los na disputa por mais espaço na franquia.

Brasil, teu nome é UFC

A noite em que a vingança de Anderson Silva fez o país das chuteiras reverenciar o MMA

Das redes sociais, a ansiedade pingou incessantemente. Vozes distintas, de pontos diferentes do Brasil, construíram a corrente de apoio em nome da pátria. Uniram forças para empurrar o campeão no rumo da glória. Das ruas, o desejo brotou único e indissolúvel:  a vontade de rever o ídolo em ação reuniu o povo em frente da TV. Bares tomados, lares insones, um exército de torcedores de prontidão à espera do golpe derradeiro para vingar o orgulho ferido.

A vitória de Anderson Silva sobre Chael Sonnen neste sábado, em Las Vegas, ultrapassaria as fronteiras do octógono. As provocações desferidas pelo norte-americano durante quase dois anos, os xingamentos disparados à nação brasileira, o desrespeito à mulher do Spider e o menosprezo à cultura tupiniquim redefiniram o teor do combate: a luta deixou de ser entre dois atletas. Virou a batalha pelo orgulho. O duelo pela honra. A guerra contra o mau-caratismo. Anderson vestiu o bem. Empunhou a humildade. Representou a decência. Envergou o respeito. Anderson virou Brasil. Sonnen, o resto. E, no confronto para calar a soberba e a idiotice, a pátria das chuteiras calçou as luvas, entrou no octógono e armou a guarda. Na noite do sábado, o país do futebol virou a terra do MMA.

O campeão pareceu nervoso. Lambeu os lábios. Sentiu o peso sobre os ombros. Nas costas, levou o retrospecto de 14 vitórias consecutivas no UFC. Nove defesas de títulos. A invencibilidade à beira da decisão de se aposentar, aos 37 anos. Mais: carregou a expectativa de uma nação agora acordada para a vida dentro do ringue. Fracasso significaria recuo das artes marciais mistas. Decepção, retrocesso. A responsabilidade o dominou no primeiro round. Silva caiu diante de Sonnen. O norte-americano, no entanto, também titubeou. Precisava validar o deboche, legitimar a revanche. E se fez feliz por cinco minutos. Levou o brasileiro ao chão. Dominou. Bateu. Mas, apertado, perdeu a velocidade e a força dos movimentos. Fim do round. A sensação do massacre visto em 2010, no UFC 117, espalhou-se no ar. Doce ilusão.

Anderson Silva despejou o nervosismo no intervalo. Retornou como mito. Reinventou a luta. A esquiva se impôs. Ficou invisível para o oponente. Socou. Sonnen sentiu e, na trapalhada da falta de habilidade, girou no vazio para cair sem acertar Anderson Silva. O brasileiro o derrubou ao dançar o corpo para baixo. O adversário brasileiro se apagou. Anderson encaixou uma joelhada. Deu socos. Sonnen tentou levantar. Mas caiu com um murro e só parou de apanhar quando o juiz intercedeu. Aos 1m55s do segundo round, registre-se: nocauteados ao chão ficaram o lutador com a língua superior ao talento, a mediocridade das palavras desmedidas, a falência da prática de tentar intimidar o oponente com baixarias, o amadorismo. De pé, o campeão do respeito, o fruto do esforço, o domínio das artes marciais mistas. O brasileiro Anderson Silva, campeão dos médios do Ultimate, invicto há 15 lutas, com dez defesas de cinturão. O maior atleta do UFC de todos os tempos.

Fora do octógono, um país enlouquecido pelo MMA. O UFC 148 colheu a semente plantada pelo pioneirismo brasileiro nas artes marciais mistas décadas atrás. A façanha de Anderson Silva, do desafio ao sucesso absoluto, serviu de metáfora para desafogar a pátria com a garganta entalada contra menosprezos. A alegria ecoou eterna ao fim da luta. Braços erguidos, gritos ininterruptos. Um retrato de gol, conquista de copa do mundo.  As artes marciais mistas pediram licença ao futebol para, na noite do sábado, transformar o Brasil no país do MMA. É um caminho sem volta.

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Trator é Pernambuco no UFC 148

Lutador encara cubano para permanecer no quadro do UFC

Os minutos sobre o octógono no sábado à noite serão determinantes para o pernambucano Rafaello Trator. O lutador precisa da vitória para continuar dentro da maior franquia de artes marciais mistas (MMA) do mundo. O retrospecto do brasileiro – um dos cinco no card do torneio de Las Vegas – é desfavorável: ele vem de duas derrotas no Ultimate (diante do potiguar Gleison Tibau, na edição 130, e frente a Yves Edwards, no UFC Live). Os resultados na primeira passagem pelo torneio também é tortuosa: Rafaello venceu apenas uma das três lutas travadas contra Nik Lentz, John Gunderson (vitória) e Andre Winner.

O patrão do UFC, Dana White, costuma ser intolerante a derrotas. O atleta com sequências negativas só permanece no quadro de funcionários da franquia quando possui um histórico respeitado na trajetória do esporte ou, de alguma forma, obteve projeção midiátia a ponto de compensar o esforço (e recursos) investidos pelo torneio. O também pernambucano Junior Assunção sentiu na pele, recentemente, o golpe do UFC. Ele acabou cortado dos eventos mesmo com resultados positivos: perdeu um combate disputado diante de Ross Pearson, mas venceu a luta anterior contra Eddi Yaggin. Curiosamente, o havaiano por ele derrotado continua na lista de pagamento do Ultimate.

Rafaello demonstrou recuperação quando deixou o quadro do UFC pela primeira vez. Conseguiu emendar uma sucessão de quatro vitórias em eventos de expressão inferior ao do Ultimate – entre eles, o Recife Fighting Championship, cujos sucessos lhe renderam o passaporte de volta para casa de Dana White. O pernambucano acumula na carreira 19 lutas e 14 vitórias. Ao Ringue Diario, ele declarou estar confiante na batalha deste sábado.

O adversário de Rafaello é o cubano Yoislandy Izquierdo, lutador desde 2010. O atleta também vem de uma derrota, para Reza Madadi, no UFC on Fuel TV, em abril deste ano. As únicas vitórias de Reza ocorreram em eventos menores em termos de expressão. Ele tem 7 lutas e 6 resultados positivos.

A definição de um adversário com menos experiência no MMA sugere leve vantagem para o pernambucano. Os dois têm praticamente a mesma idade (28, o cubano, e 30, o brasileiro) e precisam de uma vitória na noite do sábado para continuar vivos dentro do UFC. Rafaello, com mais bagagem no mundo da luta, pode usar o currículo para impor o ritmo do confronto. Ele faz a primeira luta do card preliminar. Pernambuco torce pelo conterrâneo para contar com mais um atleta entre as estrelas do MMA mundial. Hoje, apenas Rapha Assunção, irmão de Junior, segue no corpo do Ultimate.

Pernambucano cortado do UFC

Junior Assunção revelou a dispensa do maior torneio de lutas do mundo pelo Twitter

O pernambucano Junior Assunção, da categoria dos pesos-pena, foi dispensado do UFC, maior franquia de lutas de MMA do mundo. O próprio lutador revelou o corte por meio do Twitter na noite desta segunda-feira. “Eu acabei de ser cortado do UFC! Uau… Aparentemente, eles não gostaram da minha última luta. Obrigado ao @ufc pela oportunidade. Aos meus fãs, eu voltarei! Obrigado pelo suporte. Eu não estou no controle disso. Meu técnico disse que tudo ficará bem”, postou o atleta no microblog. A mais recente participação de Junior no Ultimate ocorreu no combate contra Ross Pearson, quando ele acabou derrotado por decisão dos juízes, no UFC 141, no fim de dezembro.

O atleta pernambucano já havia sido dispensado das lutas pelo UFC – depois da derrota para Nate Diaz, no UFC Fight Night 11, em 2007. A partir de então, competiu em eventos menos expressivos de MMA: foram oito duelos e apenas uma frustração – o périplo por torneios do circuito alternativo incluiu a participação exitosa em duas edições do RFC. Junior manteve uma invencibilidade de quatro anos até o retorno ao Ultimate, em setembro do ano passado, contra Eddie Yagin – luta vencida pelo brasileiro.

A notícia do corte surpreendeu o lutador. Em postagens subsequentes à do anúncio da dispensa, ele atribuiu a decisão do UFC a política nos bastidores. E isentou o mandatário da franquia, Dana White.”O chefe me disse que a luta (contra Ross) foi boa, uma performance de valor. Eu não entendo. Se eu soubesse que seria cortado, preferiria uma luta fácil, eu disse a meu treinador. Alguém pode me ajudar a entender?”, questionou o atleta. “Não foi decisão de Dana White. São as políticas por trás”, completou.

Depois de desabafar pelo Twitter, Assunção preferiu o silêncio: “A verdade vai aparecer logo. Não sei o que acontece nnos bastidores. Mas eu devo me calar agora”, observou. Com a saída de Junior, Pernambuco fica com apenas dois atletas no UFC: Rafaello Trator e Rapha Assunção – irmão do lutador dispensado. Pelo microblog, o irmão de Junior lhe deu apoio: “Deus tem o futuro. Estamos juntos, irmão”. A torcida pernambucana, também. Segue junto ao atleta.

 

Lesão tira Trator de edição do UFC

Um dos três representantes de Pernambuco no Ultimate Fighting, Rafaello “Trator” Oliveira não poderá participar do UFC on FX1, que será disputado em janeiro, em Nashville, Estados Unidos. Através de seu twitter, o lutador revelou não ter conseguido se recuperar da lesão na mão.

Apesar de ostentar um cartel de 14 vitórias e 5 derrotas, o retrospecto do pernambucano no UFC não é nada bom. Em cinco combates, Trator alcançou somente um triunfo, e vem de uma sequência de duas derrotas, desde que retornou ao Ultimate.

Para renovar o contrato com o Ultimate, Trator sabe que precisa de um bom desempenho em seu próximo compromisso, e vinha se preparando intensamente nos últimos meses, para encarar o sueco Reza Madadi. Diante da importância do confronto, é bem provável que a cautela tenha sido a melhor escolha para o pernambucano. Que ele se recupere logo e mostre o seu potencial! Boa sorte e boa recuperação, guerreiro!

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Pernambucano luta por vida nova no UFC

Rafaello Trator concedeu entrevista ao Ringue Diário e disse como pretende vencer próximo adversário no Ultimate

O pernambucano Rafaello Trator quer mudar o destino dele dentro do UFC, o maior torneio de MMA do mundo. Em cinco lutas, foram quatro derrotas. O lutador aposta na trocação e no jiu-jitsu brasileiro para dominar o adversário, o iraniano radicado na Suécia e especialista em wrestling Reza Madadi. O confronto será no dia 20 de janeiro, no UFC on Kox. Um dos expoentes das artes marciais mistas no estado, ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Ringue Diário e comentou a preparação para o combate decisivo em relação à permanência dele no Ultimate.

Ringue Diário: Como está a sua expectativa para a próxima luta?
Rafaello Trator: Eu estou super empolgado. Treinando muito e, com certeza, essa vitória vai ser nossa, de Pernambuco.

RD: Como tem sido a preparação?
RT: Comecei o treinamento específico para essa luta nesta semana. Estou treinando muito boxe e wrestling , e fazendo jiu jitsu e preparação física, além de boxe.

RD: Você estava com um problema na mão. Isso te impedia de tentar algo? Problema 100% resolvido?
RT: Quebrei a mão direita na minha última luta, então passei oito semanas sem poder dar soco. Fiquei treinando jiu-jitsu e wrestling com cuidado. Não está 100% ainda, mas já voltei às atividades normais.

RD: Você tem um retrospecto bem difícil no UFC: quatro derrotas e apenas uma vitória. O que fazer para que essa luta tenha um resultado favorável para você?
RT: Eu procuro dar o máximo nos treinamentos e deixar a pressão de lado. Essa vai ser diferente , é o começo de uma nova era.

RD:  O que você conhece do seu adversário? Como vencê-lo?
RT: Meu adverssário está estreando no UFC, é campeão de MMA na Europa e luta wrestling. A estratégia é impedir as quedas dele e dominá-lo na trocação. Também derrubá-lo para ultilizar o meu jiu-jitsu.

RD: O que o público pode esperar de Rafaello nesse combate que é diferente do que foi visto nas demais lutas?
RT: Pode esperar muito coração, muita raça, agressividade como sempre. Vamos sair vitoriosos.

RD: Manda uma mensagem para teus fãs brasileiros. Em especial para os pernambucanos que torcem por você.
RT: Sou pernambucano de coração, morro de saudade do meu povo, dos meus amigos e, quando entro no octógono, dou o máximo pra representar vocês da melhor maneira possível. Um abraço especial para todos do Jangamaica.

Divulgados os preços dos ingressos do RFC 5

Nas últimas edições do Recife Fighting Championship (RFC), os cards contaram com dois dos principais lutadores pernambucanos da atualidade. Rafaello “Trator” Oliveira e Júnior Assunção venceram seus combates com atuações convincentes que chamaram a atenção dos organizadores do UFC. Com os contatos estabelecidos, ambos acabaram assinando com o principal evento de lutas do planeta.

Motivo suficiente para que a proximidade da 5ª edição do RFC esteja agitando o cenário do MMA local. O evento, que terá o combate entre Mário Sukata e o inglês Dave Keeley como o principal da noite, será disputado em 15 de dezembro e a expectativa é de que o Chevrolet Hall receba um grande público.

Os ingressos começarão a ser vendidos na próxima segunda (28), no local do evento, nas lojas Renner e Vitabrasilnet. Confira os preços e garanta o seu!

Cadeiras: R$ 60 (inteira) e R$ 30,00 (meia)
Cadeiras VIP: R$ 100 (inteira) e R$ 50,00 (meia)
Mesas (4 lugares): R$ 400,00 (só na bilheteria do Chevrolet Hall)
Camarotes (10 lugares): R$ 1.000,00 (1ª fila), R$ 800,00 (2ª fila), R$ 600,00 (3ª fila)
obs.: Cada camarote pode comprar mais quatro senhas, por R$ 100,00 (1ª fila), R$ 80,00 (2ª fila) e R$ 60,00 (3ª fila)

A nova chance de Trator

Pernambucano está curado de problema na mão e volta a subir no octógono do UFC

O pernambucano Rafaello Trator ainda busca o recohecimento dentro do octógono no UFC. Em cinco lutas pelo maior torneio de artes marciais mistas do mundo, venceu apenas uma. Os resultados desfavoráveis acenderam a luz de alerta na carreira do lutador. Ele precisa de uma vitória convincente para se manter na elite do esporte. O desafio já tem data marcada: 20 de janeiro, no UFC on Fox. O atleta anunciou pelo Twitter a liberação dada pelo médico para lutar contra o estreante no Ultimate, o iraniano naturalizado sueco Reza Madadi.

O último combate travado por Rafaello ocorreu non UFC Live, no início de outubro. O pernambucano acabou nocauteado por Yves Edward no segundo round. Antes, ele havia perdido a luta para o potiguar Gleison Tibau, no UFC 130, em maio. Na primeira participação no UFC, Rafaello perdeu para Nick Lentz, no UFC 103, venceu John Gunderson, no UFC 108, e sucumbiu diante de Andre Winner, no UFC Fight Night: Florian vs Gomi. Nas duas lutas feitas no Recife Fighting Championship, em 2010 e 2011, ele superou Bendy Casimir e Ryan Bixler.

O pernambucano sofria com uma lesão na mão direita contraída após a luta no UFC Live. Mas, depois de ir ao hospital, constatou a inexistência de lesão capaz de tirá-lo do card. O anúncio da liberação recebu apoio de fãs e amigos pelo Twitter. Rafaello tem 19 lutas no cartel e 14 vitórias. O adversário dele, Reza Madadi, está invicto há seis lutas e ostenta o título do Superior Challenge da Suécia.

Outros dois pernambucanos em alta no UFC são Junior Assunção e o irmão dele, Rapha Assunção. O primeiro venceu Eddie Yagin no UFC 135, em setembro. O segundo detonou Johnny Eduardo no UFC Rio, em agosto. Pernambuco entra na torcida para que Rafaello seja mais um vitorioso do estado.